Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Obrigatório de ver! Para quem aprecia estas temáticas e gosta de aprender, claro.
O episódio de ontem, domingo, após a campanha eleitoral, pouco depois das 22h, tratou da “História da Pena”.
Não do Palácio da Pena, que também é uma jóia imperdível.
Não viu? Foi pena!
Poderia designar-se este episódio como “A História Maravilhosa das Aves”. Ou então “No tempo em que as Galinhas tinham dentes!”
Porque faz jus ao sentido deste provérbio.
A propósito, qual será a origem deste provérbio? Chinesa?
Questiona muitos aspetos sobre o que julgamos saber sobre os dinossauros. Uma das questões que levanta, é a de que os dinossauros tenham sido completamente extintos há 65 milhões de anos, quando ocorreu o acontecimento impactante na Terra, que levou à extinção dos dinossauros e de outras muitas espécies de vida no nosso Planeta.
Que não, os dinossauros não se extinguiram todos, eles voam por aí, que as aves são o resultado de milhões de anos de gerações evolutivas, a partir de dinossauros voadores, que já existiam milhões de anos antes desse acontecimento catastrófico.
E que sobreviveram, precisamente, porque tinham penas, asas, e podiam voar!
Impactante, não?
Antes de tudo o mais, sendo verídica esta teoria (?), como tudo indica que sim, desde logo o nome atribuído aos “dinossauros”, pelo menos aos “voadores”, estará posto em causa, ou não?!
Ponto Prévio: Interrompemos a divulgação de Poesia da “Nossa” Antologia, para abordarmos um “tema quente”, que nos diz respeito a Todos, enquanto Cidadãos, embora possamos ter opiniões diversas, mas com Direito a expô-las, que é por isso que vivemos em Democracia. E também porque a “internet”, permite-nos precisamente usar essa Liberdade de Expressão de forma universal, procurando sempre respeitar a Liberdade dos Outros.
Mas, hoje, neste Post Nº 278, divulgamos, novamente, Poesia.
Damos a conhecer, ao Mundo de Internautas, o Poema intitulado: “Poema (incompleto)… do Amor”, de José Narciso, de Trafaria.
Poema (incompleto)… do Amor
O Amor… é um doce condão
…é um olhar que brilha
Na diferença da rotina
… é um cheiro inesquecível
De uma mensagem divina
É um sonho vivo
Eterno enquanto dura
O Amor é… música de embalar
Numa prenda de natal
É a entrega dos corpos
No dar as mãos ao ventre
É um coração aconchegado
No crescimento por dentro
O Amor é… Um solidário beijo
Na palavra de um poeta
É sensualidade e ternura
Sentimento e loucura
O Amor é… a lágrima da felicidade
Como o sol que nos ilumina
O Amor… É a lua que cura a ferida
No caminho para o Amor…
Jnarciso
O AMOR É UMA CAUSA MAIOR!!
MANDELA, UM EXEMPLO DE AMOR A UMA CAUSA…!!
José Narciso, Trafaria
Os Poemas deste antologiado estão ambos ilustrados com sugestivos e originais desenhos do próprio. Não me sendo possível digitalizá-los, apresento uma reprodução de um Cartão de A. P. B. P.., de “…prenda de natal…”.
Caso o Autor me venha a disponibilizar um original, em suporte digital, terei muito gosto em divulgá-lo neste blogue “aquem-tejo...”
Realizar-se-ão eleições para a escolha do futuro Presidente da República, no próximo dia 24 de Janeiro.
Os candidatos já andam todos numa efervescência de pré-campanha, que a campanha propriamente dita só se iniciará no dia 10 de Janeiro, e decorrerá até 22.
Ao todo são dez os candidatos! Para além dos que já ficaram pelo caminho…
Não será manifestamente um exagero haver logo 10 candidatos?!
Estão todos nesta campanha por direito próprio, sem dúvida, pois sendo cidadãos de pleno direito e no uso de todas as condições para tal fim, é um direito que assiste a qualquer cidadão candidatar-se a este cargo, desde que reúna também o número mínimo de assinaturas proponentes. E estando todos legalmente na "corrida para Belém” é sinal que todos conseguiram esse pré requisito. No mínimo, 7500 assinaturas.
Enquanto cidadãos todos podem concorrer, é certo. Mas será que todos devem?! Será que todos têm a noção do que andam para ali a fazer?
Também me surpreende que alguns candidatos tenham reunido os milhares de assinaturas necessárias. Certamente pessoas conscientes que, enquanto cidadãos, também têm esse direito, serem proponentes de uma candidatura. Mas ouso questionar: será que todos os que assinaram para certos candidatos o fizeram num sentido construtivo?! Ou plenamente conscientes da sua decisão?
Levanto outra questão: Será que todos os candidatos, que entraram nesta corrida, têm uma noção cabal das funções e das condições para o exercício de tal cargo? Será que acham que a sua candidatura engrandece e dignifica, de algum modo, esse cargo e função?! Ou pretendem simplesmente promover-se e engrandecer a sua própria vaidade pessoal?
(Que a Presidência da República corresponde ao mais alto Cargo do Estado, da Nação e do País!)
E tantos debates, com tantos candidatos! Suscita esclarecimento, ou provoca confusão?! Essa situação credibiliza ou debilita a Democracia?
Nesta campanha também há outro aspeto que quero destacar. O facto de duas Mulheres, com peso político significativo, serem candidatas ao cargo de Presidente. Algo que aconteceu parcas vezes, apesar de vivermos em Democracia. (Há trinta anos aconteceu a candidatura da saudosa Maria de Lurdes Pintassilgo!) Durante o designado Estado Novo não houve candidatas e na 1ª República também não. (É claro que tivemos duas Rainhas, Marias, a Primeira e a Segunda! Mas Monarquia não é o mesmo que República.) Este facto, quer queiramos ou não, é um sinal de mudança cultural, de mentalidades, neste País. (Como também, e paralelamente, a composição do atual Governo também apresenta sinais de mudança de mentalidades. Assim também promovam mudanças nas políticas…)
Friso que este artigo apenas pretende ser um mero artigo de opinião, de um cidadão exprimindo o que pensa sobre o assunto, sem qualquer pretensão de se sobrepor a quaisquer outras opiniões muito mais fundamentadas e avalizadas que a sua. É, reforço, uma simples opinião!
Dos dez candidatos, praticamente só tenho prestado um pouco mais de atenção a cinco: Edgar Silva, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Marisa Matias e Sampaio da Nóvoa. Os cinco que acho poderão ter alguma influência, em termos dos hipotéticos votos, de que, eventualmente, poderão dispor. Mera suposição e simples opinião, como já referi.
Nesta análise, designo os candidatos apenas pelo nome, sem qualquer indicação académica e/ou funcional. Penso que é o mais adequado.
Edgar Silva e Marisa Matias provêm e afirmam-se de matriz partidária. Julgo que terão plena consciência desse facto, que, se por um lado é garantia de, pelo menos disporem de apoio do eleitorado que lhes é afeto, pelo menos em parte, também terão consciência que essa mesma situação os limitará. Dificilmente obterão apoio de outros campos eleitorais e mesmo do eleitorado que supostamente lhes seria afeto, não o terão na totalidade. Que este se dispersará por outros candidatos. Alguns até, para outros candidatos aparentemente improváveis.
Afirmam ir até ao final e sujeitarem-se à votação. Hipoteticamente para, numa hipotética 2ª volta, jogarem com os seus votos. Mas eu não tenho plena certeza disso. Até julgo que, se ponderarem muito bem, desistirão no final da campanha da 1ª volta, indicando um sentido de voto aos seus eleitores. Aliás, essa é a atitude que acho que os próprios e os partidos que os apoiam diretamente deverão fazer. Usarem a campanha para desempenharem o papel que realmente lhes cabe, mas irem preparando o eleitorado para uma eventual desistência tático-estratégica. Que não seria desistir. Seria agir estrategicamente. De outro modo, arriscam-se a uma dispersão de votos e não haver sequer 2ª volta. O ideal, será centralizar os votos num candidato de uma área afim!
Que não é, obviamente, Marcelo.
Marcelo Rebelo de Sousa, quer queira, quer não queira, é também de uma matriz partidária, ainda que, agora, para concorrer, se tenha desvinculado do partido a que pertence desde a respetiva fundação e, no qual, e pelo qual, desempenhou vários cargos. Ideologicamente também se enquadra numa área muito determinada e específica, aquela que nos “governou” nos últimos quatro anos. Se analisarmos no tempo, ainda mais remotamente, então ainda o vemos a beijar a mão ao padrinho! Desdiga-se ele ou não e pretenda afirmar-se como suprapartidário, como independente, como acima ou para além dos partidos, não é, nem está! E “pode alguém ser quem não é”?! Ufanamente, vangloria-se que vai ganhar, se não à primeira, logo à segunda. Qual jogador de poker, faz bluff. A comunicação social faz coro e continua a usar a informação, tanto na forma como no conteúdo e as sondagens, para manipular. E, no plano social e económico, a que tipo de Poderes tem ele estado sempre umbilicalmente ligado?!
Pois, eu acho que não vai ganhar! Assim os outros quatro candidatos que mencionei e os respetivos suportes políticos, partidários, ideológicos, saibam jogar tática e estrategicamente.
Maria de Belém, quer queira ou não, também está muito enquadrada numa estrutura partidária. E dela não se liberta. Também se desvinculou de militante para poder concorrer… Mas, seja qual for a sua vontade manifesta, não se desvincula, nem se liberta do aparelho partidário a que pertenceu e no qual desenvolveu a sua ação cívica. Ainda que não deixasse de ser interessante que uma Mulher desempenhasse a mais alta magistratura da Nação. Mas, neste caso, seria apenas interessante!
E será que não seria preferível termos um Presidente que estivesse realmente desvinculado dessa “canga” partidária?!
Alguém que nos representasse enquanto Cidadãos, todos os Cidadãos, sem preconceitos de posicionamentos políticos e ideológicos, independentemente de pertenças ou não a estruturas mais ou menos partidárias? E o que nos convinha mais, não seria termos um Presidente da República que realmente estivesse além dos partidos, ainda que equidistante deles, por não pertencer a nenhum? Nem ter estado vinculado a nenhum deles?
E quem é esse Candidato? Pois, na minha modesta e parcelar opinião, esse candidato é Sampaio da Nóvoa!
Assim os outros Candidatos, globalmente enquadráveis no espaço político e ideológico deste, inclusive os que não mencionei, percebam esse facto e saibam e consigam ceder estrategicamente!
Se ainda tiver paciência, pode ler estas estórias, SFF:
Neste Post nº 276, remetemo-nos novamente para a divulgação de Poesias da 13ª Antologia, 2015.
Neste caso, divulgamos a Poesia “A Reforma”, de José da Silva Máximo, de Ponte Velha, Marvão.
No procedimento até aqui seguido, não referimos a idade de nenhum dos antologiados, mesmo quando a data de nascimento estava explicitada.
No respeitante a este Poeta, tomo a liberdade de contrariar esse procedimento, mencionando que nasceu em 1925. Será certamente o decano dos vinte e nove antologiados, pois tem a venerável idade de noventa anos!
“A Reforma”
“Mote:
A vida dum reformado
Se não há ocupação…
É meio caminho andado
Na rota da solidão.
Nunca mais chega até mim…
Dizemos com ironia
No trabalho dia-a-dia
Em constante frenesim
Aliviando-se assim
O desespero tomado,
Ao ver um aposentado
Invejando essa pessoa,
Julgando ser coisa boa
A vida dum reformado.
Só quando nos reformamos
Temos tempo p’ra pensar…
Vemos os anos passar
Para mais novos não vamos!
P’rà velhice caminhamos
Sem lhe podermos ter mão,
Há também a perceção
Que o descanso é merecido
Mas é tão aborrecido
Se não há ocupação…
A quem pode e nada faz
Lhe chamamos preguiçoso,
Ou então de ocioso
Rotulado de incapaz!
É consequência que traz
De um ou doutro ser chamado…
Bom é não estar parado
Se é que ainda vigor tem,
Que isso é rumar p´ro além,
É meio caminho andado.
Eu já sei avaliar
Tudo quanto escrevo e digo;
Se outra coisa não consigo
Vou teimando em versejar…
Procurando improvisar
Sem ter jeito, mas então…
Cá vou indo em contramão
Movendo as pernas e os braços,
Caminhando a largos passos
Na rota da solidão.”
José da Silva Máximo, Ponte Velha (Marvão)
A sugestiva fotografia, também original de D.A.P.L. e de 2015, que acompanha este post, remete-nos para a temática desta Poesia e para uma forma de não entrar “…Na rota da solidão”.
Dos exemplares das Antologias em que tenho participado, ao longo destes anos, costumo distribui-los, oferecendo-os a pessoas amigas ou familiares, que, à partida, julgo que os irão apreciar. Até ao momento, nunca tive a preocupação de “vender” um exemplar sequer. Guardo um ou dois exemplares para mim, alguns parcialmente autografados, de modo que das Antologias em que participei poucos livros ainda tenho.
Também tenho costumado oferecer às Associações de Poesia a que pertenço, bem como um exemplar em algumas Bibliotecas mais significativas para mim, isto é, aquelas que eu, de algum modo, tenha frequentado ou visitado. Assim tenho distribuído antologias por várias Bibliotecas do Alentejo, de Lisboa e Margem Sul.
Conhecedora desse facto, a Presidente do Círculo entregou-me três exemplares para eu “depositar” em Bibliotecas. O que, neste momento, está feito, em nome da Direção do Círculo Nacional D’arte e Poesia, que foi assim que registei nos livros.
Entreguei um exemplar na Biblioteca José Saramago, no Feijó; outro na Biblioteca do Fórum Romeu Correia, em Almada; e o terceiro exemplar, na Biblioteca Municipal de Portalegre. Quero frisar que as pessoas que receberam, funcionários das Bibliotecas, foram simpatiquíssimas, agradecendo, como é natural. Frisei que os livros seriam para acervo das respetivas Bibliotecas, o que me foi garantido.
E chegando a este ponto, questionar-me-ão: “Mas o que tem tudo isso de caricato?!”
Bem… Embora neste blog, “aquém-tejo.blogs.sapo.pt”, esteja ainda a decorrer a divulgação das poesias apresentadas na Antologia, não quero deixar de narrar o acontecimento, mais ou menos “caricato”, ocorrido no dia do lançamento, 15 de Dezembro, 3ª feira, numa Biblioteca relativamente distante do local onde a Antologia foi lançada, São Sebastião da Pedreira. Mais concretamente acontecido numa Biblioteca dum Concelho limítrofe da Capital.
Tendo na minha posse os exemplares que me foram destinados para distribuir por bibliotecas, três, como já referi, e passando perto de uma, resolvi entrar para entregar um dos mencionados livros.
Expliquei o que pretendia à funcionária, que foi igualmente muito simpática, mas, com algum constrangimento, me explicitou que ficava com o exemplar, mas não tinha a certeza se ele ficaria no acervo da Biblioteca. Que teria que encaminhar para os serviços centrais, que depois decidiriam e que não garantia que o livro pudesse vir a pertencer ao espólio da Biblioteca, que até poderia nem sequer ficar, que até poderia vir a ser dado e, em última instância, até ir para reciclagem… E, mais ou menos enquanto me elucidava sobre esta situação, procurava na escrivaninha qualquer coisa, que posteriormente pude saber o que era. Um documento para eu assinar, conforme entregava o livro, que a Biblioteca recebia, mas precisamente como a funcionária me explicara, não era garantido ficar na Biblioteca e, entre as várias hipóteses de destino, lá estava, no final, a possibilidade de ir para a reciclagem!!!
Contra argumentei que não era isso que pretendia, o objetivo era que ficasse na Biblioteca, para futura consulta e nenhuma das outras hipóteses se coadunava com o propósito de oferecer um exemplar de uma Antologia de Poesia, acabada de ser lançada, de vários Autores que, com tanta estima, divulgam o que escrevem…
A senhora mostrava-se, de facto, muito constrangida, mas frisava que essa era a norma da Biblioteca…
Referi que têm no acervo várias antologias para consulta, que já li algumas, numa das quais até participo.
Esclareceu-me serem obras de pessoas do concelho… Ao que respondi que, nesta provavelmente também haveria pessoas de algum modo ligadas ao Concelho.
E o diálogo centrava-se neste plano, sem saída airosa para o que eu pretendia. Argumentei que não deixava numa Biblioteca um exemplar de um livro a que todos os envolvidos dedicaram tanto carinho, que era oferecido precisamente nesse espírito, para ser lido, estar à disposição de quem por ele se interessasse e que ao deixá-lo, não tinha a garantia de que essa fosse a sua função e cujo destino final, poderia ser a reciclagem! Que é como quem diz, o lixo!
Dá para imaginar?!
Enquanto decorria este diálogo, um jovem aguardava, pois que requisitara uns filmes e precisava que a senhora fizesse o respetivo registo de empréstimo. Simultaneamente assistia à conversa, cada vez mais interessado e quase pronto a participar e, ao mesmo tempo, não tirava os olhos do livro, com uma avidez, um interesse manifesto, como se quisesse, sem exagero, “comer o exemplar” com o olhar. Por vezes, também, olhando para mim, com um ar estupefacto, como se me quisesse mostrar a sua perplexidade, e dizer: “ Já viu o disparate?! Querer você ofertar, com toda a estima e consideração, um livro, a uma biblioteca e, praticamente, não o quererem aceitar?! E até, em última instância, poder até ir para a reciclagem, um livro, novo, recentemente editado?!”
Perante a conversa da funcionária, dá para calcular que, de modo algum, eu me sentia motivado a deixar-lhe o exemplar da Antologia.
E, observando as reações do rapaz, interpelei-o, se ele gostava do livro, se gostava de ler, se iria lê-lo, se gostava de poesia…ao que ele, imediata e espontaneamente, me respondeu que sim, verbalmente; mas também na expressão, facial, fazendo o gesto afirmativo com a cabeça, como corporalmente, através do gesto de receber essa dádiva, esse presente, explicitamente, para o próprio, de grande valor.
E então, caro/a leitor/a, qual acha que foi o meu procedimento?
Terei deixado o livro na Biblioteca onde era suposto ele ficar ou tê-lo-ei oferecido ao moço?
Como procederia o caro/a leitor/a?
(… …)
Ainda, num breve diálogo subsequente, fiquei a saber que o rapaz também gosta de escrever… poesia. Ficou de deixar alguns textos seus na referida Biblioteca, para eu ler e apreciar.
Não mais conseguir voltar ao local. O que farei, logo que puder, e confirmarei com a senhora bibliotecária se ficou algum “rasto” desta conversa e desta situação “caricata”.
E tenho dito sobre esta ocorrência, mais ou menos “sui generis”, um tanto ou quanto burlesca, até com alguma graça.
Quando e se tiver mais alguma informação tentarei dar conhecimento.
Quando puder, visite qualquer uma destas Bibliotecas, que são interessantíssimas, sob todos os aspetos, e organizam, regularmente, eventos variados e igualmente muitíssimo interessantes! Sobre alguns já aqui tenho feito algumas referências e publicado posts.
Dando seguimento à publicação no blogue “aquém-tejo…” de Poesia publicada na 13ª Antologia de Poesia do C.N.A.P., divulgamos, neste post nº 273, a Poesia “Alma Gémea”, de Josefina Almeida, de Colmeal (Góis).
“Alma Gémea”
“Foi minha alma gémea,
Meu foco de claridade,
A mais linda avozinha
Que me amava de verdade.
Foi ternura transbordante,
Que encheu minh’alma
Foi vida na minha vida,
E o beijo da face calma.
Foi minha Primavera
Onde só havia rosas,
Sempre frescas sem espinhos,
Alegremente viçosas.
As rosas frescas secaram.
Morreu o jardim com dor.
Por mim um rio de mágoa
Levou-me tão grande amor.”
Josefina Almeida, Colmeal (Góis)
Ilustramos com uma linda foto, original de D.A.P.L., de “…rosas/sempre frescas…”
No domingo passado… (e, de repente, vêm-me à memória versos e a melodia da célebre canção…), …bem, no pretérito domingo, a RTP2 exibiu mais um dos seus excelentes documentários, antes da reposição do 1º episódio da série “A Família Krupp”, sobre que já falei no blogue.
E o vertente episódio debruçou-se sobre as “Plantas” – “As verdadeiras soberanas do Planeta!”.
“Obrigatório” De(ver)!
Faltou, em tão rico documento formativo e informativo, lembrar, ou dar a conhecer(?) a interdependência entre Seres Humanos e Plantas, na mais elementar condição da nossa sobrevivência enquanto Seres vivos. A Função Respiratória!
Que a maioria das pessoas desconhecerá, ou melhor, não atribuirá o devido valor e significado.
(Bem, não sei se, noutros episódios, terão abordado o assunto… pois não os tenho visto todos.)
Vou tentar seguir estes Documentários!
*******
Quanto a série(s)…
Estão a transmitir uma americana… designada, mesmo no original, “Revolução”!
Face à forma e conteúdo eu chamar-lhe-ia “Involução”.
(“Lá está este com a mania de batizar as séries”, comentarão, os eventuais leitores.)
Reconheço que o título a que me aventurei como padrinho não é lá muito sugestivo, é certo. “Revolução” é muito mais apelativo. Mas o enredo reporta-nos mais para o Passado, trata-se de um “movimento regressivo”, enquanto o título atribuído, pelo menos no sentido que dele vislumbro, reporta mais para o Futuro.
Talvez engano meu..
Bem, seja qual for o melhor nome de batismo, não aprecio a série. Vi o primeiro episódio, tenho visto pequenos excertos de outros, mas não me fixei. Não fui “agarrado”. A temática, tanto na forma como no conteúdo, não se me tornou apelativa.
Depois das excelentes séries europeias, estas americanas tornaram-se-me demasiado superficiais, quiçá desinteressantes, melhor, menos interessantes. Esta, de todo, desinteressou-me completamente.
Mesmo "Mad Men", na última temporada, transmitida em finais de 2015, ficou aquém das minhas expectativas. Que vira temporadas anteriores, muito antes de ter blogue ou de ter mais tempo livre, como tenho agora, mas sempre procurava seguir os episódios, que via sempre com bastante agrado.
Nesta derradeira temporada, vi, gostei, segui os episódios, escrevi sobre eles, mas pairava sempre o espectro do que vira nas europeias, apesar de aparentemente possuírem menores recursos. Embora tenha gostado de ver!
Nenhuma daquelas excelentes séries terá tido continuidade em sequentes temporadas?!
“Borgen”… “A Herança”… “El Príncipe”… “Hospital Real”… “Crime e Castigo”… (Que saudades dos “nossos três mosqueteiros”)…, “Os Influentes”…, recentemente reposta… “Gomorra”…
Nenhuma destas séries de alta qualidade teve continuidade?!
?! (…)
Se o objetivo era “agarrar” os jovens… Não sei!
Os jovens visualizam séries, sim, mas recorrem mais a outros meios que não a RTP2. Computadores, internet, “tabletes”, e outros quejandos que tais, nessa instrumentália, de que desconheço a maioria dos nomes de batismo… Outros canais. Acho que este Canal, RTP2, talvez preconceito meu, é mais utilizado assim pelos “cotas”, em que me incluo!
Bem, não falo das interpretações. Que, nesse aspeto, em todas há excelentes. Atores e Atrizes!
Bem, e assim, bem ou mal (?), termino esta “croniqueta”!
Neste Post nº 271, voltamos à publicação de Poemas da 13ª Antologia do C.N.A.P., de 2015.
Desta vez, um Poema de um Alentejano, Luís Ferreira, de S. João de Negrilhos, Aljustrel, debruçando-se sobre uma Arte identitária das Terras Transtaganas, mais especificamente originária do Alentejo Sul e Central, mas que se estendeu à Grande Lisboa, mercê da Diáspora Alentejana, a partir dos anos sessenta do século XX.
Falamos do Cante, que após a atribuição pela UNESCO, do galardão de pertença ao “Património Cultural Imaterial da Humanidade”, em 2014, alcançou foros de Cidadania Global.
Pois o Poema de que falamos designa-se precisamente:
“Ao Cante Alentejano”
“Cantam em coro
E a sua voz se eleva
A uma voz,
Em grupo, ao mesmo tempo
De nós raízes são
De sofrimento, amor e solidão
E nesse momento
De vertical paixão
Dão ao silêncio luta
E a sua voz em coro
Rompe a solidão!”
“Ao Cante Alentejano, género musical tradicional do Alentejo, foi classificado pela UNESCO, em 2014, Património Cultural Imaterial da Humanidade.”
Luís Ferreira, S. João de Negrilhos (Aljustrel)
Na Antologia, este Poema está ilustrado por um sugestivo desenho, também da autoria de Luís Ferreira, composto por três elementos figurativos: o sol, uma espiga e uma sugestão de mar... Uma trilogia também identificadora do Alentejo!
Lamento não apresentar o desenho neste post, mas não me foi possível digitalizá-lo. E, o ideal seria publicar um original. Caso o Autor me fizesse chegar um exemplar de um desenho, ficaria muito grato.
Luís Ferreira é também o Autor da Capa da Antologia, conforme também já referi. Quando puder e se puder, tentarei digitalizá-la.
Este Autor também teve a amabilidade de me ilustrar o exemplar da Antologia que guardo para mim, com os autógrafos dos antologiados, com um bonito desenho, que valoriza ainda mais aquele exemplar único, porque contém as assinaturas de vários dos Poetas antologiados, de todos os que até ao momento pude contactar.
Sobre o “CANTE” já publiquei neste blogue algumas crónicas. Aliás, a primeira, e, de facto, o primeiro post foi precisamente sobre esta Arte Coral.
Também já divulguei eventos sobre o mesmo, para que reporto também.
E com toda esta conversa penso como ilustrar esta apresentação.
Seguindo o óbvio, uma imagem de um Grupo Coral seria ilustrativa. Mas não tenho nenhuma pessoal. Na net é o que mais há, dir-me-ão!
Nem sempre gosto de enquadrar os temas no que será mais explícito à primeira vista.
Mas após muito pesquisar… No meu “depósito” fotográfico já tenho cada vez menos fotos… e não tenho nenhuma suficiente sugestiva.
Pensei numa de “giestas floridas”, giestas como uma sinfonia de cor, em tons de amarelo, como o das searas… Do “meu” Alentejo, do Nordeste, que não é tanto de planícies… como a foto muito bem ilustra.
Uma da “Ponte Vinte e Cinco de Abril”, visualizando o Cante como uma ponte entre o Passado e o Presente, e entre este e o Futuro.
Uma ligação entre as duas margens do Tejo, Aquém e Além do Tejo, que o Cante irmana na Diáspora e liga e une os espaços e tempos do Alentejo profundo do Centro e Sul da planície, com este Tejo das duas margens do Rio, em que se canta esse Cante de Além ou de Aquém(?) Tejo.
Sempre o Tejo, como marca profundamente identitária dos Povos a que pertencemos, deste Sul de Portugal.
E são precisamente estas duas fotos, originais de D.A.P.L., que ilustram este Poema, da identidade alentejana.
Como habitualmente, são retransmitidos os episódios já passados, na primeira transmissão, semanalmente, e que nesta série supracitada, ocorrerram em Outubro transacto. Na reposição, ocorrem ao domingo à noite.
Já assim aconteceu com "Borgen" e recentemente com "Os Influentes". Ambas, excelentes séries, diga-se.
Sobre Borgen, escrevi alguns textos. Aliás, foi com esta série que me comecei a entusiamar na escrita sobre séries.
O "retorno positivo", através das observações, visualizações e ocorrências mais ou menos caricatas, motivou-me a escrever sobre o que observava nos episódios dos seriados.
Sobre a Família Krupp voltei a rever, com muitíssimo agrado, o 1º episódio. Para o que escrevi na altura da primeira transmissão, remeto para o link que apresentei anteriormente, especificamente sobre o 1º episódio (Teil I).
E também para um 2º post que também escrevi sobre o tema.
Irei tentar rever ou ver os episódios seguintes, pois não sei bem se a mini série se constituiu com 3 ou 4 episódios. Pois não tive oportunidade de ver tudo.
Aguardemos os próximos...
Vou prestar ainda mais atenção à Música, que acompanha a narrativa. Superior, a forma como ela, a Música, conduz a narração, o enredo, acompanha as personagens, acentua os momentos chaves, nos envolve no contar da História e no narrar dos acontecimentos! E nos leva, como que nos embala até à leitura do genérico final.Nos seduz e nos prende! Soberba!
Também magistral a forma como a "narradora", Berta Krupp, nos vai conduzindo pelas suas memórias, entre o "presente" da ação, 1957, e o passado, desde 1901. Em épocas cruciais da Alemanha, da Europa e do Mundo. Tragicamente cruciais!