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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Um Postal de Natal?!

APBP. Digitalização árvore natal 5.jpg

Casos Mediáticos!

 

Ao iniciar este postal, dirijo-me a Si, que terá a amabilidade de ler este texto. E desejo-lhe um excelente Dia de Natal!

 

Neste Dia, apesar da sua singularidade, não quero deixar de comentar algumas situações que nos têm chamado a atenção.

 

O caso da chacina na Herdade de Torre Bela – Azambuja. Um crime, sem qualificação possível. E não adianta extrapolar para as situações diárias em que o Ser Humano abate outros seres vivos, que é um facto a pensar também, mas o enquadramento, as finalidades, as motivações, os contextos são diferentes.

Na Torrebela foram centenas de assassinatos, fúteis, grotescos, sem qualquer justificativo.

A Herdade já noticiou não ter tido qualquer responsabilidade. Que também quer que os prevaricadores sejam punidos. E quem são eles?! A empresa ou empresas organizadoras? Os matadores? Também se irão descartar?! As armas dispararam sozinhas?!

Em última instância, ainda terão sido os indefesos animais que se puseram a jeito, frente à mira das espingardas…

Esperemos que haja investigação conclusiva e que o crime seja devidamente categorizado e os responsáveis / criminosos castigados.

 

Outro caso, para atenção dos promotores e defensores do Brexit. As intermináveis filas de camiões, à beira do túnel da Mancha. Bem sei que o motivo imediato da situação não foi o Brexit. Até parece que afinal chegaram a um acordo. Mas é situação que pode vir a ocorrer novamente, perante esta ou outra situação.

A interdependência entre povos, países, estados, nações, culturas, é irreversível. A existência de uma Europa Unida, de grandes espaços globais, é uma necessidade.

A demagogia dos populistas é um perigo à Paz dos Povos!

A União Europeia precisa ser repensada por Estadistas de visão alargada, precisa! Mas faz sentido a existência de um grande espaço de Paz na Europa. E no Mundo.

 

Um caso mais trivial. Em noite de Consoada, foi inevitável o comando da TV parar no “Big Brother”. (Estava sem óculos, por estar com máscara.) Mas… aquele pessoal, as várias famílias dos concorrentes não estariam todos excessivamente desconfinados?!

E a TVI a promover esses comportamentos.

E com as novas possibilidades tecnológicas de retroceder na programação, também houve oportunidade de rever aquela cena da Vaca no Presépio, na Casa da Dita Cuja. Ridículo!

 

E, nós?! Estaríamos também devidamente confinados e respeitando as normas de distanciamento social e de higiene exigidas?!

 

E para terminar… e novamente.

Um Excelente Dia de Natal! Festas Felizes! Muita Saúde para todos.

E muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade e paciência de concluir este texto. Bem Haja!

(Digitalização de Árvore de Natal. Obrigado APBP.)

“Simone, Força de Viver”

Costa Caparica. foto original. 2020. 08. jpg

Simone de Oliveira com Patrícia Reis – 3ª Edição: Novembro de 2013, Matéria-Prima Edições.

 

Tinha curiosidade em desbravar o livro.

E assim foi. Entre 5º e 6ª feira, foi lido, nalguns excertos relido. Muito bem escrito, muito bem contado, estórias da vida da Artista, multifacetada, umas mais apimentadas que outras. Simone é incontornavelmente uma figura pública da Cultura Portuguesa, desde os inícios dos anos sessenta. Música, teatro, canções, espetáculo.

 

Tinha pica na leitura, ademais bem contado e bem escrito, melhor se lê.

(Só assisti, melhor, assistimos, a um espetáculo ao vivo com a Simone, aí pelos inícios dos anos noventa, 91 ou 92 (?), nas Ruínas do Convento do Carmo.)

Mas em televisão, na rádio, desde meados de sessenta, principalmente 65, passou a fazer parte do nosso universo musical e do nosso imaginário.

Tinha uma voz que arrepiava. Em 69, foi aquele deslumbramento, aquela canção, aquele poema, aquela música, aquela interpretação. Arrebatadora!

Interessante a explicação, dada pela própria, sobre essa interpretação e o relacionamento dela com Henrique Mendes (pag. 46).

 

Anos sessenta, início dos setenta… a vivermos em ditadura, com todas as restrições à Liberdade, em todas as suas vertentes: pessoais, cívicas, sociais, políticas, culturais. Computadores, internet, redes sociais, revistas cor de rosa, “big brother”, tudo isso era ficção. Jornais, revistas, meios de comunicação, jornalistas tinham outra postura. Também estavam condicionados à censura, não havia liberdade de expressão. Falava-se nas ligações dos artistas, de boca em boca, exagerava-se até, mas pouco publicavam sobre a vida particular. Menos ainda os próprios a divulgavam, como agora, que mostram tudo, da raiz do cabelo até à unha do pé.

 

Bem, no livro, passados tantos anos, é interessante ler o que a Artista conta sobre essa emblemática interpretação com que ganhou o festival de 1969! Os acontecimentos tinham outra repercussão. Presenciámos, vimos em direto na TV, aquela atuação! Aquela garra!

Depois, a perda da voz, acompanhámos essas truculências da vida. A recuperação, numa forma diferente. Lembro-me perfeitamente do festival de 73, em que voltou a participar. (Até houve um concurso, promovido não sei se pela Emissora Nacional se pelo Rádio Clube Português, sobre uma das canções, penso que “Minha Senhora das Dores”.) O Ary quase monopolizou o Festival, escrevendo a maioria das letras.

 

Também fala da “rivalidade” com Madalena. E também da amizade entre ambas. Existindo, certamente. À data, realçava, de facto, essa picardia entre as duas. Existisse ou não, era muito alimentada pelos meios de comunicação da altura. Rainhas da Rádio, Rainhas disto e daquilo. Nunca votei nesses concursos, não tinha acesso aos respetivos cupões, não abundava o dinheiro para gastar em trivialidades, nem elas existiam no fim de mundo aonde vivia, aonde vivíamos todos, nesses tempos obscuros. O mundo da época, segunda metade da década de sessenta, não tinha nada a ver com o de hoje. Mas lembro-me, era miúdo, do Festival de 66, ganho pela Madalena e, eu, na altura, torcia por ela e pelo “Ele e Ela”.

Estas coisas podem parecer futilidades sem importe, mas naqueles tempos, pouco havia com que se interessar. Houve o célebre Mundial de 66, nesse ano na Inglaterra. E como foi empolgante e como se criaram tantas expectativas, goradas no fatídico jogo com a equipa anfitriã. E como Eusébio chorou e com ele chorámos.

Mas estou a perder-me do livro…que não aborda o futebol.

 

Mas aborda muitas mais coisas e mais importantes. Mas fará o favor de procurar o livro, adquirir, para oferecer às suas Velhotas ou Velhotes. E lê-lo, primeiro, antes de oferecer.

Vai gostar!

Confinamento… Pássaro Preto… Natal… Prendas

Mais um fim de semana de confinamento.

Oportunidade para não sair de casa. E observar. E escrever!

 

Na rua abaixo, nos estendais, as roupas esticadas ensaiam bailados com o vento.

O peculiar pássaro preto, agora com identidade, Rabirruivo Preto, saltita da olaia para a parede do quintal, daí para o chão, dos carros para os marcos anti estacionamento. Debica alguns grãos, ou insetos, ou outros bichitos, que desconheço os seus hábitos alimentares. Debuta tremeliques nervosos com a cauda, elegantes, frise-se. Parece querer interagir connosco. Rivaliza em rapidez com o melro, mas ganha-lhe em graciosidade. Perde nos cânticos, que nunca consegui ainda ouvi-los.

 

Aproxima-se o Natal.

As inevitáveis prendas.

Para as Velhotas foram sugeridos livros.

Livros, sim! Gostam de ler. Um deles deveria ser alguma biografia ou autobiografia, de alguma personalidade, mulher famosa. À partida excluída a da “Dita Cuja - Acima de Não Sei o Quê”. Certo!

Cova da Piedade. Foto original. 2018. 05. jpg

Anteontem dirigi-me à Cova da Piedade, aonde não ia há meses, antes destas cenas de Covid.

(Ainda andava em obras, toda a envolvente do Chalet, ali ao pé, o jardim. Agora tudo arranjado. A rua em frente já não tem estacionamentos, mais espaçosa, aparentemente. O Chalet renovado. Já estava. Agora falta o edifício da SFUAP. Não menos merecedor. Esperemos que um dia seja melhorado. As casas, a leste, de inspiração pombalina, também renovadas. O Largo fica bonito, parece mais espaçoso… Não gostei do chão e parece pouco durável.)

SFUAP. Foto Original. 2018. 05. jpg

Mas eu ia comprar uns livrosÀ Livraria Escriba, uma pequena livraria, num pequeno centro comercial, dos de antigamente, mas com um portfólio de obras por demais interessantes. Arranjam-se sempre bons livros. Iremos lá, talvez há vinte anos. Ultimamente menos.

Referi o que pretendia, como habitualmente faço em qualquer compra. Quero isto, assim, deste modo, com estas características. Excluo aquilo, aqueloutro…

A proprietária apresentou-me o que estava mais a jeito… um livro de “… Castel Branco”, que rejeitei à partida.

A Srª observou mais alguns escaparates, pegou no escadote, retirou uns livros do alto das estantes.

O primeiro que me mostrou era sobre a Simone.

Não é preciso mais, também gosto da Simone, calha mesmo bem o livro e antes de oferecer, primeiro vou eu lê-lo.

Rosa na SFUAP. Foto Original. 2018. 05. jpg

“SIMONE, Força de Viver” – Simone de Oliveira com Patrícia Reis – 3ª Edição: Novembro de 2013, Matéria-Prima Edições. (14 E.)

Ramos de Tília. Foto original. 2018. 05. jpg

 

Poemas de Natal!

Hoje, volto ao tema do Natal!

Era para ter abordado o assunto ontem, mas acabei por escrever sobre o “Intrigante Pássaro Preto”, finalmente esclarecida a respetiva identidade!

Hoje, domingo, ainda que em confinamento, observo um pouco mais de movimento, tanto de carros, como de pessoas. Em contrapartida, a passarada parece menos ativa. O dia também está menos agradável. Chuvinha, sem sol, será suscetível de menor atividade do passaredo…

 

E sobre o Natal?!

 

No Céu há milhões d’estrelas

Todas elas a brilhar

Deus Menino no meio delas

Vai nascer/descer p’ra nos salvar!

 

Neste postal, vou deixar algumas ligações para postais anteriores, que traduzem a minha abordagem natalícia.

Desde já friso que não tenho seguido a temática natalina, de acordo com os cânones mais tradicionais e iconográficos.

De certo modo, até fujo um pouco a essa conceção mais usual de poetar sobre o Natal, seguindo os parâmetros festivos desta quadra.

São modos de abordagem, perspetivas pessoais, sobre assuntos sociais e universais. Nem melhores nem piores que outras perspetivas.

Não transcrevo os poemas.

Deixo ligações:

Natal no Contentor!

O Menino / O Futuro morre na Praia!

De que precisam os Povos de Abrão?!

Velas. APBP Artistas Pintores com a Boca e o Pé. jpg

Mais uma vez, este é um modo de desejar um Natal Feliz, com muita Saúde, a todos/as Leitores/as. (Respeitando os necessários cuidados!)

Mas é também um modo de desejar um Natal também com Felicidade e muita Saúde aos Grupos de Poesia, de Artes, de Letras, que tenho muito orgulho de pertencer enquanto Poeta.

Com quem gosto de compartilhar esse condão da Poesia, que nos une.

APPAssociação Portuguesa de Poetas

CNAPCírculo Nacional d’Arte e Poesia

Mensageiro da Poesia

Momentos de Poesia

SCALASociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

 

E também a todas as Pessoas Amigas e Familiares, com quem também não poderei estar presente.

E a todos/as Conterrâneos.

 

Um Santo Natal. APBP. Artistas Pintores Boca e o Pé. jpg

O meu Muito Obrigado aos apbp - Artistas Pintores com a Boca e o Pé - Caldas da Rainha, a quem também desejo Feliz Natal!

Muita Saúde! Muita Paz!

 

O Intrigante Pássaro Preto!

Ainda quero voltar a escrever sobre o Natal!

Mas antes vou cronicar sobre este confinamento. E pássaros…!

 

Mais um sábado de confinamento. O mesmo silêncio estranho. Por um lado, agradável, mas também algo inquietante e até opressivo. Os donos de cães são dos poucos transeuntes. (A sujarem os passeios, não todos os donos, mas um número significativo deles.)

As aves não querem saber. Fazem as suas vidas, voando. Já basta as desgraçadas que têm de estar permanentemente confinadas em gaiolas.

Não entendo quem diz gostar de animais, para ter pássaros sempre presos! Além das tradicionais aves exóticas e canoras, há gerações enfiadas em prisões de arame…há quem tenha corvos, sim! Corvos! Melros, enfiados em estruturas aramadas. Permanentemente! Se isto é gostar de animais, vou ali, já venho.

(Acho que este confinamento a que estamos sujeitos, esta reclusão forçada deveria provocar-lhes reflexão. Digo eu. Sei lá!)

Rabirruivo Preto Avifauna Jardim Gulbenkian pt Dez 20

O intrigante pássaro preto, do tamanho de pardal, saltitante; que parece querer interagir connosco, que faz ninhos em parapeitos, algerozes, estruturas de telhados; com a parte inferior da cauda arruivada, que com a dita cauda, parece fazer uns tremeliques… bem, parece que já sabemos o nome.

Sugestão de blogue: “Danny, The Fox”! Só alguém com a perspicácia de raposo, poderia decifrar. Rabirruivo Preto!

A partir do que pesquisei na net e com a observação efetuada esta tarde, concordo. Apesar do meu conhecimento deficiente de pássaros.

Esta informação também a partilho com “Arca de Darwin”, com quem tinha compartilhado informação sobre esta ave e com Modesto Viegas, com quem também tinha falado numa Exposição na SCALA – Almada. São ambos apaixonados pela Natureza, com blogues em que expõem as suas pesquisas fotográficas. Dignos de navegação!

Obrigado pela vossa atenção!

E, por agora, fico por aqui. Ainda escreverei sobre O Natal.

A foto não é da minha autoria. Não tenho competência, nem meios, para fotografar aves, sempre tão fugidias. (In. Avifauna / Jardim Gulbenkian.pt!) (Que saudades!)

Cremação(?!)

Um modo de lidar com a Morte!

Açucena Branca. Foto original. 2020. 05. jpg

Pode parecer estranho que o anterior postal tenha sido dedicado ao Natal e este, em seguimento, aborde a questão supracitada.

Sendo o Natal, evocativo do Nascimento de Cristo, mas associado simbolicamente ao nascimento de todos e de cada um de nós. E cremação associada a Morte!

Mas haverá correlação mais crucial e pungente que Nascimento e Morte?!

Quando nascemos, não temos certeza maior que essa. A de que morreremos. Mais tarde ou mais cedo. Por mais que tentemos afastar essa ideia.

Todavia, a Morte é sempre dolorosa. Ver “abalar” os nossos Entes Queridos, dói. Dói sempre!

A sugestão de publicar este postal sobreveio anteontem, 4ª feira, na leitura de um postal da plataforma SAPO, que, aliás, ontem, 5ª feira, surgiu destacado. Em que esta problemática da cremação era, de certo modo, abordada.

Por outro lado, na semana passada, ocorreu o falecimento de uma jovem na “flor da idade” e recordou-me de situação semelhante ocorrida na Família, em que uma jovem também nos abandonou repentinamente.

Situação sobre que escrevi e publiquei um poema.

Há pouco tempo também nos abandonou Eduardo Lourenço. Penso escrever um postal sobre “Tempo e Poesia”.

Flor branca. Foto original. 2020. 04. jpg

A Morte é uma constante da Vida! Todavia custa sempre. Muito!

Açucena Branca. Foto original. 2020. 05. jpg

Tomo a liberdade de manifestar os meus pêsames a todos os Familiares das Pessoas, cujos falecimentos são sugeridos por este postal. E pedir desculpa por, de algum modo, esta minha atitude poder parecer intrometida.

Rosa branca. Foto original. 2020. 05. jpg

Voltando à cremação!

A imagem documentando o postal referido, lembra-me o único local de cremação que conheço e em que estive por duas vezes em velórios de familiares. O crematório do Cemitério dos Olivais - Lisboa.

De facto, o cemitério não dispõe de um local devidamente respeitador da situação. Um cemitério é, deverá ser, sempre, um local de “Chão Sagrado”. E os espaços destinados à deposição das cinzas precisam ser mais valorizados. Não sei porque é que acontece assim, mas não está bem.

Foi precisamente, na sequência da segunda vez que estive no crematório e nesse cemitério, que resolvi escrever e publicar o texto sobre Cremação: Que destino dar às cinzas?!”, em 19 de Abril de 2017.

(As ideias já se congeminavam anteriormente, conforme explico, mas foi nessa data que as verti em texto escrito.)

Altemira. Foto Original. 2020. 05. jpg

Se quiser ter a amabilidade de ler, e opinar. SFF!

A Estrela de Natal!

Não me apetecia nada ter de falar de Covid.

Aproxima-se o Natal!

Digitalização estrela natal.jpgNeste ano de 2020, nas circunstâncias problemáticas que vivenciamos, de celebrações mais restritas. Pelo menos é assim que deverá ser. Todavia, por tudo o que se tem observado, e dado o aliviar anunciado das restrições, tenho as minhas dúvidas.

Não quero deixar de referir que nestes fins de semana “prolongados”, com imposição de confinamento, o número de casos novos foi diminuindo. Hoje subiu. Veremos como se irá processar nos próximos dias.

Observando essas diminuições e relacionando-as principalmente com os confinamentos, seria de supor que houvesse uma certa aceitação consensual dessas restrições parciais à liberdade individual. Contudo não há consenso possível!

Há muitos detratores a essas mesmas limitações, a esse cerceamento da Liberdade. Por múltiplas e diversas razões.

Terá sido a partir desse conhecimento, de que muita opinião pública está contra essas decisões governativas, que o governo vai aliviar essas restrições na “Quadra Natalícia”?! Percebo o enquadramento, não direi que concordo. Aguardemos o evoluir da situação já nestas semanas pré-natalícias e na subsequente.

Mas eu não queria falar de Covid!

O postal ilustrativo deste texto é uma edição de APBP – Artistas Pintores com a Boca e o Pé, Lda. – Rua Belchior de Matos nº 5 R/C Dtº - 2500 – 324 – Caldas da Rainha. Tel. 262880604. - www.apbp-portugal.com. (apbp.encomenda@gmail.com)

Já há vários anos que adquirimos o conjunto habitualmente enviado, englobando vários postais alusivos à época natalícia e envelopes, um calendário de bolso, uns cartões de prendas, autocolantes e um calendário de secretária, sempre acompanhados por uma bonita, comovente e apelativa carta, escrita com o pé. Assinada: M. Lurdes.

O postal ilustrado que apresento não é deste ano. Escolhi-o porque segundo li, neste ano de 2020, vai ocorrer a 21 de Dezembro, uma peculiar conjunção de dois planetas do sistema solar, que sugestiona o que parece ter ocorrido à época do Nascimento de Jesus e terá dado origem ao fenómeno designado por “Estrela de Belém”. Que, segundo o Novo Testamento, terá levado à deslocação dos Reis Magos e dos Pastores, ao local onde terá nascido Jesus Cristo.

Esta pintura, reproduzida neste cartão, evoca a visão dos Pastores! 

Assim, também aproveito para desejar a todos/as Leitores/as, um Excelente Natal, com muita Saúde!

 

Jardins e Rosas!

Para desanuviar de Covid!

Rosa de Alexandria. Foto original. 2019. 05. jpg

“Gardens and Roses”

Rosa Encarnada. Foto original. 2020. 04. jpg

Entrámos ontem, 23h., novamente em confinamento. Esperemos que o nº de casos novos diminua. Que os dados de hoje apontam para mais de seis mil!

(Ontem, ao final da tarde, princípio da noite, o trânsito provindo de Lisboa, na direção sul, era imenso. Quererá dizer que muito boa gente saiu para aproveitar o fim de semana alargado? Quando regressarão? Esperemos que não aumentem os casos!)

Rosa Vermelha. Foto Original. 2020. 04.jpg

Pondo um pouco de lado estas questões de Covid e, para descontrair, publico um postal dedicado a jardins e rosas.

Botão de Rosa de Santa Teresinha. Foto original. 2020. 01. jpg

Já tenho abordado que nos nossos jardins e parques faltam roseirais.

Rosas de Santa Teresinha. Foto original. 2020. 05. jpg

(Rosas de Santa Teresinha)

Temos um clima magnífico, pelo menos no Sul, no Centro e mesmo na maior parte das regiões do Norte. Em Portugal, as roseiras dão-se muito bem e florescem durante quase todo o ano, embora os meses de exuberância sejam Abril e Maio, auge da Primavera.

Rosa Salmão. Foto original. 2019. 05. jpg

 

(Em Portugal, há algumas dezenas de anos, virou moda arrelvar quase tudo quanto é espaço de parques e jardins. É importante, mas a relva exige muita manutenção, imenso gasto de água. Faz sentido haver esses espaços livres, mas podiam deixar crescer a vegetação herbácea natural, cortando-a periodicamente e deixar seguir o curso habitual das estações. Poupava-se imensa água!

E, vendo bem, como estão atualmente a ser usados os espaços relvados, verdejantes?! Observe com atenção, SFF, e veja bem onde coloca os pés, caso entre nesses espaços, há alguns anos tão convidativos para se correr e brincar com as nossas crianças…)

Deixemos estas considerações e voltemos às rosas.

Rosa. Foto original. 2019. 05. jpgRosa. Foto original. 2019. 05. jpg

São, na quase totalidade, do quintal, plantadas por mim, a grande maioria, a partir de bacelos que vou obtendo nos mais diversos lugares por onde passeio. Algumas roseiras deram-mas, caso da que se segue, de rosas brancas. (As roseiras das duas rosas anteriores, comprei-as.)

Rosa Branca. Foto original. 2019. 05. jpg

Rosa Branca. Foto original. 2020. 05. jpg

A seguinte, designo-a por Rosa de Cheiro, exatamente pelo perfume. É de roseira que colhi no campo, é de uma matriz bem antiga. Não sei se até não se desenvolveria mais ou menos espontaneamente nos campos. Desfolha-se com imensa facilidade, mas é extremamente olorosa e propaga-se com imensa facilidade.

Rosa de Cheiro. Foto original. jpeg

Todas as rosas anteriores são compostas. A que apresento a seguir é singela. E não é do meu quintal. Estava no Jardim da Gulbenkian, junto ao Centro de Arte Moderna. (Que saudades!) Também existem exemplares desta roseira no setor norte do jardim, perto da entrada do Museu e da Sede da Fundação. (Destas roseiras, colhi alguns frutos que semeei.Tenho um exemplar no quintal. Também já floriu.)

Rosa Singela. Gulbenkian. Foto original. 2020. 01. jpgNa Gulbenkian também há um roseiral, plantado na ala sudoeste do Jardim. Tem exemplares bem bonitos. Está bem direcionado ao sul e exposto ao sol, protegido a norte, pelo edifício da sede. As árvores que delimitam o espaço a sul, tendo crescido imenso, cerceiam-lhe bastante a exposição solar.

Roseiral Gulbenkian. Foto original. 2020. 01. jpg

E por rosas, termino com a foto de uma rosa, cor de rosa-claro. A roseira mãe foi obtida por enxertia que fiz de uma roseira cor de rosa, numa roseira brava, de cor branca, que serviu de porta enxerto.

Rosa rosa. Foto Original. 2020.10. jpg

E... bom fim de semana! Confine-se, SFF!

Vacinas e... Visons

Que tem a letra a ver com a careta, além da letra inicial – V?!

 

Ainda se ouvem os ecos da vacina da gripe, já aí vem a vacina da Covid. Faz falta, sim!

Discutem-se os possíveis critérios de vacinação, as prioridades, quais os grupos que deverão ser vacinados primeiro: se os velhos, se os novos, se certos grupos profissionais, se utentes de instituições, se trabalhadores desta ou daquela atividade…

(Ao mesmo tempo, já os detentores de opinião formada sobre tudo e sobre nada, opinam, peroram, procuram influenciar, manipulam, formulam juízos de valor sobre critérios supostos, em estudo, ou já saídos nos media.)

Também vou na onda!

Antes de tudo mais, o que acho importante é que as vacinas sejam realmente eficazes. Que correspondam, em termos de efeitos, ao que delas se espera. Isto é, que permitam neutralizar o vírus, erradicar ou combater a Covid, a curto, a médio, a longo prazo.

Que não tenham efeitos colaterais. Que tenham sido devidamente testadas, dando garantias da sua eficácia, da sua fiabilidade. Que nas testagens efetuadas não tenham sido detetados danos residuais sobre os pacientes. Projetar efeitos a longo prazo, realizar previsões a esse plano temporal, não será fácil, mas é conveniente que, ao ser aplicado um plano de vacinação, nós possamos ter confiança no que tomamos, a que nos sujeitamos.

(Esclareço: Não faço parte de movimentos anti vacinas. Não, de modo algum!)

 

E os visons?!

Esses, a modos que vão ter uma vacinação radical! (Perdoe-se-me a ironia, pois que considero o assunto sério.)

No Reino da Dinamarca… um daqueles países do Norte da Europa, que habitualmente ficam bem na fotografia, no respeitante a índices de desenvolvimento, já começaram a matar milhões de visons.

Foi detetada uma variante do corona nestes animais, alguns humanos foram contaminados e antes que essa nova estirpe do vírus alastre e coarte a eficácia da vacina que irá ser utilizada nos humanos, o governo dinamarquês decidiu mandar abater todos os visons. O que já começou a ser feito, não sei se concluído. É tanto o drama, que a Senhora Primeira Ministra, do dito Reino, até chorou em público, sobre o assunto.

Mas atentemos bem na questão.

Esses bichos fofinhos são criados em quintas, certamente com todas as comodidades e confortos. E para quê?!

Para serem mortos e esfolados e as apreciadas peles serem convertidas em abafos de humanos. Para estes se pavonearem, satisfazerem a sua vaidade, enfeitados com as ditas, de não sei quantos animais assassinados, para seu bel prazer.

E questiono-me… O que é feito, nessa situação, às carcaças desses animais esfolados? São reutilizadas como subprodutos? São incineradas? Enterradas, como parecem ter sido as carcaças desses infelizes bichitos afetados ou em vias de infeção corona viral?

Reflitamos. Este abate em massa dos animais é de facto constrangedor.

Mas o que não o é menos, pelo contrário, é o que está na sua base.

Isto é, a criação de animais, a uma escala de milhões para serem abatidos para satisfação só e apenas da Vaidade Humana, para Ganância de alguns, pela febre do Lucro de uns quantos. 

(Não venha a Senhora Primeira Ministra chorar lágrimas de crocodilo, porque o que está errado e é chocante, é este modelo de produção!)

Agricultura? Agro indústria? Indústria? …?!

Não! Carnificina!

 

E sobre a Dinamarca:

A Fraude-bedrag-episodios-17-e-18

A Heranca-serie-dinamarquesa

Séries-borgen-politica-eleicões

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