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XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Ao Cante Alentejano”

por Francisco Carita Mata, em 04.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post nº 271, voltamos à publicação de Poemas da 13ª Antologia do C.N.A.P., de 2015.

 

Desta vez, um Poema de um Alentejano, Luís Ferreira, de S. João de Negrilhos, Aljustrel, debruçando-se sobre uma Arte identitária das Terras Transtaganas, mais especificamente originária do Alentejo Sul e Central, mas que se estendeu à Grande Lisboa, mercê da Diáspora Alentejana, a partir dos anos sessenta do século XX.

Falamos do Cante, que após a atribuição pela UNESCO, do galardão de pertença ao “Património Cultural Imaterial da Humanidade”, em 2014, alcançou foros de Cidadania Global.

Pois o Poema de que falamos designa-se precisamente:

 

“Ao Cante Alentejano”

 

“Cantam em coro

E a sua voz se eleva

A uma voz,

Em grupo, ao mesmo tempo

De nós raízes são

De sofrimento, amor e solidão

E nesse momento

De vertical paixão

Dão ao silêncio luta

E a sua voz em coro

Rompe a solidão!”

 

“Ao Cante Alentejano, género musical tradicional do Alentejo, foi classificado pela UNESCO, em 2014, Património Cultural Imaterial da Humanidade.”

 

Luís Ferreira, S. João de Negrilhos (Aljustrel)

 

Na Antologia, este Poema está ilustrado por um sugestivo desenho, também da autoria de Luís Ferreira, composto por três elementos figurativos: o sol, uma espiga e uma sugestão de mar... Uma trilogia também identificadora do Alentejo!

Lamento não apresentar o desenho neste post, mas não me foi possível digitalizá-lo. E, o ideal seria publicar um original. Caso o Autor me fizesse chegar um exemplar de um desenho, ficaria muito grato.

Luís Ferreira é também o Autor da Capa da Antologia, conforme também já referi. Quando puder e se puder, tentarei digitalizá-la.

Este Autor também teve a amabilidade de me ilustrar o exemplar da Antologia que guardo para mim, com os autógrafos dos antologiados, com um bonito desenho, que valoriza ainda mais aquele exemplar único, porque contém as assinaturas de vários dos Poetas antologiados, de todos os que até ao momento pude contactar.

 

Sobre o “CANTE” já publiquei neste blogue algumas crónicas. Aliás, a primeira, e, de facto, o primeiro post foi precisamente sobre esta Arte Coral.

Também já divulguei eventos sobre o mesmo, para que reporto também.

 

E com toda esta conversa penso como ilustrar esta apresentação.

Seguindo o óbvio, uma imagem de um Grupo Coral seria ilustrativa. Mas não tenho nenhuma pessoal. Na net é o que mais há, dir-me-ão!

 

Nem sempre gosto de enquadrar os temas no que será mais explícito à primeira vista.

 

Mas após muito pesquisar… No meu “depósito” fotográfico já tenho cada vez menos fotos… e não tenho nenhuma suficiente sugestiva.

 

Pensei numa de “giestas floridas”, giestas como uma sinfonia de cor, em tons de amarelo, como o das searas… Do “meu” Alentejo, do Nordeste, que não é tanto de planícies… como a foto muito bem ilustra.

 

Giestas floridas Foto original  DAPL 2014.jpg

 

Uma da “Ponte Vinte e Cinco de Abril”, visualizando o Cante como uma ponte entre o Passado e o Presente, e entre este e o Futuro.

Uma ligação entre as duas margens do Tejo, Aquém e Além do Tejo, que o Cante irmana na Diáspora e liga e une os espaços e tempos do Alentejo profundo do Centro e Sul da planície, com este Tejo das duas margens do Rio, em que se canta esse Cante de Além ou de Aquém(?) Tejo.

Sempre o Tejo, como marca profundamente identitária dos Povos a que pertencemos, deste Sul de Portugal.

 

Ponte 25 Abril Foto original DAPL 2015.jpg

 

E são precisamente estas duas fotos, originais de D.A.P.L., que ilustram este Poema, da identidade alentejana.

Também porque “Almada é a Capital do Cante”.

E a “Ponte 25 de Abril” é também um marco identitário de Almada, da Margem Sul e do Alentejo, que é como quem diz de “Aquém Tejo”!

 

E anexo ainda um link para o Grupo Coral de Serpa, que para isso também temos a net e o youtube.

 

 

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publicado às 18:34



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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