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“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 5 - Episódio 4

por Francisco Carita Mata, em 25.05.16

“Un Village Français

(Episódio Global nº 40 – 24/05/2016)

 

RTP 2

 

“La répétition” / “A repetição”

25 de Outubro de 1943

 

Relativamente a este 4º episódio, começo por referir que não o vi na totalidade, nem percebo o significado do título, talvez precisamente pela razão anterior.

 

Também fiquei surpreso pelo facto de, contrariamente ao que me apercebera no final do episódio três, Antoine e o seu grupo de refratários não aderiram à Resistência. Ignoro o porquê, pois pareciam bem encaminhados para tal.

Continuam em grupo, ainda maior, são cerca de vinte, vivem num acampamento bastante improvisado nas montanhas, são liderados por Antoine, coadjuvado por Claude, que continua a tentar empenhá-los através do teatro. Fazem exercício físico, bebem chá pela manhã, não sei o que comem ao almoço, se caçam ou não e tiveram uma visão do paraíso, na pessoa de uma Eva, nadando num lago próximo.

Eva, que não a Braun, mas também acompanhada por um boche, que afinal eram dois e elas também duas, mas francesas, que foram curtir a folga dos rapazes alemães para os ares da montanha, para não estarem sujeitos a olhares indiscretos, pois eles estavam proibidos de contatar com autóctones. Mas sabemos como são estas coisas de amores.

E afinal havia não só vários pares de olhos indiscretos, mas até um binóculo.

E ainda fica muito por contar...

 

E sobre discrição e indiscrição também relatamos que Hortense, por mais discreta que tivesse querido ser, acabou por ser presa pela polícia e levada para a câmara municipal.

E porquê?!

Munida de duas pistolas embrulhadas numa mala, sentada num carro, não sei de quem, se dela própria, trocou as ditas armas por um frasquinho de morfina, a uns traficantes, que, após a transação, lhe pediram para esperar cinco minutos antes de abalar. E ela esperou!

Isto é, deu tempo para que chegasse a polícia, lhe pedisse a documentação, a interrogasse sobre o que ela guardava na mão e a algemasse, com direito a sentar-se numa sala da câmara, que ela conheceria de outros tempos mais afortunados, mas agora estava ali como criminosa.

E o presidente, o novo, mas de ideias velhas, chegou.

E lhe disse que ela caíra numa esparrela trivial de traficantes e polícias, que, no final, dividem o lucro a meias. Graciosamente a libertou, lhe devolveu até o produto, a recomendou ao marido, que o favor que fazia era do atual presidente para a esposa do anterior. Tudo presidencial.

E que, quando quisesse mais daquela encomenda, se lhe dirigisse. Pelos vistos, deduzo que ele será o vértice de tal negócio.

Que nestas coisas de guerras e necessidades, há sempre quem se aproveite da desgraça alheia!

Que também ainda haveria mais que contar... Mas não deixo de referir que, quando ela voltou para junto do seu amante, a trabalhar no respetivo gabinete, o operador de câmara, não a municipal, certamente por ordem da realização, fez o favor de nos mostrar, evidenciando em grande plano, nem mais nem menos que a celebérrima bandeira da suástica!

Para que ficasse bem presente do que e de quem se tratava!

Para que nós, telespetadores não nos esquecêssemos, nem ignorássemos ao que Hortense ia e com quem ia.

Não sei se ela teria plena consciência desse significado!

 

Marie in. toutelatele.com

 

E sempre de discrição se trata, se abordamos a forma ultra discreta como Jules Bériot e Marie Germain se reúnem, para tratarem de assuntos referentes à Resistência, no referente à fação (?) a que pertencem, a designada “França Livre”.

Encontraram-se na igreja. Bériot informou-a que o desejado “descarregamento” de armas saiu gorado, que os para-quedas não caíram no local certo, apesar do espaço devidamente assinalado com luzes.

Calharam-lhes umas quantas bíblias, por demais necessárias para as ações de guerrilha, certamente espiritual e caixas de bolachas. Deu-lhe uma bolachita e a moça não se fez de rogada, achou-a deliciosa.

Insistiu para que ela tentasse arregimentar os refratários, que os almejados apoios do exterior também dependem do número de aderentes.

 

Quanto aos Resistentes enquadrados no lado comunista, não temos sabido nada!

 

Quem também agiu com discrição, foi Lucienne que, ouvindo soluços do quarto de Marguerithe, com ela foi conversar e ambas desabafaram.

Não sabemos se a professora de Música foi totalmente sincera no que revelou, mas Lucienne confiou e, esta, sim, foi sincera e falou-lhe também dos seus amores passados, ignoramos se também futuros.

 

Lucienne e amores in. cultur.club.com

 

E sobre o futuro não sei. Nem vou especular, para não me enganar. Fico apenas por aqui!

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publicado às 16:48



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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