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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Autógrafo de Amália

Este é o meu postal nº 800.

Capa Visão. Amália. Foto Original. 2020. 09. jpg

(Cortesia da Revista "Visão", a que, todavia, não pedi autorização!)

É um número significativo de missivas, que tenho lançado na net. Múltiplos e variados temas, assuntos, bitaites, desabafos; em prosa, em verso, meus, de muitas pessoas amigas, ou simplesmente conhecidas, que comigo partilharam projetos, antologias, reais ou virtuais. Montes de fotos! (...)

 

Sendo um número “redondo”, basicamente dois algarismos, o oito e o zero, duplamente. (8, que graficamente é praticamente também dois zeros.)

 

Merece ser festejado, com algo de valioso, partilhado, a partir deste espaço virtual, com todos os internautas, como é evidente. Todos temos consciência que o que publicamos eletronicamente, deixa de ser nosso. Para o Bem e para o mal!

Também se aproxima a data deste blogue festejar os anos. A 8 de Outubro fará 6 anos: 08/10/2020!

 

E o que vou partilhar?! Como se titula, é algo sobre Amália!

(Que em 6 de Outubro - 06/ 10/ 2020 - fará 21 anos que faleceu.)

 (... ?!)

Pois, precisamente o Autógrafo que a Diva do Fado me deu, na sequência da visualização do filme, "Fado – História de uma Cantadeira”, na Cinemateca, em 1986, a 13 de Março – (13/03/86).  

Sobre este assunto contei, no postal nº 768, a 27/ 07/ 2020. “O meu momento Amália! Ao vivo!

Postal que foi destacado pela Equipa do SAPO. Novamente, o meu Obrigado!

 

E assim, segue-se foto do Autógrafo, da pagela e de parte do bilhete.

 

Autógrafo Amália. Foto Original. 2020. 09. .jpg

 

Autógrafo Amália. Foto original. 2020. 09. jpg

(Obrigado a Amália, porque continua a (en)cantar-nos! Está passando na RTP1, um documentário produzido em 1995, sobre Amália. Imperdível!)

O Sítio do Picapau Amarelo

Sítio de “ver as vistas”!

Sítio PicapauAmarelo in. pinterest.pt.jpg

(in. pinterest.pt)

Neste postal, 799, vou também entrar num tema na moda, tal como referi no postal anterior. Compreende-se! É uma das minhas Cidades. De Rio e Mar! Tem vistas lindíssimas da Capital, do Tejo, do Mar da Palha, da Ponte, da Foz do Rio... Locais incomparáveis, como a Casa da Cerca, aqui documentada. Quinta de Almaraz! Também no Bairro Amarelo!

(Próximo postal: 800! Surpresa especial.)

 

Mas o título desta missiva é: Sítio do Picapau Amarelo. Acompanhei esta série há alguns anos. Uma delícia! Também já aqui citámos Monteiro Lobato, a propósito de Tieta. E que tem isso a ver com Almada?! (…)

 

Quem exerce cargos públicos de relevância está a ser permanentemente escrutinado. Então nestes tempos de telemóveis topo de gama, redes sociais e todos os quejandos virtuais… Não me vou alongar nestes considerandos.

 

Vou apenas tentar propor um exercício de ironia sobre o assunto.

As afirmações, as atitudes dos nossos políticos proporcionam verdadeiros quadros das célebres “Revistas à Portuguesa”.

 

Imaginem transpor a partir das afirmações da Senhora Dona Inês, um quadro de humor, contextualizado a partir da série mencionada.

Não vou escrever a rábula, que as minhas capacidades não chegarão a tanto.

Proponho a distribuição de papéis da série, por personagens da política, nacional e local.

 

Dona Benta: Senhora Dona de S. Bento, num papel trasvestido, peculiar nas Revistas.

A Narizinho seria Dona Inês, para não meter o nariz onde não é chamada.

Pedrinho, precisamente, o peculiar Pedro, passando o tempo a faltar às Aulas de Cidadania, que o Pai não lhe dá cavaco para assistir.

Emilinha?! Pois só poderá ser Dona Emília, nem era preciso mudar o nome.

Visconde de Sabugosa? O Senhor Maestro, que tão boa música nos tem dado, Pai de Dona Inês.

 

A Cuca? Dependerá de vários aspetos. Se atentarmos na ideologia e face ao que vivemos atualmente, será essa chaga que por aí anda a atormentar as gentes. Noutra perspetiva ideológica, bem poderá ser outro papão qualquer. Dependerá do guionista. E já agora do produtor, financiador, patrocinador da Revista. Que poderá ser ópera – bufa, desfile carnavalesco ou programa de humor televisivo.

 

Dos personagens principais, falta-me atribuir o papel de Tia Nastácia.

E também gostaria de atribuir o de Saci.

E faltam vários e interessantes papéis mais secundários.

 

Disse não tratar das falas, guião, roteiro, mas… tenho que informar que, Dona Benta, Dona de S. Bento, mandou dizer a Dona Inês, através do Saci, que não se ficasse por Almada, “só a ver as vistas”. Senão vem o Papão / Dona Cuca e tira-lhe o mandato!

E também que não se mudasse para o Sítio. Para não haver especulação imobiliária, nem aumento das rendas!

Coisas da Net (II)

Mais algumas coisas que tenho constatado, apreendido e aprendido!

Foto Original. 2020. 08. jpg

Coisas que tenho observado e sobre que tenho aprendido, principalmente nos últimos meses, em que me tenho embrenhado um pouco mais nestas coisas da net.

Muitas desconhecia e assim tenho aprendido também.

A questão dos plágios: não é recente, tomei consciência desta situação mal comecei.

Os perfis falsos: algo de que já conhecia a existência, mas que constatei na prática, há pouco tempo.

Mais recentemente apercebi-me de perfis falsos de comentadores que são “outros eus” dos autores do blogue. De Anónimos, que respondem por vários perfis. Agora procuro selecionar onde comento, para não ficar enredado nessa teia confusa de quem é gente e de quem é apenas pseudónimo, sem conteúdo pessoal. Tenho aprendido!

Os indignados, os irritados da net. Há gente que anda sempre a dizer mal de tudo e todos. Há os que selecionam os respetivos ódios de estimação. Esta indignação segue ondas e modas. Se aparece uma gaffe qualquer, de um tipo ou tipa na moda, cai-lhe tudo em cima.

Também me apercebi que há “bloguers” / “bloguistas”, que têm uma agenda política e partidária muito bem definida. Só me apercebi disso há bem pouco tempo. Fazem propaganda de determinadas correntes políticas e partidárias, como se estivessem a opinar de forma isenta e inócua. Vamos percebendo com o tempo.

Há direcionamentos muito específicos sobre determinados assuntos. A ponto de, perante ocorrências do mesmo teor, face ao acontecimento x ou y, se for encarnado ou verde, toda a gente se atira, mas se for amarelo ou roxo, omite-se completamente opinião. Caso bem recente foi o das festas, festinhas, festanças e festarolas, romagens e romarias, que houve por aí.

Qualquer coisa serve para o pessoal se indignar, arrotar postas de pescada, quando não ofender.

Mas também tenho aprendido com todos estes cambiantes e atuações. Aprender até morrer!

E volto aos erros ortográficos?

Querer dizer. “Há” e escrever “Á”. É mais frequente do que parece.

E sobre o “Acordo”, com que metade dos internautas está em desacordo?!

Quem escreve errado? Quem o segue ou quem escreve segundo o normativo anterior?!

E continuamos a ter de estar sempre a verificar dados quando entramos nos vários sites. Um aborrecimento!

E algo positivo que aprendi a partir da comunicação na net, ainda não há muito tempo. Nos postais, dimensioná-los para uma página. Tenho a mania de escrever muito texto. Agora esforço-me por escrever menos e quando ultrapasso, faço dois postais. Obrigado a quem me ensinou!

Poema em Verso Desconverso!

Poema em 3 - 9 – 9 ou 27 Versos controversos!

 

Com isto de Covid

Não há quem nos convide

Para irmos passear

 

Vai-se a qualquer lado

Anda tudo mascarado

Dá para desconfiar

 

Com tanta mascarilha

Mais parece uma quadrilha

Que nos quer roubar

 

E por falar em roubo

Deu-se-me um arroubo

Pus-me a versejar

 

Que a roubalheira é tanta

Que até se assarapanta

Este meu pensar

 

E, pensando o pensamento

Pensei, breve momento

Em me despoetar

 

Mas pode a Poesia

Nossa maior Alegria

A gente abandonar

 

E por falar em abandono

Tirou-se-me o sono

E vou rematar

 

Que isto de Covid

Pode crer, não duvide

Vai um dia acabar!

 

Poema em 3 x 9 = 27 ou 3 / 9 / 9

9 estrofes de 3 versos (tercetos) – 27 versos controversos.

(Este postal também é o 797!)

 

Costa Caparica Foto Original. 2020. 08. jpg

Dado por concluído no dia em que terminou o Verão e começou o Outono – 22 de Setembro, de 2020. (22 / 09 / 20). (Esta é a 1ª versão deste texto poético, para ser “Dito” oralmente. Assim haja oportunidade. Que, com isto de Covid…)

(A foto, original, é da Costa. Da Caparica! As gaivotas, em volta dos restos do pescado, da "Pesca de arrasto", num dia de final de tarde, de finais de Agosto.)

XXIV Antologia da APP – 2020

Associação Portuguesa de Poetas

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP – Associação Portuguesa de Poetas vai organizar a sua XXIV ANTOLOGIA. Vou participar, tal como no ano passado e em vários anos, principalmente nos mais recentes, em que tenho mais disponibilidade.

(Tenho participado em diversas Antologias organizadas por diversas Entidades.

A minha primeira Antologia foi em 1985, na II Antologia de Poesia Contemporânea, organizada por Luís Filipe Soares, sócio fundador nº 1 da APP.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP é uma Associação, principalmente dedicada à Poesia e sua divulgação, cuja fundação ocorreu em 1985. Sou sócio desde 1986. Atualmente, sócio nº 4.

Foto Original. 2020.04. jpg

Sobre a participação na Antologia, a Associação enviou aos Sócios as respetivas Normas, em PDF. Não conseguindo transpor para o blogue o conteúdo total do regulamento, transcrevo alguns dos itens principais.

Participação destinada aos Sócios, quotas pagas de 2019.

Enviar de 1 a 4 textos, poesia ou prosa, inéditos, se possível. Máximo 30 linhas cada, A5, Times New Roman, tamanho 12, word. Tema Livre.

7 Euros / página. Direito a 1 livro por texto.

(Curta Biografia: máximo 25 linhas e Foto.)

Envio de textos até 31 de Outubro.

                                                                                                               

Se quiser saber mais, pode contactar: associacao.poetas@gmail.com

Endereço físico - Sede: Rua Américo Jesus Fernandes 16 A 1800 – 023 – LISBOA. (Olivais, perto da Av. de Berlim, não muito longe da Gare do Oriente.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

Uma das atividades que a APP organiza são as Tertúlias, tanto na Sede, como no Vá Vá – Avenida de Roma, também em Lisboa.

Próximo domingo, dia 27/09: Tertúlia na Sede, habitualmente a partir das 15h.

Participe! Esclareça-se através da Associação, nos endereços referidos.

Foto Original. 2020. 04. jpg

Participar numa Antologia é sempre uma atividade enriquecedora. Para além de ter poemas seus divulgados, também tem acesso aos que outras Pessoas escrevem.

Divulga o que é seu e aprende com os Outros!

Foto Original. 2020. 04. jpg

E depois existem sempre os eventos tertulianos, durante algum tempo suspensos, devido a Covid. Entretanto retomados. (Desejamos que sem novas suspensões.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

E Viva a XXIV Antologia da APP!

 

(E as Fotos?! Representam a diversidade da Poesia e da APP. Veja se consegue saber o nome de todas as flores, S.F.F.)

Despedidas de Verão!

Despedida de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

Outono de Recomeços!

Este postal é dedicado especialmente a estas flores tão peculiares. Habitualmente, designo-as pelo nome em título.

Através do motor de busca, cheguei a outras designações: Beladona Bastarda” e ao nome científico “Amaryllis Belladonna”.

Despedidas de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

(Não sabia que também são tóxicas e originárias da África do Sul! Vou ter em conta a questão da toxicidade e não plantar mais. Em todos os parques, avenidas, alamedas, sebes e jardins abundam variadas plantas tóxicas. O aloendro e a lantana são dois exemplos, por demais abundantes, pela efetiva beleza que proporcionam ao olhar.)

Despedidas de Verão. Foto original. 2020. 09. jpg

Nas primeiras semanas de Setembro, lá rebentam as “Beladonas”! Pequenos brotos, gomos que vão surgindo do solo, as hastes que vão crescendo, um a dois palmos e brotam as flores, iluminando o jardim. Ao crepúsculo, de coloração branco rosado ou rosa claro, parecem luzes, bordejando os muros do quintal onde se localizam. Também exalam um perfume suave e adocicado. Anunciam as primeiras chuvas, e a proximidade do Outono. Durante o Verão mal se dá por elas, sem folhas, que secaram. Encerradas nos bolbos, mal se veem, mas sabemos que estão logo à superfície. Após a floração no final do Estio, criam as sementes. Mais tarde, ressurgem as folhas, que, no Inverno, Primavera e início do Verão, dão cor verde escuro aos espaços que embelezam, com os seus tufos localizados, onde persistem os bolbos no solo.

Despedidas de Verão. Foto original. 2020. 09. jpg

E sobre as Beladonas, ficam as fotos. Originais!

Despedida de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

 

“O Verão já terminou… Foi um sonho que findou.” Lembra-se ou conhece a canção?!

 

Mas recomeça outra estação… continua a Vida!

 

Recomeçaram as aulas. Inquietações acrescidas este ano, com a Covid sem retroceder. Pelo contrário! Todo o cuidado será pouco.

Anteontem, passei junto de uma das minhas Escolas. Miúdos no recreio, com máscaras, é certo, mas nas brincadeiras e convívios habituais e naturais nestas idades. Sem cumprirem regras de distanciamento físico. E será isso possível?!

Nas ruas, nas redondezas, mais próximos ainda, que o afeto e as saudades, nos recomeços, não se compadecem da falta de abraços… E sem máscaras!

 

O futebol também recomeçou, desde logo, coxo. Jogos adiados. Quantos mais acontecerão? E público?! O dinheiro faz muita falta, é certo. E quando os dirigentes dos clubes têm as orelhas grandes, megalomanias, a fazerem conta com o dinheiro das lotarias… E é comprar! E é vender! E são jogadores em saldos! E acha-se natural este vocabulário!...

 

E sobre despedidas, ainda… Vieira “despediu”, da sua “comissão de honra” os “ilustres políticos” que “não saíram pelo seu pé”! Estariam à espera do “lay off”?!

 

E, por agora, despeço-me. Aprecie a beleza das “Despedidas de Verão”. Mas, cuidado, que também são venenosas!

Candidaturas à Presidência da República 2021

Entrevista de Drª Ana Gomes à RTP3, anteontem, 16 de setembro, 4ª feira.

Malva Rosa. 2019. 05. jpg

Algumas recomendações:

Precisa de preparar melhor a respetiva candidatura, estudando bem o correspondente programa.

Fez bem em apresentar-se de preto, temi que se vestisse com alguma cor, só para chocar. (O adereço dourado na blusa fica bem!)

Não atire para todo o lado, não se esqueça que é candidata a Presidente da República, de todos os Portugueses, mesmo dos monárquicos, queiram eles ou não e dos que não gostam de si, nem vão com a sua cara.

Falar da família dá sempre uma sensação de proximidade e de afeto. Mas não é preciso exagerar, nem se deixar resvalar para a pieguice. (Bem sabemos, todavia, que vive fase problemática na vida.)

Alguma calma e contenção, sem deixar de ser quem é, e de defender o que defende e realmente a motiva.

Quanto às diatribes ventureiras, o melhor é ignorar. Não entre em despiques desnecessários. Foque-se no essencial, deixe o acessório.

Esta recomendação é para todos os candidatos.

Para Sua Excelência, o Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que toda a gente sabe que será candidato, pelos vistos, apenas o próprio ainda não sabe, para o Senhor Professor, dispensam-se recomendações deste tipo. Pois que, Sua Excelência, sabe mais que o Mestre da Música, enrola todos os candidatos e vai efetivamente recandidatar-se e desempenhar novo mandato.

E boa sorte! E muita saúde, para todos. Candidatos e todos os Portugueses e Portuguesas, já se vê!

*******

P. S. - A foto?! Uma Malva Rosa. O seu partido diz-se que é o da Rosa. Como ele não a vai apoiar, nem oferecer-lhe essa flor e nós também não podemos fazê-lo, oferecemos-lhe uma Malva Rosa. Que também é uma flor bem bonita!

Politica-eleicoes-e-algumas-questoes

Eleicoes-presidenciais-o-obvio

Voltamos à Saga dos “Durrells”!

Mais alguns pormenores...

Desde que aprendi a retroceder nos programas da TV, e quando posso fazê-lo, é isso que faço. Revejo os programas.

 

Neste documentário, de facto, o filho mais novo, Gerald / Gerry é aquele sobre quem mais incide a narrativa. Certamente porque é o personagem sobre quem existe mais documentação, pois participou em múltiplas e diversificadas atividades, relacionadas com a sua condição de “naturalista”. Tanto na TV, como também em filmes, documentários, entrevistas.

A sua participação no programa televisivo, em que foi homenageado “This is your life” terá acontecido em 1983, pelas minhas contas, face às informações prestadas. (O irmão Leslie havia falecido em 1982.) Foi nesse programa em que também esteve Theo. Bem como a irmã de Gerry, Margot e um filho desta.

 

E falando em filiação, algo que no documentário poderia talvez ser referido era sobre a possível descendência desta família.

De Margot, vimos a neta a prestar depoimento e um filho, acompanhando-a nessa homenagem ao irmão.

E de Gerry, casado duas vezes, há descendência?

(Ele, tão preocupado com o prosseguimento das espécies de animais não humanos, esqueceu-se de dar continuidade à sua própria espécie?! Ou estou apenas a especular?)

E Larry?! Com tantas aventuras amorosas e sexo, não deixou descendentes?!

(A propósito. Referi que, em 61 e 62, o escritor era um dos candidatos a Nobel. No documentário, a investigadora da respetiva obra refere que uma das razões para ele ter sido preterido, se deveu ao facto de a sua escrita estar muito impregnada de sexo. Não estou a citar textualmente.)

E Leslie? Apesar de não ter tido uma vida tão preenchida cultural e socialmente, não poderiam ter mencionado algo mais sobre a sua pessoa e vivências? Viveu no Quénia, onde se dedicou à agricultura, foi praticamente o que referiram.

 

E voltando a Gerry e ao seu Zoo, em Jersey.

A cena da criança caída no fosso dos gorilas e a forma como o macho dominante defendeu o menino de eventuais ataques de outros símios foi bem marcante! Bem inteligente! Mais humana que muitos comportamentos de humanos!

 

Ainda mais alguns pormenores da saga da família.

Segundo a narradora, abalaram de Corfu, no Outono de 39. Assim, já depois da invasão da Polónia e da declaração de guerra. (Pensara ter sido um pouco antes.)

A mãe de família regressou apenas com Leslie e Gerry.

Margot ficou em Corfu, mais algum tempo, tendo abalado mais tarde, quando um namorado inglês a levou. Finalmente!

Larry viveu a guerra em Alexandria, de onde colheu inspiração para o seu célebre livro “O Quarteto de Alexandria”. Foi diplomata, tendo desempenhado missões em diversos países. (Diplomata e Serviços Secretos combinam.) No final da vida, fixou-se no Sul de França.

Um dos livros mais famosos de Gerry é “A minha família e outros animais”, de 1956. Deve ser interessante. Teve muito êxito.

Hei-de ver se o encontro nalguma livraria!

The-durrells-e-cidadania

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A Saga dos “Durrells”

O que lhes aconteceu?!

 Após o término da série “The Durrells”, a RTP2 apresentou o documentário, produzido na sequência do seriado, como forma de explicar o sucedido aos verdadeiros protagonistas. A série foi inspirada na vida dessa família, enquanto viveram em Corfu, bem como em pessoas da comunidade local. De forma algo ficcionada, como é natural.

Esse documentário passou ontem, dia 15 de Setembro, no horário habitual.

Se não viu, aproveite, SFF, enquanto está disponível na RTP2, retrocedendo, ou então vendo na RTPPlay. Adorei ver. Nem dei pelo tempo a passar. A narrativa é empolgante.

Vale a pena! Bem contado, bem documentado, excelentemente narrado, pela protagonista principal da série, a atriz inglesa, Keeley Hawes.

(Esta é a 3ª série que vejo, com desempenho desta atriz. Em “The Durrells”, foi o seu melhor papel. Luminoso, classificaria. Tal como o enredo e o conjunto da série.)

 

Que aconteceu então aos Durrells?!

Antes, uma síntese biográfica da Família.

Progenitores: Lawrence S. Durrell (1884 – 1928) – 44 anos e Louisa Durrell (1886 – 1964) – 78 anos

Filhos: Lawrence Durrell (1912–1990) – 78 anos; Leslie Durrell (1917–1982) - 65 anos; Margaret Durrell (1919–2007) – 88 anos; Gerald Durrell (1925–1995) – 70 anos.

Esta família tornou-se especialmente conhecida porque dois filhos Larry, o mais velho e Gerry, o mais novo, se tornaram conceituados e divulgados escritores.

Gerry também se tornou muito conhecido e popular, pela sua ação pioneira relativamente à forma de nos relacionarmos com os animais. Fundou um zoo, onde procurou aplicar as suas ideias, que ainda funciona, através de uma fundação. Participou em programas televisivos sobre estas temáticas. Em filmes. A série baseia-se muito nos livros que escreveu sobre a vida familiar em Corfu.

O irmão, Larry, como escritor, foi candidato ao Nobel em 61 e 62.

 

O documentário aborda estes assuntos, de forma apelativa e compreensível. A narradora, interliga os vários entre trechos e como referiu, durante os anos das gravações, tinha duas famílias. A real e a que desempenhava ficcionalmente em Corfu.

No documentário, interligam-se aspetos da ficção do seriado, com elementos da realidade dos personagens. Imagens fotográficas antigas, de filmes, de programas televisivos, de acontecimentos ocorridos na vida dos familiares. Depoimentos dos próprios e de pessoas que conviveram com os mesmos; as mulheres de Gerry, ainda vivas; vizinhas de Margot, de Bournemouth, uma sua neta; trabalhadores do Zoo.

Dos quatro filhos, Leslie foi o menos documentado, talvez porque a sua vida tenha sido um pouco mais discreta.

 Margot foi mais escrutinada, um pouco também pela sua vida mais excêntrica. O seu modo de vida menos convencional, as suas viagens pelo mundo.

 

A marca da Ilha fantástica, onde todos foram muito felizes esteve sempre presente e a importância que teve na respetiva formação pessoal.

Uma bisneta de Spiros prestou o seu depoimento. Abordou-se a dúvida, ainda persistente em Corfu, se o amor entre Louisa e Spiros terá sido mais que platónico.

(Que na série também não ficamos a saber muito bem, apesar de Louisa ter confessado à amiga, mulher do médico, que o desejava muito e de o ter beijado na praia.)

E no documentário também vimos o verdadeiro Theo, que compareceu como convidado, numa homenagem que fizeram a Gerry, enquanto “conservacionista”.

Não esquecer que Theo teve um papel importantíssimo na construção ideativa e nos valores interiorizados por Gerry, face às problemáticas ambientais, ao tratamento face aos animais e à vida na natureza. Aproveitou o interesse primário do miúdo face aos animais e ajudou-o a crescer e desenvolver-se. De certo modo, foi o seu mentor.

 

E ficamos por aqui, relativamente aos Durrells?!

 

 

The Durrells – Epílogo

Uma Celebração à Vida! E à Paz!

Terminou ontem, 2ª feira, 14 de Setembro, a divertida série, de quatro temporadas.

The Durrells Tv series Films season 4 In. News.gtp

Imagem: in. the-durrells-tv-series-films-season-4-

Perante o aproximar da guerra, Louisa Durrell, apesar da relutância ou alheamento iniciais, andava totalmente enlevada em Spiros, decidiu deixar Corfu, onde haviam sido todos tão felizes. Estamos em 1939, não me pergunte a data exata, dia e mês, S.F.F., que não vi o telegrama enviado à mãe de família e protagonista principal do seriado. O que sei, que a senhora leu, é que o primo Basil (não o primo Basílio, de Eça), mas o primo dela, co – herdeiro da tia Hermione, cuja herança delapidara por inépcia, havia sido morto na Albânia. Só pelo facto de ser inglês.

(Albânia fora invadida pelo exército da Itália fascista, na 2ª semana de Abril.) Terá sido depois disso que essa decisão foi tomada e apressada. Theo, amigo da família, já vinha avisando dessa necessidade, nomeadamente o caçula, Gerry, de quem era muito amigo, pelo mútuo interesse pelos animais.

Foi nessa sequência, pelo tempo presumia-se já Verão, que decidiram voltar a Inglaterra. Mas não iriam por terra, contrariamente ao que escrevi em postal anterior, pois não seria seguro. Viajariam de barco, que brevemente um navio aportaria a Corfu, para levar eventuais repatriados. (Não vimos esse repatriamento na série. Mas foi pena!)

 

Antes de abalarem, quiseram homenagear e agradecer à comunidade local que os recebera, de um modo geral bem, apesar de alguns equívocos recíprocos, e com os elementos gregos com quem mais se entrosaram, encenaram uma peça de autoria de Larry: Ulisses. Uma prova da consideração sobre o povo que os acolheu, uma celebração da Cultura Grega Clássica. Um êxito! Um verdadeiro acontecimento, “happening”, aos moldes dos anos sessenta, pois que factos reais se incorporaram no desenrolar da representação.

Um deles, foi a entrada em cena da protagonista. Vinda, mais o taxista, da praia, onde finalmente se declararam. Não sabemos se ficaram apenas pela verbalização. Outro acontecimento, bem espetacular, foi a chegada de barco, de Zoltan, ex - namorado de Margot, qual Poseidon… O que ocorreu a seguir?! … A rapariga britânica preferiu o turco ao grego!

 

Outro acontecimento de despedida ocorreu também na água… elemento primordial da Vida Humana. Uma degustação, uma celebração vínica, de despedida. Instalada uma mesa no mar, junto à casa onde habitaram, celebraram a Amizade que os uniu: os principais protagonistas.

(A família irá retornar a Bournemouth, exceto Larry que, regressado de Paris, onde estivera uns tempos, ficará na Grécia, pois entrou para os Serviços Secretos Britânicos!)

E muitíssimo ficou por contar…

 

Hoje, a RTP2 dará continuidade à saga dos Durrells. Como o enredo se baseava em situações reais, romanceadas é certo, vão abordar o prosseguimento da vida dos personagens principais.

 

Aguardo para ver, pois, à partida, acho que será bastante interessante.

 

Até logo, à hora habitual das séries na RTP2: 22h. 15´.

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