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“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 4 - Episódio 12

por Francisco Carita Mata, em 19.05.16

“Un Village Français

 

(Episódio global 36 - 18 de Maio de 2016)

RTP2

La frontière” – “ A fronteira”.

 

Começo com a tentativa de resposta à pergunta formulada na última narração.

O que fora fazer Rita De Witte, de bicicleta, na direção do local onde o namorado, Jean Marchetti, participava na armadilha montada aos Resistentes?!

 

Pois, lamento, mas não vos posso informar. Ontem só consegui visualizar o final do episódio e a possível resposta a essa interrogação já teria sido apresentada.

Só pude ver a partir do facto de Rita manifestar o seu descontentamento face a Jean, o informar que se iria embora, que não se esquecia do que ele fizera à sua mãe, nem o ia perdoar.

 

Bem pôde ele manifestar-lhe que tudo fizera por Amor, que isto do amor é como um cesto roto, cabe lá tudo o que se quiser... Que, se não fora assim, e a mãe nunca a libertaria, (há mães muito possessivas com as filhas...), que tinha um filho dele, que a amava, a não queria perder, que iria com ela para a Suíça...

Nada a demoveu, sarcasticamente lhe induziu se o filho seria dele (?!), que nunca o conheceria e partiu mesmo para a Suíça.

E, nisso, ele ajudou-a em tudo o que pôde. Primeiro a saber o modo e o como, o caminho de ir e, segundo, acompanhando-a e, como já disse, querendo segui-la para viverem nesse país.

 

Deixaria a polícia, teria outra identidade, ela também, e começariam nova vida, esquecendo o passado.

Nada, nada a fez voltar atrás e seguiu só, descendo a montanha, na direção do vale, onde corria o rio e, no outro lado, a libertação.

E ele também só, a chorar, de certa maneira, redimindo-se, capaz também de atos abnegados e altruístas, apesar de todas as perfídias cometidas.

E mais! Notando a presença de um policial de fronteira, ajustando o seu rifle telescópico e pronto a disparar, pediu-lhe que o não fizesse, e face à respetiva recusa, ordenou-lhe que parasse, mostrando-lhe o seu cartão também de polícia. Perante a persistência do atirador, que tinha ordens expressas de matar, não esteve com meias medidas e ele próprio puxou da sua pistola e assassinou o colega.

 

Estranhos, insondáveis e dramáticos, os caminhos do Amor, que levam a atos supostamente impensáveis de quem é tão apegado ao Dever.

Deste modo, a sua amada seguiu descansada, como ele e nós pudemos observar, através do monóculo da arma do colega.

Assim também ele se terá, de certo modo, libertado, aliviado, do mal que aos outros tem feito, reportando para si mesmo um castigo, a que não ficará certamente impune. Aguardemos futuras narrativas, em próxima temporada.

 

Que a quarta terminou ontem com o 12º episódio.

 

E como decorreu a emboscada aos Resistentes?

Também não soube pormenores.

O que sei, tive conhecimento pela boca de Raymond Schwartz, que lia as “Notícias”, jornal local, que dava conhecimento da morte de Albert Crémieux, com foto estampada na primeira página e outra de Marie Germain, mas não me perguntem sobre o respetivo destino.

Estranho o Destino que nos dá conhecimento do ocorrido, através da boca de Raymond que, como sabemos, fora amante de Marie, cuja quinta onde ocorreu o acontecido, aliás, lhe fora oferecida pelo próprio.

E a forma como ele larga o jornal para o chão: páginas caídas, espalhadas e esvoaçando pela rua enlameada...

Arrancou com o carro e a nova amante (?), namorada (?), já mulher? Também não sei ainda, nem ele nos convidou ou participou do casamento...

Esta, que se chama realmente Joséphine, empregada na firma, antes de subir para o carro com o patrão, questionou-o sobre qual era sua posição sobre os acontecimentos narrados.

Muito diplomaticamente, desviou-se da resposta, que era empresário e o que fazia eram negócios.

Como também sabemos ele fora e era um dos grandes fornecedores dos alemães ocupantes, com quem negociava bastante.

Os factos, que presenciava e lia através do “Notícias”, não lhe seriam indiferentes, como é óbvio, tanto no aspeto pessoal, como social e de cidadão francês. Conveniências!

Sabemos que, em futura temporada, virá a envolver-se também com a Resistência. O apelo da Razão e do Afeto, digo eu, far-lhe-ão tomar um posicionamento.

Que, para todos os efeitos, é isso que tem feito. Fez as suas próprias escolhas e, até ao momento, e principalmente, tem agido do lado dos ocupantes. Em seu próprio benefício, diga-se.

 

Lucienne in. telerama.fr.jpg

 

E não há mais notícias?!

Ah! Há, sim!

Sabemos que Lucienne gostou muito das novas experiências com o marido, Jules, a ponto de pretender saber onde foram as aprendizagens.

Embasbacado, tímido, meio atrapalhado, acabou por induzir que foi em novas oportunidades!

 

E, por aqui ficamos, que talvez ainda traga outras novas.

Que, em princípio, irá iniciar-se, hoje, a 5ª Temporada!

 

E, ainda me ocorre reportar que o ex- Presidente da Câmara, Daniel, vai abandonar Villeneuve, com a família nuclear que lhe resta. Irá para Besançon, para casa de uma tia!

E, também finalmente, pudemos ver o pequenote e traquinas Tequiero!

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publicado às 13:46



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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