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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – “Poema (incompleto)… do Amor”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Ponto Prévio: Interrompemos a divulgação de Poesia da “Nossa” Antologia, para abordarmos um “tema quente”, que nos diz respeito a Todos, enquanto Cidadãos, embora possamos ter opiniões diversas, mas com Direito a expô-las, que é por isso que vivemos em Democracia. E também porque a “internet”, permite-nos precisamente usar essa Liberdade de Expressão de forma universal, procurando sempre respeitar a Liberdade dos Outros.

 

Mas, hoje, neste Post Nº 278, divulgamos, novamente, Poesia.

 

Damos a conhecer, ao Mundo de Internautas, o Poema intitulado: “Poema (incompleto)… do Amor”, de José Narciso, de Trafaria.

 

 

Poema (incompleto)… do Amor

 

O Amor… é um doce condão

…é um olhar que brilha

Na diferença da rotina

… é um cheiro inesquecível

De uma mensagem divina

É um sonho vivo

Eterno enquanto dura

O Amor é… música de embalar

Numa prenda de natal

É a entrega dos corpos

No dar as mãos ao ventre

É um coração aconchegado

No crescimento por dentro

O Amor é… Um solidário beijo

Na palavra de um poeta

É sensualidade e ternura

Sentimento e loucura

O Amor é… a lágrima da felicidade

Como o sol que nos ilumina

O Amor… É a lua que cura a ferida

No caminho para o Amor…

 

Jnarciso

 

O AMOR É UMA CAUSA MAIOR!!

 

MANDELA, UM EXEMPLO DE AMOR A UMA CAUSA…!!

 

 

José Narciso, Trafaria

 

Os Poemas deste antologiado estão ambos ilustrados com sugestivos e originais desenhos do próprio. Não me sendo possível digitalizá-los, apresento uma reprodução de um Cartão de A. P. B. P.., de “…prenda de natal…”.

Pai Natal. Cartão de natal de A.P.B.P. Caldas da Rainha jpg

 

Caso o Autor me venha a disponibilizar um original, em suporte digital, terei muito gosto em divulgá-lo neste blogue “aquem-tejo...

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP - 2015

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Dia de Lançamento da Antologia

biblioteca feijó in. www.cmalmada.pt.jpg

 

Episódio “Caricato”…

 

Dos exemplares das Antologias em que tenho participado, ao longo destes anos, costumo distribui-los, oferecendo-os a pessoas amigas ou familiares, que, à partida, julgo que os irão apreciar. Até ao momento, nunca tive a preocupação de “vender” um exemplar sequer. Guardo um ou dois exemplares para mim, alguns parcialmente autografados, de modo que das Antologias em que participei poucos livros ainda tenho.

Também tenho costumado oferecer às Associações de Poesia a que pertenço, bem como um exemplar em algumas Bibliotecas mais significativas para mim, isto é, aquelas que eu, de algum modo, tenha frequentado ou visitado. Assim tenho distribuído antologias por várias Bibliotecas do Alentejo, de Lisboa e Margem Sul.

Conhecedora desse facto, a Presidente do Círculo entregou-me três exemplares para eu “depositar” em Bibliotecas. O que, neste momento, está feito, em nome da Direção do Círculo Nacional D’arte e Poesia, que foi assim que registei nos livros.

bibjosesaramago feijó. in. www.cmalmada.pt. jpg

 

Entreguei um exemplar na Biblioteca José Saramago, no Feijó; outro na Biblioteca do Fórum Romeu Correia, em Almada; e o terceiro exemplar, na Biblioteca Municipal de Portalegre. Quero frisar que as pessoas que receberam, funcionários das Bibliotecas, foram simpatiquíssimas, agradecendo, como é natural. Frisei que os livros seriam para acervo das respetivas Bibliotecas, o que me foi garantido.

Biblioteca Almada. in. www.cmalmada.pt. jpg

 

E chegando a este ponto, questionar-me-ão: “Mas o que tem tudo isso de caricato?!”

 

Bem… Embora neste blog, “aquém-tejo.blogs.sapo.pt”, esteja ainda a decorrer a divulgação das poesias apresentadas na Antologia, não quero deixar de narrar o acontecimento, mais ou menos “caricato”, ocorrido no dia do lançamento, 15 de Dezembro, 3ª feira, numa Biblioteca relativamente distante do local onde a Antologia foi lançada, São Sebastião da Pedreira. Mais concretamente acontecido numa Biblioteca dum Concelho limítrofe da Capital.

Tendo na minha posse os exemplares que me foram destinados para distribuir por bibliotecas, três, como já referi, e passando perto de uma, resolvi entrar para entregar um dos mencionados livros.

Expliquei o que pretendia à funcionária, que foi igualmente muito simpática, mas, com algum constrangimento, me explicitou que ficava com o exemplar, mas não tinha a certeza se ele ficaria no acervo da Biblioteca. Que teria que encaminhar para os serviços centrais, que depois decidiriam e que não garantia que o livro pudesse vir a pertencer ao espólio da Biblioteca, que até poderia nem sequer ficar, que até poderia vir a ser dado e, em última instância, até ir para reciclagem… E, mais ou menos enquanto me elucidava sobre esta situação, procurava na escrivaninha qualquer coisa, que posteriormente pude saber o que era. Um documento para eu assinar, conforme entregava o livro, que a Biblioteca recebia, mas precisamente como a funcionária me explicara, não era garantido ficar na Biblioteca e, entre as várias hipóteses de destino, lá estava, no final, a possibilidade de ir para a reciclagem!!!

Contra argumentei que não era isso que pretendia, o objetivo era que ficasse na Biblioteca, para futura consulta e nenhuma das outras hipóteses se coadunava com o propósito de oferecer um exemplar de uma Antologia de Poesia, acabada de ser lançada, de vários Autores que, com tanta estima, divulgam o que escrevem…

A senhora mostrava-se, de facto, muito constrangida, mas frisava que essa era a norma da Biblioteca…

Referi que têm no acervo várias antologias para consulta, que já li algumas, numa das quais até participo.

Esclareceu-me serem obras de pessoas do concelho… Ao que respondi que, nesta provavelmente também haveria pessoas de algum modo ligadas ao Concelho.

E o diálogo centrava-se neste plano, sem saída airosa para o que eu pretendia. Argumentei que não deixava numa Biblioteca um exemplar de um livro a que todos os envolvidos dedicaram tanto carinho, que era oferecido precisamente nesse espírito, para ser lido, estar à disposição de quem por ele se interessasse e que ao deixá-lo, não tinha a garantia de que essa fosse a sua função e cujo destino final, poderia ser a reciclagem! Que é como quem diz, o lixo!

Dá para imaginar?!

 

Enquanto decorria este diálogo, um jovem aguardava, pois que requisitara uns filmes e precisava que a senhora fizesse o respetivo registo de empréstimo. Simultaneamente assistia à conversa, cada vez mais interessado e quase pronto a participar e, ao mesmo tempo, não tirava os olhos do livro, com uma avidez, um interesse manifesto, como se quisesse, sem exagero, “comer o exemplar” com o olhar. Por vezes, também, olhando para mim, com um ar estupefacto, como se me quisesse mostrar a sua perplexidade, e dizer: “ Já viu o disparate?! Querer você ofertar, com toda a estima e consideração, um livro, a uma biblioteca e, praticamente, não o quererem aceitar?! E até, em última instância, poder até ir para a reciclagem, um livro, novo, recentemente editado?!”

Perante a conversa da funcionária, dá para calcular que, de modo algum, eu me sentia motivado a deixar-lhe o exemplar da Antologia.    

E, observando as reações do rapaz, interpelei-o, se ele gostava do livro, se gostava de ler, se iria lê-lo, se gostava de poesia…ao que ele, imediata e espontaneamente, me respondeu que sim, verbalmente; mas também na expressão, facial, fazendo o gesto afirmativo com a cabeça, como corporalmente, através do gesto de receber essa dádiva, esse presente, explicitamente, para o próprio, de grande valor.

 

E então, caro/a leitor/a, qual acha que foi o meu procedimento?

Terei deixado o livro na Biblioteca onde era suposto ele ficar ou tê-lo-ei oferecido ao moço?

Como procederia o caro/a leitor/a?

(…   …)

Ainda, num breve diálogo subsequente, fiquei a saber que o rapaz também gosta de escrever… poesia. Ficou de deixar alguns textos seus na referida Biblioteca, para eu ler e apreciar.

Não mais conseguir voltar ao local. O que farei, logo que puder, e confirmarei com a senhora bibliotecária se ficou algum “rasto” desta conversa e desta situação “caricata”.

E tenho dito sobre esta ocorrência, mais ou menos “sui generis”, um tanto ou quanto burlesca, até com alguma graça.

Quando e se tiver mais alguma informação tentarei dar conhecimento.

 

Fórum-Muncipal-Romeu-Correia. in www.cmalmada.com jpg

Na ilustração desta “crónica” apresento fotos das três Bibliotecas onde deixei exemplares das antologias: Biblioteca José Saramago, Biblioteca do Forum Romeu Correia e Biblioteca Municipal de Portalegre.

biblioteca portalegre. facebook. jpg

 

Quando puder, visite qualquer uma destas Bibliotecas, que são interessantíssimas, sob todos os aspetos, e organizam, regularmente, eventos variados e igualmente muitíssimo interessantes! Sobre alguns já aqui tenho feito algumas referências e publicado posts.

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Desamor”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Hoje, damos a conhecer no blogue “aquem-tejo…”, o Poema “Desamor”, de Luís Jordão, de Mourão.

 

“Desamor”

 

“Como que se saracoteiam os fantasmas de

liberdade e sonhos gastos

Já não são soletráveis as palavras escritas

As estrelas que há no céu não se deixam mais

contar

 

Passa a rasoira pelo espaço-tempo do meu vazio

alcunhado de vida

Retumbam ecos de longínquas memórias

 

Tendo-se-me esfumado a utopia

Acho que perdi de vez

o sentido do caminho das Divindades”

 

Luís Jordão, Mourão

 

 

Ilustramos com mais uma linda fotografia original de D.A.P.L., de 2015.

 

Jacarandá Almada Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Como “As estrelas que há no céu…” as estrelas azuis do jacarandá, nas nebulosas da folhagem…"ecos de longínquas memórias..."

 

Numa Cidade sem Tempo...

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Eu Vivi Abril (Abril de 1974)”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post nº 267, divulgamos uma Poesia de Manuel Faria Bento, de Gomes Aires (Almodôvar).

 

Flores Ondulantes original pintado com a boca Marthinus Pretorius

 

“Eu Vivi Abril (Abril de 1974)”

 

“Eu vivi Abril

Abril em revolução,

Estava na flor da minha idade,

Vivi abril com grande emoção,

Abril foi uma festa…

Uma passagem p’ra liberdade,

Abril foi uma festa…

Com muita responsabilidade,

Abril em Portugal…

Foi uma grande oferta

Dos militares em geral,

Abril por todos criado,

Ainda hoje é estimado

Por derrubar a ditadura…

Abril foi uma alegria

Que há muito se esperava

Para acabar a amargura,

Que há muito se vivia.

Com Abril Portugal evoluiu

Num modo diferente,

De um modo que nunca se viu,

Que faz confusão a certa gente.

Mas é próprio da vida,

Porque o homem se habituou

A viver no seu cantinho

Que com tanto gosto criou

Ali perto do seu vasinho.”

 

“Abril foi uma grande vontade

Que tanta força criou,

Ao longo de tantos anos,

A um povo vivendo sob crueldade,

De uma ditadura que os obrigou

A sofrer golpes tiranos,

Daqueles que viviam da repressão,

Recebendo dinheiro

Para aos outros arrancar o coração,

Destruindo vidas inteiras

Durante cinquenta

Cometendo tantas asneiras,

Perseguindo trabalhadores,

Gente pobre e carenciada,

Que ganhava fracos valores

Que não dava para nada,

E ainda lhe chamavam… traidores.”

 

“Abril nasceu em Portugal

Filho de toda a gente,

O estudante p’ra isso lutou,

O trabalhador por isso sofreu,

O militar nisso pensou,

O adolescente isso vivia,

Qualquer pessoa por isso era presa,

Mesmo que nada fizesse,

Era isso que toda a gente sentia,

Já nada era surpresa,

Na amargura que um povo vivia,

O pai era preso sem saber porquê,

A mãe era mal tratada,

O filho que fugia,

Para o estrangeiro emigrava,

A pide o perseguia,

Em qualquer lugar o matava,

Foi por isso que Abril nasceu!...

E que todo o povo aceitou,

Foi por isso que Abril nos deu.

A liberdade de viver,

A liberdade de trabalhar,

A liberdade de amanhecer,

A liberdade de ser português,

A liberdade de todos amar,

A liberdade de falar e ver,

A liberdade de aqui estar.

Isto é…

Vinte e cinco de Abril!..”

 

 

Manuel Faria Bento, de Gomes Aires (Almodôvar)

 

Retomámos a divulgação de Poemas da 13ª Antologia de Poesia do CNAP, de 2015, agora já em 2016.

Estamos ainda em Janeiro, é certo, mas sabe sempre bem antecipar Abril, que virá… e relembrar, a data marcante de Abril de setenta e quatro!

 

Na ilustração da poesia resolvi fugir ao mais óbvio, que seria ilustrá-la com o célebre “cravo vermelho”, optando por “papoilas”, numa pintura original de Marthinus Pretorius, pintada com a boca, em reprodução digitalizada de um cartão de A.P.B.P. – Associação de Pintores com a Boca e o Pé, Caldas da Rainha.

 

E tb, s.f.f. ...

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sonata de Outono”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

No propósito que estabeleci de divulgar, em suporte digital, uma Poesia de cada um dos Poetas participantes na 13ª Antologia do CNAP, dá-se a conhecer, hoje, “Sonata de Outono”, de Manuela Machado, Aljustrel.

Não tive oportunidade de falar com todos os antologiados, mas com todos os que estabeleci contacto, nenhum se opôs a esta metodologia. Caso alguém se oponha, agradeço que me dê conhecimento e procederei em conformidade.

Também continuo a ilustrar cada poema com uma foto ou outro suporte de imagem sugestiva, preferencialmente original, no sentido de enquadrar o texto. Quando não disponho de nada pessoal, pesquiso na “net”. O procedimento mencionado no parágrafo anterior, também se aplica neste caso. Perante eventual discordância, agirei segundo o que me for sugerido. Na net, apesar de ficar sempre “rasto” do que se deixou, também se pode remover o que não se quer.

Algum erro que seja detetado, agradeço que me seja dado conhecimento.

E, efetuadas algumas considerações sobre “metodologias de trabalho”, segue-se o Poema.

 

“Sonata de Outono”

 

“Louvemos o Outono…

Que anuncia mudanças

Com o seu verde indefinível

A doce aragem

O seu céu azul lilás

O sol coado…

 

Que sejam boas as mudanças

Como sempre esperamos.

Assim, seguimos o delicado zéfiro

Confiantes, embriagados

Com os tons enganadores

De tão doces

O cheiro dos frutos

Das colheitas

As folhas que dançam no ar

Douradas

Ainda cheias dos reflexos do sol

Que já foi

 

Seguimos cegos de esperança

Nem calor nem frio

O regaço de Ceres transbordante

Em alegre dança sem euforia

Nem cuidados

 

Louvemos pois o Outono

Paragem ilusória, doce torpor

Que anuncia

Com delicadeza

A chegada

Do solene Inverno.”

 

Manuela Machado, Aljustrel.

 

 

Ilustra-se com uma foto original de F.M.C.L., 2014.

Árvore Outono. Foto original de F.M.C.L. 2014.jpg

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Poeta Caminhante”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos com a divulgação da Poesia publicada na 13ª Antologia de Poesia do CNAP, 2015.

Neste post nº 264, damos a conhecer, “Poeta Caminhante”, de Maria Ana Tavares, Arronches.

 

"Poeta Caminhante"

 

"Vai, com as estrelas,

Sua luz de encantamento

E o luar e o mar e o vento…

Seu manto de silêncio e solidão

Abre-se a acordes de harmonia

Oriundos do além-crer,

Vindos em sonhos de infinito…

Seu coração vive e respira

A música que só ele escuta,

A beleza que só ele entende,

A luz que só ele apreende,

Em tudo à volta que se lhe oferece,

Para dar a tudo que vive e sente…

E vai, em seu caminho

De ardentes rosas, radiantes,

Que para ele se abrem ao passar,

Cercando-o de perfumes cambiantes

Em seivas de espinhos transformantes

Enquanto vai, mais e mais adiante,

Em sua busca, que o faz sempre ir…

Poeta ástreo e solitário,

Criatura errante, ensimesmada,

De olhos para lá do horizonte,

Caminhante do tempo e das estrelas,

De coração aberto ao Universo

Que, inteiro, se abre em seu caminho,

Dando-se em rimas de cósmica visão…

E vai, figura em trevas-luz envolta,

Em busca do adiante etéreo

Que ao longe entende, sem o alcançar,

Sonhando asas que o levem lá,

Vibrando rimas que o façam Ser,

Escutando, intuindo, andando,

Até poder, até morrer, até viver…"

 

Maria Ana Tavares, Arronches.

 

Ilustramos com um desenho original de F. M.C.L., de inícios deste milénio.

 

Digitalização de "Estrelas"  Desenho original de F.M.C.L..

 

“Vai, com as estrelas, / Sua luz de encantamento/ …” (M. A. T.)

 

 Ler também: Caminhadas.

Ícaro.

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sejamos Felizes!”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Hoje, neste Post nº 262, o primeiro após o Natal, continuo a divulgar poesias publicadas na 13ª Antologia de Poesia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

Damos a conhecer a Poesia “Sejamos Felizes!”, de Maria Cotovia (Vila Nova da Rainha).

 

Sejamos Felizes!”

 

“Meu amigo se queres saber a verdade

sobe comigo ao alto da montanha

onde uma paz e ternura nos invade

e a felicidade em nós se entranha…

 

A resposta, meu amigo, trá-la o vento

que atravessa todos os continentes

sem amarras nem grilhetas, só um portento

a que ninguém consegue por correntes…

 

Só o vento é mais livre que tudo na terra

e leva as sementes para terreno fértil,

e depois nasce a beleza que a natura encerra

e a verdade se reflete no regato subtil!

 

E a felicidade está nos frondosos amieiros

que ladeiam o rio que corre sem parar,

a felicidade está em ver no pasto cordeiros

e as mães paradas e embevecidas a olhar!”

 

Maria Cotovia, Vila Nova da Rainha

 Listen!

Ovelhas pastando no Vale Foto original DAPL 2014

 

Ilustramos também com uma fotografia original de D.A.P.L., de um rebanho no "Vale", na Aldeia, 2014.

Leia, também, SFF!

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Vontade”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Antologia

 

Hoje, divulgamos mais um poema da XIII Antologia de Poesia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

O Poema “Vontade” de Maria de Lourdes Guedes (Vinhais).

 

 

"Vontade"

 

"de te querer

de te amar

de te não perder"

 

"Medo"

 

"de sofrer

de me deixares

e eu não te esquecer"

 

 

Maria de Lourdes Guedes, Vinhais

 

 

Ilustrado com uma sugestiva fotografia original de D.A.P.L., de 2015, que poderíamos intitular “Rosa Agrilhoada”.

Rosa Agrilhoada Foto original de D.A.P.L. Feijó 2015.jpg

 

 E, para quem ainda não desejei, formulo Votos de um Santo Natal!

Consulte também S.F.F.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “A Jornada”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Antologia

 

Neste Post nº 260, divulgamos o Poema “A Jornada”, de Maria Manuela de Mendonça, de Faro.

 

“A Jornada”

 

“Naquelas horas mortas da jornada

Quando o cansaço mui pouco se tolera

Pensamos que afinal a caminhada

Não é tão doce quanto se quisera…

 

Subindo a montanha enviesada

Parece-nos de altura não severa

Mas, olhando p’ra trás, rude estirada,

Acreditamos que a rota foi austera!

 

Chegados ao cume, alto e belo,

Sofremos, afinal como fazer

A descida tem sempre mui anelo

 

Um solo derrapante vem trazer

Ingente e mui difícil duelo:

É mais fácil subir…do que descer?!!”

 

Maria Manuela de Mendonça (Faro)

 

 

Cacela Velha Foto  original de D.A.P.L. 2014 .jpg

 

Ilustramos também com uma fotografia lindíssima de D.A.P.L., 2014, também de Cacela Velha, Algarve, de que uma idêntica  também ilustra o meu Poema “Caminhadas”.

Consulte também, SFF, C. N. A. P.

 

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