Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Verão dos Marmelos / Verão de São Martinho

por Francisco Carita Mata, em 25.10.14

Final de Outubro, quase Novembro! O Outono na sua pujança, neste ano um quase Verão. "Verão de São Martinho" antecipado, que neste ano se juntou ao "Verão dos Marmelos". Falar de  Outono é falar dos frutos de Outono. Nozes, avelãs, frutos secos! E poder-se-á falar de Outono sem falar de marmelos, dióspiros... E de romãs?! Essa fruta tão cheia de significados, tão bela na sua forma e conteúdo. E tão saborosa... E tão rica nutricionalmente.

Foto1605.jpg

 

Falar de Outono é falar dos Santos. Falar dos "Santinhos". Quando se pedia os santinhos de porta em porta e trazíamos, contentes, um saco com marmelos, passas de figo, romãs, algumas nozes, que havia poucas... Algumas guloseimas... Uns tostões...

 

Da ida às "Alminhas" onde andava a "Unha de Boi"...

 

Mas esses são outros temas, de outro post..

 

Sobre uma mesa de fórmica, de produção industrial, uma imagem de natureza, de produção artesanal: romãs, marmelos, dióspiros. Sobre um naperon em crochet, trabalho manual em forma de peixe, lembranças de mar, que a forma coletiva dos frutos pretende sugerir. Frutos da Terra, sugestionando frutos de Mar.

Foto1604.jpg

 

E termino com esta imagem deste Outono! Outono?! Verão, tal o calor! Quiçá Primavera, de tão verdes os campos?! Faltam-lhe as flores, mas as ovelhas pastam abrigadas, como nos velhos tempos. A imagem das casas da Aldeia, no recorte do horizonte. As oliveiras centenárias, memórias de tempos de outros tempos, a azinheira que nasceu e prospera na racha de uma pedra granítica e o eucalipto que o meu Pai plantou, também entre duas rochas nascediças, como ele diria...

Foto1580.jpg

 

Neste post não posso deixar de agradecer à fotógrafa e construtora deste blog, apesar das suas objeções a que tal mencione. Sem ela ele não existiria.

À mãe da fotógrafa e à mãe do pai da mesma, pois nada existiria sem elas. E saudades ao meu Pai que pastoreia outros rebanhos...

 

Foto1587.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:19



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Temas

Poesia

Arquivos

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog