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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Line of Duty” – Afinal quem é o H?!

Lei e Corrupção

 

Season Five – 5ª Temporada – BBC One - 6 Episódios

 

Terminou ontem, 24 de Setembro, 3ª feira, o sexto episódio desta interessante série britânica e também a 5ª temporada.

 

Pelo modo como finalizou, ainda estará prevista uma sexta, pois o suposto H, chefia superior dos quadros da polícia e elo fundamental de ligação e comando com o crime organizado, ainda não foi descoberto.

 

No desenvolvimento destes seis episódios, tudo parecia indicar que este chefão oculto seria o superintendente Ted Hastings e essa suposição, quase certeza, manteve-se até quase ao final do episódio último.

Numa reviravolta rocambolesca, afinal Ted foi mais uma quase vítima desse celebérrimo H.

Valeram-lhe os seus subordinados e equipa imprescindível, composta pelos infatigáveis, leais e incorruptíveis, sargento Steve Arnott e “investigadora” Kate Fleming. Assim a brigada anti corrupção AC – 12 irá continuar em funções.

 

Em contraponto e infiltrado no mundo do crime para descobrir o H, John Corbett, que acabaria degolado por um jovem destrambelhado dessa equipa de psicóticos que constituíam o Grupo Organizado de Criminosos. Deixando uma linda rapariga viúva com duas crianças para criar… Parece que Hastings, no final, lhe foi entregar um envelope com 50 mil libras! Parece!

Pelo meio, uma quantidade de mortos, especialmente polícias corruptos. E uma frívola dengosa, Gill Biggloe, assessora jurídica e falsa amiga de Ted, que afinal era intermediária desse celebérrimo H! Mas que também não sabe quem é.

Nem ela nem nós, que ficamos com esta curiosidade, que certamente só será esclarecida futuramente.

 

Gostei muito de ver esta 6ª temporada. Mas não gostei do desfecho, nem o achei especialmente plausível, nem de fácil entendimento na finalização.

Mas lá está. Há que “fazer render o peixe” e dar continuidade a mais uma “season”!

E tudo isto por causa do H! Afinal, o melhor é mesmo acabarmos com o H!

 

A “Operação Pear Tree” – árvore das peras, apenas serviu para deitar fora mais algumas maçãs podres.

Foi isto que os políticos de serviço declararam aos meios de comunicação social, para tranquilidade pública.

Não há corrupção institucionalizada na polícia. Apenas algumas maçãs pobres. Mas estas foram removidas com a operação da árvore das peras!!!

Temos dito!

(Aguardemos a sexta… season – estação – temporada…)

Pois! E, por bem, é da SCALA!

Obrigado, à minha escala.

 

Poesia amarrotada?

E, logo após, emoldurada?!

Uma ideia bem lavrada

Numa tarde bem passada

Ademais por bem regada

Com chuva bem molhada

Na vetusta, “Velha” Almada.

Mas que Ada!

Que também foi lembrada.

Castanheira, Ary, Camões

Bocage, Espanca – Florbela

Poemas, poetas, canções…

Régio presente, declamado

E muito bem evocado.

Gertrudes – Mimi, Céu, Manuela

Naia, João, Gabriel

Só faltou a Gabriela

Nesta letra de cordel.

Houve música e alegria

Poemas – corações, Poesia.

Alice e também Daniela

Até Dona Maribela…

Que seria de nós sem ela?!

Do que falem não me rala…

E de que é que a gente fala?!

Pois… e, por bem, é da SCALA!

Obrigado, à minha escala!

Poesia Visual: Surpreeenda-se!

EXPOSIÇÃO POESIA VISUAL – SCALA - Almada

De 21 Setembro até 4 de Outubro de 2019

Texto Introdutório e Explicativo

 

Cartaz Exposição Poesia Visual (3).JPG

 

Esta Exposição na SCALA, marcada há vários meses, vem na sequência de Exposição individual realizada na Sede da APP - Lisboa, em Setembro de 2018, antecedida de participação em Exposição coletiva do CNAP, na Casa do Alentejo.

 

A temática fundamental é a POESIA! Abordada num modo diferente do habitual e enquadrada no conceito de “Poesia Visual”. Uma perspetiva de abordagem poética, em que a Palavra, o Verbo, sempre a essência do ato poético, são transpostos para outra dimensão: Artes plásticas, fotografia, artesanato, outros domínios artísticos…

É essa possibilidade de abordagem à Poesia, que esta Exposição nos sugere.

Observe, vivencie este processo de poetar, sem quaisquer preconceitos!

 

O referencial da Exposição, a base introdutória, são vários quadros elaborados na 2ª metade dos anos oitenta do século XX. (Texto explicativo da Expo APP.)

Também para documentar pesquisas feitas na altura e inspiradoras para essas “construções” poéticas, anexo alguma da bibliografia consultada e motivadora à ação.

E Antologias em que participei, apresentando poemas neste enquadramento visual.

Em vários quadros, a temática é o Mar, arquétipo primordial do Ser Humano!

 

Já neste milénio, estando a Poesia sempre presente, porque Ser Poeta é uma condição, talvez um Destino, quiçá uma Sina, continuei a executar trabalhos poéticos, no contexto anteriormente referido. O Mar continuando dominante, com recurso a outros materiais e técnicas, mais próximas do artesanato, aspirando a peças escultóricas. Surgiram, deste modo: “Pisa Poemas”, “Octopus”, “Corações de (A)mar”, “Porta – Poemas”!

Algumas peças já a pensar nesta Exposição.

Também preocupações ambientais: os cuidados a ter com os recursos marinhos, a reutilização e reciclagem de materiais, o lixo…

A Natureza, a interligação entre ecossistemas e ambientes, os seres vivos… A Humanidade!

 

E também e ainda quadros elaborados para esta exposição: “Cacela Velha” “Sussurra-me”, “Em Abril”, “Cacofonias”… Os temas anteriores e outros: a Liberdade, a Comunicação e as suas disrupções… os Sentimentos Humanos, o Amor!

 

E Vivenciar a Poesia! Sim! Porque pode lá haver evento poético em que não haja “Dizer Poesia”?!

E vamos “Dizer Poesia”, de forma interativa, com a participação de todos. Compartilhando Poesia. E a Amizade e a Camaradagem que nos une.

E também e porque também estamos ligados em rede, neste evento também há ligação ao Blogue. Onde publicámos textos em “Poetar – Partilhar.com. mar”.

 

E Viva a POESIA!

 

(E nota final: Esta Exposição inicia-se e começa também o seu Fim. Surpreenda-se!

Tal como na Vida. Mal nascemos, começamos a morrer!)

 

 

Poesia Visual: Cartazes e Sinopse

 

Cartaz Exposição Poesia Visual.JPG

 

 

De 21 de Setembro de 2019 – Até 4 de Outubro de 2019

“Poesia à Solta”: 28 de Setembro de 2019

*******

Sinopse da Estrutura da Exposição

QUADROS

1 - (“Os sonhos da cidade” – 1980)

2 – “Azul de (a)mar”- (1ª versão – 1985)

3- “Azul de (a)mar” - (3ª versão – 1986)

4 – “Ícaro”- (1ª versão - 1986)

5 – “Asas de Sonho / Asas de Ícaro” - (1987, 1989, 2018)

6 – “O mar enrola n’ areia…” - (2ª versão - 1986)

7 – “O mar enrola n’ areia…” - (3ª versão - 1986)

8 – “Verso e Reverso” - (2018)

(“Um Poema escrito a esferográfica” – “Poema figurado I” / 1987) 

9 – “Poema Psicadélico” - (1986) - (Poema: “Fuga à Solidão” - 1979) 

10 – “Em Abril” – 2019 - (Poema de 2004) 

11 – “Cacofonias” – 2019(Poema “Selfie” – 2018)

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Quadro(s) / “Instalação”

(2014 – 2019) 

12 – “Cacela Velha” – (Poema e fotos de 2014) 

13 – “Sussurra-me ao ouvido” – Poema 2007

“INSTALAÇÕES”

“Corações de a(mar)”2018 /19

“Pisa Poemas” – “Somos Mar” – Poema Interativo - 2014 – 18 (Poema de1986)

Octopus – Polvo”- 2014 – 2019 (PoemasTexto de participantes em “Antologia Virtual”: “Poetar – Partilhar.com.mar”)

Vários “Pisa – Poemas” (2014), integrados na exposição.

Cartaz Original Exposição.JPG

 

Momentos de Poesia e Casa José Régio

Fotografia original 2018.jpg

 

Momentos de Poesia

Portalegre – 21 de Setembro

“Integrado no ano em que passam cinquenta anos após a morte de José Régio, Momentos de Poesia no dia 21 de Setembro lembra também o seu nascimento, com o seguinte programa:

15h – Visita guiada à Casa Museu José Régio

16h 15’ – Poesia de Régio e canto, no Hotel José Régio.”

Organização: Deolinda Milhano ------ Apoio: Hotel José Régio

Bem que gostaria de (re)visitar a Casa, e “Dizer Poesia” no Hotel, mas é-me impossível, pois estarei na inauguração da Exposição de “Poesia Visual”, na SCALA, em Almada. Onde já por diversas vezes, em "Poesia à Solta", ouvi excelentes “Dizedores” de Régio: “Cântico Negro”, “Toada de Portalegre”.

*******

Casa José Régio

Aproveito também esta oportunidade para frisar que a “Casa José Régio” tem organizado variadas atividades de divulgação de José Régio, segundo as suas múltiplas e variadas facetas de Homem de Cultura e Arte, não apenas enquanto Poeta, que é, todavia, a que melhor conheço e aprecio.

Ainda não tive oportunidade de comparecer, mas algum dia poderei!

*******

Obrigado pelas informações e parabéns às duas entidades: “Momentos de Poesia” e “Casa José Régio.”

*******

E aproveito para referenciar uma ideia que já explicitei no blogue: A Cidade precisa criar a “Marca Identitária Régio”, relacionando a identidade Cidade, com a identidade poética de Régio!

*******       *******       *******

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/ai-as-nossas-fezes

“…é o Tejo que se espraia…”

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Foto Original. 2016.jpg

 

“Uma janela pró mar”

 

“Da minha janela eu vejo

O meu pedaço de mar

é o Tejo que se espraia

e  se deixa navegar

e  os barcos vão passando

seja inverno ou seja verão

numa azáfama diária

uns vêm e outros vão.

Vejo no ar as gaivotas

e às vezes alguns barquinhos

vejo o ondular das ondas

num vai e vem de carinhos

que bom se todos tivessem

uma janela pró mar

tinham na vida a certeza

de poderem viajar.

Navegavam com seus sonhos

(que às vezes fazem sonhar)

Que bom se todos tivessem

uma janela pró mar…”

 

Clara Mestre

2009

 

(Algumas notas sobre este post:

É o nº700!

Clara Mestre, para esta Antologia Virtual, teve a amabilidade de compartilhar mais dois poemas. Neste post não tenho oportunidade de os publicar. Mas serão divulgados mais tarde.)

...Ondas desfeitas no mar

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Mar e Costa Caparica Foto original DAPL Out 2015.j

 

Correm dias… 

 

Correm dias, fogem anos

São ondas desfeitas no mar

São ilusões desenganos

São lágrimas no teu olhar.

 

Seguindo alfabeticamente, continuo a publicação dos textos na Antologia Virtual, subordinada ao tema Mar, (re)publicando esta simples quadra, de que gosto muito. O tema "Mar" sempre presente, na relação intrínseca que tem connosco, enquanto seres humanos e seres vivos. O mar que corre em nós, nas nossas veias...!

(Este é o post nº 699!)

 

“Era eu ainda adolescente..."

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Mar visão global Foto original DAPL Out 2015.jpg

 

“A MINHA AVENTURA NO MAR”

 

“Era eu ainda adolescente mas já trabalhava desde os doze anos numa instituição bancária em Lisboa quando fiz a minha única viagem por mar até hoje. O Clube Naval de Lisboa foi a Cascais com alguns dos seus filiados concorrer salvo erro, com seis pequenos barcos à vela, que nunca cheguei a saber a que tipo e classe pertenciam.

Os seis barcos, todos com mastro, foram rebocados desde a Doca de Santos em Lisboa até à Baía de Cascais e eu fui dentro do rebocador. Um compadre do meu pai e colega de trabalho tinha uma filha da minha idade e um filho um ano mais novo.

Ele, para além do trabalho onde também laborava o meu pai, exercia uma outra actividade no citado Clube Naval. Aproveitando a ida a Cascais dos seis barcos, o senhor Albano o amigo do meu pai, valeu-se da oportunidade para passar um domingo diferente e quiçá aventureiro indo no rebocador com a mulher os dois filhos e eu, que fiquei animadíssimo com a ideia quando me perguntou se queria ir com eles. A minha resposta foi um imediato sim pois ia viajar no mar. Viajar no mar…

 

Oito horas da manhã foi a hora marcada para estar na Doca de Santos afim de embarcar no rebocador. Quando lá cheguei já lá estava o senhor Albano, sua mulher e os dois filhos. Todos, como eu, vestidos com roupas leves pois estávamos em fins de agosto e o tempo estava quente. Tive inveja do Telmo por ele estar vestido com calções… A mulher do senhor Albano tinha numa das mãos um cesto de verga que devido ao recheio estava bem dilatado. Notei que no interior estavam dois tachos. Um por baixo do outro e exalavam um cheirinho a comida que não consegui identificar o quê mas fiquei com a boca cheia de “água”. O maior estava por baixo. Vários guardanapos de pano pois naquele tempo não se usava guardanapos de papel, uma toalha de mesa, pratos e talheres. O filho levava, debaixo do braço esquerdo, toalha de banho assim como a irmã. Ambos cobriam a cabeça com panamá. Eu também. A tripulação do rebocador era constituída por três homens. Um, com boné de pala era o homem do leme, outro devia ser o maquinista e o terceiro tratava entre outras coisas do cabo de amarração ao cais da doca. Dez minutos depois de termos entrado a bordo, ouviram-se três fortes apitos emitindo som agudo e o motor que já estava a trabalhar iniciou maior esforço e o “navio” que se livrara do cabo de amarração começou a movimentar-se em direcção ao rio Tejo em cujas águas entrou e tomando a direcção do mar. Eu, Telmo e Helena com caras de alegre ansiedade íamos encostados à amurada de estibordo. Ali encostados e apoiados nos cotovelos olhávamos apontando o que víamos. Central Eléctrica de Lisboa, o cais de embarque para os “vapores” que ligavam a Trafaria a Belém. O padrão aos Descobrimentos estava em construção. Logo a seguir os três em uníssono: Olha ali é a Torre de Belém. Já conhecia aquela visão da Torre vista do rio pois já fizera mais que uma vez aquela travessia do Tejo com o meu pai. Pouco mais adiante em direcção ao mar, fomos para a murada de bombordo para vermos deslumbrados o Farol do Bugio. Nunca tinha estado tão perto dele, daí a minha fascinação por tal “monumento” que só conhecia visto da Trafaria ou da Cova do Vapor. A partir dali estávamos a navegar no mar. No oceano Atlântico. Voltámos para a amurada de estibordo e praticamente já dali não saímos até entrarmos na Baía de Cascais e fundear. Porém antes de lá chegar quis saber a profundeza do mar. Tirei da algibeira das calças uma pedra que apanhara na rua com a intenção de a lançar ao mar. Atirei-a com força para a água e o mar respondeu-me com um “plof”. Este simples “plof” surdo-mudo dando a entender ali ser muito fundo. Fiquei impressionado. Os meus amigos não entenderam o significado da acção. Ficámos dentro do rebocador até cerca das seis da tarde. Antes tinha perguntado ao senhor Albano quando iriamos a terra. A resposta foi negativa o que me deixou bastante triste. Foi uma grande seca! Numa lancha a motor, vi chegarem uns quantos homens, creio que uns dez. A lancha atracou ao rebocador onde ficou amarrada mas prontamente se soltou para devagar ir deslizando e ajeitando-se junto de cada barquinho. Da lancha “saltava” um homem para dentro dum barquinho. Esta operação realizou-se por seis vezes e nos tais barquitos um a um foram içando a vela tomando posição de navegar na regata. Para mim, o melhor de tudo foi o almocinho que me soube divinalmente. A regata ainda me distraiu durante um tempo, mas a dada altura apossou-se de mim um grande tédio, e o que desejava era voltar a Lisboa. O regresso já não me despertou interesse. Mas a dada altura o meu panamá caiu ao mar e por lá ficou para sempre. Sentia-me cansado. Os meus amigos também. Quando voltei a ver a Torre do Bugio comecei a ficar mais animado. A minha viagem por mar estava a chegar ao fim.

 

Assim foi a minha primeira e única viagem por mar, até hoje…”

 

JAR

José A. Rodrigues

Dezembro de 2018

 

 

 

 

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