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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

22.Jul.18

… A Leiteira - Uma crónica em contra mão.

Politiquices…Demagogia!

 

A Leiteira In Artrianon.jpg

 

Este post era para ter sido elaborado com uma imagem de “A Leiteira”, como está, mas também com uma foto de um senhor, antigo membro de uma antiga governação, a fazer a celebérrima birra dos corninhos com as mãos na respetiva cabeça, dirigida a um senhor deputado, quando esteve presente na Assembleia da República, no âmbito das respetivas funções governativas. Isso foi já há alguns anos, nem sei e nem interessa quando.

 

Recentemente, esteve novamente na Assembleia da República, desta vez numa comissão de inquérito, a prestar contas da sua antiga atuação. (Enquanto governante?!)

Voltou a dizer das dele e, desta vez, reportou-se para a fatura da luz que funcionaria como uma espécie de vaca leiteira.

O que até é verdade, pois nós somos sugados, (apetecia-me usar outra palavra, mas como essa tem outras conotações…), somos sugados, mas não é só na fatura da luz, mas nas mais diversas faturas. É um sugar que não há dó nem piedade!

 

Mas quando ex-governantes nos vêm alertar para estes descalabros, ficamos perplexos! Mas se estiveram em governações e, como tal, com responsabilidades, o que fizeram para contrariar essas situações em que somos constantemente explorados?! Mas essa atitude não deveria constar do perfil das respetivas atuações enquanto governantes?! Pelos vistos não. Agora, após terem sido, é que tomam consciência disso!

 

Um outro senhor, também com altas responsabilidades no país, este por duas dezenas de anos, também, numa homenagem que lhe foi prestada, lembrou-se de dizer que Portugal não precisa de mais autoestradas, nem estádios de futebol, precisa é de crianças. O que também é verdade. Mas então, enquanto exerceu atividades de poder não teve qualquer impacto nessa betonização e asfaltar do país?! (?!)

 

É de ficarmos de boca aberta perante a consciencialização de tais verdades!

 

A estas atitudes chama-se, democraticamente, DEMAGOGIA!

 

(E porque não a foto do senhor a fazer os corninhos?

Porque neste blogue são raros os posts com fotos de pessoas, enquanto tais. Julgo que são apenas dois. Existem muitas, mas quase sempre de personagens nas séries.

Para além de que as imagens podem ter direitos de autor. E não vá o diabo tecê-las…

E porque a foto, sugestiva é certo, mas é feia.

E toda a gente sabe a que foto me refiro.

E porque não tenho as costas quentes…

E…porque não me apetece!

A imagem do quadro de "A Leiteira" de J. Vermeer - 1657/58, obtida na net, in. Artrianon, pretende reportar-nos para o óbvio, sem ser demasiado vernácula. )

20.Jul.18

Hospitalidade Alentejana!

Encerramento da Exposição do CNAP, na Casa do Alentejo

 

(Círculo Nacional D’Arte e Poesia - 7 a 19 de Julho 2018.)

 

Poema Psicadélico. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Terminou ontem, 19/07/18, a Exposição promovida pelo CNAP, na Casa do Alentejo. Fui lá buscar o quadro que aí expusera e que apresento em foto, exposto na Casa. (Poderá parecer exibicionismo, já ter apresentado a imagem do quadro por diversas vezes no blogue, mas não é. Simplesmente é uma reparação pelo facto de ele ter estado, desde os anos oitenta, em cima da mesa da sala da Casa, no Alentejo, devidamente resguardado. Agora, precisa de respirar! Arejou na Rua das Portas de Santo Antão e andou passeando pelas ruas e transportes de Lisboa… Reconhecimento merecido e justo!

E ainda, acreditamos, será exposto noutros locais!)

 

Antes de tudo o mais, quero agradecer à Casa do Alentejo, em meu nome pessoal e também do Círculo, certamente, pela disponibilização de espaço tão emblemático para a divulgação da Arte, num verdadeiro Templo artístico. Obrigado!

 

Estive algum tempo, durante a tarde, na expetativa de aparecer mais alguém a recolher os quadros que ainda não haviam sido levantados ou eventualmente nos juntarmos para dizer Poesia, mas não apareceu ninguém, enquanto lá estive.

Foi oportunidade de observação do movimento da Casa. Sendo um ex-líbris da Cidade de Lisboa, é imensamente visitada. Nem imaginava que tanto. Verdadeiras excursões. Tantas que até acho que deviam ser devidamente enquadradas e com visitas guiadas. Sim! E com pagamento de entrada! É inteiramente justificável.

Só que a proverbial hospitalidade alentejana permite que andem por ali verdadeiras romarias, calcorreiem os espaços, a bel-prazer, de umas salas para outras e, invariavelmente, irem “mudar a água das azeitonas”!

 

De espanhóis então nem se fala. De tal modo é o à vontade, que até pensei ser algum episódio da “Guerra das Laranjas”. Ou então que viessem para alguma azeitonada. Ou algum rancho para as ceifas ou para apanharem os fenos, a tratarem com algum patrão, que por ali estivesse. Sei lá! O movimento era tanto!

 

Um casal de jovens, indianos, infiro eu, aproveitaram para realizar uma sessão fotográfica. Talvez para alguma das plataformas sociais, em que as fotos são indispensáveis. Suponho!

A rapariga, de traje de gala, aproveitou tudo quanto é espaço da Casa, para se enquadrar em imagens: de frente, de perfil, de costas… Escadarias, pátio, salas, janelas, portas, varandas… não ficou lugar que não fosse registado. Só não sei se também aproveitou o local de “muda da água das azeitonas”. Sei que para lá se dirigiu galante, de salto alto e trajo à Bollywood, adejando mala de viagem rosa barbie, e retornou de sapato rasteiro e fato ligeiro, mas oriental. Noutros países e contextos, paga-se para usar fotos promocionais, enquadradas em monumentos. Mas em Portugal e no Alentejo!

Não importa.

 

Não tendo surgido ninguém do Círculo, nem da Poesia ou da Exposição, não houve “Dizer Poesia”!

Não houve?!

 

Bem, estando eu na antecâmara das salas principais, eis que vejo chegar um Casal Amigo, por quem temos grande estima e consideração. Surpresa e extraordinária coincidência que, ao ir levantar o quadro, logo acontecesse encontrar pessoas tão estimáveis.

(Este quadro de “poesia visual” tem, não duvide, um certo sortilégio…)

Explicada e documentada ali a minha presença, não muito usual é certo, tive a oportunidade e o privilégio de, perante o Cavalheiro, distinto Alentejano, também Poeta e ademais, Professor Doutor, “Dizer Poesia”!

E, deste modo, posso dizer que, ainda que não enquadrado diretamente na dinâmica do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, eu também já “Disse Poesia”, na Casa do Alentejo.

Que, aliás, era também um dos meus propósitos ao participar na Exposição do CNAP na Casa Matriz dos Alentejanos na Diáspora.

Li o poema “Fuga… à Solidão”, base da “poesia visual” intitulada “Poema Psicadélico”. E tive o grato prazer de explicar, o melhor que pude e soube, o esquema visual desse “poema ilustrado”.

Dizer Poesia para, e perante, tão distinta Personalidade, Emérito Professor na Área das Ciências da Comunicação foi, não só um grande privilégio, mas uma grande honra.

Obrigado também! (E aos seus familiares, cumulativamente com sotaque brasileiro.)

 

E Obrigado também ao Círculo – CNAP, pela sua promoção da Cultura!

E à Casa do Alentejo!

 

(P. S. – Entre outros aspetos e, no referente ao sortilégio do quadro,…

Como já mencionei, foi elaborado na 2ª metade da década de oitenta.

No ano passado, a APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu a 1ª edição de “Nau dos Sonhos”. Não participei. Neste ano promoveu a 2ª edição. Também não pensava concorrer. Mas decidiram prolongar o prazo do concurso mais quinze dias. Tive um clique. Não sou supersticioso por natureza, mas achei que devia aproveitar…

Fui pesquisar trabalhos antigos… Pessoa que muito estimo, quando viu este trabalho, logo me disse. “Concorre, que vais ganhar!” …

E aqui estamos.

Obrigado também à APP – Associação Portuguesa de Poetas!)

17.Jul.18

Casa do Alentejo – Mundial. Pormenores e não só!

Azulejos Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

E também o prólogo de uma anedota, a propósito do vídeo-árbitro!

 

No post anterior, nº 595 (!), ao abordar a “Exposição de pintura” do CNAP, também projetei apresentar alguns pormenores artísticos da Casa do Alentejo, como forma de convite a uma visita, para além da Exposição.

Que está quase a encerrar!

(Na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.)

 

R. Portas Stº Antão. Foto DAPL. 2018. jpg

 

Além do mais, no decurso desta ausência de escrita, ocorreram acontecimentos mediáticos, de entre os quais, não posso deixar de mandar algum bitaite, especificamente sobre o Mundial.

A equipa francesa venceu.

Não era a que eu desejava que ganhasse, nem era a final que mais gostaria. Teria preferido que a vencedora fosse a Croácia, aliás, julgo que seria a equipa mais merecedora.

Combativa, aguerrida, resiliente, humilde, mas persistente, lutando até ao fim, quase sem desfalecer. Após o terceiro golo, parecia que os atletas se ficavam, mas depressa recuperaram o ânimo. Ao 4º golo, pensei que houvesse uma cabazada, mas os jogadores ultrapassaram essa fraqueza e adorei aquele tirar a bola ao convencido do guarda-redes francês.

Mereciam ter marcado mais golos, mas faltou-lhes capacidade finalizadora.

E, nestas coisas de futebol, que interessam os merecimentos, ou o que nós achamos ou deixamos de achar sobre o assunto?!

Ganha quem mete golos, e pronto!

Aliás, a final que eu mais gostaria seria entre a Bélgica e a Croácia!

(Da equipa francesa, valorizo, muito especialmente, o caráter multicultural, espelho da sociedade francesa!)

 

E aquela do vídeo-arbitro?!

Achei um grandessíssimo disparate, essa de se parar o jogo para o árbitro ir consultar o vídeo e decidir!!!

Ademais por penálti, que achei desmerecido. Não julgo ter havido voluntariedade no tocar da bola com a mão. Digo eu, que não sou “vídeo árbitro”!

Por este andar e com o evoluir tecnológico, mais vale transformar o jogo, num jogo apenas eletrónico. Digo eu, que não sou da “fifia”.

 

E este atuar do árbitro, e para nos reportarmos ao título fundamental do post, “Casa do Alentejo”, lembra-me uma anedota alentejana…

Em tempos que já lá vão…

Sala de jantar. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

Quando havia bailes nos salões de antigamente... A dado momento, o mestre-sala, que era assim a modos que um árbitro nos bailes, manda interromper a dança, para um cavalheiro, pai de uma menina dançante, intervir.

E o senhor interveio:

“Alto, e pára o balho! Que roubaram o cordão à minha filha…”

E o balho parou, mas ouviu-se a voz da menina:

… … ...

(Bem, o que a menina disse e o pai respondeu não digo. Fica para outro post.)

Mas o baile lá continuou.

 

É assim o que acontece com o vídeo-árbitro, acho que uma paragem desnecessária. Que não acrescenta nada ao fundamental do jogo, ao jogo propriamente dito, ao jogo per si, independentemente do resultado. Apenas uma interrupção anedótica!

 

Mas o objetivo do texto era divulgar aspetos de pormenor da Casa, em que até o chão, os retoques das paredes, são verdadeiras Obras de Arte.

Mosaicos  Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

Termino com pormenores de dois candeiros...

 

Um para iluminar as decisões dos árbitros.

Candeeiro e clarabóia. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Outro para cair no "bestunto" do vídeo-árbitro!

Candeeiro. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

  

Visite! Se faz favor!

17.Jul.18

Exposição do CNAP na Casa do Alentejo

Exposição Coletiva de Artes Plásticas 

CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia

Casa do Alentejo

Sala de Olivença

Este post tem por principal objetivo divulgar alguns dos quadros expostos na Casa do Alentejo, no âmbito da Exposição supracitada.

De momento, essa será a principal direção da temática.

Posteriormente, abordarei mais alguns aspetos concernentes a problemáticas atuais.

*******

Cartaz sobre o "Cante - Património do Mundo"

(Exterior Casa Alentejo)

Cartaz Cante - Casa Alentejo - Foto DAPL. jpg

 

Sala de Olivença - Conjunto quase total dos Quadros expostos

Sala Olivença. Exposição. Foto DAPL. jpg

"Vida nos Oceanos" - Maria Lourdes Guedes

"Vida nos Oceanos". Mª Lourdes Guedes. Foto DAPL. jpg

"Sem Título" - Méli e "Flores Campestres" - Maria Lourdes Guedes

 

"Sem Título" e "Flores Campestres" - Méli e Mª Lourdes Guedes.jpg

"Sem Título" - Pinturas de Cecília Augusto e Catarina Semedo

"Sem Título" - Cecília Augusto e Catarina Semedo. Foto DAPLjpg

"Marvão" - Vitor Hugo

 

"Marvão". Vitor Hugo. Foto DAPL. jpg

 

 "Mistério e Vida" - Maria Rita Parada Reis

"Mistério e Vida". Maria Rita Parada Reis. Foto DAPL. jpg

"A Cascata" e "Apocalipse" - Elmanu

"A Cascata". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Apocalipse". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Quando o Meu Pensamento Voa" e "Fado" - Fernanda Carvalho

"Quando o meu pensamento voa". Fernanda Carvalho. jpg

 

"Fado". Fernanda Carvalho. Foto DAPL. jpg

Face ao exposto no introdutório do post, decidi, no decurso da respetiva operacionalização, divulgar apenas as pinturas expostas, tendo em vista o respetivo conhecimento.

Apresse-se a visitar a Exposição, que encerrará na próxima 5ª feira, dia dezanove.

Acredite, que vale a pena! Estão expostos belíssimos trabalhos de Pintura!

Para além da Casa em si mesma.

(As fotos, de telemóvel, são originais DAPL. Muito Obrigado!) 

(E Obrigado a todos os Artistas.)

 

 

 

 

 

 

09.Jul.18

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

*******

 

Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

06.Jul.18

Touradas?!

Pegar o touro pelos cornos!

 

É também um assunto que, pese os constrangimentos que pressupõe, não quero deixar de opinar.

Não que tenha qualquer simpatia pelo PAN, que não tenho. Animais de estimação nos restaurantes, sem sequer se definir quais são os animais de estimação! Nem lhes ensinar previamente a comerem de faca e garfo! (Estranhamente foi aprovado na Assembleia!)

E outras medidas semelhantes… que subvertem o primado da Democracia! (…)

 

Não me surpreende a decisão parlamentar. Nem os motivos invocados por quem de direito.

Este é um assunto demasiado fraturante a todos os níveis da sociedade, que separa, divide os mais diversos contextos: familiares, vizinhança, amizade, estruturais, tradicionais... O que os partidos menos querem é criar divisões no seu próprio seio. E são demasiado conservadores…

Mesmo a nível pessoal, individual, as pessoas, cada pessoa tem, por vezes, visões simultaneamente contrárias no assunto e como tal contraditórias.

 

Mas que este é um assunto que é preciso “pegar pelos cornos”, é!

Mais tarde ou mais cedo há que ser analisado. E tem que sê-lo, pelo lado que é premente que seja. Objetivamente, nas touradas os animais são torturados selvaticamente e sem qualquer necessidade. E este é o ponto fulcral da questão.

Os motivos invocados pelos Senhores e Senhoras Deputados/as não os vou analisar especificamente.

Referir somente, e considerando-os genericamente, e invocando-os, que ao aceitá-los e defendê-los, não teria sido extinta a Pide, nem abolido o Fascismo, nem extinta a Tortura, nem a Escravatura, nem a Pena de Morte, nem a Inquisição, nem os Autos de Fé, nem o Índex, nem a Censura, … nem… os combates de gladiadores, nem os combates de animais, nem os cristãos lançados às feras...

 

Porque representavam todos e cada um destes aspetos e no seu contexto temporal, tradições, algumas de séculos; interesses instalados, sistemas básicos da economia dominante; eram vistos e admirados por grande parte da população, defendidos encarniçadamente por setores fundamentais da sociedade; deles dependia económica e socialmente muita gente, faziam parte da cultura e da história dos povos...

Por estes motivos nunca teriam sido abolidos. E, segundo muito boa gente, até foi pena que o tenham sido.

 

E será que de facto o foram?! Vê-se tanta coisa nem digo por esse mundo fora… mesmo em Portugal!

 

Mas que o assunto das touradas tem que ser devidamente analisado, tem! Per si e especificamente. E a montante e a jusante. No que diligenciar previamente e no que fazer a seguir. E haverá tanta coisa que poderá ser feita com os mesmos recursos, mas com outros meios e fins. E, aliás, já se faz muita coisa em alternativa!

 

Talvez a proposta do PAN tenha valido, pelo menos, por colocar o assunto na berlinda!

06.Jul.18

Abençoada Reforma Antecipada!!!

“…Condições de Vida e de Trabalho na Educação…”

 

Nem sempre gosto de me pronunciar sobre temas ou notícias muito a quente, logo que elas surgem e começam a aquecer nas redes. Mas, por vezes, é necessário fazê-lo.

 

Os resultados apresentados a partir do “Inquérito Nacional sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal só poderão surpreender a quem esteja completamente a leste do funcionamento do Sistema Educativo em Portugal.

O Ensino em Portugal, muito especificamente no referente às condições de trabalho dos Professores, tem-se vindo a agravar, a deteriorar, ao longo de vários anos. Mas não é de agora. É uma situação que tem piorado muito e sob múltiplos e diversos aspetos da vida profissional dos docentes. De há vários anos!

 

(Bem sei que não são apenas as condições socioprofissionais dos Docentes que estão péssimas. As dos Profissionais de Saúde também deixam muito a desejar. E falo especificamente destas duas classes socioprofissionais, porque o público-alvo, o “objeto” de trabalho é a Pessoa Humana! Pelo que relativamente aos Profissionais envolvidos há toda uma exigência que os condiciona na prestação dos serviços respetivos às inerentes comunidades. Logo uma maior atenção do respetivo Patrão, maioritariamente o Estado!)

 

Não admira que muitos profissionais desejem a “reforma antecipada”, mesmo sendo “penalizados”. (Acho esta palavra tão peculiar, aplicada a quem não fez mal a ninguém, nem foi visto nem achado para as sucessivas alterações do acesso à reforma, sempre em constante prejuízo de quem trabalha! Quando um árbitro viola as regras acordadas cai-lhe o Carmo e a Trindade!!!!... Cala-te boca!)

 

Mas como é hábito desvio-me do tema central.

Voltando.

 

No respeitante às condições de trabalho dos Professores e do Ensino em geral, há muitos aspetos que convirá frisar, a nível da própria ideologia e filosofia inerente ao trabalho em si. Não vou explanar tudo o que acho. Apenas alguns conceitos básicos, teóricos e práticos.

 

- Professores, Alunos, Pais / Encarregados de Educação, Estado – Patrão, Comunidade Envolvente, todos contribuem, devem contribuir, para uma melhor e mais eficaz Educação. Cada um no seu papel e respeitando o dos Outros.

- A Educação é um Direito inalienável de todo o Cidadão, até um certo nível deverá ser tendencialmente gratuita. Mas esse Direito pressupõe o Dever de que quem usufrui dessa Educação, ademais quase gratuita até certos níveis escolares, quem desse direito beneficia deverá agir no sentido de aproveitar devidamente desse benefício. (Tantas crianças e jovens por esse mundo fora a desejarem, almejarem, o acesso à Educação e ao Ensino e, em Portugal, tanta gente a desperdiçar essa oportunidade!)

(…)

Sobre aspetos práticos, convém esclarecer, o que muito boa gente não entende, que uma hora de aula, pressupõe, a montante, muito mais que esse tempo e, a jusante, outro tanto ou muito mais ainda. (Mas este é um aspeto que só quem está por dentro percebe bem!)

E turmas de trinta alunos! Senhor Ex - Ministro que tem o nome de um concelho, dou-lhe um conselho: Experimente, SFF, no Básico… no Secundário…!

(…)   (…) … (…)

(Fico-me por aqui. Não quero ultrapassar a pág. A4, que me propus como “medida” de texto!)

01.Jul.18

Arte e Poesia / Bye Bye, Uruguai...

Cartaz Expo. CNAP. 2018. Cortesia Casa Alentejo. jpg

 

Bye – Bye, Uruguai / Que você vai / Seguir avante.

E eu... fico cantando / Fico chorando / O meu descante! (…)

 

Pode a Poesia coadunar-se com o Futebol?!

Pois claro, que pode. Já escrevi sobre esse lado bonito da irmanação futebolística. Já publiquei no blogue, vários artigos sobre o Futebol. Sobre o Futebol, digo! Ainda que deteste as futebolices!

Ontem foi uma tarde desagradável, em termos de Futebol, dado que a equipa portuguesa perdeu e foi eliminada. Mas adiante, que há coisas bem piores na Vida… Mas ficamos sempre aborrecidos.

Vi a primeira parte do jogo num excelente espaço público de grande concentração humana. Mas concluído o primeiro tempo e dado que o resultado não me estava a agradar e o ambiente ainda menos, resolvi partir. E como é diferente percorrer as ruas da Cidade em dias de concentração futebolística. Pouquíssimo trânsito, raras as pessoas calcorreando… Fui entrando nos vários cafés onde as TVs sintonizavam o jogo, apercebi-me do golo português a meio do percurso, confirmei numa pastelaria, soube ter sido Pepe e, mais adiante, quando voltei a entrar em novo estabelecimento, já a equipa portuguesa perdia novamente. Cavani! Oh, Cavani! Que nem o São Ronaldo nos valeu!

 

Mas se não nos valeu o Futebol, sobremaneira nos engrandeceu a Poesia!

Na SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, houve “Poesia à Solta”. E nem você imagina como o estro poético dos participantes se soltou! Foi uma tarde memorável, em que excelentes Dizedores, Poetas e Poetisas, nos disseram, declamaram, cantaram e encantaram através do seu Verbo Poético.

Que não ficou nada atrás, duma tarde de bom futebol. Quando é Futebol! Muito pelo contrário, ficou muito além. A Poesia não tem é a divulgação que merece.

Se os nossos canais televisivos, que nos inundam diariamente com a prosódia dos BêDêCês deste país, todos os dias, antes ou depois dos noticiários, nos apresentassem Dizedores de Poesia, escassos minutos chegavam e você nem sabe como este País sairia engrandecido!

E nem precisavam de buscar gente famosa. Nem precisavam de lhes pagar chorudos ordenadões. Há imensos Amadores, por esse País afora, que dizem Poesia sua ou de outros, de forma excelente. E, muitos, nem precisam de teleponto!

Mas, em frente, que se faz tarde!

Parabéns e Obrigado à SCALA! E a todos os participantes.

 

Quadro: Teresa Filipe - Foto Rolando Amado. 2018. jpg

 

E reportando-me ao cartaz elucidativo, cortesia da Casa do Alentejo, (Mª J. Carvalho) e que abre o post.

Anuncia e divulga a próxima Exposição do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. A partir de sete, do sete, (07/07), na Casa do Alentejo. Na Casa Do Alentejo! Vou esforçar-me por participar, caso a Vida me permita, com um trabalho de Poesia Visual. E conto estruturar uma simples “instalação poética”!

Participe também.

Irão estar sócios do CNAP, que participaram nas últimas Exposições do Círculo, nomeadamente na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

O quadro ilustrativo deste último parágrafo, "O Ribeiro", é um trabalho de Teresa Filipe, que não figurou no post respetivo, o que agora se remedeia divulgando-o, através de foto de Rolando Amado.

Parabéns e Obrigado também ao Círculo e a todos os participantes na Tertúlia, realizada no último dia vinte e seis de Junho, no mencionado Centro de Dia de São Sebastião.

(E assim termino este meu post, só com uma página A4, que estou a tentar ser conciso no verbo!)