Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Junto ao antigo prédio onde ficava a "Loja do Sr. Hermínio".
Agora, entaipado para obras.
Na foto anterior, da "Rua Direita", no lado direito, observam-se três prédios. No topo, entaipado, o que vai para obras. No meio, um edificado deveras interessante. Considero-o integrado no conceito da designada "Art Déco". Será?
(Nas minhas memórias, não sei se totalmente certas, era aí que morava o Dr. Renato, que era Professor de Inglês, quando eu era aluno do antigo Liceu Nacional.)
Na Alagoa, no Largo do Rossio, agora remodelado, fizeram mal em cortar as árvores. Eram bordos negundos, não autóctones, mas já eram adultas. Uma árvore demora a fazer-se. Aquelas já estavam feitas. (Até os pardais reclamam!)
Se voltarem a plantar, como está previsto, disponham autóctones.
*** * ***
As muralhas, quando "libertas", na Rua dos Muros de Baixo, após desobstruídas, não as atravanquem com outros monos quaisquer.
Na Rua do 1º de Maio, as muralhas desembaraçadas do casario que aí se encostava, visíveis desde longe, logo que nos aproximamos da Cidade, depressa taparam a vista com o "Business Center". Deveria ter menos andares. Também nos tapa a vista da Serra da Penha. E, na Cidade, as vistas valem tudo!
(Já agora, o piso em pedra é um desastre. Já referi o mesmo em relação à entrada na minha Aldeia. Solução?! Alcatrão ou coisa que lhe valha.)
Nessa zona, uma superfície comercial alargada, devidamente situada e enquadrada, dava jeito. Mas levaram tudo para a Zona Industrial!
Até já. Mais tarde farei as ligações, para outros postais.
Lançamento de Livro, em Portalegre: Hotel José Régio
Como divulguei, em postal anterior, no dia 19/07/2025, passado sábado, foi lançado o livro “Quadras Tradicionais”, de Deolinda Milhano. No Hotel José Régio, espaço original da Cidade de Portalegre, onde, nos últimos anos, têm sido apresentadas as sessões de “Momentos de Poesia”.
Parabéns e Muito Obrigado a todos os participantes, promotores, “construtores”, colaboradores, diretos e indiretos desta produção poética, deste evento cultural, que muito valoriza a Cidade.
Especial realce à sua Autora – Drª Deolinda Milhano – pois este trabalho envolveu anos de pesquisa, diversos locais, múltiplos participantes, recolha, organização, escrita, materializada e concretizada, no Livro, ora apresentado pelo seu Prefaciador – Professor João Ribeirinho Leal e pela própria.
“Quadras Tradicionais (e não só) Um Património a Preservar”; Edição de 2025; Capa de Joana Nunes; Paginação, Impressão e Acabamentos: Fortisgraf – Artes Gráficas, Lda. – Portalegre.
Sobre o Livro, nada como citar participantes diretos:
“…. Ao divagar pelas páginas deste livro senti bem perto e bem forte o pulsar do coração português e pude fazer uma curiosa e muito agradável viagem pelas colinas dum passado em simultâneo tão presente e tão distante…” 08-04-2025 – Professor João Ribeirinho Leal. (Citado do Prefácio: “Duas Breves Palavras” – pag.5)
“…As quadras tradicionais ou populares, são textos curtos e simples, tal como os provérbios, que por vezes dizem muito, mas a que não se presta grande valor, contudo elas reflectem sobremaneira a sociedade, essencialmente a rural. Têm a ver com o quotidiano. Elas ensinam, revelam valores e comportamentos. Trata-se de uma tradição muito antiga. A sua riqueza, tal como a dos provérbios, varia consoante a classe social originária. Podendo ser mais simples ou mais erudita. (…)” – Drª Deolinda Milhano. (Citado de “Introdução” – pag.7)
Voltando à apresentação do Livro. Gostei muito de estar presente e de ver muitas das Pessoas que enquadram “Momentos de Poesia”. Renovados Parabéns e Agradecimentos.
(Estranhei a não presença de Órgãos de Comunicação Regional. De ninguém representante do “Poder Local”! Embora também não ache primordial, todavia considero que, estes Eventos, pelo Valor que têm, merecem outra divulgação e relevância. É também o que se passa com a Poesia e sobremaneira a Poesia Tradicional!)
Vão realizar-se no centro da Vila. Irão atrair muita gente.
Muitas estruturas estão sendo instaladas.
Mas algumas questões se me levantam.
Face ao local em que irão decorrer, não condicionarão o trânsito habitual da localidade?!
A estrada nacional passa mesmo no meio dos espaços das festas. Será o trânsito desviado?
Por onde circularão camiões, expressos rodoviários, que habitualmente aí transitam?
Afinal e para todos os efeitos, a Vila não tem nenhuma estrada de circunvalação.
Também observei que está em construção um edificado para guardar / expor a célebre escultura, intitulada "Valquíria", da celebérrima escultora Joana Vasconcelos. Vai ser um espaço emblemático, para não menos icónica obra de arte. Também no centro da localidade.
É uma mania que temos em Portugal: tudo é feito no centro das localidades. Aliás, é tudo para o centro - barrigão - do País, que é Lisboa. O resto é sempre paisagem.
Mas seria bom que muitas realizações fossem executadas nas periferias. Descentralizava-se.
Em Lisboa, veja-se por ex. a concentração de edificados na Luz. O Estádio do "Glorioso" (!), o Colombo, esse colosso de mau gosto - digo eu, lá está - e o Hospital. Tudo Luz: iluminada e iluminante!