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XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “A Reforma”

por Francisco Carita Mata, em 08.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post nº 276, remetemo-nos novamente para a divulgação de Poesias da 13ª Antologia, 2015.

Neste caso, divulgamos a Poesia “A Reforma”, de José da Silva Máximo, de Ponte Velha, Marvão.

No procedimento até aqui seguido, não referimos a idade de nenhum dos antologiados, mesmo quando a data de nascimento estava explicitada.

No respeitante a este Poeta, tomo a liberdade de contrariar esse procedimento, mencionando que nasceu em 1925. Será certamente o decano dos vinte e nove antologiados, pois tem a venerável idade de noventa anos!

 

“A Reforma”

 

“Mote:

 

A vida dum reformado

Se não há ocupação…

É meio caminho andado

Na rota da solidão.

 

Nunca mais chega até mim…

Dizemos com ironia

No trabalho dia-a-dia

Em constante frenesim

Aliviando-se assim

O desespero tomado,

Ao ver um aposentado

Invejando essa pessoa,

Julgando ser coisa boa

A vida dum reformado.

 

Só quando nos reformamos

Temos tempo p’ra pensar…

Vemos os anos passar

Para mais novos não vamos!

P’rà velhice caminhamos

Sem lhe podermos ter mão,

Há também a perceção

Que o descanso é merecido

Mas é tão aborrecido

Se não há ocupação…

 

A quem pode e nada faz

Lhe chamamos preguiçoso,

Ou então de ocioso

Rotulado de incapaz!

É consequência que traz

De um ou doutro ser chamado…

Bom é não estar parado

Se é que ainda vigor tem,

Que isso é rumar p´ro além,

É meio caminho andado.

 

Eu já sei avaliar

Tudo quanto escrevo e digo;

Se outra coisa não consigo

Vou teimando em versejar…

Procurando improvisar

Sem ter jeito, mas então…

Cá vou indo em contramão

Movendo as pernas e os braços,

Caminhando a largos passos

Na rota da solidão.”

 

 

José da Silva Máximo, Ponte Velha (Marvão)

 

 

A sugestiva fotografia, também original de D.A.P.L. e de 2015, que acompanha este post, remete-nos para a temática desta Poesia e para uma forma de não entrar “…Na rota da solidão”.

 

 

" Jardim de D. Vanda" Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Para se entender melhor, deverá consultar: Aqui!

 

 

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publicado às 15:19



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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