Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
(Estas despedidas fui eu que plantei os respetivos bolbos.)
***
Despedida, no "Quintal de Baixo"
(O bolbo desta "despedida" também plantei este ano, há pouco tempo. Nunca fiz de florir. Cumpriu o destino de final de Verão. Continua calor! Foi Junho, Julho, Agosto e ainda Setembro! Calor! Calor!)
***
Despedidas num "Jardim Botânico" de uma Aldeia perdida, no Alentejo "profundo"!
Uma Aldeia, praticamente de uma rua, casas rasteiras, lindíssmas, num Concelho do Norte Alentejano.
Toda a gente terá ouvido, sabido, sobre o trágico acidente - 03/09/2025 - deste icónico meio de transporte, que descia e subia a célebre Calçada da Glória.
Em meados da década de oitenta, usei algumas vezes este elevador para ir à Baixa ou subir à Alta da Cidade. Frequentei o I.O.P., situado no Largo Trindade Coelho. Também desci a pé a Calçada. Algumas vezes também subi, menos, é certo. (Posteriormente, terei, talvez, também viajado em passeio.)
O que dizer sobre o ocorrido?!
Lamentar o acontecido; desejar melhoras aos feridos, ainda não recuperados; expressar os sentimentos de pêsames, a familiares e amigos, de falecidos.
Desejar que as causas sejam cabalmente esclarecidas. Que sejam reportadas, às entidades competentes e devidamente assimiladas. Para que equipamentos em funcionamento, em idênticos moldes, sejam corrigidos, prevenidos, mesmo suspensos definitivamente, para não ocorrerem acidentes semelhantes. Em Lisboa ou noutras localidades, em que ainda funcionem veículos de igual calibre.
Que, para o elevador em causa, já não há remédio que lhe valha ou terapêutica que o cuide!
E que fazer no futuro?
Ficar a Calçada sem transporte?!
De modo algum.
Após este processo concluído, devidamente visto, pensado, analisado, em todos os seus quês e porquês, não só no plano técnico, também humano, funcional, social, empresarial, …
Lançarem um concurso público, sugerir um debate de ideias, sobre como e modo de operacionalizar novo meio de transporte para a Calçada.
Definindo os itens essenciais:transporte de pessoas, locomoção, segurança, modernidade, inovação, tecnologias modernas. Quiçá futuras, para colocar em funcionamento algo que seja também icónico, marcante na Cidade. Não tanto em termos de passado, como era o que havia, mas inovador face ao futuro. (… …)
Este debate de ideias, submetidas a concurso, consistentes no que proponham, sujeitas a crivo de personalidades de reconhecido mérito e competência nacional e internacional.
(Basicamente o que se faz, atualmente, nestas e noutras coisas de diferentes calibres. Não estou a ensinar nada a ninguém, nem tenho essa pretensão. Que não sei nada sobre o assunto, além do que sabe qualquer cidadão comum.)
Tenho dito! (Escrito!)
Obrigado, pela sua atenção. Votos de Saúde e de Paz!
(Tenho pena, mas não tenho nenhuma foto, de minha autoria, condizente com o assunto. Já há alguns anos que não vou a estas zonas mais antigas da Cidade. Mas tenho saudades!)
Algures... numa Rua movimentada, do Concelho de Almada!
Esta mensagem, que considero poética, desperta-me atenção há algum tempo.
(Já cheguei a poetar sobre mensagens nas paredes. Sobre um grafitti nos Olivais.)
Esta mensagem é certamente original. Será inspirada no poema de Bob Dylan? Não importa!
Resolvi publicar e divulgar no blogue. Ontem, li uma entrevista de um candidato à Câmara de Almada, que diz que o concelho anda muito sujo. O que é totalmente verdade. Tem muitos grafittis nas paredes. O que também é verdade.
Não sei se, ganhando, vai mandar limpar tudo o que não presta, ele há por aí muita coisa que é lixo.
Bem verdade!
Não o caso deste esboço de poema, este verso numa parede.
Pelo sim, pelo não, edito-o neste postal.
Está feito!
Quanto ao lixo na cidade, nomeadamente nas freguesias que melhor conheço, concordo inteiramente.
Já referi esse facto noutras ocasiões.
Mas observando bem, constato que essa continuidade de lixo, de porcaria, é de responsabilidade primordial dos cidadãos, fregueses, ou lá o que sejam.
É ver, olhar e verificar como as pessoas são porcas! (Sem menosprezo pelos porcos, que é essa a sua condição!)
Já as pessoas não.
O melhor é mesmo seguir o conselho: Largarmo-nos à mercê do vento!
Queríamos observar como se aguentaram as novas plantas, neste Verão escaldante.
À "pala", também chamada "Engawa", pouca gente já liga.
Faz boa sombra!
Quanto às plantas, recomendam-se. Também estão muitíssimo bem regadas. Raríssimas as que não terão sobrevivido, pesem embora as altíssimas temperaturas destes meses de Junho, Julho e Agosto, de 2025.
É reconfortante observar tantas, mas tantas plantas, árvores e arbustos autóctones. Do nosso universo mediterrânico. Plantas habituadíssimo a observar nos terrenos, nos matos da nossa charneca Alentejana. Nos terrenos da minha Aldeia.
Todavia, algumas extravasam estes considerandos.
A seguinte, não sei o que é. Mas também está muito bem integrada, entre murtas.
(Em todos os canteiros a densidade é muita. Mas, nalguns, surprende-me como plantaram tantas árvores que, embora atualmente pequenas, um dia crescerão, atingindo porte arbóreo!
Mas até lá, o tempo o dirá!
Que cá estejamos, daqui a alguns anos, para constatar.