Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Este deve ser um pedido que vai cair em saco roto!
Quando escrevi postal anterior, não tinha vontade de continuar a escrever no SAPO. Mas talvez continue escrevendo, enquanto SAPO está disponível.
Tenho pena que o SAPO não aproveite o SAPOblogs. É um espaço de excelência. E tanta gente que publicou aqui tantos postais de enorme categoria. Dos mais diversos modelos e enquadramentos.
(SAPO não aproveita, pelo menos guardando, mas há quem aproveite! É verem as Visualizações do estrangeiro!!)
Vão encerrar e apagar! Tantos trabalhos, muitos geniais. De grande entrega.
Apagando, deitando fora, é assim como se dissessem, na Biblioteca Nacional, que iam queimar todo o espólio que lá está. (Esta afirmação é um pouco exagerada, é certo, mas há no SAPOblogs uma verdadeira História deste País, que vai ser destruída!)
"Descontinuação de SAPOblogs", é assim que é designado!
Caro/a Leitor/a,
Este, provavelmente, se não de certeza, será o meu último, talvez dos últimos postais que quero escrever no blogue.
Lamento, lamento muito o que se irá concretizar.
Que fechassem os blogs no SAPO, até poderia compreender, com pena, muita pena, claro!
Mas que apaguem tudo o que publicámos, deitem para o lixo, é esta a situação, deixa-me perplexo, no mínimo. É cruel!
Tanta gente que veio publicando, com alma e coração, ao longo de vários anos, meses, semanas, dias, e, agora, assim de repente, temos conhecimento que vai tudo desaparecer.
Deviam, pelo menos, guardar. Nem que tivéssemos de pagar uma quota, sei lá! Mas apagar tudo é de uma frieza sem limite.
(Lembrar-me eu que, quando criei este blogue, em 2014, uma das principais motivações era "guardar" online, muita da minha escrita que estava dispersa em vários suportes de papel. Pensando que ficaria preservada! Afinal, descubro agora, que estava completamente errado.
Costuma dizer-se que "uma vez na internet, sempre na internet!" Afinal, não é nada assim.)
Bem sei que estávamos numa casa emprestada, nem sequer alugada, é certo. Mas, agora, despedem-nos, e mandam a mobília para a rua. Nem isso! Se não a recolhermos, vai para lixo, pura e simplesmente. Incinerada! Destruída!
Dói! Posso dizer que dói! É uma "dor d'Alma"!
Tanto investimento, para nada.
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Reporta-me para o que tenho observado nas ruas, nestes meses. Para além de roupas junto aos contentores, livros, mobílias completas! E, algumas, em muito bom estado.
Bem perto de casa, a mobília quase completa de uma velhota que morrera recentemente. Algumas vizinhas levaram o que puderam! No dia seguinte, de manhã, não havia absolutamente nada. O espaço completamente limpo! Alguém levara com cuidado, não foi para estragar!
Em Cacilhas, na semana passada, além de livros, um saco cheio de louça, em muitíssimo bom estado. Observei no cimo, um boião, excelente, da Vista Alegre! Trouxe para casa.
Costuma dizer-se que "lixo de uns é luxo para outros" ou "o que a uns não serve a outros dá jeito"!
Tudo isto, a propósito e comparativamente, porquê?!
Tenho observado, já há alguns dias, que as visualizações são mais que habitualmente, mesmo sem publicar nada. E a origem estrangeira é significativamente da China! China?! A que propósito e com que fim?! Estão a recolher o que escrevemos?!
Caro/a Leitor/a, aí pelo seu blogue, o que se observa?!
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O que fazer?
Irei tentar seguir os trâmites que sugestionam na ajudablogs.
Mudar para outra plataforma?! Não sei! Mais tarde ou mais cedo vai acontecer igual!
Bem, antes de terminar este postal, quero agradecer ao SAPO, à Equipa do SAPOblogs, pela disponibilidade que sempre manifestaram.
A todos Leitores/Leitoras que navegaram pelos meus blogues, que partilharam os seus postais, um pouco ou muito de si mesmos, pelo que me ensinaram, pelo que li, observei, que me enriqueceu.
Tenho muita pena se não conseguir acompanhar estas mudanças, estes campos de enriquecimento, de entreajuda, de interrelacionamento, com "Pessoas com Alma" com quem tão bem se convivia no SAPOblogs.
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Apesar de tudo, o SAPO devia pensar em guardar o que publicámos.
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Também vou ver se consigo empenhar-me mais na vida real.
Participar em tudo o que puder de eventos em que colaborava antes da epidemia.
Poesia! Participar. Intervir. Dizer Poesia nos grupos:
APP
CNAP
Momentos de Poesia
SCALA
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E, porque não abalançar-me na edição de um novo livro, com todas as recolhas que tenho feito?!
De certo modo sugestionado pelo documentário que a RTP passou e que está disponível na RTPlay. Afinal são cinco episódios e não quatro, como eu pensava, quando escrevi esse postal. Emendarei.
Recomendo a respectiva visualização, tanto a quem vivenciou esses tempos, mais ainda a quem os não viveu.
Observar as pessoas, o povo, o povão, o povinho, que acompanha os diversos candidatos. Veja o Portugal desse tempo, compare com o Portugal de agora.
Ainda não tínhamos entrado na CEE, em 1985. Foi no início de 1986 que se concretizou essa adesão. Mário Soares teve aí um papel fulcral.
(Encontro uma lacuna no documentário. Uma Personalidade importantíssima, com um papel determinante, à data, e, graças a Deus, ainda viva, não dar, agora, atualmente, a sua opinião sobre esse tempo e as decisões tomadas. Não sei se foi contactado ou não. Os documentaristas não referem.
Provavelmente, escreverá em futuras memórias.)
Essas eleições tiveram um vencedor, à partida, inesperado e improvável: Mário Soares!
Paradoxalmente, Soares venceu a eleição, graças aos erros estratégicos das personalidades que o detestavam e não queriam que ele fosse eleito.
A primeira volta foi primordial. O não apoio a Maria de Lurdes Pintassilgo, pelo General Eanes / PRD, nem por Álvaro Cunhal / PCP, e, em contrapartida, o lançamento da candidatura de Salgado Zenha, e subsequentes apoios, selou, paradoxal e inesperadamente, o destino vitorioso de Soares.
Contra todas as expectativas e probabilidades. Pois a candidatura de Zenha fora precisamente para tirar votos a Soares e impedir a respectiva eleição. Teve precisamente o efeito oposto ao pretendido.
Essa candidatura também foi, em si mesma, digamos, chocante, inesperada, inverosímil, à priori! Dado todo o interrelacionamento de vidas de Soares e de Zenha, ao longo de décadas, em múltiplos e variados contextos.
Os quatro candidatos, todos eles, eram Personalidades que poderiam ter sido eleitos para Presidente.
(Maria de Lurdes Pintassilgo, apesar de todos os apelos e sugestões que lhe fizeram, não desistiu.
E porque haveria de fazê-lo?! Foi coerente consigo mesma. Mérito dela! Levou a candidatura até ao final, embora tivesse poucos apoios estruturados.)
Aliás, a dinâmica festiva e vitoriosa da candidatura de Freitas do Amaral, o único candidato de direita, congregando todos os votos dessa área, até não projectava, à partida, que houvesse necessariamente segunda volta.
(Contrariamente ao que se passa nesta eleição de 2026. Em que dificilmente não haverá segunda volta. Difícil será saber quem nela irá competir, dada a volatilidade das situações políticas.)
Mas, em 1986, na primeira volta, não foi definido um vencedor com mais de 50% de votos.
E, em segundo lugar, não ficou Zenha, como esperavam os seus apoiantes. Mas Soares, contrariamente ao que fora expectável!
E, na segunda volta, que definia quem seria o presidente, os votantes que haviam colocado a cruz em Zenha, puseram-na em Soares, mesmo que tivesse sido sem olhar ao nome e retrato ou de olhos fechados!
E Soares foi eleito Presidente!
Há Pessoas que têm Destino marcado! Uma aura! Têm luz, mesmo na escuridão!
Aguardamos a votação do próximo domingo, 18/01/2026.
(Desde já constatar que hoje, domingo, 11/01/2026, cerca do meio-dia, observámos uma grande afluência à Cidade Universitária de Lisboa. Estacionamentos lotados, filas de trânsito, com imensa dificuldade em circular. E muita, muita gente, indo e vindo da Cantina Universitária, da Reitoria da Cidade Unversitária, da Faculdade de Direito...
Votação antecipada, certamente!
Não me parece que houvesse jogo do Sporting, nem afluxo às urgências do Santa Maria!)
Se no dia 18 houver asssim esta afluência iremos ter uma eleição muito participada.
Que a guerra localizada, circunscrita a determinadas zonas, tem sido uma constante!
Há dirigentes mundiais capazes de tudo. Invasão de países soberanos, massacres de populações indefesas, genocídios... pilhagem de recursos estratégicos...
Que estas ações não são novas...
E se forem replicadas noutras regiões do planeta?!
Há potências desejosas e determinadas a intervir noutros países soberanos!
Há gente ansiosa por aplicar o nuclear não apenas experimentalmente.
Que haja bom senso, que é o que mais falta.
Que hajam poderes que dissuadam estes prenúncios de hecatombes.
Os países soberanos têm direito à sua independência e não podem nem devem ser invadidos por potências estrangeiras.
Esta madrugada, no dealbar da meia-noite, assistimos a um espetáculo inusitado. Para nós! Nunca vira tal coisa, daquele modo.
Na expectativa de vermos o "fogo preso", abrimos as persianas. É habitual visualizarmos a pirotecnia que costumam lançar em Corroios, Almada, por vezes, até a do Seixal! (Reporto-me a uma zona fronteira entre estes dois concelhos: Almada e Seixal.)
Qual o nosso espanto, quando presenciamos foguetes por todo o lado, nas vizinhanças, nos bairros limítrofes, na nossa própria rua. Inclusivé lançando bombas no chão do arruamento, até na proximidade de carros!
Nunca vira tanto foguetório irrompendo dos mais diversos locais nas freguesias circundantes.
Feijó, Sobreda, Charneca, Vale de Milhaços, Corroios, Laranjeiro, Caparicas...
Subitamente o prédio estava como que cercado de fogo de artifício, numa roda de trezentos e sessenta graus. Um espanto! Que seria interessante, não fora a sensação de estarmos rodeados de fogo, presos naquele artifício de pirotecnia! Visão dantesca, barulheira ensurdecedora.
Julgava que estas ações estavam limitadas, determinadas na lei, consignadas a Instituições, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais...
Constatei que não! A modos que qualquer particular pode adquirir umas caixas de artefactos destes e pô-los a funcionar em qualquer lado que lhes apeteça!
Mas não são perigosos estes fogos, lançados de qualquer modo, em qualquer lugar, por quaisquer pessoas, ademais, à data, muitas delas toldadas pelos alcoóis consumidos?
Não sei! O que sei é que estes comportamentos, estas atividades não deviam ser permitidas.
Já nos basta, nos verões, vivermos atormentados pelos incêndios. Presenciarmos os horrores das guerras, da devastação da Ucrânia, do massacre de inocentes na Faixa de Gaza, de notícias de outras guerras por esse mundo fora.
Quanto mais, vermo-nos, nas nossas próprias casas, rodeados por fogos rebentando por todo o lado. Espero que, no futuro, estas atividades sejam proibidas. Ou limitadas a zonas e locais e por entidades específicas e determinadas.
Não ao gosto e vontade de qualquer freguês!
Será que esta situação descontrolada, amalucada, foi específica da zona mencionada?
Ou, infelizmente, é por demais comum pelo país e eu é que tenho andado distraído?!