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XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Eu Vos Venero, Ó Pedras"

por Francisco Carita Mata, em 20.12.15

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

XIII Antologia

 

Neste post, divulgamos uma Poesia de Rolando Amado (Lisboa):

Ribeira do Salto Aldeia Foto original de D.A.P.L. 21 02 2015.jpg

 

“Eu Vos Venero, Ó Pedras”

 

"Passou água, passou vento, tudo e nada

Como deuses de várias formas, sois meu guia

Eu olho as pedras do rio e da estrada

E me esmagam de tempo e sabedoria.

 

Calhaus rolados ou dunas do deserto

Sedimentos mudos e dispersos

São vidas caladas que eu desperto

Dos pensamentos mais diversos.

 

Pedras que eu beijo e a que me entrego

Com amor maior humildemente

Ao Nirvana que busco e não renego

Pedras de ti, de mim, pó de semente.

 

Minha família, irmãs, eu vos escuto

Nesse desejo de amor absoluto

Das vossas entranhas um sinal.

 

E por toda a verdade que eu sei

Que a vós juntar-me um dia irei

Eu vos venero, ó pedras, afinal."

 

Rolando Amado (Lisboa)

Pedras da Ribeira do Salto Foto original de D.A.P.L.2015.jpg

 

Nota Final: As fotos são originais de D.A.P.L.

Ribeira do Salto - Aldeia da Mata, 2015

 

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publicado às 15:42



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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