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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. e Poema: “A Poesia”

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P.

 Poema:

“A Poesia”

 

Neste post nº 255, continuamos com a divulgação de poemas da XIII Antologia de Poesia, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia.

Publicamos um Poema de Rosa Redondo (Arronches).

Ilustrado com uma sugestiva fotografia original de D.A.P.L., de 2015, do “Jardim de Dona Vanda”, Almada.

 

Foto original de D.A.P.L. Jardim de D. Vanda  Almada  2015.jpg

 

“A Poesia”

 

“Podes não saber escrever

Um poema com rigor

Mas aconselho-te a ler

A poesia é amor.

 

Vê como as flores do jardim

Ostentam tanta beleza

As silvestres são pra mim

Obras da mãe natureza.

 

Olha as nuvens d’algodão

O crepúsculo e o Sol-pôr

Tardes amenas de verão

Com tal encanto e esplendor.

 

A primavera… que encanto!

A dança dos passarinhos

Gosto de os ver, sempre tanto

Na construção dos seus ninhos.

 

As cegonhas na planura

Do meu Alentejo amado

A nascente de água pura

Na vastidão do montado.

 

Numa noite de luar

No raiar de cada dia

Na criança o doce olhar

Tudo isto é poesia.”

 

 

Rosa Redondo (Arronches)

 

XIII Antologia de Poesia do C.N.A. P. – Poema: "Um café por favor"

XIII Antologia de Poesia do C.N.A. P.

 Poema

Ponto Prévio:

Conforme me propus, vou continuar com a divulgação de poemas da Antologia. Um Poema de cada um dos Antologiados. Que tentarei ilustrar com uma imagem mais ou menos sugestiva, original, de preferência, quando tiver alguma adequada, ou então que buscarei na “net”.

Não me foi possível pedir autorização a todos os antologiados, porque não pude contactar com todos. Com os que pude falar, todos autorizaram a publicação.

 

Inicio a publicação com um Poema de Virgínia Branco:

 

Café - In. jornalgospelnews.com.br. .jpg

 

“Um Café Por Favor”

 

“As bagas vermelhas criadas nas roças,

transformam-se em pó, mas já foram grão.

Foi a metamorfose na torrefacção,

à luz dum chicote que deixava mossas.

 

Dos escravos foi pão, dos patrões usura!

Os tempos mudaram, mas não o perfume

ao ferver em cachão em cima do lume.

Este é o tempo d’outras escravaturas.

 

Um café bem quente fumega nos bares

e pela manhã perfuma nossos lares.

Estímulo no dia e na madrugada.

 

Fonte d’energia que muda o humor.

Hum… tem cafeína; - Um café por favor,

mas prefiro em chávena escaldada!”

 

 

Virgínia Branco (Lisboa)

Natal! Olhar o Mundo pelo olhar dos “Outros”!

Votos de Feliz Natal!

 

Desejo a todas as Pessoas que visitam este blogue, que têm a amabilidade de ler estes textos que aqui vou publicando, sobre os mais diversos temas, desejo a Todos, “Um Santo e Feliz Natal”!

 

Giotto Scrovegni 20 Flight into Egypt  In wikipédia

 

Para ilustrar esta temática natalícia, escolhi, propositadamente, esta reprodução de uma Pintura de GIOTTO, integrada no “Ciclo da Natividade”. A “Fuga para o Egipto”!

Lembrar a todos nós que a “Família Cristã” também viveu a condição de “refugiada” / ”refugee”. Também fugiram à tirania de um rei louco e cruel, atormentado pelo medo de perder a sua coroa, assassino de crianças inocentes, autor de massacre sobre meninos que supostamente poderiam vir a “usurpar-lhe” o trono!

Estranho, paradoxal, abominável que, passados mais de dois mil anos, ainda a mesma região onde nasceram as três religiões monoteístas, globalmente designada “Médio Oriente”, historicamente também apelidada como “Crescente Fértil”, que engloba as terras de onde partiu o Patriarca Abraão, e que as percorreu, ele também na condição de nómada, quiçá refugiado, continue a ser o palco onde tanto sangue se derrama de inocentes e fonte de onde partem tantos milhares e milhares de refugiados…

Um tema para refletirmos neste Natal. De mentes abertas e despertas para “Olhar o Mundo” pelo olhar dos “Outros”, dos que fogem aos horrores das guerras. De que não têm quaisquer culpas, que os verdadeiros culpados estarão muito bem resguardados dos horrores dessas mesmas guerras, festejando os seus “natáis” em maravilhosas consoadas, algures por aí, onde não ecoa o estrondo das bombas e bazucas, nem os cheiros de enxofres e corpos putrefactos…

 

Mas… deixemo-nos de cenas tristes! Que é Natal!

 

Os meus renovados Votos de um Santo Natal! E que haja Paz!

 

E Muito Obrigado por me acompanharem nestas leituras!

Lançamento da XIII Antologia do C.N.A.P. e Poema

XIII ANTOLOGIA do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

e

Poema

 

Conforme tenho informado neste blogue, decorreu ontem, dia quinze de Dezembro, a sessão de lançamento da XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, no Centro de Dia da Associação de Auxílio Social da Freguesia de São Sebastião da Pedreira.

Estiveram presentes os seguintes poetas antologiados:

Angelina Santos (Portalegre), Francisco Carita Mata (Aldeia da Mata), José Eliseu (Mexilhoeira Grande), José Branquinho (Ribeira de Nisa), Josefina Almeida (Colmeal), Luís Ferreira (S. João de Negrilhos), Manuel Faria Bento (Gomes Aires), Manuela Machado (Aljustrel), Maria de Lourdes Guedes (Vinhais), Maria Manuela de Mendonça (Faro), Maria Olívia Diniz Sampaio (Lisboa), Rolando Amado (Lisboa), Rosa Redondo (Arronches); bem como alguns familiares e amigos.

O evento contou com a presença do Presidente da mencionada Associação de Auxílio Social, que fez a abertura da sessão, demonstrando o seu gosto e disponibilidade para a realização destes acontecimentos culturais do Círculo Nacional D’Arte e Poesia.

Este “Encontro de Poetas” foi dirigido por Maria Olívia Diniz Sampaio, Presidente do Círculo e Coordenadora da Antologia. Na mesa também estiveram presentes, Francisco Carita Mata, Prefaciador, que leu o respetivo texto e Luís Ferreira, Autor da Capa, que teceu considerações sobre a sua estrutura, representação e significado, tendo também dito Poemas de sua autoria.

Seguiram-se todos os outros Poetas presentes, antologiados ou não, que tiveram oportunidade de ler, dizer, recitar e cantar Poemas seus, da Antologia ou outros, ao seu gosto e critério. Todos agradaram na sua forma mais ou menos espontânea ou elaborada como nos transmitiram os seus Sentimentos Poéticos. E houvera mais tempo e todos tivéssemos mais disponibilidade e ainda teria havido fado e cantigas ao desafio…

Obrigado a todos pelos momentos agradáveis que nos proporcionaram.

Houve ainda oportunidade de interagir construtivamente com o grupo de jovens que, no Centro de Dia, vêm ocupar os tempos livres na resolução dos famigerados T.P.C. (trabalhos para casa), com a ajuda de uma Professora. Aproveitando o facto de uma rapariga festejar treze primaveras, todos lhe cantámos os “Parabéns” e, deste modo, também nos entrosámos num dos objetivos desse trabalho institucional que é promover o convívio entre gerações.

 

Voltando à ANTOLOGIA e, conforme delineado, irei publicando um Poema de cada um dos Antologiados.

 

Hoje e, para iniciar, divulgamos:

 

 

"ESFEROGRÁFICA!"

Esferográfica. In. manualdomundo.com.br..jpg

 

"Uma esferográfica

é uma grande companhia.

Pois sentindo-me sozinha

perante gente desconhecida

sabe bem mexer as mãos

com uma esferográfica

e transmitir algo

verídico, imaginativo ou nostálgico

como desabafo para um papel,

ficando como recordação

do que se passou, recordou ou imaginou

nesse momento repentino.

 

Agora estava a escrever

com uma esferográfica

mas acabou-se a tinta

e senti-me só no mundo!...

 

E p’ra mais hoje é sábado

e às dezoito horas

as lojas estão fechadas!..."

 

Arronches In. cm-arronches.pt.jpg

 

ARRONCHES, 11/07/1998

Maria Olívia Diniz Sampaio.

Nota: Imagens retiradas na net, conforme nelas explicitado. 

 

 

 

XIII Antologia do C. N. A. P. - Poema: "Cacela Velha"

Ponto Prévio:

Tem este post o objetivo de relembrar que é hoje o lançamento da XIII Antologia de Poesia, do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, conforme já referido no blogue.

Também como previsto, divulgo a segunda das minhas poesias que figuram na mencionada Antologia.

Acompanhadas de duas belas fotos originais de D.A.P.L., de 2014, já apresentadas noutros posts, da tão peculiar e bonita localidade algarvia. Li, algures, que a UNESCO propôs que esta linda povoação, bem como a Vila Real de Santo António, fossem candidatas à categoria de Património Mundial. Inteiramente justo!

 

Foto original de DAPL Cacela Velha 2014.jpg

 

Cacela Velha

 

Cacela, Velha Cacela

Barco de mastro sem vela

Ancorado frente ao mar.

 

És farol de sentinela

Varanda abrindo janela

Donde se espraia o olhar.

 

Cacela Velha, gazela

Talvez corça, talvez donzela

Presa em teias de luar.

Foto Cacela Velha 2014  original de D. A. P. L. jpg

 Fotos originais de D.A.P.L.

(Publicado também em  Boletim Cultural do CNAP - Nº 124 - Ano XXVII - Jul. 2016.)

XIII Antologia do C. N. A. P. - Ficha Técnica e Poema

XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Ficha Técnica

 

Volto a escrever sobre a Antologia.

 

Já informei sobre o lançamento e os participantes antologiados.

 

Já apresentei o Prefácio.

 

Hoje, pretendo abordar mais alguns aspetos da mesma.

 

Informar que:

 

- A Coordenação é de Maria Olívia Diniz Sampaio, a "maestrina" mencionada no Prefácio.

- O Prefácio, já apresentado, é de Francisco Carita Mata.

- A Capa é da autoria de Luís Ferreira.

- Contém Desenhos de Francisco Carita Mata, José Narciso e Luís Ferreira.

- A Edição é do Círculo Nacional D’Arte e Poesia.

 

- Sobre a Edição, pretendo ainda apresentar uma imagem digitalizada da Capa. Mas ainda não tive oportunidade de executar esta tarefa.

 

Desde já refiro que aprecio muito a Capa. Muito minimalista, informando-nos do essencial, com um tipo de letra apelativa: a antologia, a sua ordem sequencial, a respetiva autoria.

Uma imagem estilizada, que nos remete para diversas figurações/significações.

Vejo nela um fruto. Talvez cereja, quiçá maçã. Simultaneamente um coração. Simbolicamente Amor, significante, Mulher, maçã. Cereja, que apetece trincar! Remete-nos para um rosto? Para um corpo?

 

Dir-me-ão… Como quer que saibamos, se não vemos a imagem?!

Pois, lamento. Peço desculpa, mas tereis que esperar que possa dar-vos a conhecer a imagem digitalizada. Até lá, remeto-vos para a V/ imaginação criativa!

 

Também pretendo, se conseguir, dar-vos a conhecer os Desenhos de José Narciso e Luís Ferreira, digitalizados, ou de outro modo, caso alguém mos proporcione.

 

Outro propósito, relativamente a esta Antologia, será divulgar um Poema de cada um dos Antologiados.

 

Cacela Velha - Foto original de D.A.P.L. .jpg

 

Informar ainda que nesta Antologia figuram duas fotos, a cinza no livro, de D.A.P.L., de 2014, ilustrando “Cacela Velha”.

Uma delas é a sugestiva e bonita foto, a cores aqui no blogue, exposta anteriormente, ilustrativa do mencionado Poema  sobre a belíssima localidade, que tantos Poetas e Poetisas encantou. 

 

A outra já foi divulgada em post deste blogue, noutro contexto. Expo-la-ei novamente, talvez, quando apresentar o poema referido, com que pretendo fechar o ciclo dos poemas dos vinte e nove antologiados.

 

E inicio a divulgação dos Poemas com:

Búzio. Digitalização de desenho de F. C. M. - jpg

 

 

 

 

 

 

 

"Sussurra-me ao ouvido...

 

Diz-me palavras doces, calmas, serenas

Murmúrios de brisas, cantos de sereia

Toca-me de leve, tão somente e apenas

Teus leves passos musica sobre areia…"

 

 

Conchas. Digitalização de desenho de F. C. M. .jpg

 

Francisco  Carita  Mata, 07/10/07

 

 

 

"Ciclo de Cinema Católico” - Fórum Romeu Correia - Almada

6º “Ciclo de Cinema Católico” 

 

Fórum Municipal Romeu Correia

Auditório Fernando Lopes Graça

Almada

 

9 a 13 de Dezembro de 2015

21h 30’

 

(Entrada Livre)

 

Já tenho divulgado neste blogue várias iniciativas culturais realizadas no Concelho de Almada. Uma parcela pequena das que efetivamente se realizam. Das que tenho o grato prazer de assistir.

Uma parte efetivamente diminuta das possibilidades que esta Cidade nos oferece. Também nem de todas me debruço nos posts.

Solar Zagallos Almada - Foto original DAPL.  2015jpg

 

Não será demais frisar novamente que “Almada é uma Cidade de Cultura e Arte”!

Nos mais variados e diversos contextos em que estes termos podem ser equacionados…

 

Um dos campos culturais que mais me motivam é o Cinema, a 7ª Arte, nos seus vários enquadramentos.

No Fórum Romeu Correia decorrem, ao longo do ano, vários Ciclos de Cinema.

Já aqui me debrucei sobre o 10º Ciclo de Cinema Brasileiro.

Outros decorreram entretanto, mas que não assisti.

 

Está a decorrer, conforme título em epígrafe, o 6º “Ciclo de Cinema Católico”.

 

Tangerines   in c7nema.net.  jpg

 

Ontem, tive o grato prazer de assistir ao filme estoniano/georgiano, “Tangerines”, de Zaza Urushadze.

 

Já foram exibidos os filmes “Um Homem para a Eternidade”, de Fred Zinnemann e “Os Olhos da Ásia”, de João Mário Grilo.

 

Prevê-se, para hoje, sábado 12 de Dezembro, o filme “Timbuktu”, de Abderrahmane Sissako.

 

O filme de ontem, 6ª feira, e o de hoje, sábado, substituem o inicialmente previsto “Os Dez Mandamentos I e II”, de Roberto Benigni, que não pôde ser apresentado, segundo me esclareceram, porque tiveram um problema com a legendagem do original.

 

Amanhã, domingo dia 13 de Dezembro, está previsto o admirável filme soviético “Andrei Rublev”, de Andrei Tarkovsky.

Lembro-me de o ter visualizado, quando foi estreado em Portugal, na década de oitenta, 1983, no saudoso Cinema “Quarteto”.

 

Sobre este Ciclo de Cinema e a sua designação, gostaria de questionar.

 

Que sentido faz nomear este Ciclo de Cinema como “Católico”, apenas Católico?!

 

Tenho consciência que a organização pertence a pessoas e estruturas da Igreja Católica, ponto final. Presumo que de Almada. Mas esse aspeto, per si, justifica o nome?!

 

Não será reducionista “etiquetar” o Ciclo como “Católico”?!

A temática da filmografia é muitíssimo mais alargada, sob todos os aspetos, tanto num contexto espacial como temporal. Em todos os âmbitos culturais. E sociais. Religiosos até!

Num contexto de “Mundo Global”, o título do Ciclo limita muito e “à priori” restringe demasiado os assuntos, os temas, os problemas que posteriormente são abordados nos filmes que são riquíssimos e muito bem escolhidos.

 

Será que não faria mais sentido designar o “Ciclo” com um título mais abrangente e mais globalizante, tanto no que respeita às temáticas, como aos objetivos, salutares, frise-se, que este “Ciclo de Cinema” nos proporciona?!

 

Se fosse intitulado de “Cristão” seria mais abrangente tanto espacial como temporal e culturalmente. Ainda assim seria reducionista.

 

Se a designação fosse “Ecuménico”, o título aproximar-se-ia cada vez mais do conteúdo e móbil do Ciclo, mas ainda assim não abrangeria toda a riqueza ideativa da respetiva filmografia.

 

Talvez, e repito talvez, o termo “HUMANISTA” seja o mais adequado. Apesar de nos podermos também interrogar se com esta palavra, ao centrarmos o tema no “HOMEM”, não estarmos também, de algum modo, a restringir a ideia de “DEUS”.

E a “idealização divina” perpassa sempre explícita ou implícita nas temáticas abordadas.

Mas não terão os credos religiosos na sua base o “HOMEM” na sua elevação para “DEUS”?

E não é o Homem que importa “trabalhar”, para o fazer “alcançar” Deus?!

 

Um contraponto à crescente "desumanização" das Sociedades.

 

Deixo estas reflexões à consideração dos organizadores.

 

Ah! E Parabéns pelos belos e excelentes filmes que nos proporcionam!

 

 

 Nota Final: Foto original de D.A.P.L. - Solar dos Zagallos, Sobreda, Almada, 2015.

 

 

 

XIII Antologia do Círculo Nacional D'Arte e Poesia - 2015 - Prefácio

PREFÁCIO

Hortênsia  Solar Zagallos Foto original DAPL 2015.jpg

 

Falar de uma Antologia de Poesia é antes de tudo o mais falar de Sonhos.

São sonhos os versos, sós ou emparelhados dois a dois, em grupos formais de três ou quatro, as mais das vezes. Formas com nomes: quadras, quintilhas, quiçá sextilhas, décimas, em grupo, coletivos para não se sentirem tão sós!

São sonhos que rimam ou são livres de rimar, de métricas silábicas ou espontâneos no seu versejar.

São sonhos provindos do Mar, trazendo o cheiro, o sabor dos frutos que o mar nos dá. Palavras em conchas, búzios, vieiras… Letras, grãozinhos de areia das praias. Água de mar ou nascente cristalina de fontes.

Falar de Antologia, é falar de Terra, do cheiro da terra lavrada, dos pássaros que enchem os regos que a alfaia rasgou…

Mar, Terra. E Ar! As nuvens que passam e perpassam, criando formas e ilusões. O vento que sibila, nos sussurra cálido e suave ou nos atormenta devaneios e solidões, calmarias ou tempestades, brisas frescas de oceano ou suão abrasador do deserto.

Gaivotas, andorinhas voando, águias planando… cânticos de rouxinol.

É também falar de Fogo. De fogo que arde, que queima em combustão lenta e amortecida ou que em labaredas ateia e incendeia corpos e corações!

Falar de mar, de terra, de fontes de água cristalina, de ar e de fogo é, antes de tudo o mais, falar de Pessoas. É falar de Gentes, de Almas que se transcendem, que se evolam nos Céus da Criação, que nos transmitem anseios e devaneios, propósitos e sentimentos (alegres ou tristes), mas que nos trazem o seu melhor, nos ofertam o seu Ser e o seu Querer.

Uma Antologia é sempre a força de um coletivo. A pujança de um coro, de um grupo coral, uma orquestra…

A força de um sentimento comum que nos une, nos irmana com outros Seres (Humanos) que se prezam.

Como em qualquer outro trabalho coletivo, seja na Arte ou noutra qualquer vertente humana, há sempre quem organize, coordene, junte as pontas soltas, desfaça os nós, desate as tramas que por vezes tramam os fins, enredados nos meios. E quem produza, o ato material de produção de um objeto tão significante, ainda e cada vez mais, como é um Livro!

Falar de Antologia é falar de pessoas e de cada Pessoa, de poetas e de cada Poeta, de almas e de cada Alma, que à Poesia entregam o seu estro, o seu querer e o seu saber, é falar de quem sonha e não perde essa faculdade de sonhar.

Jacarandás 2015 Almada. Foto original de DAPL.jpg

 

Parabéns a todos os sonhadores, a todos os antologiados, artífices e construtores de sonhos. Parabéns e obrigado a todos e à mestre, maestrina desta orquestra, que com maestria, de forma humilde e discreta, conduz este Círculo de amigos, neste trabalho de Arte e Poesia materializado nesta Antologia. A XIII. Parabéns e obrigado a todos!

Viva a XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia!

 

 Francisco Carita Mata 2014

 

Nota Final:

Fotos originais de D.A.P.L. 2015

XIII Antologia do Círculo Nacional D'Arte e Poesia - CNAP - 2015 - (Lançamento)

XIII ANTOLOGIA

CNAP.jpg

CÍRCULO NACIONAL D’ARTE E POESIA

 

Lançamento a 15 de Dezembro 2015

(3ª Feira - 16 H 30´)

São sebastião pedreira in Junta freguesia.jpg

"CENTRO de DIA" de SÃO SEBASTIÃO da PEDREIRA

 

Rua Latino Coelho – 95

LISBOA

 

igreja são sebastião pedreira.jpg

 

 

 

PARTICIPANTES na ANTOLOGIA

 

Adelaide de Freitas

Ana Maguire

Angelina Santos

António José Diniz Sampaio

Carlos Chagas Ramos

Carvalho Marques

Clara Pacheco

Ermelinda Negreiros

Fernando Máximo

Francisco Carita Mata

João Francisco da Silva

Joaquina Semedo

 José Eliseu

José G. R. Branquinho

José Narciso

José da Silva Máximo

Josefina Almeida

Luís Ferreira

Luís Jordão

Manuel Faria Bento

Manuela Machado

Maria Ana Tavares

Maria Cotovia

Maria de Lourdes Guedes

Maria Manuela de Mendonça

Maria Olívia Diniz Sampaio

Rolando Amado

Rosa Redondo

Virgínia Branco

Hoje, é Dia de Natal!

Parabéns!

Foto original de DAPL  Junho 2015.jpg

 

Hoje, é um Dia muito especial!

Hoje é um dia especialíssimo!

Parabéns! Muitos Parabéns!

Obrigado por seres quem és!

Foto original de D.A.P.L. -  Amendoeira 02 2015.jpg

 Uma "construtora de pontes", fomentadora de Diálogos!

Foto original de DAPL - Ponte 25 Abril - Set 2015.jpg

Que os teus Sonhos se realizarão.

Foto original de DAPL - Primavera 2015.jpg

 

Que os teus Projetos encontrarão um Lugar e um Tempo, por mais distantes te possam parecer.

Foto original Tejo, Aquem e Alem Tejo 2013.jpg

 

Colherás os frutos do teu Trabalho e Persistência. Com o sabor doce da laranja e o travo ácido do limão!

Foto original de DAPL Frutos do Trabalho 11 02 2015.jpg

 

Mas terás uma Vida de Abundância e Prosperidade.

Foto original de DAPL - Vida de Abundância - Outono 2014.jpg

 

Aprecia a Beleza das coisas simples que te rodeiam. As dádivas incomensuráveis de Deus!

Foto original de DAPL - Cacela Velha 2014.jpg

 

 Não temas as sombras. Que por detrás do incognoscível, irradia a Claridade e a Luz!

Foto original de DAPL - Luz - Junho 2015.jpg

 

O Esplendor da Primavera!

Foto original de DAPL - Esplendor da Primavera  2105.jpg

 

A Beleza do Mar

Foto original de DAPL Outubro  2015.jpg

 Nota Final:

Todas as fotos são originais de D.A.P.L. Tiradas em vários locais de Portugal, nestes últimos anos. Estão disponibilizadas em modo de "foto pública", mas, em eventual utilização construtiva,  deverá ser sempre referenciada a Autoria e a Fonte.

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