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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Abril (25) – Maio (1) – Covid (19)

Que as pressas não deem em vagares!

 

Foto Original. Giestas Floridas. 2019. 04.jpg

 

O 25 de abril e o 1º de Maio são datas importantíssimas. Deveria ser algo consensualmente aceite, embora na verdade não o seja. Não escamoteemos o assunto.

 

Podem e devem ser devidamente celebradas, lembradas e vivenciadas coletivamente.

Com manifestações, arruadas, grandes concentrações de gente, por tudo quanto é sítio e lugar deste País e ainda mais nas grandes cidades?!

NÃO! De todo, absolutamente NÃO!

Dadas as circunstâncias que vivemos, NÃO!

 

Portugal, dentro do contexto da pandemia, tem sido dos países menos fustigados. (Contudo os valores absolutos apresentados devem ter em conta os valores relativos. Rácio das mortes ou infetados  / versus população total.)

Apesar de tudo e comparativamente com os países mais próximos, Espanha França ou Itália, Portugal, felizmente, está relativamente distante. Pelo menos, até agora. Não sabemos o que poderá ainda acontecer.

Para esses resultados têm contribuído as medidas adotadas e, não esquecer, o contributo da população que acedeu ao confinamento, sem grandes constrangimentos.

 

Agora, com a previsão de um certo desbloqueamento das medidas constrangedoras da liberdade individual, parece que já está tudo num afã de “andar tudo ao molhe e fé em Deus”! E andar de comboio ou metro lotados, sabem o que é?!

 

Penso que deve haver algum cuidado nessa pressa de começar tudo, nos mais diversos contextos e enquadramentos, como se já estivéssemos livres do perigo do “bicho”.

É necessário criar uma certa abertura, sim, mas com cuidados sérios.

 

Giestas Floridas. 2019. 04.jpg

 

Face ao que ainda vivemos, não vejo qualquer sentido em quererem que haja manifestações no 1º de Maio.

Porque, ideologicamente, sou contra o que tal data representa?!

De modo algum.

Se há recordação grata e bonita que tenho de manifestações, foi a do Primeiro 1º de Maio, em Liberdade. Em 1974!

Enormíssima a manifestação, não inferior em Sentimento: de Unidade, Liberdade, Fraternidade, Solidariedade, Esperança. Um mar de gente irmanada em Ideais, dos melhores que a Humanidade pode ter!

 

Não sou a favor de manifestações nestes tempos, nem é preciso explicar porquê.

Inventem uma forma de comemorarmos estas datas de outro modo.

 

Quanto ao Vinte e Cinco de Abril já escrevi como deveria ser a celebração na Assembleia da República. (“Prestem atenção que eu não posso durar sempre!” Como diria o meu saudoso Pai.)

 

E, já agora. “Vinte e Cinco de Abril, Sempre!” E “Viva o Primeiro de Maio”!

 

(Fotos: As giestas floridas em terrenos na minha Aldeia – Tapada do “Rescão” – “Maio, maduro Maio” e as “Maias”!)

 

 

A rapariga loura e o cão!

Uma anedota de loiras?!

Casos de Saúde Pública

“Só não vê quem não quer ver”!

Nestes tempos que vivemos, de contenção social, acabamos por desenvolver atividades que noutras ocasiões nos passam mais despercebidas.

Uma delas é a conexão com as redes sociais, o que pode parecer estranho, dado escrever num blogue.

Outra é o estar à janela a ver quem passa! (?!) Passa pouca gente, o que vejo diariamente são os pássaros a voar: andorinhas, pardais, os inevitáveis pombos, as milheirinhas, as rolas, os melros e um pássaro que me intriga, cujo nome desconheço. A Primavera que se vai adiantando nas olaias, que já perderam as flores. Os inefáveis gatos, sempre dormitando na encosta soalheira do Hospital. O respetivo movimento, mais acentuado nos dias de semana, mais sossegado aos sábados e domingos.

 

Esse vivenciar já me inspirou para dois poemas publicados no blogue: “Venceremos!” e “Da janela…” Agora, a poesia anda escassa.

 

Pois, da minha janela vejo… algumas cenas interessantes.

Ligando os dois aspetos referidos.

Num blogue, que tenho lido, é costume aparecerem umas anedotas sobre “loiras”.

Não gosto de me guiar muito por estereótipos ou preconceitos, mas também não lhes sou imune e verdadeiramente as anedotas que tenho lido até lhes tenho achado piada.

 

O que vou relatar não é anedota, é real, resulta precisamente dessa observação.

Uma rapariga loura, costuma ir passear higienicamente um dos cães que a respetiva família tem. Que não é propriamente um cão, mas um canzarrão, dado o respetivo tamanho. Além desse, têm outro mais pequeno, que habitualmente é passeado pelo pai de família. (Não sei como conseguem ter tantos cães em casa!)

São todos louros, os membros da família: pai, mãe, irmã, avó. A moça, portanto, é loura, loura!

 

Mal sai do prédio, o canzarrão vai afogueado...

A rapariga leva-o atrelado… (Que faria ele se ela o largasse… não mais o apanhava!)

Mas mal começa a subir a Avenida, a primeira coisa que o bicho faz é esticar a respetiva corda e dirigir-se ao primeiro carro que vê no estacionamento.

Já se vê para quê!

Alça a perna e descarrega o reservatório para o carro. Abastece-o de urina!

E a moça loura o que faz?!

Puxa-o e leva-o para mictório mais público?! (…)

Não! Nem pensar, também não sei se conseguiria, que é um canzarrão, jovem, cheio de força e genica.

A rapariga deixa-o mijar, enquanto ela disfarça, olhando precisamente para o lado oposto, o do Hospital, como se não fosse nada com ela! Loura?!

 

É por este mijar e ***** de cão por tudo quanto é lado, que eu digo que os cães se tornaram num caso de Saúde Pública!

E relativamente aos respetivos donos, alguns, frise-se, que: “Só não vê quem não quer ver”!

Este “ditado” aplica-se a muitas outras situações da Vida!

 

Celebração 25 Abril: Sem pimenta ideológica!

Tudo tão simples! Sem alardes! Sem alarmismos!

Foto Original. Papoilas garridas. Aldeia. jpg

Tem levantado alguma polémica o facto de, institucional e oficialmente, se pretender comemorar o 25 de Abril na Assembleia da República.

Não sei porque se levanta tanta poeira com assunto que se poderia resolver de forma relativamente simples.

 

É evidente que o 25 de Abril deve ser comemorado e celebrado.

Não, evidentemente, com manifestações, arruadas ou comícios ou qualquer outra atividade que envolva bastantes pessoas em conjunto.

 

O local de celebração deve ser, obviamente, a Assembleia da República, como sede do parlamentarismo, da Democracia institucionalizada que o 25 de Abril representa.

Mas também, óbvio, não devem estar muitas pessoas no hemiciclo.

Reduzir ao fundamental.

De forma simples, deverá estar o Senhor Presidente da Assembleia, um represente de cada um dos partidos, um, chega e basta e cada partido tem o dever de apresentar o respetivo representante.

Alguns convidados que julguem fundamentais, não me perguntem quais ou quem, que não percebo nada de “protocóis”, como diria uma dama do fado. Mas o mínimo dos mínimos!

O Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro Ministro não deveriam estar presencialmente, mas por vídeo – conferência. Para darem o exemplo, face ao momento que vivemos e também porque devido às funções únicas que exercem não os queremos doentes.

 

De modo que, face ao referido, provavelmente estariam umas vinte pessoas na Assembleia ou pouco mais, pois terá que haver sempre alguns funcionários.

Toda a gente colocada devidamente distanciada, de máscara, de luvas e mantendo distanciamento social estipulado, no inter relacionamento.

Discursos reduzidos, sintéticos, máximo dos máximos, cinco minutos, ou talvez até menos!

Ponte 25 Abril Foto original. 2015. jpg

 

Tudo tão simples, sem alardes, sem alarmismos…

 

Não é preciso pôr pimenta ideológica no assunto!

(Notas Finais:

E vamos às fotos: Como o/a Caro/a Leitor/a sabe, as minhas fotos nem sempre têm uma correlação imediatíssima com os textos. Por norma, são do meu acervo e nem sempre tenho logo, logo, disponível tudo o que preciso.

Papoilas! Tradicional são cravos. Mas, diga-me, SFF, as papoilas não são bem garridas e bonitas?! Não ficam atrás dos cravos. E são da minha Terra! Papoilas rubras!

A Ponte! O que nos faz falta são pontes a unirem-nos. E haverá melhor que a Ponte 25 de Abril?!

Tenho dito!)

Desfrute do 25 de Abril, SFF. E viva a Liberdade!

Aulas Presenciais – Exames - Avaliação!

Medidas Cautelares…

Mas supondo que tudo vai prosseguir numa relativa, muito relativa “normalidade”, isto é, que pelo menos vão haver aulas de esclarecimento de dúvidas para exames e os respetivos ditos cujos, todas estas ações implicarão medidas cautelares diversas.

 

Desinfeção de Escolas, antes e depois das aulas, antes e depois de cada exame. Corredores, salas de aulas, casas de banho, mesas e cadeiras e outros equipamentos nas salas…

Controle à entrada e saída das Escolas, de todas as Pessoas, como têm feito noutros países, com a medição da temperatura?!

Toda a gente, todos os agentes educativos ou não, de máscara e luvas.

(Fatos especiais se a situação se agravar?!

Neste caso de agravamento, suspender-se-ia todo o processo a meio?!)

E os alunos que já estejam doentes ou neles seja detetada, no processo de controle, temperatura acima do normal?

 

E no caso dos exames, os respetivos enunciados, envelopes que os contêm e as respetivas provas resolvidas, tudo também devidamente desinfetado?!

E depois seguem para Escola centralizadora do processo e daí para casa dos respetivos professores corretores e os procedimentos e cautelas anteriores são todos seguidos?!

 

E na sala de exames ou na sala das aulas presenciais, quantas pessoas presentes?! Mais que dez, são demais.

Nos exames, como convém estarem dois professores, oito alunos por sala?!

Para os exames com mais alunos, Português, por ex., quase não chega a Escola.

 

Bem sei que estou apresentando um cenário um pouco pessimista, quando tudo parece dar indicações que irá melhorar a curto prazo?! Irá?!

E os exames, a realizarem-se, serão só lá para final de Junho, início de Julho… até lá…queremos que tudo isto vá passar… Queremos… Mas podemos?!

 

Eu penso, fraca opinião, que esta ideia de manter exames previstos, como habitualmente e como se nada estivesse acontecendo de anormal, é um pouco precipitada.

Bem sei que no início de Maio vão reanalisar a situação. E tem mesmo que se planificar e prever situações…

 

E a avaliação interna, nos vários anos, como vai funcionar?!

Vai ter que haver muito bom senso de todas as partes envolvidas. Vai haver, de certeza, muita condescendência, só pode haver, mas também vai haver alguma injustiça. Porque muitos, a maioria dos Alunos, corresponderão de forma interessada e empenhada, mas também muito boa gente se estará completamente baldando.

Situação que não é específica deste momento insólito e virtual, mas que também era comum no contexto transato e real!

 

E na hora da avaliação?!

Na prática e embora não convenha afirmar isso, o que acabará por acontecer será a ocorrência, ou quase, de muitas “passagens administrativas”.

 

Vai ser prejudicial para todos, mas também não sei de saída mais “airosa”!

Eu, muito sinceramente, agora, não queria estar no papel de Professor!

 

Relativamente a Exames penso, muito sinceramente, que na prática talvez nem se devessem realizar. Acediam ao Ensino Superior com as avaliações do 11º e 10º ano. Para o próximo ano equacionariam novo modelo de acesso ou reformulariam o atual. Contariam as notas do 10º, 12º e exames desse último ano.

 

Mas percebo que tomar essa atitude já, aqui e agora, era mandar tudo para a balda!

 

Se tudo der para o melhor, vier a decorrer em normalidade, sou o primeiro a desejar e congratular-me com isso.

Se tudo o que escrevi anteriormente de negativo e pessimista não se vier a concretizar, ótimo, que é o que mais desejo, que voltemos à “normalidade”, o mais rápido e melhor possível!

 

Ainda mais uma questão.

E como irão processar-se as deslocações dos estudantes para aulas e exames?!

Uma boa parte dos Alunos ia de transporte público para a Escola. Na Província, implica deslocação entre localidades e concelhos e muitos transportes têm sido suspensos.

(…)

 

Foto original. Açucena 2019. 05.jpg

 

Meus Caros Leitores/as!

O que escrevi são apenas desabafos de alma.

O que mais desejo é que tudo decorra na melhor das normalidades!

 

E a propósito de desabafos de Alma... Lamento muito o falecimento do escritor Luís Sepúlveda!

A flor que ilustra o postal é-lhe dedicada.

Educação - Aulas Presenciais - Exames!

Estamos todos condicionados por se..

 

E sobre a Educação?! Questionara eu no anterior postal.

 

Recomeçaram na 3ª feira, dia 14 de Abril, as aulas do Básico e Secundário. Mas à distância. No Superior, nalgumas Escolas, já haviam recomeçado na segunda, dia 13.

 

Na semana passada, haviam sido anunciadas as medidas a tomar para este 3º período, como nunca se viveu em Portugal, nem no Mundo.

Concordo globalmente com as medidas enunciadas.

 

(Os meios de comunicação têm realçado bastante as desigualdades existentes entre alunos sobre a acessibilidade a essas aulas virtuais, dado que nem todos dispõem de meios técnicos adequados para a elas acederem. É um facto inegável. Essas discrepâncias, agora mais visíveis, até porque metodicamente mediatizadas, são as que existem na sociedade em geral e que se refletem em todos os contextos de cidadania. Face a esta situação anormal que vivemos, os mais fragilizados, na vida do dia-a-dia, ficam com essas fragilidades mais agudizadas e expostas.

É imperioso que estas fragilidades sejam equacionadas em todas as ações a implementar no futuro, para que não sejam ainda mais exacerbadas. Ter em conta sempre as Pessoas!

 

Todavia e voltando à falta de meios técnicos. Quem é que hoje em dia não tem televisão?! Quem não tem telemóvel ou smartphone ou computador ou internet, ou várias destas funcionalidades ou tudo simultaneamente?! Parece contraditório?! Adiante…)

 

Voltando à Escola, também se prevê a possibilidade de recomeço de aulas presenciais para 11º e 12º, eventualmente a partir de Maio, para as disciplinas em que estes alunos terão exames finais, que fazem parte das condições de acesso ao Ensino Superior. Exames que se realizarão em finais de Junho, princípios de Julho. Isto, se… se houver condições para tal.

Todas as previsões do que se poderá vir a fazer esbarram precisamente nestes Se… Se…

Ora, nestas questões de exames, a realidade é bem mais complexa, porque a realizarem-se, se se realizarem, implicam preparação prévia. Não se concretizam assim do pé para a mão.

E, em Portugal, não imagino como seja noutros países, para além da Escola Oficial, existe a Escola Paralela das Explicações. Todo o Pai, Encarregado de Educação, Aluno que pode e quem não pode faz o sacrifício, trata de arranjar explicador. A estas horas, já muito boa gente tratou do assunto.

E como vão decorrer essas “aulas presenciais” nas casas ou centros de explicações?!

 

E se estas previsões de realização de aulas presenciais nas Escolas e subsequentes exames, agora, tudo e ainda em previsão, se não vierem a passar disso, de previsões?!

E se as pressas que observamos em retomar as atividades em geral, nos mais diversos setores, e estamos todos ansiosos, de facto, por regressarmos à normalidade, se essas pressas se tornarem em vagares, porque ainda não sabemos se o tal famigerado “pico” da pandemia já aconteceu ou não e a qualquer momento pode surgir?!

 

Estamos todos condicionados por se..

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ter-um-computador-e-um-luxo-este-e-um-retrato-do-ensino-a-distancia-em-portugal-o-milagre-possivel

 

Gestão da Pandemia e Lideranças

Um pouco pelo Mundo e também Portugal!

Destak. Corona. 2020. 03.jpg

Quero escrever sobre alguns aspetos da gestão da pandemia Covid 19, mas antes não posso deixar de referir um facto recentemente noticiado e que não é de menosprezar.

 

Três personagens fundamentais da política internacional concordaram na redução da extração petrolífera, para que os respetivos preços do petróleo não baixem. É caso para se dizer: “Olha que três”! – Trump, Putin e o rei da Arábia! (?!)

 

A forma como esta pandemia tem sido gerida nos vários países tem dependido muito das respetivas lideranças. Alguns aspetos já mencionei anteriormente.

 

A China não teve obviamente uma atuação correta desde o início, muito pelo contrário. Sonegou a situação, reprimiu quem deveria ter apoiado, deu conhecimento do surto, quando de facto já não o podia esconder, nos tempos que correm isso é quase impossível, mesmo assim não sabemos se revela toda a informação. E não estará demasiado cedo a levantar as várias restrições e a desfazer a contenção necessária? Pressa em produzir, até porque os mercados consumidores, Europa e EUA estão quase paralisados?

O líder dos EUA foi igual a ele mesmo e agiu erraticamente. Foi lançando umas bocas, já ouvi chamar outra coisa aos respetivos tweets. Valeu – lhe os EUA serem um Estado Federal e os respetivos governadores de Estado tomarem a pulso o combate à pandemia, sem ligar às tweetadas do presidente.

Algo semelhante ou pior ocorreu mais a sul, no Brasil. Inqualificável como um suposto estadista lida com uma realidade assim.

Em ambos os casos estão bem a nu as fragilidades dos respetivos países e não apenas nos sistemas de saúde. Do Brasil já eram por demais conhecidas, no Estado da América do Norte estariam mais disfarçadas, mas revelam-se as respetivas fraquezas. Que a China irá aproveitar?

A Índia, a dita “maior democracia do mundo”, o respetivo presidente e governo tiveram uma atuação desastradíssima, na definição da quarentena, de uma hora para a outra, sem ter preparado a nação para tal situação e respetivas consequências.

O Japão tem tido uma atuação peculiar na forma de gestão da pandemia pela monitorização dos diversos focos e consequente atuação, mas não sei se irão conseguir manter essa conduta, face ao aumento de casos e sucessivas vagas que surgirão.

Países como Taiwan e Singapura são elogiados pela forma como têm atuado, tendo passado muito pela prevenção logo que se foram apercebendo da situação na China. (Também já tinham a experiência de outras epidemias recentes. O mesmo se passou com a Coreia do Sul.) E a do Norte?! E a Rússia?

A União Europeia agiu muito reactivamente. Não fechou logo as fronteiras em Fevereiro, antes do Carnaval, face ao que se passava já na Itália. Foi um caso em que o respeito pelo primado da Liberdade (de circulação), acabou por nos levar à “prisão”.

Ironia das ironias foi a situação da Inglaterra! Ademais do respetivo 1º ministro! Agora dá-se ao luxo de agradecer à enfermeira neozelandesa e ao enfermeiro português, do Porto! (Depois do Brexit, das bocas que foi lançando face ao corona… Irónico!)

 

Portugal seguiu as diretrizes da União, também foi adiando as medidas a tomar, mas quando decidiu agir, fê-lo o melhor que pode. Sempre um certo avanço e também algumas cautelas, também pesando as nossas imensas fragilidades na Saúde, principalmente a nível de meios materiais e equipamentos, pois não havia nenhuma preparação para uma ocorrência destas, completamente inesperada. Tem havido relativa clareza na explicação das medidas aos cidadãos, pois sem a colaboração da população não há nada a fazer. As pessoas têm correspondido bem, ainda que inicialmente tivesse havido algumas incompreensões gerais. Mas temo-nos compenetrado da gravidade da situação, da necessidade de reclusão e, globalmente, correspondido. Pontualmente, há uma ou outra “parvoeira”.

 

Há que ir pensando em reativar a economia?! Mas em segurança e com as devidas cautelas! E não esquecer as Pessoas! As Pessoas, sempre em 1º lugar! Que não se generalize a falta de condições básicas e elementares de Vida e Sobrevivência.

E sobre a Educação?!

(Nota Final: O meu agradecimento e pedido de desculpas ao "Jornal Destak".)

Um passeio virtual pela Cidade de Régio (I)

Que é também um passeio pelo campo!

 

Como referi no postal anterior, neste, vamos passear um pouco pela Cidade. Não vai ser um passeio real, mas virtual. E como realmente nos fazem falta os passeios! Temos que cumprir a reclusão, mas se nos confinamos demasiadamente, é caso para se dizer que. “Se não morremos do mal…” nos vamos da cura.

Nesta fase que vivemos, um dos aspetos que impressiona quando saímos à rua, a tratar do que é indispensável, para além de quase não se verem pessoas, poucos carros, felizmente (!), é a ausência do barulho excessivo. Nalguns momentos e locais até chega a raiar o silêncio e até faz impressão. O silêncio, nas nossas cidades tão ruidosas! Adiante!

 

Mas bem, o que vos proponho é um passeio virtual por alguns locais da Cidade. Uns mais conhecidos que outros, alguns icónicos, emblemáticos. Todos peculiares.

Foto Original. Azulejo num palácio. Antigo Liceu. *Cena de caça. 2018. 11. jpg

 

A primeira imagem que apresentei é de um azulejo, bem sugestivo, cheio de movimento, uma autêntica banda desenhada, até cena cinematográfica, tal o realismo que dela se depreende e a sensação de movimento inerente. Infiro que será do séc. XVIII.

Uma caçada a um “bicho”, que é o que mais precisamos. Que cacem o “bicho”, de vez!  Na cena é um javali. E estes bichos bem precisam de ser caçados. Durante grande parte do séc. XX pouco existiam, como muitos outros animais selvagens, a partir de finais do século e atualmente, chegam a constituir praga. Pois que os cacem!

Onde se encontra  este azulejo?!  (...)

Foto original. Enquadramento da Fonte. Vista da Serra da Penha. 2017. 12. jpg

 

Do azulejo passei para outro local. Este, já foi emblemático…É uma das Fontes da Cidade. Mas já não corre…

Foto original. Sobreiro descortiçado. 2019. 01. jpg

 

Corremos já para o Passadiço. Puxa! É uma zona de passeio imprescindível. Excepcional! (Assim mesmo com p! E, para mim, disse uma interjeção, que não escrevo, por causa da etiqueta.)

Para esta bela sobreira! (Sim, pode dizer-se sobreira, árvore em pleno rendimento e também sovereiro e mais, certamente. Fora descortiçada nesse ano.)

 

Foto original. Passadiço e casa amarela. 2017. 12. jpg

 

E uma imagem sugestiva de uma casa, à beira do Passadiço. Já foi Casa Amarela, agora é Casa Branca. Bonito demais todo o enquadramento da Casa. A dita não sei, mas deve ser bem interessante. Lembra uma varanda debruada da Serra!

Foto original. Corredoura. Plátanos. 2018. 11. jpg

 

E, agora, um passeio por um dos locais maís visitados da Cidade! A Natureza na Cidade. Está mais desprovido do encanto que tinha, antes da intervenção ocorrida à data do célebre tsunami, mas sempre proporciona um passeio alegre. E, no Outono, ainda mais bonito!

Mas este espaço precisa e ainda pode ser melhor arborizado. Já o escrevi noutro postal.

Foto original. Corredoura e gato preto. 2018. 11. jpg

Nesta foto, circula também um “bicho”. Este, "caseiro". E que o tal “bicho” não passe para os “bichos domésticos”…

 

E vamos terminar com duas imagens do espaço urbano.

Foto original. Porta de Alegrete. Casco urbano. 2018. 11. jpg

A anterior, de uma das “Portas da Cidade”. Imagem sugestiva do casco histórico, que é merecedor de visita bem detalhada. Apesar de estar muito degradado e tenha perdido muita da sua vitalidade.

E a seguinte é um pormenor dessa mesma Porta. Repare na estrutura construtiva. Simultaneamente simples e complexa, altamente segura e defensiva. E como o nosso organismo precisa, necessita, de defesas!

Foto original. Trecho de muralha. Porta de Alegrete. 2018. 11. jpg

 

Concluo o passeio por hoje. Mas ainda voltaremos! Obrigado por nos acompanhar na visita. Volte sempre, SFF.

 

Afinal ainda apresento esta foto das coisas simples que nos passam despercebidas.

Foto original. Folha Plátano. Ex-libris da Cidade. 2018. 11. jpg

 

Da janela, o Hospital vejo…

Foto original. A Cidade. Os Sobreiros. 2019. 01.jpg*

 

Verso(s) dedicado(s) a quem para nós trabalha!

 

Da janela, o Hospital eu vejo

Aves voando livres, meu desejo!

 

***

 

Alheios à intempérie, à sua beira

Gatos enroscados, à soalheira

Dormitam, esperando mantimento.

 

Milheirinha calcorreia na sobreira

Pequena, irrequieta, tão ligeira

Catando inseto, seu alimento.

 

Cada um buscando por seu sustento

Gente que trabalha, são nosso alento

A eles, eu dedico este meu verso.

 

Natureza bem dentro da Cidade

Nos ensina humilde honestidade

Cada qual labutando sua lida.

 

Verso a verso, poema controverso

Grato a quem trabalha. Na verdade

Sacrificando sua própria Vida!

***   ****

(Notas Finais:

Volto à Poesia!

A fotografia. Pois bem... não é do Hospital. O poema reporta para cenas que visualizo diariamente, há semanas. A foto é da Cidade e do passadiço. Como nos apetece sair e passear pelo passadiço e pela Cidade! Hei - de publicar um postal com imagens da Cidade para compensar a reclusão. Até breve!)

Futebol - Covid - Solidariedade, precisa-se!

Futebol: Postal suscitado por um comentário ao postal anterior.

Janela de Castelo. Alentejo. 2018. 02. jpg

 

No postal anterior sobre o futebol, escrevi que não iria escrever mais. Supostamente sobre o dito cujo da bola. Mas, nunca deves dizer nunca…

A propósito de um comentário de “Kruzes Kanhoto”, que transcrevo, respondi, como por norma faço. Não concordo nada com as pessoas que não respondem aos comentários que lhes deixam.

Mas fiquei com alguns aspetos por dizer, para não alargar muito a resposta. Resolvi fazer outro postal sobre o assunto, que tem pano para mangas…

Transcrição de comentário e da minha resposta:

“Será, todos concordamos, muito dinheiro. Mas, mesmo a sério, alguém acredita que se eles ganhassem menos alguma coisa mudaria no mundo? Não sejamos ingénuos...”

(…)

Respondendo simplesmente à sua pergunta, de facto, também julgo que não. Porque o que tem que mudar é alguma coisa no Mundo para que também mude no futebol. E a crise que estamos vivendo, cujo final ignoramos em todos os aspetos, tanto no como, mais ainda no quando terminará, deverá ser uma oportunidade para algo mudar. É imperioso e urgente que o seja!

(…)

As medidas a tomar deverão ter em conta alguns princípios básicos de resolução, que passam necessariamente pela solidariedade a todos os níveis, pela entreajuda e procura de soluções globais.

A distribuição mais equitativa da riqueza deverá ser uma premissa básica para resolver esta crise e principalmente as que se adivinharão, que a continuar esta situação por muito tempo, problemas mais graves ainda sobrevirão.

A questão do futebol é um dos exemplos, pela sua importância à escala global, a todos os níveis. Para que o mesmo continue, que alcance, a breve trecho, a pujança que tinha, é necessário que quem tem mais poder económico, financeiro, saiba repartir com quem tem menos e abdicar do excesso de capital habitualmente disponível, para que os mais fracos possam ter algum para também sobreviverem.

Porque de que adiantará se houver clubes ou jogadores excessivamente ricos, se os que militam em clubes de menor poder financeiro não conseguirem o mínimo para poderem sequer jogar?

Esta repartição deverá ser inclusive institucionalizada no futuro.

No caso português, por ex., habitualmente são três clubes que aspiram à liderança no campeonato. Nestas duas décadas praticamente têm sido dois. Depois há a taça, em que há maior diversificação. Estes Clubes são os que ascendem aos jogos europeus. Daí, desses jogos internacionais, advêm verbas avultadas, para além das inerentes ao vencerem as provas nacionais.

Dessas verbas, e esta ideia nem é propriamente original da minha parte e julgo que até se pratica nalguns países, dessas verbas, uma percentagem predefinida deveria ser distribuída equitativamente por todas as equipas que tivessem participado no campeonato. Haveria assim uma distribuição mais igualitária da riqueza e teoricamente levaria a um fortalecimento das equipas de menor relevância e plausivelmente até a campeonatos mais competitivos.

Porque reconheçamos, pese embora as preferências clubísticas que temos, um campeonato em que ganham sempre os mesmos, em que à partida, ou ganha A ou B é muito menos aliciante, dá muito menos pica!

Como as coisas estão, até quase bastava sugerir jogar uma final A com B e decidia-se o campeonato. Neste ano, como estavam as coisas até na taça será (?) A com B!!!! Nalguns países, como na Itália, a Juventus já ganha há não sei quantos campeonatos!!!!

E as verbas publicitárias como são distribuídas?!

E os direitos televisivos?!

E, friso novamente, os ordenados dos futebolistas são, de facto, imorais, face à realidade em que vivemos!

E que seria de nós se não houvesse gente a trabalhar, para sustentar a nossa “quarentena”?!

E que será de nós se os agentes de saúde soçobrarem no seu combate?!

Resumindo e concluindo, goste-se ou não, o futebol marca as nossas sociedades à escala global. Gera imenso valor acrescentado em variadíssimos contextos sócio económicos. Mas também é verdade que serve para que muitos dinheiros, perdidos ou achados não sei onde, sejam encaminhados para os rios de dinheiro que correm à superfície… (Para bom entendedor…)

E, por isso e até por isso, também é verdade que os jogadores de futebol, os craques, os que militam nas grandes equipas, auferem vencimentos astronomicamente “pornográficos”! Frise-se!

(E a foto?! Representa como nos sentimos: emparedados, uma réstea de luz, mas sem ver nada de nada definido.)

 

 

E o Futebol e os futebóis?!

Não escrevo mais nada!

Desenho Original. 2020. 03.jpg

 

Neste ramo sócio profissional onde os milhões proliferam como areia no deserto, e muitos desses milhões vêm precisamente desses campos no deserto (!), no futebol, digo, têm surgido iniciativas meritórias, da parte de futebolistas, empresários, clubes. Valorizem-se essas atitudes!

É altura de quem mais ganha abdicar em favor dos que menos auferem, ajudar clubes e colegas onde há menor poder financeiro. (Que no futebol também há filhos e enteados.)

E para que precisam uns de ganhar tanto, tanto, e outros tão pouco?!

Agora ninguém está a jogar.

 

E, a propósito, de o aqui e o agora sem futebol…

Têm notícias de alguém que tenha morrido por não se estarem a realizar jogos de futebol?!

(...)

 

E quantas Pessoas têm morrido devido ao corona?!

(…) Não digo mais. Para bom entendedor…

 

Então, distribuam os salários exorbitantes dos futebolistas e associados a todos os que trabalham para assegurar a Vida de nós todos, sem excepção!

Essas Pessoas são os Verdadeiros Heróis!

 

(Ainda ontem foi noticiado que Jota Jota, lá no seu Mengão, renovou por milhões.

Então, mas esta gente não se enxerga?!

Num país em que a miséria é o que é, tão gritante?!

 

Não escrevo mais nada!)

(Foto de Desenho também na mesma onda da "reclusão", de Março.)

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