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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

É NATAL! Todos os dias são Dia de Natal!

Hoje é Dia de Natal.

 

Mal o Sol se anunciou, ao dealbar a linha do horizonte.

Nascimento do sol Foto original DAPL 2016.jpg

 

No caminhar sereno na areia, contemplando o Mar.

Concha. Foto original DAPL 2016

Todos os dias são Dias de Natal!

 

Na simplicidade múltipla e diversificada das flores.

Artemísia / "Altemira" Foto original DAPL 2016.jpg

 Cada dia é Dia de Natal!

 

Na beleza e perfume das rosas.

Rosas no quintal Foto original DAPL 2016.jpg

 

 Nota Final: Todas as Fotos são originais de D.A.P.L. A quem felicitamos!

“Hospital Real”: Em nova reposição na RTP?

Série da Televisão da Galiza

RTP2?

 

Hospital Real Elenco In. elprogreso.galiciae.com.jpg

 

Tenho constatado que, no blogue, as visualizações nos posts, sobre esta excelente Série da Televisão Galega, voltaram a surgir.

Será que este emblemático seriado, apresentado pela primeira vez na RTP2, em Setembro de 2015 e reposto em Fevereiro deste ano, 2016, voltou a ser reapresentado?!

Pesquisei nos programas da RTP2 e na RTP1, mas não encontrei.

…   …   (?) …

Tendo em vista facilitar a pesquisa, resolvi condensar os vários posts em apenas um, o atual, podendo aceder-se a cada um deles, através dos links, no final, em anexo.

Se tem tempo e paciência e/ou curiosidade, aventure-se a desbravar os textos e, acredite, não se arrependerá!

Tem até o bónus de ler um texto, o que aborda o décimo sexto episódio da série, que, até ao momento, ainda não foi apresentado em qualquer reposição, nem provavelmente será.

Apenas, talvez, quem sabe(?), se os guionistas resolverem continuar uma segunda temporada e queiram seguir as sugestões desse 16º Episódio. Citando a fonte, obviamente!

Nunca se sabe, não é?!

Pois, tome a liberdade de se aventurar e navegar…

E, obrigado, pela sua atenção.

Eis os links:

Nova Série RTP 2 - "Hospital Real"

Hospital Real - 2º Episódio

3º Episódio

4º Episódio

5º Episódio

6º Episódio

7º Episódio

8º Episódio

9º Episódio

10º Episódio

11º Episódio

12º Episódio

13º Episódio

14º Episódio

15º Episódio (I)

15º Episódio (II)

15º Episódio (III)

15º Episódio (IV)

Hospital Real - Síntese

Hospital Real! Ainda?!

Reposição: 10º Episódio

Contra Tempos - Hospital Real

Doença Estranha no Hospital Real

Hospital Real - Reposição

HOSPITAL REAL: 16º EPISÓDIO

Hospital Real - 2ª Reposição

Hospital Real - Elenco

Quadras Tradicionais VI

Artemísia - "Altemira" - Foto original DAPL 2015.jpg

 

“Cantigas ao Desafio”

/

Cantigas de Amizade

 

“És baixinha e redondinha

Ligeira no andar

Quando nos encontramos

Temos sempre que conversar.

 

Já cantei uma cantiga

Com esta já lá vão duas

Eu peço à redondinha

Que me cante uma das suas.

 

Já que me pedes que eu cante

Vou-te fazer a vontade

Eu não sei que graça tem

Ouvir cantar quem não sabe.

 

Cantas bem, não cantas mal

Cantas assim como a mim

A mestra que te ensinou

Também me ensinou a mim.

 

O cantar não é da arte

Da geração se procura

O cantar é a memória

Que Deus dá à criatura.

 

O cantar da meia-noite

É um cantar excelente

Acorda quem está dormindo

E alegra quem está doente.

 

Para cantar e bailar

É que meu pai me criou

Sou ‘alegria da casa

Enquanto solteira estou.

 

Quero cantar e bailar

Quero ser a’divertida

Quem sabe d’hoje a um ano

Se eu ainda serei viva.

 

Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Que eu também canto a minha

Que a mocidade me obriga. *

 

Eu cantando me divirto

Qualquer coisa me entretém

Assim vou passando o tempo

Sem ter amor a ninguém.

 

Não canto por bem cantar

Nem por belas falas ter

Canto só para quebrar olhos

A quem não me pode ver.

 

Acabaste de cantar

Agora começo eu

Começa o meu coração

A dar combate ao teu.”

 

*******

Notas Finais:

 

1 – Estas cantigas foram recolhidas por uma Senhora de Aldeia da Mata, neste Outono de 2016, e que nos pediu o favor de não divulgarmos o respetivo nome.

2 – Como pode verificar, já vamos no sexto conjunto de “Quadras Tradicionais” e temos vindo a alargar o leque das respetivas Fontes.

3 – A Senhora designou-as precisamente por “Cantigas ao Desafio”, conforme de facto o eram. Subintitulei-as como “Cantigas de Amizade”. Porque elas são um Hino à Amizade!

Uma memória dos que ainda estão connosco e lembrança dos que já se ausentaram. Que para esses também se reporta a nossa estima e recordação.

4 – Estas são tipicamente de “Cantigas ao Desafio” e a respetiva sequência, organizada pela Senhora, induz-nos precisamente nessa metodologia de cantar.

Quando os grupos das raparigas e de rapazes cantavam, fosse nos arraiais, nos bailes, em lazer; ou no trabalho, nos ranchos das azeitonadas ou noutras atividades campestres, quando os trabalhos eram quase totalmente manuais. Também nas idas e vindas para e do campo, nos trabalhos diversos, conforme já mencionei em “Quadras Tradicionais IV”.

5 – A 1ª “cantiga” é original da mencionada Senhora, como forma de introduzir o “Desafio” com D. Maria Belo, em quem se inspirou.

6 – Da nona “cantiga” / quadra, D. Maria Belo apresentou-nos uma outra versão. Situação corrente nestas “cantigas”, em que, por vezes, são apresentadas versões ligeiramente diferentes, conforme também constatámos na Revista “A Tradição”.

*

“Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Primeiro é a do rapaz

Segundo a da rapariga.”

 

7 - E, para finalizar, espero que tenha gostado!

8 – Mais uma vez, ilustro com uma foto original de D.A.P.L., obtida no “nosso quintal”, em 2015.

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (I)

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Introdução:

Conforme prometido, irei divulgando, no blogue, poesias dos vários antologiados, à medida que for tendo oportunidade, conforme fiz com a XIII Antologia do Círculo Nacional D'Arte e Poesia - CNAP, 2015.

Alguns poetas e poetisas, que figuram na Antologia da APP, já constam do blogue, no contexto da Antologia do CNAP, a saber:

João Francisco da Silva

José Branquinho

Rosa Redondo

Virgínia Branco.

 

Ainda na Introdução à XX Antologia da APP, mencionar que o Prefácio é da Autoria de João Coelho dos Santos. Como o próprio refere, uma forma “original” de elaboração.

 

Frutos de Outono I 2015. Foto original DAPL jpg

 

Neste 1º conjunto de Poesias, divulgarei de:

Aires Plácido, Aline Rocha, Ana Matias e Ana Silvestre.

 

*******

AIRES PLÁCIDO

 

“VELHOS”

 

“Vão ao baile, vão dançar

Quem em novo dança bem...

Aperaltados lá vão

Dos sessenta e tal aos cem.

 

E depois na leitaria

Dá gosto vê-los!,

Riem muito e namoram

Falam pelos cotovelos.

 

Ainda bem é viver

A vida quer-se risonha,

A vida sem um sorriso

Tropeça, tomba tristonha.

 

Vão ao baile, vão dançar

Dançar é como se fosse...

Caísse do céu madura

Na boquinha pera doce.

 

Fazem bem, a vida

Que triste é ver alguém,

Esperar que a morte venha

Em casa e sem ninguém.

 

Vão ao baile, sejam felizes

E namorem..., pois então!

Esta vida são dois dias

E às vezes nem dois são.

 

Velhos?- Palerma!

Quem dia a dia dança,

(Que bela atitude!)

Ri e muito namora...

Tem eterna juventude.”

 

*******

ALINE ROCHA

 

“VALSA DA VIDA”

 

“Dançámos a longa valsa da vida

ao som e ao ritmo da nossa idade

deslizando em passos ou corrida

numa sala chamada de saudade

 

A música, por nós dois era sentida

com o fervor da nossa mocidade

em meus braços uma rosa florida

fruto dessa dança da liberdade

 

Resta-nos viver da recordação

que convida ao beijo e ao abraço

choram nossos olhos de emoção

lágrimas vagarosas de cansaço

 

Fiz este poema para recordar

o que o nosso coração não esqueceu

por certo, não conseguimos valsar

mas o meu amor será sempre teu”

 

*******

 

ANA MATIAS

 

“TU E EU”

 

“Nas densas florestas

De ti

Quero entender...

O semblante,

Do teu ser...

 

Nessas escuras veredas

Por árvores frondosas

Sentir-te...

Ser parte de ti.

 

Na estrada parcamente

Iluminada

Ver a luz da tua vida

Em mim...

 

Cercada dessa aura

Nos abraços

Que não te dou

Dos momentos...

 

No olhar por fixar

Em ti...

No teu eu,

E no meu...

 

Olho-te sem te ver

Sinto-te sem te ver

Vivo-te sem viver

 

Em toda a complexa

Panaceia,

De nós...”

 

*******

 

ANABELA SILVESTRE

 

“POETA”

 

“Tatua letras, palavras,

Emoções...

Em toda a sua pele.

Não consegue agrilhoá-las

Em si,

Fogem para o infinito.

Já não são suas,

Saíram de si

São de quem as ler.

Poeta,

Viajante de sensações,

Grava desenhos na alma,

Que eterniza diariamente

Poeta, simplesmente poeta,

Bebendo em si!”

 

*******

Epílogo:

Pois, caro/a leitor/a, espero que tenha gostado destes belos poemas!

A Foto, original de D.A.P.L., 2015, intitula-se “Frutos de Outono”.

 

 *******

 Epifania  Primavera Original DAPL 2015.jpg

 ("Epifania da Primavera: Flores da Amendoeira - Original DAPL - 2015?)

*******

XX ANTOLOGIA APP

Clique, para aceder a um poema de cada um do antologiados, S. F. F.

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