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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Tertúlia do CNAP de Fevereiro 2019

Apresentação "De altemira...

 

Valeu a pena?!

 

“Vale sempre a pena…”

 

Foto Original DAPL. Aldeia. jpg

 

Divulgar a Poesia é um dos propósitos destas apresentações. Divulgar a Poesia Tradicional. Divulgar a nossa Aldeia. Divulgar o nosso Alentejo! Divulgar o trabalho direto de Pessoas que participaram neste Projeto… (Sim! Porque de um Projeto se trata, a produção deste modesto livro: “De Altemira…”, nas suas diversas vertentes, ainda que não tivesse sido elaborado um plano formal, escrito. Que mentalmente ele existiu!)

Sublinhar a importância das Pessoas que nele participaram diretamente e das que nele estão incluídas indiretamente… Que estas “Cantigas” vieram de geração em geração, pelo menos desde o século dezanove, deduzo eu…

 

Nesta apresentação, de algum modo semelhante às anteriores, houve relevância muito especial dada às “Cantigas de Dona Maria Águeda”. Na apresentação na SCALA, as “Cantigas da Prima Teresa” despertaram especial atenção. Tem dependido da apreciação e do gosto que os “Dizedores de Poesia” presentes nas sessões revelam. “Alentejo, …”, “Balada da Aldeia”, “Festa da Aldeia”, “Namoro”…

Mas também outras “Cantigas”, “Cantigas de Oito Pontos”: “O sol é que domina…”; “As Maias”. “Uma cantiga brejeira” desperta sempre atenção…

De um modo geral foram abordadas quadras das várias Pessoas participantes.

 

Também foi estabelecida a inferência direta das cantigas para alguns dos seus elementos representativos, nomeadamente as plantas: a altemira, a alfazema, os lírios: roxo e branco… como forma de explicar a interligação direta dos versos e sua mensagem com a vida campestre.

E também houve o jogo da escolha aleatória de versos, a serem ditos, associada a uns bombons…

 

E quem “Disse…” e também disse “Presente!”

Drº Santos Silva, que na qualidade de Presidente da Associação, dirigiu a apresentação. E “Disse Poesia”, várias cantigas do livro. E não se coibiu de “Dizer Poesia” de Sophia de Mello Breyner, neste mesmo contexto. Obrigado!

D. Olívia Diniz Sampaio, Presidente do CNAP, também na direção da mesa. Luís Ferreira; Carlos Pinto Ribeiro, D. Fernanda de Carvalho. A todos, muito obrigado, por engrandecerem os versos “De Altemira…” com a vossa dicção!

João Carrajola, Rolando Raimundo, D. Ana Alves, compareceram, mas acho que não disseram ou leram Poesia. Mas Obrigado também!

 

Um Obrigado muito especial aos que adquiriram um livro. Sete euros é um preço acessível. E o “livrinho” merece. Tem uma qualidade muito boa. Desde logo, tecnicamente, está muito bem produzido. Muito mesmo! Tem um excelente conteúdo. Estas cantigas, quadras, rimas, versos, composições poéticas, compõem um Património Imaterial que já não faz parte do nosso quotidiano digital, mas seria uma pena que não fossem registadas, grafadas em livro. Já estão! Aprecie-as!

Neste blogue, também algumas delas figuram.

 Sobre a parte do trabalho que é da minha lavra não formulo juízos de valor.

A capa e a contracapa também estão muitíssimo bem conseguidas. A cor é por demais sugestiva. Reporta-nos para o Sol, para a Terra, para as Plantas, nomeadamente as Flores… As fotos são bem elucidativas.

O título “De Altemira…”, remete-nos para um regionalismo da minha Aldeia, “Altemira”, uma variedade de artemísia. Propositadamente!

 

E fico-me por aqui. E o meu renovado Obrigado a todos os participantes e colaborantes neste Projeto.

Sim! Qualquer projeto para ser concretizado precisa de financiamento.

E como eu gostaria de ter uma Entidade que me financiasse outros projetos neste âmbito, que tenho em mente…

 

Gostaria de adquirir um livro?

 

Poderá adquirir na Sede da Junta de Freguesia de Aldeia da Mata.

Na Livraria / Papelaria do Mosteiro de Flor da Rosa (Pousada).

Na SCALASociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – (Almada Velha – Rua Conde Ferreira, Antiga Delegação Escolar).

 

E… Até uma próxima apresentação!

 

Festa das Artes da SCALA - Almada

OFICINA da CULTURA - ALMADA

25ª Exposição Anual

SCALA

 

Convite Festa Artes SCALA 2019. Cortesia Organização.png

Vou participar com o trabalho seguinte, de "Poesia Visual", que intitulei "Poema Psicadélico", para efeitos de concurso "Nau dos Sonhos" - 2018, promovido por APP - Associação Portuguesa de Poetas, que venceu.

"Poema Psicadélico" - 1986 A. Mata

Este quadro figurou pela primeira vez numa Exposição Coletiva, na Casa do Alentejo, em 2018. Exposição promovida pelo CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia.

E também englobou a Exposição Individual, organizada pela APP -Associação Portuguesa de Poetas, na respetiva Sede, aos Olivais, Lisboa, também no ano passado, com base precisamente nos vários trabalhos que elaborei na 2ª década de oitenta, inspirados na corrente estética designada por "Poesia Visual".

Exposição CNAP - Campo de Ourique - Fevereiro  Março - 2019

QUADRO Nº2. Cortesia Rolando Raimundo.2019 jpg

Teve lugar no “Espaço Cultural Cinema Europa”, em Lisboa, no dia 20 de Fevereiro, a inauguração de uma Exposição Coletiva de Pintura de 12 Artistas, sócios do CNAP - Círculo Nacional D´Arte e Poesia.

Este evento contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, Dr. Pedro Cegonho, que enalteceu as três décadas de dedicação aos Pintores e Poetas menos conhecidos, os quais desde modo vão revelando o seu talento, através deste Círculo de Amigos.

O mesmo Presidente convidou também a Presidente do CNAP, D. Maria Olívia Diniz Sampaio, a proferir algumas palavras, que, na sua habitual simpatia e simplicidade, agradeceu à Instituição supra citada todo o apoio e carinho dispensados  a esta Causa. Foi oferecida ao Presidente a última Antologia do CNAP, que vai já na XIII edição.

Esta  Exposição estará à disposição de todos os interessados no “Espaço Cultural Cinema Europa” – Campo de Ourique, Lisboa, até final de Março.

QUADRO Nº 4. Cortesia Rolando Raimundo. 2019. jpg

(Notas Finais:

Este texto foi elaborado a partir da informação enviada por Rolando Raimundo, via mail, respeitando a sua essência.

As fotografias são também da sua Autoria.

Agradecemos a amabilidade e prestabilidade. Parabéns!

Parabéns igualmente aos Artistas e ao Círculo e sua Presidente.

Parabéns e também Obrigado ao Presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique.

Tive pena de não ter podido comparecer. Fica para outra oportunidade!)

QUADRO Nº 5. Cortesia Rolando Raimundo. 2019. jpg

 

Visite, se Faz favor!

As Exposições do Círculo englobam sempre excelentes trabalhos. Esta não é exceção, conforme pode confirmar pelos quadros aqui apresentados.

QUADRO Nº 7. Cortesia Rolando Raimundo. 2019. jpg

(E aqui está a lista dos Artistas presentes:

Adelaide Freitas, Catarina Semedo, Elmanu, Fernanda de Carvalho, Josefina Almeida, Luís Ferreira, Margarida Dias, Maria Rita Parada, Marisa Castro, Olímpia Campos, Teresa Filipe, Vitor Hugo.)

 

Convinha a especificação da Autoria dos quadros, bem como da sua designação. Pois convinha...

Alguns consigo visualizar a assinatura e deduzir a autoria, pelo conhecimento do estilo artístico...

 

Ajude-me o caro/a Leitor/a! S: F. F.)

Apresentação "De altemira..." no âmbito da Tertúlia do CNAP

 

“DE ALTEMIRA FIZ UM RAMO”

“Versos e Prosas da Aldeia”

Foto Original DAPL 2016.jpg

 

Apresentação do Livro no âmbito da

Tertúlia do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Na Associação de Auxílio Social da Freguesia de S. Sebastião da Pedreira

(vulgarmente designada Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira)

(R. Latino Coelho - 95 - LISBOA) 

26 de Fevereiro (3ª Feira) – 2019 – 16h 30’

 

(O prédio é o primeiro de quem vem do "El Corte Inglês", portanto do lado Oeste. Fica à direita da Rua, logo no início, numa interessante vivenda onde funciona um Centro de Dia que acolhe residentes da zona.

Vivenda num espaço crucial, certamente sujeita a forte pressão imobiliária. Naquela zona...

Nem a propósito, a vivenda que ficava na Avenida de Berna, na esquina do lado Oeste,  frente à Gulbenkian  e estátua do seu fundador, onde funcionava um restaurante, que se chamava Gôndola, já foi derrubada.

A pressão sobre a Praça de Espanha continua. Ainda hão-de ficar só lindos prédios, como os do Santader. Nem a Fundação lhes vale. Acautele-se o edifício da Embaixada de Espanha!)

Cuidem da nossa Saúde! Por favor!

(“Mas não nos tratem da saúde.”)

Políticas - Politiquices!

 Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes!

 

Foto original DAPL. 2018.jpg

 

Este título, como se fosse um pedido, um apelo, um rogo, uma súplica, não corresponde ao que penso verdadeiramente.

Sim, porque a Saúde é um Direito inalienável de cada Cidadão. Ademais para quem mensalmente tem pago, há dezenas de anos e continua a pagar e tem visto esse montante de desconto mensal ter vindo a progredir. Não tem que se mendigar esse Direito!

 

Nestes imbróglios que ultimamente têm surgido sobre a Saúde, algumas questões me suscitam.

 

Porque surgem alguns Grupos Privados do Ramo da Saúde, a contestarem, quase ao mesmo tempo, a manutenção do respetivo acordo com a ADSE?!

E as greves dos Enfermeiros são ou não legítimas?!

E o Governo tem ou não o direito de acionar a requisição civil?!

E as condições de trabalho dos Enfermeiros, dos Médicos, e de outros Profissionais da Saúde são ou não adequadas ao exercício cabal das respetivas funções?!

E já esteve certamente nas Urgências dos mais diversos Hospitais e viveu, in loco, a experiência enquanto doente?! E o que achou?!

E observou ou não as condições em que trabalham Médicos, Enfermeiros…?

E o Serviço Nacional de Saúde trouxe ou não benefícios à população portuguesa em geral, nomeadamente à mais desfavorecida, desde que foi criado?!

E, faz ou não sentido, continuar a manter este Serviço Público?!

E certamente também já foi atendido/a num serviço de Hospital ou Clínica Particular?! E o que achou?!

 

E porque continua a haver milhões para financiar bancos, uns atrás de outros, e não existem verbas para os setores fundamentais, tal como Saúde, Educação, …?!

(E já que falo de Educação e, a talhe de foice, faz algum sentido a gratuidade de livros escolares até ao 12º ano, indiscriminadamente?!)

 

(E este Governo, que fez agora mais uma nova remodelação, para enviar alguns dos quadros para a U.E., fez algum sentido?!

E os Partidos que o sustentaram, aprovando-lhe os orçamentos, cumpriram o seu papel enquanto partidos, face aos seus supostos princípios e ideologias, ou foram um logro, defraudando os seus hipotéticos eleitores?!

E os partidos, os vários partidos, defendem os interesses das comunidades para que supostamente deviam trabalhar ou limitam-se principalmente a defender interesses dos respetivos grupos de pertença, militantes e lóbis instalados nos mais diversos setores?!)

 

Tantas perguntas, (mais desabafos!) e como eu gostaria de respostas plausíveis, que fossem de acordo com as necessidades de quem trabalha, de quem trabalhou uma vida, de tantos jovens com aspirações e não vemos uma luz clara ao fundo do túnel! Ademais com os dirigentes que temos tido!

 

Hoje, deu-me para passar ao “papel” e à net estas minhas angústias!

Campo de Ourique: Exposição do CNAP

CNAP - CÍRCULO NACIONAL D'ARTE E POESIA

EXPOSIÇÃO de ARTES PLÁSTICAS

BIBLIOTECA - ESPAÇO CULTURAL CINEMA EUROPA

LISBOA

(JUNTA de FREGUESIA de CAMPO de OURIQUE)

Exposição CNAP. 20 Fev..Cortesia Organização. jpg

O Círculo Nacional D'Arte e Poesia vai promover mais uma das suas excelentes Exposições de Artes Plásticas.

Participe, S.F.F.

Visite, se puder! Só ganha com isso.

 

Poesia na Escola!

“Grupo de Poetas da SCALA” na Escola D. António da Costa – Almada

A Dizer Poesia!

12 – Fevereiro - 2019

 

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

Uma Crónica que também poderia ser um Poema!

 

Gostei! Sim, gostei de ir “Dizer Poesia” à Escola D. António da Costa.

Gostei, sim, de voltar à Escola.

Gostei, sim! De presenciar a forma como os Professores ultrapassam as dificuldades e contratempos, encontrando soluções paras os problemas. Parabéns às Senhoras Professoras!

Gostei, sim, gostei de presenciar turmas de vinte alunos! (Espero que seja esse o número máximo de todas as turmas. Que os famigerados trinta alunos por turma tenham sido erradicados do sistema… ou é apenas uma ilusão minha?!)

Gostei! Sim, gostei imenso de ver alunos interessados em Poesia, a levantarem dúvidas, a pedirem esclarecimentos, a questionarem, a fazerem perguntas. Parabéns aos Alunos presentes!

Gostei, sim, gostei de ouvir Poetas a “Dizerem Poesia”, sua ou de Autores consagrados para duas turmas (uma do 5º ano, outra não tenho a certeza, mas também deveria ser de nível idêntico).

É importante, sim ! É muito importante divulgar, difundir Poesia, entre os Jovens, em Escolas, por Almada, pelo País!

Parabéns aos Poetas da SCALA que levaram Poesia à Escola. Parabéns à SCALA por mais esta ilustre iniciativa cultural.

 

E quem disse: Presente!

Gertrudes Novais, que disse “Caminho” e “Homenagem a Romeu Correia”, de seu livro, “Entre o Céu e Natureza”.

Palmira Clara, que disse: “O beijo” e “Nas tuas mãos”, a partir do telemóvel.

Este cronista e poeta, que disse: “Meu amor do facebook” e “Selfie”, a partir de um livro hipotético, a sair futuramente.

Amélia Cortes, que disse, “Voltei, voltei à montanha” e “Primavera”, a partir de um livro seu.

Clara Mestre, que disse “Reminiscências”, de Fernanda de Castro e “O estudante alsaciano”, de Acácio Antunes.

Luís Alves, que disse “O estudo – A educação dos nossos filhos…” e “Poetas anónimos… que nos perdemos em ilusões…”

 

E que é a Poesia e a Vida (?), senão uma Ilusão?!

 

Gostei, sim! Gostei muito de Dizer, Ouvir, Escutar Poesia, na Escola. De Ver, Presenciar Alunos interessados. De observar Professoras empenhadas num projeto, como é apanágio de Docentes.

 

Achei muitíssimo peculiar a forma de ovacionar, apenas abanando as mãos!

 

Gostei, gostei sim, de observar a Professora coordenadora da Biblioteca, interpelando os Alunos, sintetizando cada intervenção, envolvendo a comunidade de ouvintes – participantes. Reportar-nos para Luís Vaz de Camões!

 

Parabéns e obrigado a todos!

 

Gostei! Sim, gostei muito de Dizer Poesia e de voltar à Escola!

“De altemira fiz um ramo…” Em Almada

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 09/02/2019

 

Nesta apresentação não estiveram muitas Pessoas. Éramos catorze! Mas valemos por cento e quarenta, por catorze mil. Por milhões! (Não valemos milhões, nem nos transferimos milionariamente, que não somos dos futebóis…) O nosso futebol é outro e chama-se Poesia!

 

E houve Poesia! Houve “Dizedores de Poesia! (E como é importante que digamos Poesia!)

 

A representação dos presentes era significativa do que falei no post anterior. Almada tem na sua matriz estrutural, na sua vertente humana, para além dos naturais, nascidos e criados no Concelho, proveniências de variadas zonas do País.

Quase todos disseram Poesia, a partir de conjuntos de quadras do livro, previamente organizadas ou mediante uma escolha aleatória de papelinhos com umas cantigas, acompanhados de uns chocolates e rebuçados.

Da Aldeia, a presença de amigos e familiares: António José, cuja carreira profissional se processou na Marinha; Manuel Fonseca, principalmente no Arsenal do Alfeite. Não quiseram dizer Poesia, que estavam roucos, já previam a goleada do Benfica…

A Prima Maria Constança aventurou-se novamente nestas andanças, já o fizera na Aldeia e deve continuar. Estas atividades ajudam-nos sob múltiplos aspetos de natureza cultural e social. O meu Obrigado muito especial pois representavam a nossa Aldeia.

Da SCALA: Clara Mestre, decana das Poetisas! Gertrudes Novais, Presidenta, que também se pode dizer assim. Amélia Cortes, Arminda, Maria Manuela, Palmira, disseram como habitualmente, e como só elas sabem! (Arminda desta vez não disse Poesia, mas teve a amabilidade de contribuir para o projeto do livro). Céu Tinoco disse pela primeira vez Poesia, a partir do papelinho aleatório. (Repito o que escrevi para Prima Constança: faça favor de continuar!)

Parabéns e Muito Obrigado a todas. A vossa presença e participação engrandeceu-nos!

Gabriel Sanches foi criando ambiente musical e surpreendeu-nos muito positivamente, musicando algumas quadras do “Livro da Prima Teresa”, referentes ao Sol. Muito bem escolhidas e muito bem cantadas e tocadas.

E Aldeia da Mata teve, que eu saiba e pela primeira vez, umas cantigas, “As Saias de Aldeia da Mata”, musicadas e cantadas neste século XXI. (Pois que no século XX estas quadras foram obviamente cantadas e tocadas.)

Parabéns e Muito Obrigado ao Gabriel. Continue a cantar o Sol, que nos ilumina a Todos!

 

Nascer Sol Tejo. Foto Original DAPL. 2016. jpg

 

 

Clara Mestre teve a amabilidade de criar um Poema especialmente para o efeito. (Faça favor de me dar um exemplar para eu divulgar no blogue.) Muito Obrigado!

Gertrudes Novais também nos dedicou especialmente um Poema a todos os Alentejanos. O nosso Obrigado também!

E Obrigados muitíssimo especiais a minha Mulher, Alice e minha Filha, Daniela, que nessa tarde também puderam estar presentes. Que, sem elas, quem sou eu?! (Um dia também ainda dirão Poesia!)

E eu não disse Poesia?! Disse, sim senhor! Umas quadras, enquanto fui explicando os quês e porquês do livro.

 

E Você, Caro/a Amigo/a que não pôde estar presente, por qualquer razão… Venha para a próxima! Não falte às atividades da SCALA: Poesia, Artes, Palestras, (…) a todos nos estimulam, iluminam e nos fazem sentir mais Humanos, mais Solidários, mais Cidadãos, mais Almadenses, ainda que sejamos Alentejanos, Algarvios… Transmontanos!

Não se esqueça! Compareça! Participe! Não se deixe vencer pelas contrariedades da Vida!

Até Breve!

 

(E as nossas TVs que ignoram a Poesia!!!!)

 

“De altemira…” Em Almada?!

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Almada - 9 de Fevereiro – Sábado

 

Aldeia. Foto original DAPL. 2016.jpg

 

Ocorreu no passado sábado, dia nove, a apresentação do mencionado livro.

Antes de tudo o mais, uma pergunta:

- Que sentido terá feito apresentar um livro sobre uma Aldeia recôndita do Alto Alentejo, na Cidade de Almada?!

Para tentar responder à questão anterior, uma outra pergunta:

- E qual o contributo que os Alentejanos e seus descendentes deram para a definição da Identidade da Cidade de Almada?!

 

Principalmente a partir da década de sessenta, Almada, a Margem Sul, a Grande Lisboa, foram o porto de chegada de milhares de Alentejanos à procura de uma vida com mais futuro. Tal como muitos jovens de outras regiões do País, deslocando-se do interior para o litoral, do campo para a cidade, integrantes do fenómeno migratório designado como êxodo rural.

 

Aldeia da Mata, em 1950, tinha mais de 1700 habitantes. Atualmente, censos de 2011, pouco mais de 300! Este é um fenómeno comum a todo o Interior Nacional. Uma verdadeira sangria populacional.

 

No caso de Almada, os principais alvos de atração, oferecendo trabalho, emprego, garantias de melhor vida, foram a Marinha, onde muitos jovens se inscreviam como voluntários e subsequentemente prosseguiam uma carreira; o Arsenal do Alfeite, a Lisnave. Outras indústrias de menor dimensão, mas interdependentes destes polos de atração; os serviços, o funcionalismo público, comuns a toda a Grande Lisboa.

Vindos de comboio, que à data, anos cinquentas / sessentas, ainda nos setentas, os carros eram uma miragem (!), chegavam ao Barreiro, os do Sul e os do Centro Alentejanos; nós, os do Alto Alentejo, descendo em Santa Apolónia. Os barcos fazendo sempre as ligações e travessias: sul – norte, norte – sul.

Assim, milhares de jovens se fixaram na Margem Sul – Almada, constituíram família, trazendo as esposas da Terra Natal, nasceram os filhos e atualmente, muitos já vão na 3ª geração de Almadenses!

 

E qual o contributo cultural do Alentejo em Almada?!

O Cante é indubitavelmente a matriz identitária do Alentejo mais marcante em Almada.

Já aqui frisei muitas vezes esse aspeto, em diversos posts.

Almada será a Capital do Cante?!

 

Mas, então o livro supracitado trata de Cante?!

 

Não, de todo! O livro trata, aborda, inclui, fundamentalmente, “Cantigas”!

 

Cantigas” tradicionais, quadras, cantadas nos bailes e arraiais, em lazer; mas também nos trabalhos nos campos, no caso concreto, em Aldeia da Mata, como frisei no início, uma Aldeia recôndita no Alto Alentejo! Segundo a moda e o estilo das “Saias”, reportadas aos anos cinquenta e quarenta do século XX, época da juventude das protagonistas do livro, as pessoas que foram as fontes das recolhas efetuadas. Mas com uma ancestralidade anterior, através do testemunho passado de geração em geração, pelo menos desde finais do século dezanove.

 

(E um post idêntico poderia ter sido publicado antes da apresentação do livro. Mas não foi. Razões diversas impossibilitaram a respetiva publicação. Mais vale tarde…)

 

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