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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Quem dá o que tem!

Outras Sugestões - Plano de Recuperação Económica e Social (IV)

 

Tenho de me despachar! Senão o plano entra em ação, sem as minhas sugestões. Com plena consciência que as sugestões lançadas, por um Portugal melhor, são apenas isso.

(Mas são as minhas e se as seguirem, ainda pode ser que ganhe alguma coisa com isso. Que eu estou a trabalhar “pro bono”, diga-se.)

Foto original. 2020. 07. jpg

Acho que as referentes às “Casas Abandonadas” e à “Prevenção primária dos fogos”, a serem concretizadas, teriam reflexos muito positivos.

 

Atrevo-me a lançar mais alguns desafios.

 

Portugal não é só Lisboa. Nem só o eixo Setúbal – Lisboa – Porto – Braga – Guimarães. Nem só o Litoral. É também o Interior. E o Interior é um território vastíssimo que precisa de ser devidamente valorizado. A valorização do Interior, um dos aspetos passa pela fixação populacional, trará benefícios para todo o País.

 

A execução total do IP2, anulando os vários estrangulamentos que tem ao longo do seu percurso, será uma obra a realçar.

 

A modernização e / ou reativação de vias férreas.

Linhas da Beira Alta e Beira Baixa, Linha do Douro até Barca D’Alva e até Salamanca, Linha do Leste. (…)

Linhas preparadas tanto para passageiros como para mercadorias. Eletrificadas. (E porque não o Ramal de Cáceres?!)

A Linha do Leste bem poderia servir de transporte de mercadorias do “porto seco” de Badajoz para Lisboa, Centro e Norte de Portugal. Modernizada!

Quem viaja por Estremoz, Vimieiro, Montemor – O – Novo, constata o corredor diário, dia e noite, de camiões, em ambos os sentidos, com as mais diversas mercadorias, nesse transportar constante entre Espanha e Portugal. Centenas? Talvez milhares!

 

Via Sines – Caia - Badajoz - Espanha e Europa? E a bitola da via?! Só mercadorias?! E passageiros? E o traçado, o mais direto ou anda às voltas pelo Alentejo?!

 

E aeroporto dentro da Grande Lisboa?!

E porque não valorizar Beja?! Aeroporto é obra de longo prazo.

 

E as Pessoas?! Ter sempre em atenção as Pessoas: Jovens quase sem futuro, sem carreiras definidas. E as Pessoas em risco de pobreza. E as pequenas reformas?! As Pessoas precisam de ser tratadas com dignidade.

 

Erradicar a corrupção.

E esse Banco de Fomento, agora criado, como vai ser gerido?

E os Fundos que aí vêm da Europa?! Já anda tudo a ver como abocanhar?!

E a Educação e a Saúde: Setores fundamentais.

 

Quem dá o que tem!

Centrais de Produção Energética através da Biomassa

 Uma forma de Prevenção de Incêndios?!

 

Mais uma sugestão de medida para recuperação de Portugal

(“Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal”  III )

 

Em Portugal, os incêndios têm-se tornado cíclicos. Há três anos, 2017, a partir de 17 de Junho, vivemos um ano terrível, no que a este assunto se reporta.

 

Especialistas no assunto afirmam que os fogos fazem e farão parte, cada vez mais marcante, da nossa “paisagem” de Verão. Mas terá que ser inevitavelmente assim?!

Quando se abordam as problemáticas da prevenção aponta-se muito para a dotação de meios para combater os incêndios. E é na aquisição desses meios que mais se investe.

Mas a prevenção, primária e primordial, começa bem antes. E pouco se faz!

Ao viajarmos pelo nosso país, o que mais observamos são os campos, com especial incidência nas zonas florestais, cheios de mato, não limpos, não desbastados, prontos a serem pasto para chamas. Até bem dentro das cidades, situações dessas se verificam.

Essas limpezas, esses desbastes têm que ser realizados anualmente. Todos os anos.

Foto Original. 2020. 07.jpg

 

A respetiva utilização para a produção energética, através da biomassa, podia e devia ser um meio de dar utilidade aos milhares de toneladas de materiais herbáceos, lenhosos, que não são devidamente aproveitados, sendo queimados, sem qualquer utilidade; ou deixados ao abandono nos campos, ou pura e simplesmente sem serem colhidos, cortados, desbastados, preparando a cama para futuros incêndios calamitosos e incontroláveis.

A construção e ativação de pequenas e médias centrais de produção de energia utilizando tais materiais poderia ser uma forma de dar alguma rentabilidade a esses materiais, incentivar a respetivo corte e desbaste, funcionar como forma de prevenção de fogos, reativar economias rurais, trabalho para muita gente.

 

Poderão dizer que ocorrerão situações que cada vez mais potenciam incêndios, e é certo, mas se não existirem as condições para essas ocorrências, se não houver substrato pronto a arder, com mais dificuldade o fogo se propagará. Como estão as coisas é só acontecer.

 

Só não vê quem não quer ver!

 

*******

 

“… - Implementar a utilização de toda a matéria vegetal, obtida nas limpezas pelo País, na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento, ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas ou outras finalidades, fertilizantes, estrumes, biomassa, etc.

Unidades industriais estrategicamente implantadas em zonas do Interior, onde é mais necessário criar riqueza, trabalho e fixar populações.” (…)

 

(Escrevi este parágrafo, em 16 de janeiro de 2017, subordinado ao Tema - “Consulta Pública sobre a Reforma das Florestas” - “Alteração ao Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios” - Algumas ideias…) Outras Sugestões…

* * * Nota Final: Este postal foi inicialmente publicado a 17 de Agosto. Era o meu postal 777. Hoje, não sei como, deve ter sido apagado por mim, quando estava a organizar o que se segue. Como não consegui recuperá-lo, pois só me apercebi bem mais tarde, e pouco percebo destas funcionalidades, acabei por publicá-lo novamente, mas já não aparece na sequência inicial. Entretanto publicara outros, a 21 e 28 de Agosto. E agora é o 780! (Isto das numerações até lembra "Os Irmãos Metralha". Se calhar até foram eles que me fanaram o post!)

Um postal contra a corrente!

Na internet, na comunicação social, na "politiquice", anda tudo aos "tabefes" virtuais!

 

Andam todos indignados com tudo e mais alguma coisa. Mas é sol de pouca dura. Depressa partem para outra “luta”.

Quando as coisas correm bem ninguém fala. É por omissão que sabemos.

Bem sei, até demais, que os nossos políticos, ademais os dirigentes máximos, falam por demais. E quem muito fala, lá diz o ditado… Ou como dizia o outro que agora está não sei para onde… “Porque não te calas?!...”

Foto Original. 2020. 06. jpg

 

Estamos em finais de Agosto. As férias letivas estão em vias de terminar e iniciar-se novo ano letivo.

O ano de 2019/20 decorreu, grande parte do tempo, em modelo virtual. O que todos desejamos é que o próximo ano se concretize o mais possível com aulas presenciais.

 

No blogue, comecei a escrever sobre Covid, a 8 de Março.

A 16 de Abril, debrucei-me sobre Educação, Aulas Presenciais, Avaliação, Exames.

Perspetivei a análise com base nas premissas de incerteza e de desconhecimento que à data dispunha, melhor, dispúnhamos. Ainda hoje, a incerteza e o relativo desconhecimento são a tónica dominante da perceção do problema. Aos mais diversos níveis e enquadramentos.

 

Na altura, manifestei bastantes receios sobre o recomeço das atividades letivas e subsequentes ações, mas também desejando que tudo viesse a correr pelo melhor.

 

Quero constatar e frisar que o ano letivo transato, apesar de todas as “anomalias”, foi concluído com êxito, dentro das suas peculiaridades.

Decorreram as aulas virtuais para os anos de escolaridade em que foram exclusivas, concluíram–se as avaliações.

Para os anos terminais do Secundário, 11º e 12º anos, também se realizaram as aulas presenciais, as avaliações, os exames finais.

 

Ao longo deste processo, no decurso dos três meses anteriores, não ocorreram situações de monta, de cariz problemático, nomeadamente existência de casos de contágio, que significativamente tivessem levado ao disfuncionamento do sistema educativo.

 

Quero realçar satisfatoriamente esse aspeto.

 

Quero felicitar todos os Professores, Alunos, Funcionários, Encarregados de Educação, Ministério de Educação, Entidades envolvidas no processo educativo, pois apesar de todas as limitações e condicionamentos concluiu-se o ano com êxito.

Formulo votos que o próximo ano letivo possa realizar-se o máximo dentro da normalidade possível e também com redobrado êxito.

 

Porque todos merecemos o melhor!

 

A Educação como a Saúde são dois setores fundamentais ao desenvolvimento das Sociedades.

Nestes, como noutros campos de atividade, é imperioso e urgente diminuir as desigualdades existentes entre pessoas.

É necessário proporcionar aos jovens deste País um futuro promissor, reconhecer as suas competências, no seu e nosso País!

Coisas que estranho na Net (I)

São apenas opiniões… Que valem o que valem: nem mais nem menos!

Pinheiro Manso. Foto Original. 2020. 07. jpg

 

Em termos de redes sociais, praticamente só uso o blogue e apenas desde finais de 2014. Quase nada percebo do assunto. Mas neste intervalo de tempo, já tenho observado que há pessoas que deixam desaparecer o blogue que tinham, assim de repente… (Para mim, em cada blogue há sempre uma pessoa que o “alimenta”) … e pergunto-me:

- O que terá acontecido à Pessoa que mantinha aquela escrita? E porque terá deixado de publicar?! E quem será a Pessoa que está por detrás do perfil que apresenta?!

 

Agora, muito recentemente, acho estranho que a plataforma SAPO, esteja sempre a pedir se concordamos ou não com as notificações. Cada vez que se abre uma notícia, lá temos de estar novamente a conferir dados! Não há maneira de acabar com isso?!

 

Facebook não uso. E porquê?! (…)

Faz-me impressão aquela coisa das amizades. Amigos para aqui, amigos para ali. Amigos e amigas, já se vê. Não acho a Amizade uma coisa tão linear, sem mais nem porquê e tão desprovida de afeto. Não se arranjam amigos, como se fossem cromos da bola, que quantos mais temos, mais enchemos a caderneta.

Por outro lado, também me custa recusar pessoas que querem ser amigos e se podem sentir melindradas pela rejeição. Em suma, acho uma confusão dos diabos. Por duas vezes aderi, para poder comentar textos, mas acabei por sair da plataforma.

 

Uma quase trivialidade: O “discurso de ódio”, a parvoíce que abunda nas plataformas sociais. Não é necessário haver tanta parvoeira colocada nos comentários, nos postais. Para quê?! Para que deixar comentários só para deitar abaixo?!

(Todavia, reconheço que, por vezes, me apetece parvoeirar. Mas, geralmente, prefiro não comentar.)

 

Há um aspeto que me tira um pouco do sério, nas leituras que faço.

Os erros, aqueles erros tão comuns, que me impulsionam quase para agir e que são frequentíssimos, mesmo em pessoas que tinham obrigação de não os fazer.

Há dois que ocorrem frequentemente. Escrever descriminar, quando se quer dizer discriminar. Registar iminente, quando se pretende significar eminente.

São daqueles que me custa não referir nada. Mas já o fiz, mas num texto de um escritor, mas fi-lo de forma educada e subtil, sem ofender.

 

Não falo do seguir ou não o normativo de escrita em vigor, patente no célebre “Acordo Ortográfico”, de que tanta gente discorda, muita vez com razão. Como, na prática e face ao modo como se escreve, há este livre arbítrio factual, umas vezes sigo este normativo, outras não. Só me lembra o que Almeida Garrett escreveu na primeira metade do século XIX!

Também escrevo com erros. Não me acho isento de errar!

Nos blogues também me faz espécie, as pessoas que não aceitam comentários e mais ainda as que não respondem aos que lhes deixam na peculiar caixinha dos ditos. O não responder, aceitando-os, penso que é de má educação. Funciona como quando alguém passa por nós, nos deseja bom – dia e não respondemos.

É evidente que se a opinião é estúpida e malcriada, o melhor é apagar. Há a moderação.

 

E quem escreve nesta plataforma e não segue ninguém, apenas ele/ela mesmo/a ?! (…)

(A Foto?! Original, como a maioria. Um Pinheiro Manso: metáfora da net. No "Boi D'Água". Já aqui divulgámos vários aspetos.)

Tanta Casa Abandonada!!! (?)

Mais uma sugestão de medida para recuperação de Portugal

(Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal - II)

Foto Original. 2019. jpg

É algo que se verifica pelas nossas cidades, vilas e aldeias. Numerosas casas abandonadas, em ruínas muitas delas ou em vias disso. Em todas as localidades que conheço, nomeadamente nas grandes cidades, Lisboa, Porto, Almada, Setúbal, Covilhã, Portalegre, Ponte de Sor, Estremoz, e outras mais, este é um panorama tristemente comum. Nalgumas destas cidades assistiu-se a uma certa recuperação, muita dela com o objetivo de transformar em alojamentos locais. Que com a Covid, foi ar que lhes deu!

Paralelamente assistiu-se ao erradicar de pessoas, vivendo vidas inteiras em bairros históricos, para as periferias dessas cidades. Esse despovoamento dos centros históricos não é de agora, já dura há décadas. Também as finalidades nem sempre foram as recentes. Tem sido um processo com consequências nefastas, principalmente para os moradores, para quem trabalha, em última instância para todos. Para as próprias cidades, na sua essência.

É esse modelo de desenvolvimento que convém alterar. Criar medidas legais, processuais, operacionais, que voltem a colocar populações a viver nos centros históricos das Cidades, Vilas e Aldeias. Esse é um processo que envolve múltiplas e variadas instâncias: entidades particulares e públicas, IPSS; nacionais, regionais, locais; grandes, médias e pequenas empresas, indivíduos e famílias, praticamente todo o país, de norte a sul, do litoral ao interior.

Transformar este objetivo num desiderato nacional. Voltar a dar vida aos centros históricos das nossas Cidades. Princípio a interiorizar na mente dos Decisores!

E esse objetivo a concretizar, poderá, deverá assentar precisamente nessa recuperação dos milhares de habitações abandonadas ou negligenciadas. Em linguagem comum, será um trabalho com “pano para mangas”. Dará imenso trabalho, para muita gente. Ocupará tempo e dinheiro, mas trará imenso valor acrescentado, especialmente nas grandes cidades, pois transformará, de forma muito positiva, a respetiva vivência diária, a curto, médio e longo prazo.

Este é um dos itens que defendo para a reestruturação de Portugal.

No referente a estas ações, algumas medidas elementares:

Recuperar, sim, mas para habitação.

Nessa recuperação ter em conta que se destina a Pessoas.

Atender que muitas Pessoas têm dificuldades de locomoção.

A recuperação arquitetónica deve ter em conta o enquadramento do prédio ou prédios na zona em que se insere, de modo a criar um todo harmonioso. Não construir obras completamente desarticuladas do contexto geral. (Alguns profissionais têm essa mania!)

Atender que, atualmente, quase toda a gente tem carro. Garagens e / ou locais para estacionamento são sempre imprescindíveis. As caves existentes ou a criar devem ser para esse fim e não para habitação.

(Na prossecução destas finalidades e respetiva operacionalização é que os profissionais, especialistas e artistas devem ser imaginativos!)

(Estes assuntos já foram por diversas vezes abordados no blogue.)

 

Reparos finais, sempre:

Erradicar a corrupção.

Recriar um País mais homogéneo, menos assimétrico sob todos os aspetos.

E face a Covid: maiores cautelas, mais resguardo das populações, lembrar que cada ação individual tem reflexo no coletivo; manifestações, festas e festarolas, seja qual o caráter, devem restringir-se ao mínimo dos mínimos. A teimosia de alguns dirigentes políticos não faz qualquer sentido. Agora estamos em férias, que em breve vão acabar e já basta quem tem de trabalhar em profissões de risco, quem tem de andar nos transportes públicos… Portanto, resguardem-se!

Boi D’Água – Corredoura

Convido a nova Visita Virtual ao “Boi D’Água”!

E algumas sugestões...

Informo que as fotos foram registadas em Abril, na Primavera, uma das épocas mais bonitas do Alentejo.

Dois aspetos importantes, com duas imagens peculiares.

Um dos vários Pinheiros Mansos, árvores de grande porte.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

A “cascatinha”: a água corre todo o ano, agora em Agosto, um pouco menos. A parede é bordejada de várias plantas: heras, avencas, pequenos fetos… e uma variedade de ervas cujo nome desconheço.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Seguem-se exemplares de elementos naturais, uns que conheço, outros não.

Flor de Ervilhaca

Ervilhaca. Boi DÁgua. Foto Original. 2020.jpg

Flor de um arbusto cuja flor é parecida à do pilriteiro / carapeteiro / espinheiro, mas que não é e que julgo não ser autóctone. É muito usado como sebe.

A caminho do Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Uma Bufa de lobo ou Bufa de velha, uma variedade de cogumelo, nascida na própria rocha de xisto (?).

Bufa de Lobo. Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Erva Toira

Erva Toira. Foto original. 2020. 04. jpg

Uma flor de uma variedade de Cardo.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Outra flor de uma planta cujo nome não conheço, mas que é muito vulgar no campo.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

O campo salpicado de uma das várias variedades de Malmequeres.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

(A Cidade vai-se avistando ao longe, no seu casario tradicional, à medida que nos aproximamos, destacando-se o perfil da Sé. Não incluo foto e, por hoje, ficámos por aqui, nesta viagem virtual. Também ainda não é desta que apresento as ovelhas, nem a cadela simpática que, por vezes, nos vem cumprimentar.)

Alguns reparos...

Agora, em Agosto, está tudo demasiado seco, perigosamente seco. As encostas a Norte / Noroeste estão cheias de matos, de floresta de pinheiros mansos e bravos, não desbastados, nem limpos. Um verdadeiro rastilho de pólvora, praticamente dentro da Cidade.

E... a Corredoura...

A Corredoura, célebre parque urbano, bem central na Cidade, na sequência da intervenção do “Programa Polis”, no início do milénio, perdeu parte substancial do seu arvoredo, para além do peculiar lago.

No respeitante às árvores, é de todo conveniente que seja efetuada plantação de novos conjuntos de plantas. O espaço, bem estudado, comporta muito bem essa possibilidade. Ademais, a relva é regada muito frequentemente, pelo que as novas árvores e arbustos aproveitariam muito bem esse benefício.

Imprescindível é que sejam autóctones, ou adaptadas há séculos. Que deixem de disseminar os habituais plátanos e aceres, exóticas.

Árvores: carvalho, salgueiro, amoreira, amieiro, aroeira, amendoeira, de folhagem caduca; sobreiro, azinheira, loureiro, alfarrobeira, perenes. E até cedros, cujos protótipos exemplares foram cortados.

Arbustos: alecrim, rosmaninho, alfazema, roseira, planta que tanto embeleza os parques e jardins, mas que é tão pouco aproveitada em Portugal! E porque não as giestas amarelas que tanta cor trazem em Abril e Maio?!

Estas são apenas e tão somente algumas sugestões, que permitem várias hipóteses de escolhas possíveis. Compete, a quem de direito, pensar no assunto.

Mas que o Parque comporta e precisa mais arvoredo, isso… “Só não vê quem não quer ver!”

“Os Fantasmas de Portopalo” - RTP2

Série Italiana da RAI, na RTP2

 

Mini série italiana, transmitida na passada semana:

5ª e 6ª feira (6 e 7 de Agosto – 2020)

 

Baseada num acontecimento real, ocorrido nos finais de 1996, inícios de 1997: um naufrágio ao largo de Portopalo, no extremo sul de Itália, ilha de Sicília, acontecido no Natal de 1996. Morreram cerca de trezentos migrantes / refugiados, originários do Paquistão, da Índia e do Sri Lanka.

 

Uma série excelente, sobre um tema candente, a situação dos migrantes – refugiados, que enfrentando condições extraordinárias, risco de vida constante, fogem dos seus países de origem, normalmente em guerra ou convulsões diversas, na busca de melhores condições de vida na Europa, suposto Eldorado, procurando aportar através da Grécia ou da Itália.

Nela podem ser analisadas múltiplas e diversas perspetivas sobre esta temática, de seres humanos à deriva.

 

Naufrágio negado durante anos, nomeadamente por toda a comunidade de Portopalo, em que todos sabiam, desde logo e em primeiro lugar os pescadores, até ao presidente da câmara, presidente da cooperativa de pesca, passando pelo padre da povoação.

 

Só passados cinco anos e pela ação de um dos pescadores e de um jornalista do jornal “República”, de Roma, o assunto voltou à baila, provado e comprovado.

 

Tema que deu para muitos trabalhos de diversas naturezas e, no caso, esta excelente série, que é imprescindível rever, quando e para quem tiver oportunidade.

Dada a temática e por se basear em factos reais, interessante seria conhecer como se processou a própria realização. Perspetiva muito humanista na abordagem de várias variáveis em equação.

 

(Reconheço que hoje não estou nos meus dias para escrever, mas não queria deixar de recomendar, para quem não teve oportunidade de visualizar.)

 

Deixo links, para quem quiser aprofundar o tema.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Portopalo_di_Capo_Passero

https://media.rtp.pt/extra/estreias/os-fantasmas-portopalo/

https://it.wikipedia.org/wiki/Naufragio_della_F174

https://www.repubblica.it/online/cronaca/palo/trovati/trovati.html

"Culpas e Desculpas" - RTP 2 - Epílogo

“The Guilt” - Série Britânica – RTP2 

4º e Último Episódio – 5 de Agosto 2020 (4ª feira)

Culpas e desculpas in. net.

In. https://www.google.com/url?

E como terminou?!

Acho que terminou bem. E acabou mal! (?!...)

Max, cuja vida não era nada do que aparentava, acabou levado pela polícia, supostamente incriminado pela morte do velhote.

Nada ali era o que parecia.

Max não era nada bem sucedido, nem na vida, nem no casamento, nem nos negócios.

Acabou sem empresa, que não era mais do que um escritório de advocacia, ao serviço de uma rede criminosa de lavagem de dinheiro, na mão de agiotas e perigosa organização de malfeitorias e de crimes violentos. Malfeitores que lhe retiraram o apoio, após o esmurrarem sobre a mesa, face à sua ambição de comandar.

Terminou sem a mulher, que o expulsou de casa, após conhecer a rede de malvadez em que ele estava enleado, através da treinadora pessoal, com quem se envolvera sentimentalmente. Treinadora que dela se aproximara, para conhecer o que ela sabia das traficâncias do marido. Que era nada.

E expulso, sem casa ficou. Terá a prisão...

E também perdeu o irmão, Jake. Com quem nunca se importara verdadeiramente.

 

A empresa que lhe comprara era principalmente a sede de mais de uma vintena de sociedades fictícias, para a lavagem do dinheiro.

Situação que Jake desconhecia em absoluto. Alheava-se completamente da contabilidade da firma, entregue a contabilista de Max, isto é, da organização criminosa.

Os problemas surgiram quando Jake começou a querer interessar-se e tomar as rédeas da sua loja de discos e da sua vida.

 

Para esse mudar de atitude contribuiu o aconchego com a sobrinha do velhote que atropelara, e com quem Jake se envolveu sentimentalmente.

 

A sobrinha também não o era de verdade. Era apenas uma jovem que aceitara participar numa tramoia, congeminada pela vizinha da frente do velhote, Walter, diga-se, que pretendia aceder à herança do mesmo, que lhe fora deixada em testamento.

Testamento pendente da coleção de discos que o velho se lembrara de legar a uma sobrinha, que nem ele conhecia nem sabia sequer onde residia.

 

A velha da frente que se envolvera com Walter, interesseiramente, testemunha visual do acidente, chantagista, também não era nada do que parecera inicialmente.

 

Nem o vizinho fronteiro, falso cocho, beneficiário de apoio social imerecido. O gnomo escondia câmara oculta, permitindo obter um CD, em que os dois irmãos eram vistos arrastando o corpo moribundo do velho.

 

E, já agora, também o detetive se transformou, de alcoólico falhado em persistente investigador. Passo a passo, com perspicácia, provou o crime dos irmãos, e soube das ligações criminosas de Max. Azar o dele! Que caiu-lhe em cima um dos energúmenos da rede, que quase o fez ter o desfecho de Walter. Com a supervisão e beneplácito do polícia corrupto, que a rede infiltrara na polícia local.

 

E todos estes personagens, no final, ter-se-ão unido, conscientemente ou não, para mandarem Max para o calabouço. A ele, que tudo fizera para os lixar a eles.

 

Deste modo a série acabou bem.

 

Terminou mal, porque deveriam ser aprofundadas todas estas interligações, de modo a desmantelar a rede criminosa.

Mas isso é pedir demasiado.

Talvez em futura temporada?!

 

E muito fica por contar.

Pedido de Desculpas! Séries RTP2

“Culpas e Desculpas” – “Os Fantasmas de Portopalo” – “Os Durrell”

Tendo escrito, no último postal, sobre Séries RTP2 e afirmado, que habitualmente terminam na 5ª feira, iniciando-se na 6ª uma nova série, de modo a fidelizar-nos, nem a propósito, nas últimas, apresentaram uma operacionalização bem diferente.

Culpas e Desculpas” terminou na quarta, 05/08/20, e acho que concluiu bem. Os Fantasmas de Portopalo”, apenas dois episódios, excelentes, iniciou-se quinta, 6/08/20 e terminou sexta, 07/08/20. Na próxima segunda, 10/08/20, começará nova temporada de “Os Durrell”, série engraçada, mas que, até aqui, não apreciei demasiado.

Tudo diferente do que eu escrevera. Até parece que é só para contradizer!

E, portanto, o meu pedido de desculpas!

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