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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Não há Natal para ninguém!

«Natal 2»

 

«Se o Natal que agora temos

Não é aquilo que queremos

E mesmo sem ser Natal

A ganância galga muros

E deixa tudo em apuros

Ficam muros e barreiras

Ficam arames farpados

Ficam os refugiados

E mais pobres a pedir

Ficam crianças com fome

E só quem for indiferente

Poderá ficar contente

Com presépios a fingir

E luzinhas a brilhar

Mas esse brilho aparente

Vem despertar nosso olhar

Para um olhar mais atento

Vem dar-nos um outro alento

Na esperança já tardia

De alcançarmos outro dia

De justiça e alegria

Mas enquanto não fizermos

O que temos para fazer

E não o fizermos bem

Não há Natal para ninguém!»

 

Poema de Luís Ferreira, 2015.

 

Este Poema foi oferecido pelo Autor, aos presentes na Tertúlia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, no dia 11 de Dezembro de 2018 (3ª feira).

A convite e sugestão do Autor tive o grato prazer de dizer este Poema perante o grupo de presentes.

(Não éramos muitos, bem sei! Mas a Poesia anda tão abandonada! E sete é um número muito bonito. Obrigado pelo lindo poema e pela sugestão para o dizer.)

Este poema que o Autor nos ofereceu vem enquadrado num postal ilustrado alusivo ao Natal, com um trabalho artístico estilizado, com alguns aspetos iconográficos do natal atual: a árvore e a estrela, enclausuradas em arame farpado! Um desenho minimalista, identificativo do estilo muito pessoal do Autor, tanto na forma como no conteúdo. De forma muito simples, consegue reportar-nos para os conceitos, ideias e ideais que nos quer transmitir. Apelando-nos para a nossa consciência interventiva! Forma simplificada, versus conteúdo elaborado e profundo!

As cores também são muito sugestivas!

(Se eu conseguir digitalizar, hei-de apresentar a imagem, para que o/a caro/a Leitor/a possa apreciar e ajuizar devidamente.)

De Altemira Fiz Um Ramo

Versos e Prosas da Aldeia

Altemira Artemísia Foto DAPL 2016. jpg

 

E já que retomámos a escrita… Voltamos à Poesia. Desta vez, à Poesia Popular.

Temos em preparação, quase a ser editado, um livro estruturado a partir de recolha de “Cantigas”, quadras populares, coligidas em Aldeia da Mata, por várias Pessoas, algumas felizmente ainda vivas, outras que nos deixaram esse legado, mas já não estão entre nós.

A Poesia Popular é extraordinariamente rica. Na sua aparente simplicidade, tanto na estrutura formal, essencialmente quadras, como nos conteúdos, transmite-nos belas imagens poéticas, metafóricas, algumas de profunda e sensível ironia, intrinsecamente arreigada aos costumes e tradições do nosso Povo.

Através dela e nos contextos em que era dita, melhor, cantada, daí a designação de “cantigas”, educava, ensinava, veiculava Valores, Princípios, Atitudes, Comportamentos…

Era uma forma de transmissão oral de conhecimentos, de geração em geração. (Transmissão oral, pois que verdadeiramente só a partir dos finais dos anos quarenta é que a escolarização foi ganhando predominância. Até essas décadas – 40/50 - a população portuguesa era maioritariamente analfabeta.)

Ocorria num contexto predominantemente lúdico, de lazer: bailes e arraiais, convívio entre os vários intervenientes, essencialmente jovens, mas em que os mais velhos também participavam.

Mas também no enquadramento do trabalho campestre, entre os grupos, ranchos, que operavam nas várias atividades campesinas: nas mondas, nas ceifas, nas azeitonadas, durante a labuta diária e nas idas, ao nascer do sol e nos regressos das atividades, ao por do sol, enquadradas na sazonalidade das labutas no campo.

Estas tradições ocorriam ainda na década de cinquenta, enquanto o nosso país foi predominantemente rural, o setor primário dominante, antes das grandes correntes migratórias para as cidades em industrialização e das vagas emigratórias para a Europa mais desenvolvida, cujos grandes fluxos aconteceram na década de sessenta.

E antes de toda a novel tecnologia emergente a partir dessa década, nomeadamente rádio, televisão, gira discos, que foram modificando as tecnologias do lazer.

Bem! Mas toda esta conversa vem a propósito do mencionado livro, quase a ser editado, gostaríamos que ocorresse ainda este ano de 2018.

Apresentamos uma foto da imagem da capa, a “Altemira”, designação tradicional da artemísia em Aldeia da Mata e a quadra que sugestionou o título.

 

«De altemira fiz um ramo

De alfazema bem composto

O Amor que agora amo

Foi escolhido ao meu gosto.»

 

E outra foto, de uma figueira pingo - mel e também a quadra que a sugestiona.

Tal como a figueira também queremos produzir o fruto, o livro, mas também com flor, a “Altemira”!

 

Figueira Pingo Mel. Original DAPL. 2016.jpg

 

«Não olhes para mim, não olhes

Que eu não sou o teu amor

Eu não sou como a figueira

Que dá frutos sem ter flor.»

 

*******

 

(E a propósito desta figueira, plantada no Vale, no início desta segunda década, deste segundo milénio, também tem história, como quase todas as árvores que tenho plantado, a partir de sementeira, abacelamento ou que eventualmente comprei.

Veio do quintal do meu sogro de um ramo que cortei da figueira de São João. Foi abacelada num vaso, posteriormente transplantada para o terreno onde está, sempre supondo que era de São João.

Só quando ela começou a produzir é que me apercebi que era de pingo mel.

E como occorreu isso?! Milagre?! Transmutação genética?!

Não, de todo. 

O meu sogro tinha a figueira dele enxertada com duas qualidades: São João e Pingo Mel. E eu quando colhi os ramos para abacelar, desconhecendo o assunto, trouxe dos ramos de pingo mel e não dos de São João. São ambos figos deliciosos.

Mas agora já tenho num vaso um outro abacelamento, este de São João!)

 

Ementa de Natal à base de Poesia!

APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia no Vá – VÁ - 9 de Dezembro 2018 (Domingo)

Avenida de Roma  - Lisboa

 

Volto à publicação no blogue. E com Poesia, que tem sido a temática dominante neste ano.

Muitos assuntos, poderia ter abordado neste interregno de não publicação. Neste mesmo domínio, vários acontecimentos ocorreram que não noticiei: tertúlias, lançamentos de livros, divulgação de Poesia… Mas não o fiz. Talvez ainda volte a algumas ocorrências. Que mais vale tarde…

(Outros acontecimentos, nomeadamente algumas das politiquices, me apeteceu abordar…)

 

Volto falando sobre Poesia!

Hoje, houve novamente Poesia no célebre café / restaurante da Avenida de Roma – cruzamento com a dos Estados Unidos, em Lisboa. A partir das dezasseis e trinta, como é costume.

E o espaço esteve bastante bem composto. Éramos vinte e três pessoas. Nem todos disseram poesia. Os que o fizeram, trouxeram fundamentalmente textos de sua autoria.

 

(O ruído mantem-se. Os talheres, o vozear, os pires e chávenas, a caixa registadora… Para o lado da cozinha, pudemos observar a preparação culinária, até vislumbrar ou ouvir algo sobre ementa e confeção dos pratos…

Bem… adiante!)

 

E, nesta tarde, e dada a próxima quadra festiva… a ementa poética foi precisamente sobre o Natal.

E quase todos os presentes procuraram seguir essa “carta”: poetar sobre o enquadramento natalício, segundo uma toada mais ou menos iconográfica e tradicional ou subvertendo um pouco essa imagem mais ideal e ritualizada da Natividade!

 

A Direção, ainda atual, fez-se representar por Carlos Cardoso Luís, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti e Fernando Afonso. Cada um teve oportunidade de expressar a sua opinião pessoal, face aos respetivos desempenhos, enquanto elementos diretivos. Justiça lhes seja feita! Cada um sabe de si e para além de os congratular pelo trabalho e agradecer pelo desempenho, ficou muito bem esta auto - avaliação pública.

Da minha parte, Parabéns e Obrigado, sempre!

E que a futura Direção continue o bom trabalho da cessante.

Igreja e araucária 2015 Foto original DAPL.jpg

 

E houve Poesia! Natalícia, na sua maioria. Bem como a formulação de Votos de Boas Festas!

 

Carlos Cardoso Luís disse: “Natal é uma aventura”.

Joaquim Sustelo: “Natal dos pobres”.

Mabel Cavalcanti: “O amor chegou de forma inusitada”.

Carlos Fernandes, do seu recente livro: “A minha velha casa”.

Francisco Carita Mata: “O Menino / O Futuro morre na praia!

Santos Zoio: “O Natal é um dia como outro qualquer”.

Fernanda Beatriz cantou: “Premonições”.

Catarina Malanho disse: Consoada.

Lu Lourenço: “Natal é todos os dias”, de Álvaro Giesta.

Daniel Costa também disse um poema, mas não de Natal.

Aurélio Tavares: “Natal hoje”.

Júlia Pereira: “Soneto da Visitação”.

Mário Bragança também disse poesia, mas não de Natal.

José Castrelas disse “Quadras de Natal”.

Lurdes Amaral: “Uma história sobre Jesus”.

Fernando Afonso disse, de Lurdes Amaral: “Anúncio de Natal”.

Lurdes Mano disse, de Catarina Malanho: “Acordem, poetas!”

 

Para além dos poetas e poetisas mencionados, ainda estiveram presentes, embora não tendo dito poesia: João de Deus Rodrigues, Ilda Rodrigues, Ivone Magalhães, Nelice Palocal, Adelaide Zoio.

 

(E esta foi a primeira parte desta ementa poética! Atrevo-me a dizer que o prato principal. Pelas dezoito, saí. Já outros confrades o haviam feito anteriormente. Houve habitual consumo. Já o havia feito logo no início.

A segunda parte não posso referenciar como decorreu, porque não assisti. Mas não desmereceu, de certeza, da primeira!

Votos de Bom Natal, para todos e um Ótimo Ano Novo.

Qualquer incorreção nesta crónica, deixe comentário sugestivo, SFF.

Obrigado!)

 

Ah! A fotografia?! Para mim, associo inevitavelmente o Natal à minha Aldeia. Esta é a imagem da Igreja de Aldeia da Mata, com a célebre araucária, de que me lembro de toda a vida, num quintal junto ao adro, onde brinquei em criança. Imagens iconográficas! Foto original DAPL, como a maioria das fotos do blogue. De 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXII Antologia de Poesia da APP – Lançamento

“A Nossa Antologia” 

Tertúlia no VÁ - VÁ

Foto original DAPL. 2016. jpg

 

Foi lançada no passado dia onze, domingo, a mais recente Antologia da Associação Portuguesa de Poetas. A vigésima segunda. Nela estão representados setenta e nove autores.

O lançamento decorreu no âmbito da Tertúlia do Vá Vá, habitual no segundo domingo de cada mês, a partir das dezasseis e trinta, no célebre café – restaurante da Avenida de Roma, em Lisboa, “Loja com História”, de que as Tertúlias da APP são, indiscutivelmente, parte integrante.

Uma tarde de imensa chuva por toda a Lisboa, talvez esse facto tivesse arredado alguns dos hipotéticos participantes. Apesar desse contratempo, ainda assim estivemos uma dúzia de resistentes. Nem todos os presentes comparticipavam na Antologia, mas numa primeira ronda cada um de nós leu ou disse um dos poemas que compõem o variado conjunto. Quem não integrava a Antologia leu um dos poemas da mesma, à sua escolha.

Disseram presente, Rogélio Mena Gomes e Fernando Afonso, que coordenaram a reunião; Su Sam, Maria Alcina Adriano, Francisco Carita Mata, Feliciana Garcia, Luís Gomes, José Castrelas, o mais recente associado, que leria um dos seus poemas, extra antologia, no início duma 2ª ronda; Maria Deodata, João Murtinheira Branco, Aurélio Tavares, Maria Isilda Gonçalves.

Parabéns a todos os participantes e destemidos face ao temporal. Que continuem a comparecer.

Ainda não li toda a Antologia, mas irei fazê-lo!

Obrigado aos coordenadores e parabéns a todos os antologiados, ao prefaciador e ao autor da capa. (Capa simples, minimalista, mas sugestiva e elucidativa face à temática.)

(Ilustro o post com uma imagem, original DAPL – 2016, reportando para a Luz, dimanada da Poesia, face à escuridão que ensombra o Mundo. Poesia é Luz!)

 

 

Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

 

Na última sessão de “Poesia à Solta”, ocorrida a 27/10/18, na sede da SCALA - Almada, lancei um desafio a todos os presentes e a quem quisesse participar, de organizarmos uma “ANTOLOGIA VIRTUAL”, subordinada ao tema “MAR”.

 

Foto original DAPL. 2016.jpg

 

Antologia Virtual?!

Sim! Muito simples.

Cada um dos participantes escreve um poema, um texto em prosa, um pensamento, ou até um desenho ou apresenta uma foto, em que aborde a sua perspetiva sobre o tema.

O MAR não é indiferente a ninguém. Ademais numa região em que a sua presença e influência são tão marcantes.

Para esse efeito, entreguei uma folha, para que cada pessoa escrevesse o seu texto, quando tivesse oportunidade.

Deixei igualmente um envelope, para guardar os trabalhos obtidos, aí colocando aquele com que irei participar. Uma simples quadra! Que não tem que ser necessariamente o modelo a seguir. Bem pelo contrário. O que importa é que haja criatividade!

 

Posteriormente, em princípio na próxima tertúlia, recolherei os trabalhos elaborados e face à aderência conseguida, estruturarei e organizarei o que foi obtido.

Numa fase subsequente, em princípio, a partir do próximo ano, começarei a divulgação no blogue: aquem-tejo.blogs.sapo.pt/.

 

Uma “Antologia”, agrupando diferentes obras, de diversos autores, e “Virtual”, dado que será difundida através da internet.

 

Esta ação divulgadora é uma metodologia, talvez “Missão”, seguida no blogue “Aquem-Tejo”, desde o início. Dar a conhecer, a Poesia, a Arte, as Atividades Literárias, Culturais, os Acontecimentos, que passam despercebidos aos nossos meios de comunicação, mas que são bem mais importantes que as ocorrências com que diariamente somos bombardeados, a torto-e-direito, às vezes numa repetição exaustiva até ao cansaço.

 

A divulgação da Poesia, dos vários “colegas” deste ofício de Poetar tem sido uma constante no blogue.

Tanto a nível individual, quando vou a lançamentos de livros, como coletivamente, a partir da participação em Antologias:

XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

XX Antologia da Associação Portuguesa de Poetas

- “Portalegre em Momentos de Poesia”.

 

Esta “Antologia Virtual” vem precisamente nesse seguimento. Publicar no blogue trabalhos de Pessoas, de algum modo ligadas à SCALA, independentemente de serem sócias ou não.

(Friso que é uma iniciativa minha, pessoal.)

Vamos, então, participar!

 

*******

Como mencionei, este repto foi lançada na sessão de “Poesia à Solta” de Outubro.

Quando posso, costumo elaborar uma despretensiosa crónica sobre as Tertúlias que frequento. Desta vez não me foi possível.

Mas não quero de deixar de mencionar quem disse: “Presente”! Dizendo Poesia!

- Maria Gertrudes Novais, Maria Manuela Silva, Arminda Vieira, Maria Amélia Cortes, Manuel dos Anjos Delgado; Carlos Gaspar, a Esposa e a Filha, Margarida; José Rodrigues e Esposa, Maria Emília. Além deste cronista.

Disseram Poesia de sua autoria, ou de familiares e amigos e de Poetas consagrados.

O Srº José Rodrigues teve a amabilidade de dizer o meu poema  "Empresta-me um Sonho". Tenho que referir especialmente o facto, pois é sempre gratificante ouvirmos poemas nossos ditos por outras Pessoas. Obrigado!

E desculpem-me e perdoem-me os outros participantes por não referir especificamente os poemas ditos por cada um, mas desta vez não me é possível.

 

Obrigado também pela Vossa participação, que nos enriquece sempre escutarmos a Poesia dita por todos e cada um, que com o seu saber e labor nos revelam um dos lados mais gratificantes da Humanidade: a Arte de Poetar e Dizer Poesia!

Gostar de Poesia!

Boletim Informativo e Cultural Nº 82 da Associação Portuguesa de Poetas

 

 

Neste Post nº 619, apresento as respostas à ENTREVISTA realizada por Presidente da Associação Portuguesa de Poetas, Carlos Cardos Luís, publicada no Boletim Informativo e Cultural Nº 82.

 

1-O que é que o motivou e levou a gostar de Poesia?

Verdadeiramente não sei! O dom de poetar, julgo que é algo que nasce connosco. Depois são as aprendizagens que vamos fazendo ao longo da Vida, nos mais diversos contextos e ambientes, que realizamos de modo consciente ou mesmo sem nos apercebermos e tomarmos consciência desse facto. Constantemente, a Inspiração vai comandando o nosso estro. E o Trabalho, que sem ele nada feito!

 

2-Com que idade começou a escrever poesia?

Consciente do facto e do ato, julgo que já na casa dos vinte. O primeiro poema que publiquei foi em 1984, na Revista “A Família Cristã”, já quase na casa dos trinta!

 

3-Tem alguma obra publicada?

Muitos textos em verso e prosa, em suporte de papel, dispersos em diversos enquadramentos. Participações em diversificadas Antologias de Poesia.

Desde Outubro de 2014, o blogue: aquém-tejo.blogs.sapo.pt.

 

4-Na sua opinião qual é a importância que os meios de comunicação social dão ao mundo literário, inclusive à Poesia. O que falta para uma maior divulgação da Poesia?

Se compararmos com a relevância que dão a outros assuntos que, na sua maioria, não têm qualquer valor positivo ou de cidadania construtiva, a importância que atribuem à Poesia é nula!

O que falta é apenas Vontade Política! Deveria ser um Dever de Cidadania que pelo menos os “Media” Públicos divulgassem, diariamente, Poesia!

 

5-Que pensa da APP?

A Associação Portuguesa de Poetas, tal como outras Instituições Amadoras que se dedicam à divulgação da Poesia, são um Oásis no meio do deserto e ignorância poéticas dos “mass – media” portugueses!

No caso vertente, a APP, os seus Associados, a sua Direção, estão de parabéns pelo excelente e meritório trabalho que vêm desenvolvendo. Bem hajam e Obrigado!

 

6-Que projectos tem para o futuro?

De curto prazo, replicar a atual exposição de “Poesia Visual”, que tenho na Sede da APP, no âmbito do CNAP, no Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, ainda este ano. No próximo ano, apresenta-la na SCALA - Almada, de modo mais alargado.

Ainda de preferência este ano, dar à estampa um livro dedicada à minha Mãe, a todas as Mães, à minha Aldeia…

Também gostaria de publicar, a curto prazo, um livro com algumas das minhas produções poéticas.

A médio prazo, um livro de prosas…

Continuar a “Dizer Poesia”, como tenho feito muito especialmente este ano, que é a concretização de um “Sonho” de um projeto que esteve planando anos…

Aliás, todas estas realizações são ou serão a concretização de sonhos “adormecidos”…

 

7-Muitas perguntas ficaram por colocar. Foi para nós um enorme prazer fazer esta entrevista. Agradecemos o facto de se ter disponibilizado para participar nesta entrevista para o nosso Boletim, contudo agradecemos deixe uma mensagem para os leitores.

Obrigado, digo eu! E a mensagem:

- Que nunca deixem de Sonhar! “O Sonho comanda a Vida…” E que lutem por concretizar os Sonhos!

 

8-Sabemos que tem muita coisa escrita pelo que lhe pedimos para nos deixar um poema de sua autoria. Obrigado.

Com muito gosto e agradecimento.

Deixo-vos um dos meus recentes poemas: “O Futuro morre na praia!

 

 

 

"Saudade de Ter Sonhos"!

 

 

Quem poderá viver sem sonhar?! “O sonho comanda a vida…”

 

Apresentam-se dois bonitos poemas do Poeta Rolando

Aprecie, se faz favor!

 

«SAUDADE DE TER SONHOS»

 

«Eram tantos e tão risonhos

Esses devaneios, essas viagens

Feitas nas asas dos sonhos…

Mas caíram as folhas do calendário

Com o tempo, passaram ventos.

No passar dos anos e dos desenganos

Das tempestades do quotidiano.

Sonhar era tão fácil e possível…

Ao som duma canção

De um filme qualquer

Ou de uma leitura inspirada.

Que saudade de ter sonhos!

Neste agora espaço limitado e tacanho

Tanto barulho, tanta poluição, tanto plástico

Agora sombrio e de crises…

Por que é que os pássaros cantam menos?

Que saudade de ter sonhos

Que saudade de viver!»

 

*******

 

«SENTIMENTO»

 

«Num acaso nos achámos

Num acaso nos deixaremos

E nunca nos pertencemos…

Perdoa amor, tão crua franqueza

Desta tão grande certeza.

E a vida é dádiva e a vida é bela.

Fala meu amor, fala mais de ti

Que mesmo sem te entender

Ficarás inesquecível.

Olha, amor, olha a lua, olha o mar!

Como os deuses nos contemplam!

Sem ti, não consigo

Não consigo pensar, não consigo sorrir

Tão distante estás, agora de mim.

Mas sei que te verei,

Primeiro em sonhos, depois, no além…

Porque a vida é dádiva, a vida é bela.»

 

Rolando Amado Raimundo

(SET.  2018)

Benfica! Benfica… Tertúlia.

 

TERTÚLIA POÉTICA AMÉRICA MIRANDA

 

03 De Novembro de 2018, às 17:00 horas

 

Auditório Carlos Paredes – Benfica - Lisboa

 

Este post bem que poderia abordar o Benfica e o evento de ontem, em Amsterdão. Mas não!

 

Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

Debruça-se sobre outros acontecimentos.

Divulga a Tertúlia que irá ocorrer, em Benfica, sim; em espaço aonde também já foi a sede do Benfica, sim; aonde ainda ocorrem atividades do Benfica, sim (!), do Sport Lisboa e Benfica!

No Auditório Carlos Paredes.

Também já aí disse Poesia!

E, neste “Encontro Poético”, de poesia, também canções, “entreténs”, (…), também irão marcar presença, Amigos, que também já figuram com trabalhos seus no blogue. E outros, que em devida altura também poderão figurar.

Pois!

Segue-se o Programa das Atividades.

Compareça, que vale bem a pena!

Não sei se haverá jogo do “Glorioso”, na Luz.

Das vezes que tenho ido, tem havido sempre jogo.

Só ainda não calhou ouvir a ressonância de um golão, quando passo junto ao estádio.

Acontecerá!

 

******* 

PROGRAMA

 

Abertura – Memorial à Tertúlia

Apresentador – Mário Valejo

Fados – Mário Rodrigues

Poesia – Armando David

Poesia – Álvaro Giesta

Canções líricas e poesia – José Gonçalves

Poesia – Fernanda Pacheco

Poesia – Luís Filipe Rodrigues

Poesia – Eugénia Chaveiro

Canções – Fernando Silva

Entretém – Mário Valejo

Poesia – Luís Alves

Poesia – Aldora Amaral

Poesia e canções – Trio «Boa Esperança», Fátima Arnauth, Mª. José e Francisco Assis

Poesia – Isabel Bastos Nunes

Poesia – Carlos F. Bondoso

Poesia – Clara Mestre

Canções – Rolando Amado

Poesia – Jorge Ferreira

Poesia – Lobo Mata

Final – Mário Valejo

 

******* 

(Ah! A Fotografia... Já sabemos, original DAPL. Laranja e Limão, que até rima com Amsterdão! Laranja, laranja! Mecânica?!  Quem ficou com a laranja?! A quem calhou o limão?! Bem azedo, por sinal, ademais, e por demais, já no final!)

O Futuro morre na praia!

Foto original DAPL 2015.jpg

 

O Menino morre na praia!

 

Fugindo à fome… Tanta que passei.

E, à roda, tanta fartura qu’havia!

Mundo de pátrias ausentes de lei

De terras sem paz nem democracia.

 

Barcos prenhes d’ulisses à deriva

Buscando ítacas imaginadas

Rómulo sem remo nem onde viva

Romas avaras de portas fechadas.

 

Porto a porto ouvindo recusas

Meu corpo deixo na praia, inerte.

Não me chames irmão, se me escusas

 

Não te digas cristão, se me renegas.

Que eu vou andar nestas refregas

P’ra que o Mundo acorde e desperte!

 

(Set. 2018)

 

 

 

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