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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Tapada das Freiras – Imagens de Resistência(s)

Uma Passeata por um Alentejo especial. No Inverno!

E... Cabras e suas cabrioladas!

Aldeia. Vistas Tapada Freiras. Foto Original.2021.02.21.jpg

Hoje, apresento umas fotos de paisagens alentejanas. Pode parecer estranho a quem julgue que o Alentejo é uma extensa planura e quase sempre seco. Mas não é sempre assim. Agora, nesta fase de início de Outono e final de Verão, a secura ainda predomina. Mas, chovendo regularmente, como está acontecendo desde o final de Verão e continuando no Outono, os campos alentejanos adquirem muitas tonalidades de verdes. Que se prolongam pela Primavera. Atingindo a exuberância de cores garridas, marcantes em Abril e Maio.

As fotos que apresento são de 21 de Fevereiro deste ano. Andava a pandemia por aí à solta!

São vistas da Tapada das Freiras e do Chão da Pereira.

(Foi nestas Tapadas que decorreu, em 2017, parte do célebre evento designado de “O-Meeting: um “Encontro de Orientação”. Extraordinário acontecimento!)

A 1ª foto, que titula o postal, é da Aldeia e alguns dos seus ícones: a Igreja Matriz, a Araucária de Norfolk, os telhados da Rua Larga.

As fotos que a seguem são de Árvores, em contextos de resistência e sobrevivência em enquadramentos adversos. Adquirindo posturas peculiares, de modo a resistirem às condições difíceis em que estão inseridas.

Uma azinheira e um sobreiro entre duas pedras, parecendo um torpedo!

Azinheira e sobreiro. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Aroeiras também encasteladas entre pedregulhos

Aroeiras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Oliveiras (Oliveira?), velhíssima(s), resiliente(s) a todas as intempéries da vida!

Oliveiras. Foto original. 2021.02.21.jpg

Uma azinheira, forçando a capacidade da rocha de granito onde teima em resistir! Há quanto tempo?! E por quanto tempo?!

Azinheira. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Fotos de cabras e suas cabrioladas. Atualmente, ausentes da Tapada, há algum tempo, onde pontificavam reinantes e chocalheiras. Uma verdadeira orquestra, quando se deslocavam na pastagem! Estas fazem-se à foto!

Cabras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma cabrada: no que mais gostam. Trepar às árvores!

Cabrada. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma oliveira milenar, que adquiriu o molde artístico, que a foto documenta. No "Chão da Pereira".

Oliveira torcida. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Não resisto a publicar esta foto para terminar. Há sempre um final! 

Caveira Ovelha. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Já agora, Caro/a Leitor/a, saberá de que animal será esta caveira?!

 

Eleições Autárquicas 2021 - Rescaldo

Inclusão e Tolerância!

Despedidas de Verão. Foto Original. 2021.09.19.jpg

No rescaldo das Eleições Autárquicas 2021, quero felicitar todos os envolvidos neste processo eleitoral. Não só os eleitos, mas todos os participantes nesta orgânica que englobou todo o País. (Bem sei que a grandessíssima maioria, se não a totalidade, é paga para o exercício dessas funções. Trabalhar pro bono acabou nos tempos de utopia, pós 25 de Abril de 74!)

Em primeiríssimo lugar, os cidadãos que votaram, exercendo o seu direito de cidadania, também obrigação. Mais deveriam ter votado. A abstenção foi muito elevada.

Dar os parabéns a quem foi eleito para o exercício de funções autárquicas.

Estas eleições são as que aproximam mais os cidadãos dos órgãos de soberania. Em todas as candidaturas conhecemos pessoas. Uns são nossos amigos, colegas de infância e adolescência, colegas de trabalho, outras pessoas com quem trabalhamos, vizinhos. Alguns familiares. Em todas as listas estamos ligados a alguém por laços de afinidades eletivas.

 

Choca-me a linguagem por vezes utilizada, o recurso a chavões, como “ganhar”, “perder”, “ganhou contra”, “contra tudo e todos”, derrota, vitória… a euforia, lógica e natural, mas exagerada, tantas vezes.

Figueiras da Índia. Foto original. 2021.05.24.jpg

Deve ser utilizada linguagem, promovidas atitudes e comportamentos mais inclusivos, mais tolerantes, mais positivos.

Quem foi eleito, foi-o para “servir” as populações que os elegeram, os territórios em que estão inseridos, sejam freguesias, concelhos, regiões.

Devem trabalhar em conjunto, e não uns contra os outros, para alcançarem objetivos que valorizem as comunidades na sua globalidade.

Servir e não servir-se! Gerir a autarquia, porque de um cargo de gestão se trata, sempre para melhorar.

Não conflituar desnecessariamente.

Quando há mudanças nos “gestores”, não deitar abaixo tudo o que os anteriores fizeram, só porque não. Dar continuidade ao que está começado ou a meio.

Não “fazer obra” só por fazer. Muitas obras devem ser intermunicipais, regionais.

Não é cada concelho ou freguesia querer um estádio de futebol emblemático para cada um, um centro cultural em cada sede de concelho. Muitos destes benefícios, que o são à partida e teoricamente, depois passam o tempo “às moscas”, mas sempre com os inerentes custos de manutenção, para além dos encargos financeiros da respetiva construção.

Rotundas nem se fala. Algumas perfeitamente supérfluas. Há sedes de concelho que é uma semeadura delas!

 

Houve algumas mudanças, umas esperadas, outras perfeitas surpresas. A comunicação social tem explorado bem o assunto. Para os meus lados, nas localidades a que estamos ligados, também houve de tudo.

 

Das nacionais, Lisboa foi talvez a maior surpresa. Mas continuo frisando que Portugal não é só Lisboa.

 

E o Interior, a que estou mais ligado afetivamente e que está mais desprotegido, também tem de ser olhado com outra visão.

Ao longo de vários postais tenho sugerido realizações, umas mais nacionais, outras mais regionais.

(P.S. - Fotos? Despedidas de Verão e Figueiras da Índia: metáforas)

 

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita saúde.

 

Frutos do meu Vale!

Rimando, em sotaque alentejano, com as “Flores do meu Quintal”!

(De Árvores com História!)

Amoras silvestres. Foto original. 2021.09.06.jpg

Estes frutos são maioritariamente de árvores que plantamos no Vale de Baixo, a partir de finais dos anos setenta. Muitas na década de oitenta. Eu, e meu Pai.

Mas resolvo titular o postal com frutos de uma planta silvestre: Amoras! Das silvas, balsas, balsedo...Quem não gosta de amoras silvestres?! “Minha amora negra…”

 

Figos de Pingo Mel.

Figos pingo mel. Foto Original. 2021.09.06.jpg

Ainda na figueira. É só colhê-los, Caro/a Leitor/a.

Mas para que não precise de se esforçar muito, ofereço este cesto de figos já colhidos. De pingo mel, verdeais, figo-rei...

Figos. Foto original. 2021.09.03.jpg

Saborosíssimos. À sua disposição. (Os figos são também de figueiras no Chão.)

 

Romã, ainda verde. Estarão boas lá para Novembro. Mês dos Santos.

Romã. Foto original. 2021.09.06.jpg

Romãzeira.

Romãzeira. Foto original. 2021.09.23.jpg

De um ramo de árvore do quintal da minha Avó Carita.

 

Marmelos

Marmelos. Foto original. 2021.09.23.jpg

De marmeleiro que veio de Peso de Régua. Um colega me trouxe uns bacelos, quando trabalhei no Cartaxo, em 84/85.

 

Gamboas

Gamboas. Foto original. 2021.09.06.jpg

Dióspiros

Dióspiros. Foto original. 2021.09.23.jpg

De árvore que comprei em feira, no Cartaxo, 82/83/84 (?), que trouxe, de comboio, até ao Apeadeiro da Mata e posteriormente plantei no local onde ainda permanece. Muito produtiva, habitualmente. Agora, ainda não estão maduros. Mas dentro de uma ou duas semanas, alguns já estarão prontos a saborear. Vão amadurecendo gradualmente durante Outubro e Novembro.

 

Imagem final e global de parte do Vale de Baixo.

Vale de Baixo. Foto original. 2021.09.23.jpg

Bem no centro, ao fundo, meio escondida, a torre da Igreja Matriz. As árvores: lado esquerdo, ramos de salgueiro; ao centro e fundo, marmeleiros e freixo. À direita, figueira de pingo mel, diospireiro e romãzeira. O poço que o Pai mandou construir e em que também trabalhou, juntamente com Ti Marcelino e Padrinho Joaquim. Talvez mais alguém que não sei. Nos finais dos anos setenta.

 

Eleições Autárquicas 2021 - Campanha(s)

Haja Paciência!

Grafiti Almada. Foto Original. 2019.07.13.jpg

Anda tudo numa grande azáfama, por aí.  Não haverá localidade deste nosso País em que não andem caravanas de candidatos a cargos e funções em freguesias, câmaras.

É bom sinal, que é uma forma de exercício da Democracia.

Mas… por outro lado, será apenas uma perceção minha, ou muito boa e santa gente anda por ali mais para ganhar protagonismo? Para dar nas vistas? Para eventuais e futuras benesses?!

Faz-me confusão que haja câmaras, com candidaturas até à dezena ou quase.

As promessas são mais que muitas. Anda por aí uma “bazuca” que é uma espécie de varinha de condão. Vai permitir fazer tudo e mais alguma coisa. De repente vão surgir verbas de todo o lado e vai-se construir tudo o desejado e pensado. Até os sonhos mais sonhados vão ser realidade a curto prazo.

Tanta publicidade. Tanta papelada. Tantos outdoors. Chamar-lhes ia antes “fora de portas”. Porque são um exagero. Não vejo necessidade de tanta poluição visual.

Costa Caparica. Foto original. 2020.08.24.jpg

Numa das minhas Cidades, “Cidade de Rio e de Mar”, para além desses fora de portas há uma quantidade de “outDores” anunciando “Obra” em todo e mais algum “buraco” que esteja espalhado pelo Concelho. Alguns desses “buracos” são monos que por ali estão, há dezenas de anos, englobando vários períodos de gestão autárquica.

Pois, em todos, caso ganhe determinada força política e candidata… “Vamos ter obra”! É só obrar!

E não gostando de ver tantos e tantos cartazes e outdoors, menos gosto ainda de ver cartazes rasgados ou grafitados. Pese embora eles possam ser realmente exagerados em quantidade e enormidade. Mas não devem ser destruídos.

E, sim, logo que acabe a campanha eleitoral, devem ser removidos o mais rápido que puderem. O que muita vez não acontece, que ficam por ali esquecidos.

Portalegre. Foto original. 2021.04.05.jpg

Noutra das minhas Cidades, “Cidade de Régio”, na 5ª feira ao final da manhã, deparei-me com uma caravana que subia a “Rua do Comércio”, mesmo ao cimo, para lá do Conservatório. Muita gente jovem, por sinal.

(Agora, muita juventude adere a algumas forças políticas, mais ligadas ao Poder. Dizem que é uma forma de se “aparelharem”. Dizem!)

Desviei-me. Segui pela “Rua da Paciência”. Sugestivo o nome!

Sobre a “Rua do Comércio”, é como quem diz. Que essa nomenclatura é para apenas uma parte dela e o comércio já se foi, há muito.

E não é de agora. Nem das últimas eleições. Foi um derivar do comércio para as proximidades da “Zona Industrial”. Decisões de há anos…Onde concentraram uma data de grandes superfícies.

Para os Senhores e Senhoras Candidatos/as, já deixei sugestões noutros postais.

Portalegre. Foto original. 2021.02.16.jpg

Por agora e por aqui me fico. Ficam as mensagens. Esperemos que os mensageiros as levem aos destinos certos!

Portalegre. Foto original. 2021.06.14.jpg

Obrigado pela sua atenção e votos de muita Saúde! 

Portalegre. Foto original. 2021.06.14.jpg

 

 

Homenagem a José Régio – 120º Aniversário

Casa - Museu José Régio – Portalegre

17 de Setembro – 17h 30’

José Régio estátua. Foto Original. 2021.01.15.jpg

Texto de Convite recebido, a partir da Direção de Casa Museu:

“A Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Maria Adelaide de Aguiar Marques Teixeira tem a honra de convidar V. Exª para a homenagem a José Régio no 120º aniversário do seu nascimento, 17 de setembro, com a apresentação do livro Quando minh'alma fala, a sua voz é um grito- a coleção de Cristos nas casas de José Régio, com textos de José Régio e fotografia de Adalrich Malzbender, pelo Professor Fernando J.B. Martinho e reedição da Confissão de um Homem Religioso de José Régio, editados pela Opera Omnia.

Casa Museu José Régio, 17h30.”

*******

Muitíssimo Obrigado pela atenção.

Presto também a minha Homenagem ao insigne Poeta e à “Cidade de Régio”, transcrevendo um Poema de seu livro “BIOGRAFIA”.

Lírio roxo e Cidade. Foto Original. 2021.03.05.jpg

CRISTO

 

Quando eu nasci, Senhor! já tu lá estavas,

Crucificado, lívido, esquecido.

Não respondeste, pois, ao meu gemido,

Que há muito tempo já que não falavas.

 

Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,

Alevantando ao ar fumo e alarido.

E a tua benta Cruz de Deus vencido,

Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!

 

A turba veio então, seguiu-me os rastros;

E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,

E dos braços da Cruz fizeram mastros…

 

Senhor! eis-me vencido e tolerado:

Resta-me abrir os braços a teu lado,

E apodrecer contigo à luz dos astros!

 

In. “BIOGRAFIA” – José Régio – OBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 71/72. (1ª Edição 1929)

 

*******

Li este Poema “Cristo”, na “Casa Museu José Régio”, em Portalegre, em Novembro de 2019. Ao lado de célebre "Cristo" exposto, destacado na Casa. Numa visita guiada, enquadrada num evento organizado na Cidade, associado à Enologia e diversificando-se por vários edifícios públicos.

 

Estremoz a “Património Mundial”!

Surpreende-se?! É só olhar a Cidade, com olhos de ver!

Calçada artística. Foto Original. 2021.01.05. jpg

Volto aos postais anteriores, o 962 e o 963, para alinhar um terceiro. (Isto já parece de “Irmãos Metralha”!)

Nesses postais, respetivamente “Concerto" de buzinaseManifestação” de Camionistas…, referi, por várias vezes, o célebre “Lago do Gadanha”.

Lago do Gadanha. Foto original. 2021.06.20.jpg

Sabia que tinha umas fotos sobre o dito cujo, mas não as consegui localizar no computador. Ainda as tinha no telemóvel, com uma enormidade de muitas outras, que isto de ter “aprendido?!” a lidar com o telemóvel e a funcionalidade “fotos” é no que dá.

Com a possibilidade de aceder às ditas, pensei em anexá-las aos postais anteriores ou então criar um postal novo, o 964! (Metralhices!)

Optei pela segunda alternativa, até porque pretendo expor uma ideia sobre a Cidade, que já congemino há algum tempo.

Prédio e mármore. Foto original. 2021.01.05.jpg

(Questionar-me-á, Caro/a Leitor/a, porque me interesso por Estremoz, não sendo a minha terra, nem concelho, nem sequer distrito.

Bem… antes de tudo o mais, porque gosto de opinar sobre assuntos que são importantes. Ademais positivos.

E… Estremoz é Alentejo, ou não?! Portanto, fica enquadrada completamente na temática “Aquém- Tejo”. E “aquém”, sendo um advérbio de lugar, exprime também um sentido ou sentimento de proximidade. Todos os assuntos que me interessem gosto de os expor no blogue.

Por isso ele aborda temáticas tão diversificadas. “São feitios..”

Obrigado pela sua atenção.)

Calçada artística. Foto original. 2021.01.05.jpg

Vamos ao fundamental.

Quem conhecer Estremoz, melhor do que eu, que é mais de passagem, há dezenas de anos, sabe que é uma localidade, na sua globalidade arquitetural, histórica, social, deveras interessante. Muito peculiar. O seu contexto geográfico, as encruzilhadas da História que nela perpassam, a Cultura, os vários espaços museológicos, as tradições… A Agricultura… Eu sei lá…que pouco sei.

Também saberá, que a Cidade tem um dos seus elementos patrimoniais de relevância, os “Bonecos de Estremoz”, considerado como “Património Mundial”.

Pois, é por aí. Como refere o título.

Considero que Estremoz merece ser “trabalhada” no sentido de ser elevada à categoria de “Património Mundial”.

Como?!

Bem, na Cidade ou “arredores”, haverá quem sabe bem mais do que eu sobre o assunto. Que sou leigo na matéria. Apenas sou um observador das realidades que nos cercam e, observando, “lendo” sobre o que aos nossos olhos essa realidade nos mostra, procuro construir propostas positivas sobre o que nos rodeia.

Tenho dito! A ideia está lançada. Quem puder, quiser, tiver condições para tal, que nela pegue e lhe dê a consequente estruturação.

(Não precisam de pagar nada. É de graça. Mas estou mesmo a falar a sério!)

Fachada de edifício. Foto original. 2021.01.05.jpg

A base de estruturação dessa candidatura?! O elo, o cerne fundamental de organização desse objetivo?!

Pois, Caro/a Leitor/a, reparou que em várias imagens está retratado o chão que pisamos. E alguns edifícios característicos. (Faltam os de “Arte Nova”, únicos e icónicos!)

E o que é que Estremoz tem debaixo do chão que pisamos e tem sido a grande base da sua riqueza, para além da Agricultura?!

Pois, exatamente, o Mármore! Esse deverá ser precisamente o “leitmotiv” desse Projeto.

Lancem-se à Obra! SFF!

Obrigado por me ler até aqui e votos de muita e Santa Saúde!

 

 

“Manifestação” de Camionistas em Estremoz!

Valha-nos a Santa “Internete”!

(Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes)

 

Entretanto, ainda ontem, já quase meia-noite, voltei à net a pesquisar.

“Manifestação de camionistas em Estremoz”.

Entre outras ligações, surgiu-me esta: Truck Festival”.

É caso para dizer que tanto barulho, tamanha chinfrineira, tal aparato, era para este “festival”. Festival de barulheira é o que foi!

E, eu, na minha” ilusão / ignorância”, a pensar que o pessoal reivindicava melhores acessos à Cidade! Santo Deus! Santa Internete!

Todavia, resolvi manter o texto escrito e, hoje, publicá-lo.

Este segundo postal pretende esclarecer o anterior.

E é caso para se dizer que, neste nosso querido País, se “distrai o pagode” com estes aparatos, enquanto os problemas fundamentais são mantidos “debaixo do tapete”!

Valham-nos as Santas Rotundas!

E lembrar, reforçado pelo facto de estarmos em campanhas eleitorais, de vir aí uma tal de “Bazuca”, ainda mais barulhenta que os buzinões, da importância de os vários municípios pensarem em “Obras” intermunicipais, de dimensão até nacional.

Senhores Autarcas,

Não se esqueçam do IP2 e dos vários estrangulamentos que tem no Norte Alentejano e que tardam em serem resolvidos.

  • Atravessamento dos Fortios: uma variante,
  • Cruzamento de Alagoa / Flor da Rosa,
  • Entrada em Portalegre,
  • Viaduto sobre a Linha de Leste, na respetiva estação de Portalegre,
  • Variante de Estremoz, a das célebres rotundas.

São troços mais do que necessários.

E, porque não reativar, melhorar devidamente a Linha do Leste, para passageiros e também para mercadorias?!

Estruturá-la, de modo que os milhares de contentores, que todos os dias e noites “circulam” por Estremoz – Vimieiro – Arraiolos – Montemor, idos e vindos de Lisboa e Badajoz, passem a ser transportados por via férrea, devidamente eletrificada e recuperada, de modo a retirar trânsito das estradas?

(Isto questiono eu, que nada sei! Valha-me a Santa Ignorância!)

 

Obrigado pela atenção. E votos de muita e Santa Saúde!

 

Concerto de buzinas!

Um buzinão de camionistas em Estremoz.

 

Sábado, 11/09, já depois das vinte horas, já sol-posto, ocorrido aos vinte para as oito.

Estacionados no célebre Largo Central de Estremoz, esse enorme e abrangente espaço, cujo nome desconheço, mas que é dominante e marcante na Cidade.

Começámos a ouvir buzinas e mais buzinas, e o aparecimento de camiões de mercadorias, sem as ditas cujas, sem os contentores, sem os atrelados, apenas com a estrutura fundamental dos veículos, provenientes do lado Leste, em marcha lenta. Entrando para a rua que bordeja precisamente o lado Nascente do Largo, continuando pelo lado Sul, infletindo para a banda Oeste e prosseguindo para o Largo do Gadanha. Tão ou ainda mais célebre que o Largo anterior. (No Gadanha, pontifica um tanque enorme, centenário e uma imagem de um Homem ou um Anjo (?), com a célebre Gadanha, simbologia da Morte!)

Pois, os camionistas, sempre apertando as buzinas, uma barulheira infernal, quase apocalíptica, as trombetas da Morte em modo atual, aqueles camiões enormes, os condutores, lá no alto, nas cabinas, quais Cavaleiros do Apocalipse, às dezenas, quiçá, na escala centenária, levaram mais de meia hora a contornarem o Largo, que nunca mais acabavam de vir de Nascente, dar a volta ao Largo e prosseguirem como que a homenagear o "Gadanha"!

Que fariam? Qual a origem ou significado do protesto? (Que de tal se trataria?!) Que manifestação seria aquela? Que reivindicariam? O que pretendiam contestar? Verbas da bazuca tão apregoada? Tão, ou ainda mais barulhenta que a chinfrineira que faziam?! Não consegui saber, não pude perguntar-lhes que tão lá no alto cavalgavam o Destino. Sou péssimo repórter, nem pretendo ser tal. Não questionei ninguém sobre o assunto. Não consegui encontrar nada na net sobre o tema.

Eu, na minha mania de supor coisas, supus que eles pretenderiam alertar para a necessidade imperiosa de se construir uma variante alternativa à estrada que têm de atravessar todos os dias, eles e todos os automobilistas que provenientes de Espanha, especialmente de Lisboa pretendam seguir para Norte, para o Distrito de Portalegre e vice-versa. Que se veem na contingência de atravessar a Cidade e contarem as rotundas, cada uma mais “maluca” que as outras, algumas totalmente desnecessárias, perigosas até. Uma obra tão ou mais imperiosa para a Cidade e respetivos habitantes, que bem dispensariam esse tráfego diário, que há mais de trinta anos já deveria ter sido desviado para uma alternativa – variante, a Oeste da Cidade. Que quanto mais se atrasar, mais serão os custos inerentes.

Construir essa variante e resolver todos os constrangimentos que afetam o IP2. Aí estaria uma excelente aplicação dessa “bazuca” sobre que tanto se apregoa.

E Estremoz merece mais e melhor! E Portugal também!

E será que era essa a motivação e objetivo daquela manifestação tão ruidosa e aparatosa? A lembrar uma invasão por tropas estrangeiras?!

Não sei! Mas se tiver sido, têm o meu total e completo apoio. É imperioso e urgente construir tal variante.

 

(Paralelamente estava previsto um concerto, presumo de uma Banda Filarmónica, a decorrer num palco instalado precisamente a Leste do Lago do “Gadanha”. Se há música que me empolga, me emociona, é a de uma Banda Filarmónica.

Nos largos e ruas envolventes do Lago, há variados restaurantes, diversas esplanadas, que, com a Covid, “invadiram” tudo quanto é lugar disponível. Cheias de gente. Gente por todo o lado. Atraídos pelo concerto? Pelo buzinão dos camionistas? Um mar de gente! Num modo, de como se não houvesse o Corona à solta!)

 

Haja Saúde! Muita!

E porque seria o buzinão?!

 

A Luz e a escuridão!

A Luz é sempre melhor que a escuridão!

Sugestões / Pedidos / Propostas.

Hoje, no blogue Aquém-Tejo, coloco alguns assuntos, simples pedidos / sugestões / propostas, que tenho efetuado aos Órgãos Autárquicos da minha Aldeia. Concretamente à respetiva Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

Coisas bem simples, mas que parecem quase transcendentes, dado que não sendo a primeira vez que formulo esses pedidos / sugestões eles tardam em serem realizados.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.02. jpg

Sugestão de colocação de uma lâmpada no poste, junto ao quintal de Drº Agostinho. Onde?! Na antigamente designada “Azinhaga da Atafona”, atualmente nomeada por “Travessa do Fundão”.  No local onde ela se “cruza” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”, a “Azinhaga Estreitinha” e a “Azinhaga” que liga para a Fonte e Ribeira do Salto e para a Ribeira da Lavandeira.

Da primeira vez que fiz estes pedidos, julgo que em 2017/18, não obtive qualquer resposta.

Ao pedido efetuado este ano, 25/06, a Junta de Freguesia teve a amabilidade de me responder. Ainda espero resposta da Câmara.

Tenho hesitado muito em trazer estes assuntos ao blogue, porque não gosto de escrever “coisas negativas” sobre a minha Aldeia. Aquém Tejo tem vários postais sobre Aldeia e, neles, valorizando o que Aldeia tem de bom.

Sim, porque uma aldeia, por ser aldeia, não tem menos importância ou valor que uma cidade por ser cidade. Adiante…

Mas com este tardar em levar a cabo uma coisa tão simples como colocar uma lâmpada num poste, até eu me farto às vezes de ser aldeão!

E farta-me que neste País se julgue que é apenas Lisboa que conte. Que tanto dinheiro aí se gaste, muitas vezes a fazer e desfazer obras anteriores… E o Porto, vamos lá.

E o Interior seja esquecido. Mas se no Interior os agentes privados e públicos também se esquecem de pugnar por coisas tão simples… Depois, admiramo-nos que os mandantes deste país só se lembrem de Lisboa. Que está como está, diga-se.

E, sim, tratem lá de colocar uma lâmpada no poste. A Luz é sempre melhor que a escuridão!

 

Outros assuntos que também abordei:

Cruzamento Azinhagas. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Estruturação de forma mais definitiva do espaço no “cruzamento” mencionado.

Isto é, em vez de colocarem entulhos e areão, pavimentarem com alcatrão ou eventualmente calçada. E um sistema de escoamento das águas pluviais.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

E diligenciarem no sentido de que os particulares limpem os quintais abandonados, na localidade. E terrenos circundantes. Porque da Aldeia são também os terrenos que a rodeiam.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

Nos pedidos efetuados, ilustrei e documentei com fotos, que acompanham também este postal. São de Maio. Agora as ervas estão secas. A serem cortadas com máquinas, todo o cuidado é pouco. À data referida, o respetivo corte estaria mais facilitado e menos perigoso.

Haja Saúde! Muita! E Cuidados: com os fogos e os focos. De Covid!

*******

P. S. – Este postal, específico sobre Aldeia da Mata, será, provavelmente, o último deste teor a figurar em “Aquém-Tejo”. Ontem, “criei” um blogue especialmente destinado à localidade: “Apeadeiro da Mata”. Aí figurarão os assuntos respetivos. Obrigado.

 

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