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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Descortiçamento: Um Sobreirão!

Ervedal – Aldeia da Mata – 15/06/22

Sobreiro centenário. Foto original. 2022.06.15. jpg

Estou quase a encerrar este ciclo sobre “Descortiçamento”, no Ervedal, em Aldeia da Mata. Tarefa agroflorestal por demais icónica!

Realizada em propriedade nossa e também no Ervedal do Srº José Mendes, atualmente dos herdeiros.

Neste postal nº 1057, documento com foto  de um sobreiro situado na linda das propriedades, mas na parte dos terrenos anteriormente mencionados. São geralmente sobreiros melhores e mais antigos.

Este, que tutela o texto, terá cerca de cento e cinquenta anos, segundo me informou o eng. Nuno. Na respetiva tirada, na ação propriamente extrativa, envolveu três tiradores da cortiça, dois dos quais subiram ao sobreiro, conforme documenta a escada.

Fiz um vídeo sobre as várias fases do processo. E foi no final desta função que tirei uma foto de conjunto dos envolvidos em todo este “Descortiçamento”.

Foi também quando entrevistei o empresário João Alves e o filho, eng. Nuno Figueiredo. Os outros artistas não quiseram ser entrevistados. Estava na hora da bucha e de ligeiro descanso e descontração. Estavam visivelmente exaustos! Eram cerca das nove horas.

Acabei por não lhes perguntar os nomes, como pretendia. Penso concluir estas crónicas, documentando com foto final, em próximo postal, que pretendo publicar em “Apeadeiro da Mata”. Nomearei aqueles cujo nome sei, pois, por mais tentativas telefónicas que tenha feito, ainda não o consegui.

Mas isso será assunto para outro postal.

Votos de Saúde. De Paz!

Que goze o Verão que parece estar realmente a chegar.

Que, por mim, bem que podia estar primaveril!

Obrigado, por me acompanhar nestas narrativas.

 

Descortiçamento. Uma pipa de massa?!

A saga do Descortiçamento no Ervedal – Aldeia da Mata – Crato

(15 de Junho de 2022)

 

Relativamente a esta tirada da cortiça, Caro/a Leitor/a, dissera eu que poderia ter pensado: “Mas que pipa de massa este gajo terá ganho!”

Lancei essa pergunta em anteriores postais, prometi divulgar o assunto, tanto a “Cheia”, como a “Rykardo”.

Lembro que esta venda a um empresário do ramo, incluiu também uns eucaliptos.

Atentem, meus caros! A verba que recebemos foi, nem mais nem menos, quinhentos euros! Uma fortuna, já se vê!  Nem chega a um ordenado mínimo!

E ainda sobre este descortiçamento de 2022, friso que o empresário, o Sr. João Alves, que conduz a furgoneta onde vai transportando as pranchas de cortiça, traz, nesta faina, cinco pessoas, nas quais se inclui o filho, engenheiro Nuno Figueiredo, que como comentei com o pai “mede meças”!

Esta faina é sazonal e os trabalhadores são temporários nestas funções. Não sei se, além do filho, alguns dos outros profissionais serão efetivos na empresa.

Na data mencionada, a atividade envolveu o conterrâneo António Caetano, um senhor com quem nunca cheguei a falar e mais dois senhores, um da Cunheira, que enquadrei em postal e outro do Crato. Apesar de ter falado com eles, não cheguei a perguntar-lhes os nomes. Pensara fazê-lo numa entrevista final, mas quando surgiu essa possibilidade, no intervalo que efetuaram cerca das nove horas, para breve descanso e uma bucha, eles não quiseram ser entrevistados. Estavam visivelmente extenuados e esfomeados. Naturalmente.

Iniciam o trabalho pelas seis horas da manhã, andam numa lufa-lufa três horas seguidas, fazem essa pausa cerca das nove horas, para comerem e relaxarem um pouco e continuam até às treze horas.

E quanto ganha cada trabalhador?!

Já respondi em comentários, tanto a “Cheia”, como a “Rykardo”.

Ganham cem euros limpos, por dia. E o empresário paga-lhes seguro e segurança social.

O que ronda cerca de 150 euros diários por cada trabalhador.

Estes são assim alguns dados sobre esta atividade tão peculiar.

Descortiçamento Ervedal. Foto original. 2022.06.15.jpg

E porque divulgo nos blogues estas narrativas sobre “Descortiçamento”?!

Porque, nas já algumas dezenas de anos de vida que tenho, este ano foi a primeira vez que assisti a esta faina. Provavelmente nunca mais presenciarei esta atividade!

Cumulativamente, ocorreu em propriedade nossa e em sobreiros que meu Pai e eu semeámos.

A atividade, per si, é por demais digna de relevo, divulgação, registo. É única, sazonal, periódica, merece valorização e ser dada a conhecer. Pena tenho que ainda não consiga deixar registados alguns dos vídeos que gravei!

É um trabalho artesanal, ancestral, quem sabe se, daqui a alguns anos, terá continuidade?! Pouca gente sabe fazer, são profissionais já não muito jovens. A pessoa mais nova está na casa dos quarenta. Os outros cinquenta e sessenta.

A cortiça é uma das nossas especificidades económicas. E até sócio cultural!

Penso que é uma experiência que se devia proporcionar, dar a conhecer a jovens.

E fica registado, para memória futura!

E já agora e também para memória futura:

Em Almada, a Câmara Municipal tem territórios em que há sobreiros enormes que não são descortiçados há anos. E bem que precisam. Lancem-se nessa empreitada. Promovam-na e aproveitem-na sob as múltiplas perspetivas em que pode ser enquadrada. Desenvolverei sobre o assunto, algum dia…

Saúde! E Paz!

E bom Verão! Hoje já se parece um pouco mais consigo mesmo, o Verão. 

 

Descortiçamento: Árvores com História

 Ervedal - Aldeia da Mata

15/06/22

Sobreiros na carreteira. Foto original. 2022.06.15.jpg

Estes sobreiros, recentemente descortiçados, também podem fazer parte da série “Árvores com História”. Ou com histórias!

Como já referi anteriormente, foram semeados pelo meu Pai e por mim. Os que o meu Pai semeou são os melhores. A data da respetiva semeadura, pelo menos os que semeei, terá sido aí por meados ou segunda década de setenta. Ou inícios de oitenta, não tenho certezas. Terão cerca de cinquenta anos. Alguns já foram descortiçados pela segunda vez.

Os que semeei, que me lembre, cerca de oitocentos, fi-lo junto à carreteira, que atravessava a propriedade no sentido longitudinal, Sul /Norte ou vice-versa.

É essa a orientação das várias parcelas das várias propriedades do Ervedal, dos vários donos. Terá sido uma área relativamente extensa, dividida por diferentes proprietários, alguns familiares entre si.

A que nos pertence atualmente, já referi, foi herda, após as partilhas da minha Avó paterna, mas que a herdara do meu Avô Manuel. Não conheci este meu ascendente. Morreu tinha o meu Pai 16 anos. Certamente em 1942, em plena 2ª guerra mundial! Mas adiante… que andamos noutra guerra

A propriedade a Leste da nossa era de um Tio do meu Pai, de que me lembro muito bem dele, ainda nos idos de sessenta e setenta. Era conhecido por “Ti Cruzado”! Os herdeiros venderam-na. Já passou por mais que um proprietário.

(No respeitante às propriedades que circundam a Aldeia e outras localidades do concelho do Crato, intrigam-me os impactos da célebre extinção das Ordens Religiosas, em 1834, na alienação dos territórios que eram pertença dessas Ordens.

Como terá ocorrido? Quem os terá adquirido?)

Mas estou-me a perder do cerne da narrativa.

Dessas cerca de oito centenas de sobros, muitos não nasceram, outros foram medrando lentamente, o gado foi comendo vários. Muitos foram morrendo, entretanto. Algo que acontece a muitas árvores da família de “quercus”, sejam sobreiros, azinheiras ou carvalhos.

Alguns permitiram a retirada da cortiça. A foto inicial exemplifica alguns.

A terra onde os semeei, sempre no lado Oeste da carreteira, não era a melhor da propriedade, por isso o respetivo desenvolvimento foi sempre problemático.

Sobreiro do Pai. Foto original. 2022.06.15.jpg

Os que o meu Pai semeou, em melhores terras, também medraram melhor.

(A 2ª foto mostra um exemplar, com retirada de cortiça já secundina ou mesmo já na terceira tirada.)

Mas relativamente a esta tirada da cortiça, o/a Caro/a Leitor/a, há de pensar: “Mas que pipa de massa este gajo terá ganho!”

É legítimo esse pensamento, pois, habitualmente, no “nosso” Alentejo, faz-se ou fazia-se essa associação entre tirada de cortiça e umas brasas de notas.

Mas Caro/a Leitor/a vai desculpar-me, mas ainda não divulgo.

Fica para próximo postal.

Obrigado pela sua atenção. E paciência.

Saúde, Paz e bom Verão!

*******

P.S. – A propósito de Verão, hoje o dia amanheceu com um ar mais primaveril, que de veraneio. Chuviscou, inclusive, aqui pelo Norte Alentejano!

Também, hoje, sábado, 25/06/22, ouvi o “Gentes da Gente”, dedicado ao Colega e Amigo, Professor João Banheiro.

Parabéns ao entrevistado, ao entrevistador, Sr. César Azeitona, à Rádio Portalegre. Obrigado, também.

 

Descortiçamento: Trabalho Agrícola peculiar!

Ervedal – Aldeia da Mata – 15 junho 2022

Descortiçamento. Ervedal. Foto Original. 2022.06.15.jpg

Volto a escrever sobre esta atividade agrícola tão peculiar.

Ao observarmos estes trabalhadores a desenvolverem esta labuta, há algo que se releva de imediato. Para além do esforço físico exigido, a maestria do desempenho, o empenhamento e cuidados que se observam, esta tarefa é puramente humana, com recurso a um instrumento elementar: a machadinha. Basicamente temos: a Árvore, o Homem e a Ferramenta! Uma interação entre três elementos, numa luta desigual, em que o sobreiro, numa postura aparentemente passiva, premeia a capacidade do profissional que o enfrenta neste combate. Ofertando-lhe, como prémio, a preciosidade da sua casca, da sua couraça protetora: a cortiça!

A tecnologia é por demais rudimentar. Apenas a machada. Ela mesma também tão original e tão adaptada à função a exercer e à dimensão do seu possuidor e dono. A lâmina de corte é em forma de meia-lua. Para, ao cortar, ao vincar os cortes longitudinais ou transversais, ao descascar, permitir o descasque, sem ferir, sem magoar a planta. É uma ação de luta, mas também se vislumbram sentimentos de carinho, de consideração, ousaria dizer até de amor pela árvore, que resiste, mas também se entrega a quem a abraça, sim, para medir o tronco, conhecer as possibilidades de agir ou não, também se abraçam as árvores! E sempre, sempre, o ser humano - o trabalhador; o ser vegetal e o utensílio humano aliado à sabedoria, à técnica, ao fazer, ao saber fazer. Ancestral! Medieval! Centenário! Milenar?!

O cabo de madeira, de azinho(?), termina não cilindricamente, mas num espigão, para penetrar a casca, para a descascar, retirar a cortiça do tronco, sem o ferir. Com a machadinha, tanto se usa a lâmina, quanto o espigão, numa alternância funcional, para se obter o resultado final: o sobreiro descascado, descortiçado. Descortiçamento!

Finalizando este postal: num mundo em que a tecnologia invadiu todos os modos de produção, seja na agricultura, na pecuária, agropecuária, agroindústria, em todas as indústrias, em todos os setores económicos: secundário, terciário; esta função, labuta, faina agrícola, mantém-se artesanal. Artística, até!

Até quando?! Até quando haverá Homens capazes de exercer este mister ancestral?!

(Esta pergunta, dúvida, inquietação, foi-me transmitida, de certo modo, pelas vozes de alguns dos intervenientes neste processo, quando fomos conversando.)

(Apresento mais uma foto documental, em que se observam dois dos intervenientes diretos: o Eng. Nuno, da Sertã e outro senhor, da Cunheira, de que ainda não consegui saber o nome. E as respetivas machadinhas em funcionamento, labutando com o sobreiro. Também se repara noutro senhor, do Crato, que se encarregava de acarretar as pranchas da preciosa cortiça para a camioneta. Aqui, sim, já as modernidades são usadas, há décadas. Não os antigos carros de bois, até aos anos cinquenta, quiçá inícios de sessenta, do século XX, mas as furgonetas.)

Ainda apresentarei foto global com todos os participantes, interventores diretos ou não.

Obrigado e Saúde!

*******

Hoje, terceiro dia de Verão, este vem envergonhadíssimo! Que até no Alentejo chove! Mais parece uma Primavera retardada. Um mês de Março ludibriado!

 

Saúde! Saúde! Saúde!

Acudam ao Serviço Nacional de Saúde!

 

Saúde é um desiderato que todos almejamos nas nossas vidas. Ninguém quer ter falta de saúde. Mas poderá o Serviço Nacional de Saúde- SNS - estar com falta de saúde?!

É por demais evidente que sim. Que a cura passa por “planos de contingência”? Obviamente que não, apenas por esses meios. Cuidados paliativos poderão ou não remediar, mas não resolverão as questões de fundo. São necessárias medidas estruturais, que permitam ao SNS desempenhar cabalmente as funções para que foi criado. Não me questionem sobre que medidas cirúrgicas ele necessitará, também não tenho essa pretensão, nem conhecimento.

Mas do que observo, mesmo no meu dia-a-dia, verifico que há situações gritantes que pedem resoluções capazes de estruturação a médio e longo prazos.

Imagine-se um Concelho do Interior com oito localidades, nem todas freguesias autónomas, mas distantes uma a duas dezenas de quilómetros da sede de concelho e apenas um médico de família!

Situações destas replicam-se por esse país fora.

Como resolver este assunto?!

Há certamente medidas a tomar. E este exemplo é apenas um dos aspetos em que o serviço público de saúde está a falhar.

Acudam ao SNS.

Este Governo tem essa obrigação.

De pensar e resolver estruturalmente este assunto.

*******

P.S. - O Verão, que começou ontem, aparece envergonhado?! Por mim, pode continuar assim, fresco. Só que esta noite choveu. E a chuva, nesta época, faz mais bem ou mais mal?!

Saúde e Paz!

 

Covid… nunca mais vai acabar!

Covid e mais Covid! A “nossa” responsabilidade!

 Em tempos escrevi, poetando “… que isto da covid / vai um dia acabar!”

Ainda em 2020, quando realmente acreditava que isso iria acontecer.

 

Passados estes dois anos em que o bicho anda e ciranda, por aqui e por ali, para cima e para baixo e não arreda pé, eu já não acredito que isso venha a ocorrer! Até receio que nunca mais vá acabar. Foi uma “Caixa de Pandora” que abriram, lá para a China, mas que nunca mais vão conseguir fechar. É este o meu receio e a minha perceção, atualmente.

Mais tarde ou mais cedo vai bater à porta de qualquer um, “vá de retro…”, que não o queremos por cá, mas ninguém está livre de isso lhe acontecer.

Se poderia haver alguma diminuição da probabilidade dessa ocorrência? Creio que sim! Qualquer pessoa observa, haver uma correlação direta entre a falta de cuidados das populações e a disseminação do bicho.

Reportando-nos a Portugal que é o observatório que temos disponível, verificamos que logo que acontecem as festanças dos eFes ou outras, em que se aglomeram milhares e milhares de pessoas, sem quaisquer cuidados, logo o número de casos aumenta.

São as urgências dos hospitais que entopem, porque o pessoal pode não ter cuidado quando anda no regabofe a bater a chocalha, abanando o capacete, mas mal tem leves dores de cabeça não se coíbe de marchar ao São João, à Santa Maria.

Valha-nos a Santa! É o que é, e o pessoal não tem mesmo cura. Nem a covid acaba!

Mas adiante… Sabemos que o Ser Humano, por natureza, é um “ser eminentemente social” e bem pode pregar Frei Tomás, que isto não vai, nem com Ferrabrás! Nem prá frente nem pra trás. Está sempre na mesma.

Também as nossas governanças persistem em manter posturas incoerentes sobre medidas preventivas.

Nem preciso especificar, mas o caso do uso das máscaras tem sido paradigmático.

Que nós também podemos e devemos saber agir. Sim!

Podemos e devemos.  Mas é escusado gastar o meu latim, de que aliás pouco sei. Isto vai andar tudo ao molho…

Até lá, resguarde-se, SFF! Que vem aí o São João.

E começou, hoje, o Verão. Fresco! Com ar primaveril. Que assim continue, fresco. Já basta a falta de água…!

Saúde e Paz!

 

Os Ninhos no “Quintal de Cima” – Aldeia da Mata

Mas que raio de passarita terá sido a dona destes ovitos?!

 

O “Quintal de Cima”, ainda que de nome quintal, funciona muito mais como jardim. Tem um reportório interessante de várias plantas designadas de “flores”, porque é essa a sua principal finalidade. As roseiras têm um especial destaque, produzindo belos exemplares de rosas, de várias tipologias, muitas delas já documentadas nos blogues.

Têm várias árvores frutíferas, arbustos mais ou menos ornamentais. Ervas de cheiros. E flores, já disse.

Para além de atrair variedade de insetos, funciona todos os anos como maternidade para a passarada. Que estabelecem os seus ninhos nas diferentes árvores e arbustos. As heras são um local predileto de nidificação e de pernoita. Os melros são clientes certos. As felosas. Também outra passarada. Até rabirruivo preto! Mas da maioria não conheço o nome. A pardalada anda sempre por ali, mas não vejo ninhos. As roseiras são locais de escolha habitual. As murtas também.

Este ano andaram, toda a Primavera, pintassilgos a cantar. Fizeram ninho no quintal do vizinho Francisco. Fotografei ontem, já o ninho vazio.

Também andaram sempre cantando os rouxinóis. Abril e Maio foi de cantoria. Não sei onde terão feito ninho.

Numa das murtas, a mais pequena, descobri um ninho com ovos ainda em Maio. Já em Junho, fotografei os passarinhos por duas vezes. Ontem verifiquei que também já voaram. E ainda bem! Quando os passarinhos estão em nidificação, evito o máximo ir ao quintal. Chego a estar quase uma semana sem lá entrar. As plantas é que sofrem! Mas é por uma boa causa.

Sobre esta ave, ainda que a tenha visto, não a conheço. Ligeiramente mais pequena que pardal, cor entre preto e acinzentado, saltitante como todas, andou alimentando os filhos enquanto eu regava, mas não consegui fotografá-la, que fugiu mal me mexi. Já não voltará, que os filhotes já terão voado.

Na clementina também figura um ninho bem lá no alto, mas nunca me aproximei. Só de escadote o poderia fazer, nunca quis perturbar, por isso não o fiz. Nesta altura do campeonato, se houve criação, também já andarão competindo nos ares.

Ninho Ombreira Porta. Foto original. 2022.06.09.jpg

Mas de todos os ninhos deste ano, os que vi e os que suponho, o que mais me intrigou foram estes ovos, dois, colocados num buraco da parede, bem pequeno, na ombreira da porta, precisamente junto à fechadura.

Mas que raio de passarinho, bem pequenino, terá ido depositar os ovitos, naquele buraquito?!

Não imagino. O vizinho Francisco disse-me que as carriças, por vezes, fazem ninho em buracos. Não faço a mínima ideia.

Nesta altura do ano, ainda hoje precisamente, ainda lá continuam os ovitos. Terá enjeitado o ninho, o passarito. A Mãe, minha, não a do passarito, confirma!

Mas não terá sido por culpa minha. Porque mal descobri o “ninhito” ainda passei a frequentar menos o quintal. Mas também julgo que a barulheira de abrir a porta, de latão, será de ferir os tímpanos de qualquer criatura, ademais ave tão minúscula!

Mas que habilidade de avezita se terá lembrado de ir colocar os ovinhos em buraquinho tão pequeno e em local tão inusitado e incómodo?!

Saberá o Caro/a Leitor/a esclarecer-nos?!

Obrigado pela sua atenção.

 

A Guerra na Ucrânia!

A inutilidade das guerras!

Se houve guerra que tem mostrado, à saciedade, a inutilidade das guerras, tem sido esta a que assistimos há quase quatro meses, resultante da invasão da Ucrânia, por parte das tropas da Federação Russa. Nada justifica essa invasão, menos ainda a destruição maciça de alvos civis, de localidades inteiras, os atropelos aos mais elementares direitos humanos, o massacre de populações indefesas, as perseguições, as consequências sofridas por toda uma população martirizada. Por todo o Mundo!

Ouvir os dirigentes dos invasores, nomeadamente esse indivíduo inominável que despoletou essa invasão e guerra, provoca-nos tal sentimento de repulsa… De frustração…

Questionamo-nos, com é possível nestes tempos de século XXI, de globalização, em que todos somos interdependentes, haver chefias a pensar que o Mundo se “conquista” aos pedaços de territórios, como se estivéssemos no séc. XIX ou anteriores. Choca-nos e assusta-nos, porque indivíduos assim, com o poder que este tem, são não só um perigo para a Ucrânia, como para todos os países limítrofes. E para todo o mundo!

Vivendo obcecado por uma hipotética invasão do território da Federação, como se algum país se quisesse lançar nessa aventura(!), que a História tem testemunhado como inexequível, pelo menos a partir do Ocidente. Compara-se a Pedro, a que denominaram grande. Vive uma paranoia perigosa, dado o poder de que dispõe. Joga no ataque a um país mais fraco. Destrói! Destrói! Destrói! Chacina! Aniquila! Mata! Destrói! Destrói

Não haverá forma de terminar tal paranoia?!?!

 

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