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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Glosas com Rosas (III)

“Sabores da minha cozinha”!

Rosa. Foto original. 2021. 04. jpg

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Belo é o teu jardim rosa

Lugar do mais belo perfume

 

Esta é a quadra criada por Margarida, detentora do blogue “Sabores da minha cozinha”.

Aí, são apresentados vários pitéus, variados doces, perdição dos gulosos, como eu.

A estruturação do postal inclui uma descrição da iguaria, a especificação dos respetivos ingredientes, o modo ou modos de confeção e preparação, nomeadamente o tradicional.

Todo este processo é acompanhado de sugestivas fotografias originais e autenticadas.

 

O que falta?!

O que falta mesmo é só a possibilidade de degustação dos acepipes.

 

Margarida também nos brinda com excelente Poesia, partilhando Poetas consagrados: Mia Couto, Miguel Torga…

 

O/A Caro/a Leitor/a fará o favor de navegar, apreciar e ajuizar.

Boas degustações, com muita saúde.

Não abuse dos doces, SFF.

https://saboresdaminhacozinha.blogs.sapo.pt/

 

Glosas com Rosas (II)

“Cheia” e “Sociedade Perfeita”

 

Após alguns dias sem possibilidade de publicar, volto ao tema das “Glosas com Rosas”.

Hoje, à quadra criada por Cheia”.

Rosas. Foto original. 2018. 05. jpg

“Dá picada dolorosa”

Muito bonita e airosa

Tem perfume, e é uma rosa

Uma flor amorosa!

 

“Cheia” é um dos blogues criados por José Silva Costa, que, além deste, tem também “Sociedade Perfeita”.

São dois blogues que circulam nestas plataformas comunicacionais, com acerto e regularidade e que têm “Gente” dentro. Neles, perceciona-se o lado humano, que importa realçar na comunicação, mesmo virtual.

Aí perpassam histórias de Vida: “Vidas”, “Amor & Guerra”.

Também Poesia.

“Vidas”: Relatos de experiências supostamente ficcionadas, mas em que a vivência do seu Autor está nelas plasmada.

O Alentejo do Sul interior, quase serra algarvia, dos finais de cinquenta, princípios de sessenta, da vida de crianças e famílias nessa época; a vinda e a vida em Lisboa de um jovem marçano e a sua sede e senda de progresso. (…)

Amor & Guerra”: o início da guerra do Ultramar, em Angola. A experiência ou inexperiência de um jovem soldado, aí desembarcado… As peripécias desenroladas, o Amor…

Bem… fica muito por contar, nem esse é o meu propósito.

 

A leitura das narrativas compete-lhe a si, Caro/a Leitor/a.

Aventure-se! Avalie por si mesmo. Não se sentirá defraudado/a.

Obrigado pela sua atenção!

 

Glosas com Rosas (I)

Poetaporkedeusker

Os últimos postais tenho-os dedicado à Poesia!

Caro/a Leitor/a, a divulgação da Poesia foi um dos motivos principais na criação deste blogue.

(Um ligeiro desvio no raciocínio… Já reparou a quantidade de postais em que já não falo da pandemia, nem sequer apresento a etiqueta “Covid 19”? É saudável!)

Voltando ao teor principal da narrativa.

Rosa e Malvas Rosas. Foto original. 2021. 04. jpg

Quando publiquei as duas quadras do texto poético, no penúltimo postal, sob o títuloTem perfume, é olorosa”, Maria João Brito de Sousa, de “motu próprio”, criou uma quadra, a partir do último verso da minha segunda Daí lhe vem azedume”.

 

Achando a ideia original, passei a propor às Pessoas que comentaram o postal, que criassem também uma quadra a partir de um verso, das duas que eu divulgara.

CheiaeMargarida tiveram a amabilidade de responder à sugestão.

Logo pensei como lhes agradecer aos três…

Para esse fim, resolvi publicar um postal para cada uma das criações.

 

Hoje, neste postal, apresentamos em destaque a quadra de Maria João Brito de Sousa:

 

“Daí lhe vem azedume”

Porque inda que frágil sendo,

Ganhou a rosa o costume

De tentar-se ir defendendo…

 

 *******

Mª João Brito de Sousa tem vários blogues, entre os quais:  Poetaporkedeusker 

 

É o blogue que tem mais ativo, onde praticamente todos os dias patenteia a sua classe inexcedível de poetar, na estrutura formal e de conteúdo mais perfeita de “respirar” Poesia: o Soneto!

Aventure-se a navegar e avalie por si. SFF!

Obrigado pela sua atenção e amabilidade.

 

/… rosas de perfume…/

Duas Quadras soltas nunca vêm sós!

Duas Quadras e uma Sextilha ou Duas Quadras e Dois tercetos?  

Rosa rosa. Foto original. 2021. 04. 29. jpg

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Tem perfume, é olorosa

Do espinho tem queixume

Dá picada dolorosa

Daí lhe vem azedume.

 

Rosa, não sejas vaidosa

Que vaidade é vaga-lume

Lá por rosa bem cheirosa

Não ardas em qualquer lume

Nem te faças caprichosa

Que ciúme é negrume!

*******

E ainda... SFF. Obrigado!

Tem perfume é olorosa

Duas Quadras Soltas!

Rosas botões. Foto original. 2021. 04. jpg

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Tem perfume, é olorosa

Do espinho tem queixume

Dá picada dolorosa

Daí lhe vem azedume.

 

Rosas. Botões. Foto original. 2021. 04. jpg

P. S. - Ests fotos, das rosas ainda em botão, ilustrando quadras soltas, foram tiradas no início do mês. Deduzo que, agora no final, o quintal estará florido.

 

… não te chames rosa… /

Uma Quadra Solta

Rosa grená. Quintal. Foto original. 2018. 07. jpg 

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Rosa salmão. Quintal. Foto original. 2020. 01. jpg

*******

P.S. – Peço desculpa, mas o postal anterior a este, “A Flor do Marmeleiro”, saiu-me repetido. Um erro meu na edição do respetivo texto. Já é a segunda vez que, num curto espaço de tempo, me acontece. Tenho que ter mais atenção. Acabo por manter os dois no blogue, pois só hoje me apercebi da situação. Obrigado a todas as Pessoas que têm a amabilidade de acompanhar estas narrativas e o meu renovado pedido de desculpas.

 

A Flor do Marmeleiro

Árvores com História (III)!

Flor Marmeleiro I Foto original. 2021. 04. jpg

Vou continuar com a temática das plantas. Neste caso, não questiono sobre a respetiva designação. Deduzo que o/a Caro/a Leitor/a conhece. E eu também.

Marmeleiro. Foto Original. 2021. 04.jpg

Este marmeleiro é uma das árvores que tem uma história para contar. Aliás, todas têm. Nós é que não as conhecemos, porque esses são os segredos que elas nos guardam. O respetivo tronco é um repositório de histórias.

Flor Marmeleiro II. Foto Original. 2021. 04. jpg

Sobre esta também já escrevi em postal anterior.

Flor Marmeleiro III. Foto Original. 2021. 04. jpg

É proveniente de um bacelo que um colega me trouxe da Régua, em 1984/85. Foi abacelado pelo meu Pai, no local onde ainda está. Na margem de uma valeta, forma com outras árvores um renque, bordejando a vala de escoamento de águas de terrenos a montante. Enquadram-se no sentido norte sul. Esta já foi a maior desse alinhamento. Atualmente é ultrapassada por uma amoreira e um chorão. Hei de trazê-las ao blogue.

Entretanto, como é próprio de marmeleiros, criou outros rebentos, que não são mais do que si mesma sob outras aparências, só superficialmente diversas, porque são uma e a mesma planta, o mesmo ser vivo. Que, aliás, serão a mesma entidade da que lhes forneceu o ramo, lá na longínqua Régua. Mistérios da Natureza e das Plantas!

As flores são dum desses rebentos que vou deixar crescer, para melhorar esse renque de arvoredo. 

E na foto final, bem como noutras, em fundo, está outra árvore, esta mais na categoria de arbusto, que também tem história para contar.

Flor Marmeleiro IV. Foto original. 2021. 04. jpg

Votos de Feliz Primavera. Já agora, sem chuva. Que, por aqui, na Grande Lisboa, têm sido cá uns carregos de água! Quase diluvianos!

Saúde!

 

(P.S. - Categorizei este postal, como "Árvores com História - III", porque sei de certeza de dois postais que assim classifiquei. Se eventualmente tiver outros, procederei à respetiva ordenação.)

 

A Flor do Marmeleiro

Árvores com História (III)!

Flor Marmeleiro I Foto original. 2021. 04. jpg

Vou continuar com a temática das plantas. Neste caso, não questiono sobre a respetiva designação. Deduzo que o/a Caro/a Leitor/a conhece. E eu também.

Marmeleiro. Foto Original. 2021. 04.jpg

Este marmeleiro é uma das árvores que tem uma história para contar. Aliás, todas têm. Nós é que não as conhecemos, porque esses são os segredos que elas nos guardam. O respetivo tronco é um repositório de histórias.

Flor Marmeleiro II. Foto Original. 2021. 04. jpg

Sobre esta também já escrevi em postal anterior.

Flor Marmeleiro III. Foto Original. 2021. 04. jpg

É proveniente de um bacelo que um colega me trouxe da Régua, em 1984/85. Foi abacelado pelo meu Pai, no local onde ainda está. Na margem de uma valeta, forma com outras árvores um renque, bordejando a vala de escoamento de águas de terrenos a montante. Enquadram-se no sentido norte sul. Esta já foi a maior desse alinhamento. Atualmente é ultrapassada por uma amoreira e um chorão. Hei de trazê-las ao blogue.

Entretanto, como é próprio de marmeleiros, criou outros rebentos, que não são mais do que si mesma sob outras aparências, só superficialmente diversas, porque são uma e a mesma planta, o mesmo ser vivo. Que, aliás, serão a mesma entidade da que lhes forneceu o ramo, lá na longínqua Régua. Mistérios da Natureza e das Plantas!

As flores são dum desses rebentos que vou deixar crescer, para melhorar esse renque de arvoredo. 

E na foto final, bem como noutras, em fundo, está outra árvore, esta mais na categoria de arbusto, que também tem história para contar.

Flor Marmeleiro IV. Foto original. 2021. 04. jpg

Votos de Feliz Primavera. Já agora, sem chuva. Que, por aqui, na Grande Lisboa, têm sido cá uns carregos de água! Quase diluvianos!

Saúde!

 

(P.S. - Categorizei este postal, como "Árvores com História - III", porque sei de certeza de dois postais que assim classifiquei. Se eventualmente tiver outros, procederei à respetiva ordenação.)

 

Em Abril, abriu-se um dia... Poesia Visual!

Por dentro deste, Outro País...

Em Abril. Poesia Visual. 2021. 04. 25. jpg

Para evocar esta data, divulgo um trabalho poético que integro no contexto da designada "Poesia Visual", a partir de uma poesia que publiquei no blogue, em 30/03/2015, que agradeço consulte, S.F.F.

Poesia visual excerto. 2021. 04. 25. jpg

Trabalhei o poema deste modo, no ano passado, mais ou menos há um ano, no contexto do confinamento "a sério", em que estávamos nessa data. "Produzi" outros trabalhos que também divulguei neste canal comunicacional.

Soltaram-se cravos!

Em Abril. excerto. 2021. 04. 25.jpg

Viva o Vinte e Cinco de Abril!

 

Que aconteceu ao Jardim na Cidade?!

Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes – Antes de Vinte e Cinco! 

Bem te Queremos, Liberdade!

Bem me queres. Foto original. 2021. 04. pg

A pergunta, titulando o postal, poderá ser encarada numa perspetiva genérica e questionar sobre a efetiva e na prática quase inexistência de “Jardins nas Cidades”. Na verdade, e atualmente, o que os decisores políticos criam, nas nossas cidades, são parques.

Jardins, jardins, persistem alguns mais antigos, nalgumas das nossas localidades.

Jardim Feijó. Foto Original. 2021. 04. jpg

Mas esta pergunta é mais específica. Reporta-se a um jardim peculiar que havia num enquadramento entre prédios, de uma rua no Feijó, Cidade de Almada: (Foto anterior).

Peço-lhe Caro/a Leitor/a que faça o favor de ler um postal antigo que escrevi no blogue, em 18/11/2014, bem no princípio destas narrativas internáuticas e que intitulei precisamente Um Jardim na Cidade – O Jardim de Dona Vanda”.

Pois, que aconteceu a este singelo e peculiar Jardim?!

Passei por ali recentemente, já neste mês, já por ali não passaria há mais de um ano, e constatei que foi transformado no espaço de parque que documento fotograficamente.

(O antigo Jardim ficava no espaço entre os dois prédios, a meio da fotografia seguinte. Correspondente ao espaço da foto anterior.)

Parque Feijó. Foto Original. 2021. 04. jpg

No conjunto, todo aquele espaço foi valorizado. O que ali estava era uma espécie de buraco, nas traseiras de várias urbanizações e agora há um espaço arrelvado, arborizado, caminhos de fácil percurso pedestre, um jardim infantil. Globalmente, houve melhorias, não tenho quaisquer dúvidas.

Parque Infantil. Foto original. 2021. 04.jpg

Mas não teria sido possível manter o pequeno e modesto Jardim, integrando-o no contexto global do parque?! Digo eu…sei lá!

E para quando deixarem de arrelvar, e construírem efetivamente jardins?! Jardins de “flores”, com roseirais, arbustos autóctones, que floresçam nas épocas próprias.

Sempre os espaços de relvas. Manutenção cara, muito gasto de água e… para que servem?!

Já sabemos! Para que os/as modernos/as chiques levem os canídeos a defecar. Que até tirei fotos, precisamente no local do dito jardim. Que não mostro, evidentemente.

O que vale é que a Natureza floresce sempre, como provam as papoilas e os bem-me-queres!

Papoilas no Jardim. Foto original. 2021. 04. jpg

Porque é que os nossos políticos, da nossa Democracia, decidem sempre de cima para baixo, não contemplam as decisões tomadas de motu próprio pelas populações?! Só pensam em nós para votarmos. Daí tantas vezes o desinteresse…

Estas são exclusivamente opiniões minhas.

Que era possível, viável e desejável que, embora construindo aquele parque, se mantivesse o Jardim, era! Espaço ajardinado, bem peculiar, simples, natural, trabalhoso, traduzindo o espírito de Cidadania de quem o idealizou. De quem o construiu, criou, manteve, sustentou de água que faltava, de espécies bonitas e florescentes que, na altura própria, coloriam aquele canto meio abandonado a que davam Vida! Era possível manter, sim!

E é ou não importante que os “nossos” políticos atendam também às vontades dos Cidadãos nestas pequenas e também grandes coisas e causas?!

E estarei ou não a exercer um dos Direitos fundamentais que o 25 de Abril nos proporcionou?

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