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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Marchas da Minha Terra" - Lançamento Livro

João Francisco da Silva (Poeta d'Arruda)

Lançamento do livro: "Marchas da Minha Terra"

Convite "Marchas da Minha Terra" "Poeta d'Arruda". png

 Clube Recreativo Desportivo Arrudense

Arrudense emblema. in. facebook.com. jpg

 

2 de Setembro de 2018 - 15h 30'.

 

Clube Arrudense. in. chafariz.weebly.com. jpg

Arruda dos Vinhos

(Notas Finais:

João Francisco da Silva já figura neste blogue com trabalhos seus.

No âmbito da XIII Antologia do CNAP.

E da XX Antologia da APP.

As imagens do emblema e frontaria do Clube, in. facebook.com e chafariz.weebly.com.

A do convite, cortesia do Autor.)

*******

Está também prevista a divulgação do livro na habitual Tertúlia do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, no dia 9 de Outubro 2018.

E também na Tertúlia de final do mês, em 28 de Outubro 2018, na sede da APP - Associação Portuguesa de Poetas, na Rua Américo de Jesus Fernandes, aos Olivais, Lisboa.

"TONS DA VIDA"

Papoilas. 2017 Aldeia. Foto original DAPL. jpg

 

«TONS DA VIDA»

 

«A vida tem momentos.

Momentos de várias cores.

Às vezes tons de tormento,

outras vezes são tons d’amor.

 

Tem dias muito rosados,

p’ra contemplar a ternura.

Tem outros acinzentados,

pintados de amargura.

 

Cada dia é uma bênção,

que queremos entender.

Há dias de desilusão,

outros de bem-querer.

 

As estórias que se tecem,

são contadas com critério.

Pontuadas como merecem

em livro pleno de mistério.

 

Como os romances d’autores,

que tocam o sentimento.

Escrevem vidas d’amores

que envolvem o pensamento.

 

Tantas cores que usei

nesta tela retocada.

Os momentos que pintei,

deram-lhe luz renovada.»

 

In.

“Tons da Vida”. Ana Carita. Poesia. Euedito. 2018.

 

(Notas Finais:

Neste post nº 601, volto à Poesia de outros Autores.

De livro recentemente lançado, no transato mês de Julho, na Aldeia, escolhi o poema final, que também intitula o livro: “Tons da Vida”.

Parabéns à Autora, Ana Carita. Livro de fina sensibilidade poética!

Ilustrei com uma foto original de DAPL, 2017, de papoilas bordejando o caminho!)

 

Selfie – Selfish

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

(Auto - Retrato Egoísta)

 

Me pediu pessoa amada

Que escrevesse um poema

Versejando sobre um tema

De cariz social.

Mas que maçada!

Não encontro mesmo nada

Que não seja banal.

 

Lembrei-me de selfie!

 

Mas que raio de palavra

Que ela não se destrava

Nem uma rima se lavra

Em tal roseira brava.

 

Associei com selfish

Palavra bem mais fixe.

Que rima com egoísmo

Quadra com narcisismo

Talvez egocentrismo

Quiçá cabotinismo!

 

E cismo!

 

Que achada a rima

Mais abaixo, mais acima

Uma selfie vou tirar

Com qualquer uma qu’encontrar.

Basta só me (em)quadrar.

 

E tirei. Comigo!

Tirei contigo!

Com amigo. Com inimigo

Com a vizinha do lado

Com peixeira no mercado.

 

E na minha lista

Tenho até futebolista

E bem afamado artista.

Até canário com alpista!

 

Não há quem me resista!

 

Ao meu apelo, ao meu pedido

Nada me é indeferido.

 

E é tal a premência

Que só com Sua Excelência

O Senhor Presidente

E por mais que eu tente

Ainda não consegui

Tirar uma selfie!

 

*******

Narciso. 2018. Foto original DAPL. jpg

*******

(Notas Finais:

Este texto poético, uma narrativa em verso, modelo de escrita que ultimamente tenho cultivado, foi escrito em 25/06, a partir de sugestão que me foi feita a vinte e quatro.

As fotografias, sempre de telemóvel, são de Autoria de D.A.P.L. - 2014 e 2018, a impulsionadora da sugestão.

Inicialmente documentei o post com uma foto, belíssima, de uma cerejeira / gingeira, à data existente no quintal. Reporta-nos, metaforicamente, para uma estrutura em rede. Quando pude dispor do acervo de fotos de narcisos, inseri a de um narciso, altaneiro, sobre um fundo de cinzentismo, do muro de cimento. 

Espero que goste do texto poético e também das fotos.

Ah! Este é o post nº 600. Seiscentos!)

 

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