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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

A Paz, não a guerra!

Um "pedido" sem destino?!

 

Povos não querem guerra, querem paz!

Tu, que mandas, reflete, sê audaz

Manda retroceder, volver atrás

Tropas invasoras, que és capaz!

 

Tens poder e dever de emendar

Mal que fizeste ao despoletar

Guerra, que levaste a tanto lar                                                                                                                

Por terra, céu e até pelo mar!

 

Ucrânia é país independente

Não poderá ficar eternamente

Submetida a ambição prepotente!

 

Fazer cada dia a Paz, não a guerra

Que só destruição ela encerra.

Queremos Paz e concórdia na Terra!

 

Ataques-e-mais-ataques!

Futsal - Geografia - História - Geopolítica!

Na-guerra-o-preconceito-racial

Ataques e mais ataques!

Quase uma histeria!

Nestas minhas intermitências de escritas nos blogues, outros afazeres(!), ocorre-me questionar sobre o que escrever.

Sobre o hipotético, plausível, possível, inverosímil, invisível, atentado na Faculdade de Ciências, que poderia ter ocorrido na passada sexta-feira, dia 11 de Fevereiro? Sobre tanta conversa, tanta histeria informativa, tanta verborreia supostamente noticiosa, provavelmente informativa?! Sobre tanto comentário, análise de tantos e tão variados especialistas nos assuntos centrais e colaterais, tanta especulação desinformada?! Sobre a devassa familiar de pessoas pacatas, desassossegadas por tanta barulheira comunicacional, tanto alarido descontextualizado, porque apressado?! Um plano de “ataque terrorista” tão pueril, de cinco minutos de ação e subsequente fuga no próximo autocarro?! Tantas facas e apetrechos para apenas duas mãos sós?! Adiante…

Sobre o, de facto possível, ataque de forças russas à Ucrânia?! Esta, uma situação que tanto lembra os anos imediatamente antecedentes ao início da segunda guerra mundial?

Sobre o ataque cibernético à Vodafone, que nos reporta para a fragilidade destas nossas vidas dependentes das novas tecnologias a que acedemos por um simples clique, mas de que igualmente nos podem suspender, de condições básicas de vida, também por um simples clicar?!

Dos ataques desse “bicho espertalhão” que por aí circula e nos atormenta há dois anos?

Das jogatanas de futebóis, acabando à porrada, imagem de um desporto que merece mais e melhor de todos os envolvidos? (Direções de clubes, jogadores, técnicos, árbitros, espetadores, claques, federações desportivas? Todos!)

 

Não! Do que eu quero falar, melhor, escrever, noticiar, é sobre algo tão simples que aconteceu ontem. Choveu! Pouco, nalguns sítios quase nada, mas choveu. E que falta a chuva faz!

Mas choveu tão pouco, que só deu para fazer uma quadra!

 

Cheguei ontem, ansiosa

Mal cheguei, me fui embora

Sou a água pluviosa

Faço falta a toda a hora!

 

P.S. – Fotos?! Estou em fase restritiva. Só uso fotos quando elas são estritamente necessárias. E, preferencialmente, apenas uma.

E, ainda: Todos os dias são “Dias dos Namorados”!

 

«Momento de Poesia - Num Navio a Passar»


«É só embarcar

Poesia»

«NUM NAVIO A PASSAR»

de R.A.R.

 

«Que saudade é esta de momentos que não tive

Sentimento preso de beijos perdidos?

Que vontade urgente é esta, de abraçar

Dizer o que ninguém ouviu nem sentiu?

Na viagem dum navio que se afasta

Largando fumo que, lento, se esvanece

Como ave que ao longe desaparece

Música que aos poucos se esvai

O navio de memórias assim vai…

Nem quando floria

Nem quando aquecia

Nem quando folha caía

E o triste frio enrijecia

O navio, sempre, prosseguia…

Na rota houve fome, houve sede

Medo, lutas, solidão

Gritos surdos de um Munch

Fantasias de Disney

Doces contos de encantar

Hollywood a despertar

Paris, alma com alegrias,

Poesia, romance, coração e cantigas

E o navio sem parar, sem parar…

Aqui há comédia, drama, suspense e mistério.

Agatha Christie, ninho de intrigas.

Sem terra à vista, onde é possível sonhar

Tudo aquilo que se sabe e predestina…

Como a viagem fascina!»

 

 

«ROLANDO AMADO RAIMUNDO

12 DE JANEIRO DE 2022»

 

(Hoje, neste postal nº 1026, voltamos à Poesia.

Não de minha autoria, que ando desinspirado, mas de Poeta Amigo: R.A.R.

Espero que aprecie, Caro/a Leitor/a.

Muita Saúde e Muito Obrigado!)

 

Futsal – Geografia – História – Geopolítica

Portugal – Espanha – Ucrânia - Rússia

Reflexões: Manias minhas e pretensiosismos!

 

Decorreu, hoje, na Holanda, cidade de Amsterdão, o jogo Portugal – Rússia, final do Campeonato Europeu de Futsal. Portugal ganhou por 4 – 2.

Não vi este jogo, mas na 6ª feira passada, dia quatro, vi o término da meia-final entre Portugal e Espanha e gostei. Penso que foi a primeira vez que me fixei num jogo de futsal. Muita rapidez, passes, não há bolas presas ou paradas, poucos tempos mortos. O espaço é curto, parece um jogo de tabuleiro, os jogadores entrosam-se, passam a bola, atacam, contra-atacam. Andam num virote!

Mas eu não queria falar do jogo propriamente dito.

 

Interessante que a outra meia-final fora entre Ucrânia e Rússia, tendo vencido esta última. Peculiar, dada a situação geopolítica e militar vivida por estes dois estados, aparentemente, à beira de um confronto militar. Seria bom que se ativessem apenas nestes duelos desportivos. Que os povos não querem guerras.

Quero abordar, brevemente, alguns aspetos culturais, extra futebol.

Numa perspetiva geográfica, nestas duas meias-finais, defrontaram-se os dois países do extremo ocidental da Europa e os dois do extremo oriental!

 

Em termos históricos, a situação de “guerra iminente” entre os dois Países de Leste, viveram-na Portugal e Espanha ao longo de séculos, “às turras”, desde o início da nacionalidade. Portugal construiu a sua identidade nacionalista, em confronto com os Reinos seus vizinhos, que estariam na base de Espanha. Inicialmente, séc. XII, contra o reino de Leão; mais tarde, séc. XIV, XV, contra Castela; a partir do séc. XVI, constituída a identidade de Reino de Espanha, contra este. Inclusive, perdendo a independência e formando um reino único, de 1580 a 1640, ano de Restauração da Independência. As guerras da Restauração, no séc. XVII, consolidaram esse estatuto. Mas no séc. XVIII continuaram os reinos em confronto, sob diversos pretextos e motivos, nomeadamente sucessões dinásticas, posse de territórios, inclusive na América do Sul. A última guerra entre os reinos de Portugal e Espanha penso que foi a Guerra das Laranjas, em 1801. Em que Portugal perdeu o território de Olivença, situação de facto, mas nunca reconhecida legalmente por Portugal. (Guerras subsequentes em que Portugal esteve envolvido, não tiveram a ver com Espanha. Nem propriamente as invasões francesas, embora a dita das “Laranjas”, as tivesse de algum modo prenunciado!)

 

Estas reflexões têm a ver com o que vivem os dois Povos e Estados de Leste, que também têm uma História intrincada de pertenças e desavenças, ao longo de séculos. Culminando nesta situação complicada, envolvendo a comunidade internacional à escala planetária, dado que as grandes potências mundiais intervêm na situação. Nada que se compare, em escala, com o que aconteceu entre os Reinos Ibéricos, ao longo de oito séculos. Embora no século XVI estes fossem, digamos, as superpotências mundiais!

 

Seria fundamental que os Estados cingissem os seus confrontos ao Desporto, como forma de sublimação das suas desavenças!

Relativamente a esta situação de “guerra iminente” é conveniente estruturar o diálogo. Na minha opinião, mas quem quer saber dela?!, a Ucrânia deverá manter a respetiva independência. Deverá aderir à União Europeia, penso que ganham os diversos povos envolvidos. Mas não deve aderir à NATO. Deveria ser um Estado neutral, tampão entre União Europeia e Rússia.

Manias minhas? Pretensiosismos?!

Muito Obrigado e muita Saúde!

Parabéns à Equipa Portuguesa. Parabéns às outras Equipas!

 

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