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“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódio 5

por Francisco Carita Mata, em 11.06.16

“Un Village Français

(Episódio Global nº 53)

(10 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

Episódio 5 – “L'homme sans nom” – “O Homem sem Nome”

28 de Agosto de 1944 

 

 

Quem é este “Homem sem nome”?

 

Muller, “caçado” com Hortense, ambos presos pelos americanos, que ela afirma ser seu cliente de favores sexuais, assumindo-se como prostituta, e negando terminantemente conhecê-lo?!

 

Marchetti, de nome por demais conhecido, ativamente procurado pelos “Resistentes”, mas passando despercebido aos mesmos, sonegando o nome, renegando-se enquanto tal, inclusive afirmando-se de judeu, (!), escondendo-se no celeiro e, mais uma vez, incógnito aos seus “caçadores”?! Enquanto Rita, o filho, David, ao colo, se apresenta aos perseguidores, ficando ele, cobarde e cinicamente, a vê-los partir, por entre as frinchas do palheiro, sorrindo de soslaio...?

 

Ou Kurt, amado sempre esperado por Lucienne, que faz de enfermeira, coadjuvando o Drº  Daniel Larcher, sempre na secreta e remota esperança de ele um dia voltar, de preferência à civil, que é como quem diz, em paz?!

 

Nesse difícil papel de enfermeira, ela que era apenas professora primária, na Escola transformada em hospital de campanha, para tratamento dos feridos alemães, Lucienne tratava com desvelo os jovens feridos e politraumatizados, sempre na guardada fé, não declarada, segredo seu, apenas revelado a soldado moribundo, que ele, Kurt, o seu eterno romance, um dia retornasse.

E, fosse ou não Kurt, não sei, apenas me apercebi que, no findar do episódio, Lucienne, ao destapar a mão entaipada, do soldado queimado, todo enrolado em ligaduras, nessa mão descobriu a do seu Kurt. E a beijou e acariciou como tal.

Será ou não será?! Ou será que ela nele vê e revê o que o seu coração deseja?!

Ou é apenas uma partida do guionista para nos deixar presos para o próximo episódio, para mais ainda com fim-de-semana prolongado de permeio e o “Europeu” também em França?!

Sinceramente, não sei!

(E, dir-me-á que há aqui incongruências...)

 

Neste episódio verificámos que, afinal, os alemães ainda não abandonaram de todo Villeneuve. Para além dos feridos, ainda há soldados ativos, e a fazerem estragos.

Na espera do aguardado comboio que levaria os restantes para Belfort, juntamente com os milicianos e os judeus presos, o comandante alemão, julgo que Schneider, ordena aos milicianos que abatam os judeus.

Estes, finalmente(!) recusam-se a obedecer e face à tentativa dos alemães agirem, disparando selvaticamente sobre inocentes, Marchetti, também ali presente, e alguns milicianos, disparam sobre os boches, impedindo um massacre de crianças e mulheres judias.

Acha abnegada e altruísta a atitude de Marchetti, o “carniceiro de Villeneuve”?!

Desengane-se.

Marchetti apenas quis salvar o próprio filho e a mulher que amou, a judia Rita de Witte!

 

E com ela e o filho foge, deambulando pelo campo, até que se acoitam numa quinta abandonada.

Nessa deambulação e caminhada foi uma oportunidade de se confrontarem sobre amor e desamor, sobre o passado recente de ambos, de como ela e porquê regressou da Suíça, para onde ele a levara; do que ele fizera nesse tempo, dos crimes que cometera entretanto, para além de prender crianças e mulheres, do porquê do epíteto que lhe atribuíam.

Também do seu passado remoto, dos pais que ambos não conheceram... Também de futuro, do que fazerem, reatarem ou não o relacionamento, que Rita não deseja, que por ele apenas sente “mágoa e desprezo”. Da atribuição de paternidade a David, filho de ambos, que Rita também recusa, que “David é uma criança sem pai”!

Rita já não quer nada com a França. Não esqueceu 1942 e a forma como os franceses trataram os judeus. Talvez vá para a América... Londres... Portugal...

 

Marchetti é perseguido encarniçadamente. Por enquanto, ainda não foi apanhado...

Por enquanto... Que Rita, apesar de tudo, e de todas as razões que tem para o odiar, não o denunciou.

 

Hortense e Muller foram presos pelos americanos.

Negam conhecer-se, ela afirma-se prostituta, (fugiu-lhe a boca para a verdade?!), sujeita a interrogatório, confirma sempre essa versão, tenta seduzir o oficial americano, mas é presa numa cave juntamente com outras mulheres francesas suspeitas.

E quem vai ela encontrar na mesma condição de suspeita, mas como supostamente espia?!

Pois precisamente a temperamental Jeannine.

Entram em conciliábulo. Jeannine sugere não revelarem os seus segredos, mas, mal é levada presa e ameaçada de ir a julgamento para Besançon, e não ser eventualmente socorrida pelo providencial papá, logo imediatamente denuncia Hortense dando a conhecer que o respetivo “cliente” é nem mais nem menos que Heinrich Muller, o célebre e procurado chefe do SD de Villeneuve!

 

Gustave in. youtube.com

 

Gustave, filho de Marcel e sobrinho de Daniel, foi apanhado pelos alemães a fazer contrabando no mercado negro.

Ia ser fuzilado, não fora a providencial chegada do tio Daniel, que conseguiu, com calma e persuasão, apesar de armas apontadas, convencer o soldado alemão que podia colaborar com eles, ajudando-os a salvar e operar feridos, na sua qualidade de médico. 

Daniel in. telestar.fr.jpg

E foi nesse contexto que ele reiniciou a efetiva colaboração com a designada, circunstancialmente, enfermeira, a professora primária, Lucienne!

 

E que acontecerá a todas estas personagens?!

 

Quem também regressou ao elenco e ao enredo foi o enigmático De Kervern.

Agora todo-poderoso e cheio de ares de prosápia. Investido na qualidade de prefeito da cidade.

Dando ordens e afirmando objetivos de ação: Restabelecer a ordem, prioritariamente; apanhar colaboracionistas, sem perdoar...

Despediu-se: “Meus Senhores...”

Mas foi corrigido por Suzanne: “Meus Senhores e minha Senhora!”

Foi olhada de soslaio...

 

Estou na Resistência, desde 1940!”

 

Suzanne in. toutelatele.com

 

Esta personagem, Suzanne, é por demais interessante sob múltiplos aspetos: enquanto mulher, cidadã, política, trabalhadora, “Resistente”, militante...

Agora de namoro com Antoine, o herói romântico do “Desfile”, bem tenta encaminhá-lo... Mas ele apenas quer brincar com ela ao jogo de “pedra, papel tesoura” ou mesmo à “macaca”.

Ou que ela lhe narre o conto da “fonte do ouro”.

 

“... a fonte do ouro está no teu coração.”

 

E, deste modo, por hoje, termina esta narração!

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publicado às 13:46



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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