Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Tenho constatado que, no blogue, as visualizações nos posts, sobre esta excelente Série da Televisão Galega, voltaram a surgir.
Será que este emblemático seriado, apresentado pela primeira vez na RTP2, em Setembro de 2015 e reposto em Fevereiro deste ano, 2016, voltou a ser reapresentado?!
Pesquisei nos programas da RTP2 e na RTP1, mas não encontrei.
… … (?) …
Tendo em vista facilitar a pesquisa, resolvi condensar os vários posts em apenas um, o atual, podendo aceder-se a cada um deles, através dos links, no final, em anexo.
Se tem tempo e paciência e/ou curiosidade, aventure-se a desbravar os textos e, acredite, não se arrependerá!
Tem até o bónus de ler um texto, o que aborda o décimo sexto episódio da série, que, até ao momento, ainda não foi apresentado em qualquer reposição, nem provavelmente será.
Apenas, talvez, quem sabe(?), se os guionistas resolverem continuar uma segunda temporada e queiram seguir as sugestões desse 16º Episódio. Citando a fonte, obviamente!
1 – Estas cantigas foram recolhidas por uma Senhora de Aldeia da Mata, neste Outono de 2016, e que nos pediu o favor de não divulgarmos o respetivo nome.
2 – Como pode verificar, já vamos no sexto conjunto de “QuadrasTradicionais” e temos vindo a alargar o leque das respetivas Fontes.
3 – A Senhora designou-as precisamente por “Cantigas ao Desafio”, conforme de facto o eram. Subintitulei-as como “Cantigas de Amizade”. Porque elas são um Hino à Amizade!
Uma memória dos que ainda estão connosco e lembrança dos que já se ausentaram. Que para esses também se reporta a nossa estima e recordação.
4 – Estas são tipicamente de “Cantigas ao Desafio” e a respetiva sequência, organizada pela Senhora, induz-nos precisamente nessa metodologia de cantar.
Quando os grupos das raparigas e de rapazes cantavam, fosse nos arraiais, nos bailes, em lazer; ou no trabalho, nos ranchos das azeitonadas ou noutras atividades campestres, quando os trabalhos eram quase totalmente manuais. Também nas idas e vindas para e do campo, nos trabalhos diversos, conforme já mencionei em “Quadras Tradicionais IV”.
5 – A 1ª “cantiga” é original da mencionada Senhora, como forma de introduzir o “Desafio” com D. Maria Belo, em quem se inspirou.
6 – Da nona “cantiga” / quadra, D. Maria Belo apresentou-nos uma outra versão. Situação corrente nestas “cantigas”, em que, por vezes, são apresentadas versões ligeiramente diferentes, conforme também constatámos na Revista “A Tradição”.
*
“Vai de roda, cantem todos
Cada um, sua cantiga
Primeiro é a do rapaz
Segundo a da rapariga.”
7 - E, para finalizar, espero que tenha gostado!
8 – Mais uma vez, ilustro com uma foto original de D.A.P.L., obtida no “nosso quintal”, em 2015.
Conforme prometido, irei divulgando, no blogue, poesias dos vários antologiados, à medida que for tendo oportunidade, conforme fiz com a XIII Antologia do CírculoNacionalD'Arte e Poesia - CNAP, 2015.
Alguns poetas e poetisas, que figuram na Antologia da APP, já constam do blogue, no contexto da Antologia do CNAP, a saber:
Ainda na Introdução à XX Antologia da APP, mencionar que o Prefácio é da Autoria de João Coelho dos Santos. Como o próprio refere, uma forma “original” de elaboração.
Neste 1º conjunto de Poesias, divulgarei de:
Aires Plácido, Aline Rocha, Ana Matias e Ana Silvestre.
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AIRES PLÁCIDO
“VELHOS”
“Vão ao baile, vão dançar
Quem em novo dança bem...
Aperaltados lá vão
Dos sessenta e tal aos cem.
E depois na leitaria
Dá gosto vê-los!,
Riem muito e namoram
Falam pelos cotovelos.
Ainda bem é viver
A vida quer-se risonha,
A vida sem um sorriso
Tropeça, tomba tristonha.
Vão ao baile, vão dançar
Dançar é como se fosse...
Caísse do céu madura
Na boquinha pera doce.
Fazem bem, a vida
Que triste é ver alguém,
Esperar que a morte venha
Em casa e sem ninguém.
Vão ao baile, sejam felizes
E namorem..., pois então!
Esta vida são dois dias
E às vezes nem dois são.
Velhos?- Palerma!
Quem dia a dia dança,
(Que bela atitude!)
Ri e muito namora...
Tem eterna juventude.”
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ALINE ROCHA
“VALSA DA VIDA”
“Dançámos a longa valsa da vida
ao som e ao ritmo da nossa idade
deslizando em passos ou corrida
numa sala chamada de saudade
A música, por nós dois era sentida
com o fervor da nossa mocidade
em meus braços uma rosa florida
fruto dessa dança da liberdade
Resta-nos viver da recordação
que convida ao beijo e ao abraço
choram nossos olhos de emoção
lágrimas vagarosas de cansaço
Fiz este poema para recordar
o que o nosso coração não esqueceu
por certo, não conseguimos valsar
mas o meu amor será sempre teu”
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ANA MATIAS
“TU E EU”
“Nas densas florestas
De ti
Quero entender...
O semblante,
Do teu ser...
Nessas escuras veredas
Por árvores frondosas
Sentir-te...
Ser parte de ti.
Na estrada parcamente
Iluminada
Ver a luz da tua vida
Em mim...
Cercada dessa aura
Nos abraços
Que não te dou
Dos momentos...
No olhar por fixar
Em ti...
No teu eu,
E no meu...
Olho-te sem te ver
Sinto-te sem te ver
Vivo-te sem viver
Em toda a complexa
Panaceia,
De nós...”
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ANABELA SILVESTRE
“POETA”
“Tatua letras, palavras,
Emoções...
Em toda a sua pele.
Não consegue agrilhoá-las
Em si,
Fogem para o infinito.
Já não são suas,
Saíram de si
São de quem as ler.
Poeta,
Viajante de sensações,
Grava desenhos na alma,
Que eterniza diariamente
Poeta, simplesmente poeta,
Bebendo em si!”
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Epílogo:
Pois, caro/a leitor/a, espero que tenha gostado destes belos poemas!
A Foto, original de D.A.P.L., 2015, intitula-se “Frutos de Outono”.
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("Epifania da Primavera: Flores da Amendoeira - Original DAPL - 2015?)
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XX ANTOLOGIA APP
Clique, para aceder a um poema de cada um do antologiados, S. F. F.