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Versos semeados nas paredes (I)

por Francisco Carita Mata, em 17.04.17

"Poesia na Rua"!

Lisboa – Olivais Velho – Calçadinha dos Olivais

14/04/2017

"Sexta Feira Santa"

 

Este poema iniciou-se a partir de uma frase, um “verso” escrito numa parede de Lisboa, que li, que achei, nos vários sentidos da palavra, uma verdadeira preciosidade. Num local que é uma ilha perdida dos séculos XVIII e XIX, implantada na Lisboa dos finais do século XX e do início deste 3º milénio: Parque das Nações, Olivais Norte, Av Infante Dom Henrique, Gare do Oriente, Av. De Berlim…

 

olivais velho. pt.wikipedia.org. jpg

 Precisamente a norte da Rua Américo de Jesus Fernandes, onde se situa a sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Num muro, nos Olivais Velho, na Calçadinha dos Olivais, na parede da Escola “Primária”, um graffiti, com o verso: “Empresta-me um sonho”, assinado HK.

 

*******

 

Num muro li: «Empresta-me um sonho»

Como se comprassem uma ilusão.

E ao beberem água de medronho

Quisessem que ardesse o coração.

 

Não te empresto, não posso, um sonho

E dar, mais não posso, que Poesia

Talvez um cheiro, sabor a medronho

Certamente um riso d’ alegria.

 

Um sonho emprestado é sonho teu

Tuas as palavras que’ achei na rua.

Texto publicado será sempre meu?

Ou, tal verso, é do sol, é da lua?!

 

Quem versos grava, órfãos, em paredes?

Poemas, quem lavra, dispersos, perdidos nas redes?!

 

Não sei. Não tenho resposta.

Que versos e poesia são para quem gosta.

E há muito… foi o correio e a mala-posta!

 

***

 

“Empresta-me um sonho”

Que eu dou-te um poema

Travo de medronho

Traço de grafema.

 

…   …   …

 

Fotografei. Quando tiver oportunidade, talvez divulgue foto. Talvez!

 

Original FMCL. 20170414. jpg

 (Houve, hoje, dia 19/07/17, oportunidade para divulgar uma foto original de FMCL.

Consulte também o post específico, S. F. F.)

 

Lanço um repto aos Poetas e Poetisas.

Quando virem, lerem, acharem versos, perdidos nas paredes… Tentem construir um Poema!

 

(Imagem in. - pt.wikipedia.org.)

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publicado às 19:30



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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