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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Encontro Além – Mar / Brasil - Portugal

Antologia Literária

Organizada por Márcio Martelli

Editora In House – 1ª Edição Maio 2019 - Jundiaí – SP

 

Coordenação em Portugal: Jorge Trigo. Apoio da APP – Associação Portuguesa de Poetas

 

Mais um post que é publicado com atraso, mas sobre um tema que não quero deixar de explicitar, embora já tenha referenciado o assunto, enquadrado num âmbito mais geral.

 

Foi apresentada em Portugal, a 10 de Junho, feriado nacional, “Dia de Camões”, na Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas, aos Olivais – Lisboa – Rua Américo de Jesus Fernandes 16 A. Posteriormente, na Feira do Livro de Lisboa. (Não sei se terá sido apresentada em Portugal em mais algum local). Anteriormente, fora no Brasil – 1 de Junho.

 

Nela participam 68 Autores, com prosa e poesia. Em ambos os géneros, temáticas bastante diversificadas. Lê - se com muito agrado. Resulta um conjunto heterogéneo, mas deveras interessante, leitura variada, com muitos itens apresentados.

Destes Autores, pelos meus conhecimentos, nove são portugueses. Além de Jorge Trigo, F. Corte Real, Felismina Mealha, Francisco Carita Mata, Helena Madeira, João de Deus Rodrigues, Josefa de Maltezinho, Leonor Carvalho, Rosa Fonseca.

Alguns já com poemas apresentados neste blogue.

De duas pessoas não tenho a certeza: F. de Lemos e Fabiana Moutinho.

Os autores sublinhados estiveram na sede da APP, no dia da 1ª apresentação.

Acho curioso que a Sede da Editora se situe em Judiaí, cidade brasileira próxima de São Paulo. Precisamente a cidade de onde escrevem vários autores, que habitualmente participam no blogue PAZ - https://solpaz.blogs.sapo.pt - PAZ - Blogue luso-brasileiro.

Alguns dos escritores / bloguers também participam nesta Antologia. Pelo menos, João Carlos José Martinelli e Renata Iacovino. Pelo menos estes, que eu me aperceba.

E porque referir este aspeto?!

Porque este blogue é um dos que subscrevem o meu e que eu também subscrevo. E onde participam também portugueses, nomeadamente também Euclides Cavaco, igualmente da APP.

 

Se estiver interessado/a em adquirir a Antologia… Não hesite. Vale a pena!

 

Pela minha parte, participei com: O menino / o futuro morre na praia!; Cacela Velha; Futebol é arrebol; Amor do facebook. E "Vesúvio", prosa poética, inspirada na série "Gomorra".

 

Raposa no Galinheiro!

Uma Fábula Interativa

Ou seja

Palavras interditas, que podem e devem ser ditas.

(Mas que aqui não são escritas.)

 

*orra!... Chi**!

 

Que ponham no galinheiro

Raposa a guardar dinheiro…

Para que nós – Tu e Eu

Paguemos

Galinhas que ela comeu…

E que nos danemos…!

 

Não é justo nem leal

O que se passa em Portugal!

 

Bem se podem desdizer

Ou até contradizer…

E mesmo reclamar

Uns p´rós outros empurrar

E, inclusive, se olvidar…

 

São todos responsáveis!

Mas que tudo, execráveis!

 

Os que lá estiveram e passaram

E por lá se amesendaram.

 

Que nos pilhem cada mês

Uma galinha pedrês

Através de comissão…

É pecado sem perdão!

 

E quem diz… *orra! Diz… Chi**!

 

(E não digo mais palavrão

Só por boa Educação!)

 

É de uma injustiça atroz

Que tenhamos que ser nós

Os pagantes

Das raposas pilhantes!

 

É caso para dizer…

 

Palavras interditas

Que podem e devem ser ditas!

 

*******

 

 

Este texto faz parte do conjunto das “narrativas em verso” que venho escrevendo mais acentuadamente desde 2017, sobre problemáticas que nos afetam. Mas que já anteriormente escrevia. Umas vezes de forma rimada, outras não. Veio sendo escrito desde Janeiro, era para já ter sido publicado, mas só agora foi possível.

As palavras interditas ainda não são explicitadas. Continuam as **! Um dia… quem sabe!

É interativo. Porque pressupõe a colaboração do “público – alvo”, a repetir algumas palavras, como se de um coro se tratasse. Não são as palavras em **. Já foi ensaiado uma vez na SCALA – Almada.

É imperioso e urgente continuar a ser dito!

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