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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Momentos de Poesia" - Setembro 2017

"MOMENTOS de POESIA"

Momentos de Poesia Setembro 2017.png 

Congratulamo-nos com o regresso de "Momentos de Poesia"!

Saudamos e felicitamos a Iniciativa e a Organização deste evento, que dignifica a Cidade.

Parabéns a todos os participantes. 

Viva a Poesia. E José Régio!

Foto original DAPL 2017.jpg

 (Fotografia: original D.A.P.L.)

 

Superando o muro da indiferença e o cinzentismo do dia-a-dia,

O colorido inebriante da Poesia!

Substanciado em lindas Rosas de Alexandria!

“O Gerente da Noite” - “The Night Manager”

Série Britânica

RTP 2

 

Night manager in. amc.com

(Imagem: in. amc.com) 

 

A RTP2 continua na senda de apresentação de boas séries.

 

A atual, “O Gerente da Noite”, uma mini série de raiz anglo-saxónica, igualmente enquadrada no mundo da espionagem atual.

Como a anterior: “Agência Clandestina”, série francesa, concluída 2ª feira, 04/09, a 3ª temporada. Com o lendário agente Malatrou / Paul Lefebvre que, mais uma vez, se escapou das redes das prisões em que se enredou, perdendo-se no nevoeiro de uma madrugada ainda por nascer, acompanhado apenas do seu cão, fiel amigo.

Reportando-nos, sugestionando-nos, uma 4ª temporada?

Antes, apresentara-nos também duas excelentes séries, essas alemãs: “Amor em Berlim” e “Irmãos e Rivais”.

 

Como tenho andado numa de pouco escrever, por variadas razões, não publiquei nada sobre elas.

Retorno, debitando sobre esta nova série, que promete.

Título original: The Night Manager”, baseada em novela de John le Carré. Com atores muito conceituados. E da BBC One (UK), em parceria com AMC (US).

 

Alguns personagens:

Mrº Pine, Jonathan, o gerente da noite, em hotéis super estrelados e locais internacionalmente relevantes. O herói. Antigo soldado no Iraque, onde presenciou horrores; atualmente, candidato a espião ao serviço de Sua Majestade (?), sob o disfarce de gerente da noite em hotéis de luxo. Ator: Tom Hiddleston.

Mrº Richard Roper, ator Hugh Laurie, no papel de um “senhor da guerra”, personagem representativa de figuras reais, que, na sombra e a coberto de capas impolutamente honestas, “vendem destruição, dor e morte”. “E gostam”.

 

Estas últimas palavras, realçadas, são da personagem Miss Sophie Alekam, de nome verdadeiro Samira, tragicamente assassinada no final do 1º episódio, por ter sábia e corajosamente denunciado o conluio entre o senhor das armas e os senhores do poder!

Atriz: Aure Atika, que, na série “Les Hommes de l’ombre”, representou o papel de secretária do Presidente francês.

 

Ação

Temporalmente, no 1º episódio, reportou-se a 2011.

No final do episódio, situou-nos quatro anos depois: 2015.

 

Espacialmente:

Para além de Inglaterra, Londres, a maioria das cenas ocorreram no Egipto, Cairo. Predominantemente no Hotel Nefertiti, onde Mrº Pine desempenhou as funções de gerente dos serviços noturnos, como convém a um candidato a espião. Um dos seus muitos eus, como lhe frisou Miss Sophie Alekam.

 

A narrativa contextualizou-se no âmbito da designada “Primavera Árabe”, na queda do regime de Mubarak, o povo lutando nas ruas da cidade.

(E no que deram as “primaveras árabes”?!)

 

Por detrás ou pela frente, sempre, os “senhores da guerra”, amancebados com os “senhores do poder”.

 

E, no final do episódio, quatro anos após, a ação já localizada na Suíça, Zermatt, hotel por demais luxuoso, Mrº Pine em funções noturnas. E para se hospedar, com adequada e certamente impoluta comitiva, Mrº Richard Roper.

 

“Sou Mrº Pine. Sou o gerente da noite!”

 

Mrº Roper franziu as sobrancelhas e a testa. Atestou! Que a memória terá começado a processar a informação…

 

(…)

 

A mini série promete! Já o disse.

 

*******

 

Promete e vale a pena, como temos observado nos episódios subsequentes.

 

(Este post era para ter sido publicado logo após o 1º episódio, mas questões técnicas impediram tal facto. Entretanto passaram os quatro primeiros episódios, não tendo visto o último.

O 2º e o 3º corresponderam plenamente às expectativas.

Mrº Pine, Pinheiro, está em vias de se infiltrar na comitiva e entourage de Mrº Roper.

Prossigamos na visualização…)

Exposição Coletiva de Artes Plásticas do C. N. A. P. (II)

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Câmara Municipal de Lisboa

Expo CNAP I. Foto original Rolando Amado.png

Conforme previsto, foi inaugurada no dia 1 de Agosto, pelas 17h., a supracitada Exposição de Artes Plásticas, tal como também havíamos noticiado no blogue.

Uma Exposição muitíssimo interessante, que não deverá perder, até dia 21.

A “vernissage”, (apetece-me dizer este francesismo, atualmente tão “démodé”) contou com a maioria das artistas participantes, de amigos e familiares de algumas personalidades, bem como de poetas e poetisas; de Drª Teresa Pereira, representante da Câmara Municipal, de D. Maria Olívia, presidente do Círculo e alma-mater destas atividades. E ainda de visitantes interessados nas Artes e Poéticas. 

 

Artistas e respetivas Obras em exposição:

 

Expo CNAP Original Teresa Pereira. 2017. jpg

 

Chagas Ramos (à data, não figurava título do trabalho exposto)

 

Maria Lurdes Guedes (“Natureza morta com melão e ameixas”)

 

Maria Rita Parada dos Reis (“Natureza morta” e “Sonhando”)

Rita Parada dos Reis. Expo CNAP CMLx 2017. png

 

Isabel Moreira (“Árvore da vida” e “Ramo de árvore da vida”)

 

Josefina Almeida (“Energia cósmica” e “Quem procura”)

Josefina Almeida. Expo CNAP CML 2017. png

 

Teresa Afonso / M. Teresa (“Carnaval da vida” e “Corações apaixonados”)

Teresa Afonso M. Teresa. Expo CNAP CMLx 2017png

  

Olímpia Campos (“Sem título” e “Barcos”)

Olímpia Campos. Expo CNAP CML 2017. png

 

Elmanu (“O palácio da vila de Sintra”) 

Elmanu.  Expo CNAP 2017png

 

Catarina Malanho Semedo (“Música”)

Catarina M. Semedo Expo CNAP 2017. png

 

Fernanda de Carvalho (“Não há mão que segure o tempo” e “Esperando as nove luas”).

Fernanda Carvalho. Expo CNAP CMLx 2017.png

 *******

Houve também Poesia, como acontece habitualmente nas apresentações do CNAP, que engloba várias vertentes artísticas. E algumas personalidades têm o seu estro não só dedicado à Poesia, mas também a outros ramos da Cultura.

De entre as artistas, disseram, leram ou declamaram: Maria Rita Parada dos Reis, Josefina Almeida, Catarina Malanho Semedo.

Ouvimos, igualmente, Rosa Redondo, Maria Olívia Diniz Sampaio e Francisco Carita Mata, que disseram Poesias suas.

Tivemos a honra de ouvir Elsa de Noronha que, além de declamar, ainda cantou.

E também fiquei surpreendido com os dotes de “cantor nostálgico” de Rolando Amado.

E, em jeito de conclusão, friso que foi uma tarde muito bem passada e enriquecedora.

 

Foto Original Teresa Pereira. jpg

 

E, já que não assistiu à inauguração, dê um pulinho a visitar a Exposição e apreciar os belos trabalhos apresentados.

 

(Notas finais:

Peço desculpa aos Artistas de quem não apresento imagens individualizadas, porque não me foi possível obtê-las. Uma razão acrescida para ir visitar a Exposição.

As individuais, que obtive, resultam de digitalizações a partir do "portefólio" - catálogo digital inicial.

A imagem coletiva das Obras resultou de foto original de Rolando Amado.

As imagens globais dos trabalhos expostos na galeria são de Drª Teresa Pereira.

O meu, muito obrigado a todos os que participaram, expuseram e contribuiram para este trabalho coletivo.)

 

 

 

“… Témoins” – “As Testemunhas” – Série Policial Francesa – RTP2

Temporada 2 – Episódio 1

 

(2ª Feira – 3 de Julho de 2017)

 

Témoins 2 in. alllocine.fr.jpg

 

A RTP2 iniciou uma nova série, após terminar “Lei e Corrupção”.

 

As Testemunhas”, série francesa, agora numa 2ª temporada.

Reporto para o que escrevi sobre a primeira temporada, transmitida em 2016. E para dois sites franceses sobre o assunto.

https://fr.wikipedia.org

 https://www.google.pt/

A protagonista, a policial investigadora e detetive, Sandra Winckler.

Jovem profissional, divorciada, mãe de duas filhas, que tem à sua guarda, mas como difícil é conciliar profissão altamente exigente e absorvente e vida pessoal, em especial o exercício da maternidade…

 

Neste primeiro episódio, o surgimento de mais um crime macabro, com raios de surreal.

 

Num autocarro, estacionado numa estrada sem movimento, numa região quase deserta, encontravam-se quinze corpos de homens, congelados, sentados nos bancos, devidamente enfarpelados de fatos domingueiros, penteados, de rosa na abotoadeira, com ar festivo, como se aguardassem o início de uma viagem celebrativa e libertadora no Além…

 

Iniciadas as devidas investigações por toda uma equipa de vários técnicos especializados, de diferentes domínios, em diversos contextos, rapidamente (!) se cruzam as linhas investigadoras e se entroncam num ponto comum.

Todos eles haviam desaparecido, há pelo menos três anos e todos tinham em comum o conhecimento de uma mulher, fotógrafa de profissão, Catherine Keemer, também ela sem dar sinais de vida no mesmo espaço temporal. Que apenas dissera "adieu" ao marido e às filhas, acenando um adeus e até já e nunca mais ninguém lhe pusera a vista em cima…

 

Subitamente e nem a propósito, reaparece, perdida, amnésica, numa rua movimentada da cidade, não sei bem qual, saída de um carro, atarantada, perguntando: “Onde está ele? Onde está ele? …”

 

Perante a evidência dos factos, além de internada no hospital, também é presa…

 

(Cabe aqui um parêntesis.

Porque quem protagoniza esta personagem é nem mais nem menos que a talentosa atriz Audrey Fleurot, a célebre Josephine de “Um Crime, Um Castigo” e a celebérrima Hortense, de “Uma Aldeia Francesa”!

Promete esta 2ª temporada.)

 

Prosseguindo nas investigações…

Sandra Winckler descobriu a relação de semelhança deste crime com outro acontecido cinco anos antes.

Também um autocarro fantasma, onde fora encontrado também um corpo de homem congelado, também uma mulher envolvida, que à data, também fora recentemente mãe.

 

Ah, sim! Falta, entre muitas outras coisas que omito, dizer que, relativamente a Catherine Keemer, os médicos, nas observações que lhe fizeram, detetaram que ela fora recentemente mãe, há cerca de seis meses.

 

E este facto parece ser o elo que irá permitir à personagem ir recuperando a memória. (E à atriz compor o seu papel, que é sempre notável o desempenho de Audrey Fleurot.)

 

No final do episódio, enquanto Catherine, fugindo da enfermaria em que estava internada e prisioneira, se quedava extasiada a olhar os bebés na maternidade do hospital; Sandra investigava o autocarro fantasma de há cinco anos, abandonado num sucateiro de automóveis velhos.

 

Subitamente, como que por magia, ou descuido da investigadora que não apagara o cigarro (?), o dito autocarro fantasma incendiou-se…

 

(imagem. in. allocine.fr)

Incêndios…

PREVENÇÃO!

 

Há assuntos sobre os quais desejaria, de todo, não mais falar. Todavia e apesar de já ter abordado estas temáticas no blogue, ainda me vejo na contingência de escrever sobre o mesmo.

 

Antes de mais, manifestar a minha solidariedade e as minhas condolências.

 

Houve, neste caso, um conjunto de situações externas e incontroláveis, que, segundo os especialistas, terão provocado tão terrível catástrofe.

Temperaturas elevadíssimas, e ainda estávamos na Primavera; ventos quase ciclónicos e trovoadas secas. (Alterações climáticas?)

Circunstâncias incontroláveis, à escala humana.

Mas o rastilho estava lá.

 

Preste atenção, caro(a) leitor(a) nas fotografias seguintes.

In. JSF  Global Imagens. jpg

 

 

A floresta, além de ser de monocultura, ademais de pinheiro bravo, presumo, está praticamente dentro da estrada.

Nestes casos, as árvores não deveriam estar a, pelo menos, dez metros das bermas da estrada?!

Seria o mínimo a ser exigido.

In. BBCQkQQ.jpg

 

 

Além da floresta estar, a bem dizer, na estrada, também está completamente dentro das povoações.

Uma distância mínima das habitações, de cem a cento e cinquenta metros, de árvores altamente combustíveis, como são os pinheiros e os eucaliptos, é uma regra imprescindível de ser cumprida.

 

Nem falo dos matos e pastos secos que circundariam essas estradas e povoações devastadas.

 

E estas situações repetem-se por dezenas, centenas, milhares de povoações deste País, cada vez mais à beira mar plantado, mas que é urgente replantar no interior.

Prioritariamente, replantando outros tipos e modos florestais e outras maneiras de agir perante os campos.

 

Que esta tragédia, mais uma das que este País, periodicamente, se vê mergulhado, sirva para alertar todos, mas Todos, para a urgente necessidade de medidas preventivas, neste contexto, como noutros domínios.

 

Reporto para o que já escrevi anteriormente.

Prevenção! Prevenção!

 

E finalizo, reiterando a minha solidariedade e expressão de condolências!

 

Grato às Fontes das Imagens:

Fotografias in. JSF / Global Imagens.

BBCQkQQ

 

Fernando Pessoa - “Mensagem”

 

Prólogo

 

No blogue, já divulguei alguns dos Poetas e Poetisas consagrados/as que mais aprecio.

Já aqui apresentei abordagens sobre José Régio, Florbela Espanca, António Gedeão, Ary dos Santos, Luís Vaz de Camões, …

Hoje, “Dia de Portugal e de Camões”, divulgo Fernando Pessoa (1888 - 1935) e o início de “Mensagem”.

Post nº 535!

(…) (...)

 

*******

 

“Primeira Parte

Brasão

 

Os Campos

 

Primeiro

 

O Dos Castelos

8 – 12 – 1928”

 

*******

enciclopedia_sopena_1928_europa in. pasado en letras.com

 

«A Europa jaz, posta nos cotovelos:

De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos

Olhos gregos, lembrando.

 

O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é em ângulo disposto.

Aquele diz Itália onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

 

Fita, com olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.

 

O rosto com que fita é Portugal.»

 

 

In. “MENSAGEM - “Estante Editora” – 5ª edição - Aveiro – Agosto 2010.

 

Serangoon Road (TV Serie) 10º Episódio (Final)

Série Australiana – Singapuriana

(Epílogo)

serangoon.jpg

 

RTP2

Prólogo:

 

Terminou ontem a série “Serangoon Road” no décimo episódio. Não se prevê continuação. Não posso dizer que tenha sido desinteressante, que não foi, via-se com bastante agrado, mas era uma narrativa algo previsível, sem grandes rasgos de novidade, estruturando-se em esquemas narrativos habituais, neste modelo de seriado. Mas era de um conteúdo fresco e claro, não desnecessariamente rebuscado e de fácil leitura e entendimento.

 

Não foi, todavia, ou por isso mesmo, que não sei, uma série que tenha caído no goto dos espetadores. Na habitual estatística dos blogues do SAPO, nos dados dos últimos trinta dias, aparece apenas em 13º lugar, atrás de outros temas e de outras séries que já passaram há mais tempo na RTP2: "Código do Crime", "Hospital Real", "El Princípe", "A Mafiosa", "A Fraude". (Interessante: parece que as séries giram todas à volta de crimes!!!)

 

(Nas estatísticas destes últimos 30 dias, verifica-se uma relevância nos posts de Poesia dedicados à "Mãe". O que é óptimo, com p! E também “Follow Friday”.)

 

Desenvolvimento:

 

Mas vamos então ao conteúdo do episódio e da série.

 

Neste, talvez por ser o derradeiro, a estruturação dos casos, em caso particular / específico e caso geral, coincidiu.

O objetivo foi dar-nos a conhecer sobre o assassinato de Mrº Winston Cheng, de que já sabíamos algo.

 

O homem de mão foi efectivamente Lee Kim Fong.

 

Mas quem foi o mandante? Às ordens de quem trabalhava este jovem assassino? E o serviço que Mrº Cheng estava a realizar era encomendado por quem? (…)

 

Foi um descascar de cebola. A tríade de detetives, Sam, Dona Patrícia, Sue Ling, ajudada por Kang, que já reatou a amizade com Sam e pela jovem namorada de Winston, última pessoa conhecida que o vira vivo, esta trindade, transformada em quinteto, foi descobrindo, pouco a pouco, como as coisas se passaram.

Por detrás do assassino de mão, estava o célebre empresário dos amores frustrados, James Lim e coadjuvante ou acima deste, o jovem chefe da sociedade secreta “Dragões Vermelhos”, Kay Song, sendo que ambos eram sócios. Paralelamente ou mexendo os cordelinhos também, ainda que não diretamente relacionado com o assassinato, estavam os serviços secretos da nova potência em ascensão, aproveitando o vazio a surgir, pela abalada dos britânicos, isto é, a CIA, na pessoa do respetivo chefe, Wild Bill.

 

Desconhecedor de toda esta tramoia estava “O Tigre”, o velho chefão da sociedade secreta dos “Dragões”, “O Avô”.

 

A este foram apelar, reverenciosamente, Sam e Patrícia, na ânsia de descobrirem a verdade, de ser feita “justiça”, ainda que à moda de Chinatown e face às ameaças simbólicas e factuais a que Dona Patrícia fora sujeita.

 

Foi uma macabra oportunidade para presenciarem, observarem e aprenderem, sobre o funcionamento, as regras, as leis, o modus operandi daquela sociedade secreta e sobre quem efetivamente manda e irá continuar a mandar, naquele submundo e concomitantemente na própria superfície da Cidade.

 

Kay Song, o neto obediente e extremoso, face à oposição do Avô, relativamente ao seu comportamento e atitudes, e à sentença que este lhe ditara, não esteve com meias medidas e, na frente de todos, não teve pejo em sufocar, lentamente, o progenitor com uma almofada, assassinando-o, conquistando-lhe o poder e mostrando, aos presentes e testemunhas, do que é e será capaz futuramente.

Para todos os efeitos declarou solenemente que o Avô sofreu um ataque cardíaco e que os presentes são disso testemunhas! Pediu-lhes para saírem, que queria fazer o luto, enquanto queimava os documentos comprometedores que os detetives levavam e o incriminavam.

 

Sabemos quem matou, direta ou indiretamente, o dono da “Agência de Detetives Cheng”. Herança para Dona Patrícia e seus colaboradores que, a darem-lhe continuidade, também saberão que regra de ouro será não aceitarem casos que envolvam sociedades secretas.

 

E, no final, ficámos a ver Dona Patrícia e Sam a contemplarem o fogo-de-artifício comemorativo do “Festival da Lua”. Antes houvera a “Festa de Celebração da Família” e todos se divertiram também, evocando Winston, que era assim que ele gostaria. Sue e Conrad também se alegraram, como jovens que são, e futura família a constituir. E Kang e a mulher também deram azo à sua expansão comemorativa.

Sam lembrava a sua amada Claire, que se preparava para partir.

Por ordem de Dona Patrícia, foi despedir-se dela, na esperança de a trazer para o seu quartinho de Chinatown.

 

Ilusão a dele, que a moça, apesar das juras de amor eterno de ambos, face às expectáveis mordomias do marido, Frank, não teve dificuldade em escolher, apesar de algumas hesitações dos guionistas, para nos deixarem nalgum suspense.

Já o carrão do marido a seguir viagem e ela planta-se na sua frente. Parado este, seguem ambos a caminho do barco que os levará para a Europa.

Boa viagem!

 

Quem também estará de viagem será Mrº Miller, do M16, que com a ajuda preciosa, mas traiçoeira, de Harrison Conrad, que lhe terá fornecido dados sobre o Vietname, conseguiu ser transferido para Washington. Certamente também promovido, pelo menos para melhor posto!

 

Em contrapartida, que isto são os alcatruzes da nora, uns sobem, outros descem e o chefe da CIA, Wild Bill, também foi chamado para os EUA, mas não me pareceu que pelas melhores razões. Que ele apercebeu-se da “traição” de Conrad, provavelmente não a podendo provar, mas deixou-lhe profecia: “Quem semeia ventos, colhe tempestades…” e interpelação: “O que vê quando se olha ao espelho, Harrison?”

 

Mas deixemo-nos desta considerações proféticas e interpelativas, que ainda nos falta dizer que quem contratou Mrº Winston Cheng no trabalho de investigação foi o irmão do empresário de amores frustrados, o professor, ligado aos sindicatos e que está preso por esse motivo, mas que foi uma ajuda preciosa para os investigadores da Agência. Indicou que só o irmão saberia exatamente quem matara e porque mandara matar Mrº Winston.

E Sam e Kang souberam e também assistiram à morte macabra do empresário, que foi decapitado, na frente de ambos, pelo assassino cruel e sanguinário, Lee Kim Fong.

 

(...)

 

E por aqui me fico. Que fica muito por contar.

Porque a narrativa era muito mais complexa do que aparentava.

Porque reescrever, sobre o que outros contaram, não é assim tão fácil.

Porque eu não estou nem pretendo fazer, ou refazer, o romance.

Porque, apesar de aparentemente leve, o conteúdo, por vezes, era pesado.

E porque isto é apenas um post, num blogue…

E porque quero publicar e tratar de outros assuntos que preciso.

(…) – (…)

 

Mais uma vez, que nunca é demais, o meu Muito Obrigado, se me acompanhou até aqui!

 

 

 

Serangoon Road (TV Serie) - Episódios 8 e 9

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 Serangoon road in. frontrowfeatures.com

 

Nestes dois episódios, antepenúltimo e penúltimo, prossegue a narrativa da série, estruturando-se no modo habitual.

 

O caso particular do episódio oito assentou em duas meninas australianas que resolveram sair do continente-ilha, almejando chegarem a Londres pelos seus próprios meios, a bordo de um navio, “Orion Star”, inconscientes dos perigos desnecessários a que se sujeitavam.

Pelo meio, foram ameaçadas pelo comandante, raptadas por um “Falcão” tatuado no braço de um ladrão de rua, puseram-se em perigo na sua leviandade, houve recurso aos serviços da “Agência Cheng”, cooperação de Sam, e, no final, uma das moças, conivente no seu pretenso rapto para obter dinheiro, chantageando o pai da amiga, acabou por ser encontrada no jardim zoológico de Singapura a contemplar a verdura do arvoredo!

 

No caso geral, busca de pistas sobre o assassinato de Winston Cheng, a viúva, Dona Patrícia, acabou por se cruzar com a rapariga de vestido claro, que lhe fora deixar o relógio de bolso numa sacola, junto à porta da Agência e ao falar com ela, veio a saber que a jovem fora mais que amiga do marido, de quem tinha um filho de quatro anos, função maternal que cumprira a contento de Winston, que Dona Patrícia é estéril.

A moça apenas quer ajuda para criar a criança, não sei se Dona Patrícia se comoveu e irá auxiliar e sobre novas pistas acerca do assassinato também não se adiantou muito.

 

Sam andou, como sempre, numa fona a desatar os nós dos enredos dos casos peculiares, pouca assistência deu a Claire Simpson, nem lhe pode oferecer qualquer futuro estável. Isso mesmo lhe diz ele, após ter saído da curtição no opiário e também Lady Tuckworth alertará a rapariga para esse futuro sem saída com o detetive de Chinatown.

No episódio nove, a Lady reforçará esse facto junto do rapaz, quando este se dirige à recepção da Delegação Australiana, que, afinal, o edifício luxuoso é da representação austral e não americana, como eu julgava.

 

Pelos vistos, Claire seguiu os conselhos de Lady, não é qualquer uma que tem a sorte de ouvir bons conselhos de uma Lady, e, já no final do episódio nove, como chamariz para o décimo, ouviremos Frank, marido de Claire, a dar conhecimento a Sam de que o casal iria viajar junto, para a Europa.

O marido fez muito bem em dar conhecimento ao detetive, não só porque compartilharam a mesma mulher, como, sendo ele detetive, nunca se sabe não iria Sam andar a vasculhar do paradeiro de sua amada. Assim já ficou a saber, não precisa de procurar!

 

E sobre americanos e paixonetas, lembramos Conrad, jovem agente da CIA e apaixonado por Sue Ling, que por esse enlace se deixou enlaçar nos novelos e chantagens do M16, na personagem de Mrº Miller, a quem ficou de fornecer informações dos serviços secretos americanos, o que ele cumpriu.

No episódio nove, já farto das exigências e caprichos daquela raposa matreira, praticamente mandou-o às urtigas, deixando o último envelope, supostamente sobre o Vietname, no chão.

 

E já que falei várias vezes sobre o nono e penúltimo episódio, falta-me abordar a especificidade do caso habitual.

 

Também desta vez envolveu australianos.

Uma jovem e promissora jornalista australiana foi achada esfaqueada na cama com um amigo de Sam, um aborígene herói da segunda guerra, Robert Collier, Robbo, sem que este se lembrasse de nada.

Acusado e preso, o assunto deu pano para mangas, chamou a atenção do jornalista Macca, do chefe da Delegação Australiana, certamente embaixador e lá esteve Sam e a firma detectivesca a resolverem o caso.

Só a paciência, crença e confiança absoluta de Sam no amigo e salvador do tempo da ocupação japonesa, possibilitou ao ex-soldado herói salvar-se da forca. Que muitas forças ocultas, em que os preconceitos racistas dominavam, o ex–soldado é negro aborígene, direcionavam-no para morte certa.

Afinal, o verdadeiro assassino da jovem fora um Lee Kim Fong, que assim impossibilitou a concretização dos sonhos de uma talentosa jornalista, que não chegou a sê-lo nem demonstrá-lo.

 

E também se deduziu que esse mesmo destrambelhado pode ter sido o assassino de Mrº Winston Cheng.

 

E por aqui me fico, nesta estória, contada de modo tão parcelar. Por hoje! Que está para começar o décimo e último episódio, que quero acompanhar.

Não foi um seriado muito interessante, mas viu-se com agrado.

 

 

Serangoon Road (TV Serie) - Ep.s 3 … 5, 6, 7

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 

Serangoon road in. tvwise.co.uk.jpg

 

A série continua na sua saga, que não é assim tão longa, pois as produtoras, pelos vistos, só lançaram uma temporada, na dimensão mais estandardizada, que são dez episódios!

A ação decorre, quase exclusivamente, espacialmente em Singapura e, de facto, temporalmente em 1964, quando aconteceram os célebres conflitos raciais e religiosos.

O episódio três enquadrou-se, na sua narrativa, no âmbito e no meio dessas ocorrências de conflitos entre as comunidades malaia e chinesa.

 

Sam Callaghan, de origem australiana, mas vivendo na Cidade, à data, ainda em vias de se separar da Federação Malaia, é um de entre os milhares de cidadãos de múltiplas origens, a viverem em Singapura e que irão constituir a base do “melting-pot”, que estruturá a nacionalidade da futura Cidade Estado e é, atualmente, a base da sua identidade.

É o personagem principal, herói da narrativa, sempre em busca de “boas” realizações, membro ativo da firma de detetives,  “Cheng Detective Agency”, dirigida por Dona Patrícia Cheng. (Dona é a forma de tratamento que acho dever atribuir-lhe.)

Su Ling, sobrinha de Dona Patrícia, não sei se de sangue, se por afinidade, é outro dos elementos ativos e imprescindíveis da equipa.

Constituem uma trilogia fundamental e peculiar, irmanada na resolução de casos mais ou menos difíceis, em que se empenham como almas de anjos de bondade e altruísmo, aspergindo um pouco de harmonia num mundo tão desencontrado. Fazem a sua parte no extinguir dos fogos, tal qual o colibri! Sempre na defesa dos mais fracos e dos que “tiveram algum azar na vida”!

Kang, de quem Sam é sócio na firma de import/export, de garrafas de uísque, galinhas, discos dos Beatles e dos Rolling Stones, e do que vier à mão e possa ser transportado no barco da “empresa”, acaba por ser também envolvido nas pesquisas detetivescas, ainda que não seja da sua especial  apetência.

Mas Sam, emparelhado com as suas parceiras, consegue, com a sua bonomia, envolver nas suas pesquisas as personagens mais improváveis.

 

Em cada episódio, empenham-se construtivamente na resolução, pelo lado mais optimista de entre os possíveis, de casos que lhes vão indo parar às mãos na Agência.

Paralelamente, vão progredindo nas pistas sobre a morte de Winston Cheng. Preocupa-os o último caso em que ele estava a trabalhar, questionam-se sobre a eventualidade do envolvimento de sociedades secretas, que era uma premissa que Winston equacionava sempre, não aceitando casos em que elas estivessem enquadradas.

 

Uma das recentes pistas, ou sinal eventual, apresenta-se num relógio de bolso, com foto de um casal, (Winston e Patrícia ?) que uma moça mostra a uma colega, num bar em Chinatown, no final do episódio três.

Ao findar o episódio seis, esse mesmo relógio será deixado, num envelope, à porta da Agência, por uma senhora, encoberta por lenço e sombrinha, um vestido claro, alegre e vistoso, que Dona Patrícia apenas conseguiu ver ao longe, no dealbar da esquina da Rua.

 

Assim se vai desenvolvendo o enredo: resolução de caso peculiar, em cada episódio e avanços, mais ou menos significativos, no caso mais geral.

 

No episódio três, o pano de fundo da temática enquadrou-se nos tristemente célebres conflitos raciais e religiosos, “racial roots”.

O caso particular incidiu nos novelos de um amor impossível, documentado fotograficamente por Winston Cheng, entre um rico empresário chinês, viúvo, James Lin (?) e uma senhora casada, Susana Chong (?), da alta sociedade singapuriana, mulher de um político proeminente.

 

Dona Patrícia Cheng, na sua ânsia de descobrir pistas sobre o assassinato do marido, Winston, e na posse dessas fotografias enigmáticas e parcelares, destemida e serenamente, não receou avançar, num riqueshaw, por entre a turba multa…

E foi mais um conjunto de situações rocambolescas em que os detetives particulares se envolveram… e resolveram.

 

Sempre à espreita, a espionar e espiolhar, estiveram as agências oficiais, CIA e o M16, este na pessoa da raposa matreira, Mrº Miller, que tudo espia e manda documentar fotograficamente.

Mais disfarçadamente, que até agora ainda os não vimos, estarão também os serviços secretos dos russos, dos chineses…

(…)

 

No episódio cinco o assunto principal incidiu sobre a falsificação de um remédio de combate à malária, cujo componente principal era traficado e posteriormente diluído, de modo a surtir menos efeito debelador da doença. Paralelamente, era transacionado no mercado negro, a preços elevados, o remédio original e eficaz, a que só podiam aceder os que tinham posses.

Nesta falcatrua estavam envolvidas, uma empresa farmacêutica de marca e renome, a empresa do marido de Claire Simpson, a West Pacific e todas as empresas a ela ligadas, australianas, americanas, inglesas; um gangue de criminosos, a própria polícia e o M16, central de espionagem inglesa.

O papel de cada um deles era diferenciado e contextualizado, mas estavam todos enrolados no mesmo esquema de falcatrua e corrupção, mais direta ou indiretamente.

 

Para atacar esta tramóia, mais uma vez, esteve a equipa da firma “Cheng Detective Agency”, que, neste caso, teve a colaboração de Claire Simpson, pela primeira vez contactando com a verdadeira realidade de miséria em que viviam os aldeãos que trabalhavam na firma do marido. E para os interesses escondidos em que se moviam os seus detentores.

(…)

“- A senhora expõe-me e eu exponho-a a si.” Disse Mrº Miller, o chefão do M16, para Claire Simpson, quando esta se dispunha a divulgar esses interesses conluiados.

(…)

 

No episódio seis a temática envolveu diretamente a sociedade secreta “Dragões Negros”.

Uma jovem, Hue Lin, neta do ancião do clã e irmã do atual chefe operacional, Kay Song, após dada como desaparecida e as consequentes preocupações dos interessados, foi localizada morta, a boiar num braço de rio.

Paralelamente, junto à porta da Agência, Dona Patrícia encontrou uma caixa de madeira, de transporte de mercadorias, contendo uma criança recém nascida, vivinha da costa.

Terão os dois factos algo em comum?!

(…)

Após Sam ter conhecimento pelo chefe da polícia, Amran, um funcionário chinês, que, apesar da sua condição de policial, sempre consegue ser prestável com Sam, de que a rapariga não morrera afogada, que a morte ocorrera antes, resultante de complicações de parto… os dois factos são ligados pelos detetives e todo um processo de investigação entrou em curso.

E, uma vez mais, a “nossa” “Agência de Detetives Cheng”, resolve o caso o mais satisfatoriamente possível.

(…)

Habitualmente, cada episódio enquadra-se num contexto cultural específico da Cidade e da narrativa e, neste, contextualizava-se em China Town, bairro dos chineses e numa sua festividade, o “Festival Chinês do Espírito Esfomeado”.

E uma criança jurou a pés juntos à sua mãe que vira esse “Espírito Esfomeado” na pessoa de Sam.

(Não admira, pois é mesmo esse ar que ele muitas vezes aparenta. Na cultura ocidental chamar-lhe-íamos “Alma Penada” / “Alma Perdida”!)

 

O episódio sete enquadra-se nas lutas políticas e partidárias, desta fase crucial de Singapura e no papel dos vários agentes e interesses envolvidos. (Não necessária, nem apenas ideológicos, mas também nesta perspetiva e nas lutas geoestratégicas subjacentes, pelo contolo de uma cidade charneira, num espaço em convulsão geopolítica internacional, em plena guerra fria. Confronto entre ideologias e interesses: económicos, financeiros, … envolvendo britânicos, americanos, australianos, russos, chineses, malaios...)

A luta dos independentistas, o papel dos sindicatos, a perseguição aos comunistas, …

 

Neste episódio reaparece o personagem do empresário chinês, do amor impossível pela dama da alta sociedade, James Lim, que pretende que a “Agência Cheng” encontre o irmão, o Professor Lim Chee Kit, acusado de ser o mandante de uma ação bombista, que apenas destruiu, simbolicamente, um brasão da Cidade e cujo efeito mais devastador foi o de ter impedido a ida ao cinema, do parzinho amoroso Conrad - agente da CIA e Sue Ling - agente de “Cheng Agency”.

(…)

Pelo meio vários nós se atam e se desatam, de amores e de amizades.

(…)

 

Aguardemos o episódio oito!

 

*******

 

No esquema central da narrativa, no respeitante ao enredo romanesco, perpassa o namoro entre Claire e Sam, tomando ela, no episódio seis, a decisão de abandonar o marido, para ir viver com Sam, com a sua concordância.

No episódio sete, deu conhecimento do facto ao marido, Frank Simpson, à entrada para uma das habituais festividades na Embaixada Americana (?).

Abandonou todas as suas mordomias, em troca de uma verdade sentimental, dirigindo-se para a casa do amante, Sam. Mal sabia ela, onde ele se encontrava.

Calcorreou o seu calvário, da casa de Sam, para a de Patrícia, da desta para o barco de Kang e do tugúrio deste, para outro ainda mais marginal. Nem mais nem menos, que um opiário, onde Sam jazia adormecido e entorpecido pela droga.

Veremos como ela e ele irão lidar com a nova realidade em que se  envolveram, passando da de amantes clandestinos para hipotético casal de noivos, a viverem à luz do dia e com as mordomias de Sam.

 

Outro romance que se foi delineando, muito timidamente, cheio de incertezas e dúvidas, foi o de Conrad, agente da CIA e Sue Ling, agente de “Cheng Detective Agency”.

No episódio sete essa concretização foi confirmada pelas partes envolvidas, personagens a quem e só a quem deveria interessar e deveria ser selada com uma ida ao cinema.  Deveria, digo eu, porque não chegou a ser…

Que esse namoro mal nasce e já está sentenciado pela ação e prepotência da agência de espionagem inglesa, M16, na pessoa de Mrº Miller

Que chantageia Conrad com o conhecimento comprovativo do passado estudantil falseado de Sue e as ações do jovem namorado, Conrad, para apagar esse passado forjado por um amigo despeitado da rapariga.

 

Veremos no que dá essa chantagem para que Conrad vigie a sua própria agência, CIA e dê informações ao M16!

 

Singapura, pela sua situação geográfica, pelo momento histórico que se vivia, pelos conflitos que no mundo se digladiavam na designada “guerra fria”, ocupava à data, no espaço e no tempo, uma posição de charneira, no contexto geo político, económico e financeiro e era, por isso, um ninho de vespas de espionagem e contra espionagem.

 

*******

 

Para finalizar, abordo a estrutura técnica da narrativa.

 

A sequência técnica da narrativa fílmica assenta sempre no mesmo esquema estrutural.

 

Inicia-se cada episódio com um resumo dos anteriores, apresentando excertos breves, pequenos trechos fundamentais, relevantes para o que será abordado e desenvolvido.

 

Em seguida, um brevíssimo prólogo do episódio a ser apresentado.

 

Posteriormente, surge  o “Genérico” da Série.

 

Inicia-se, então, o “Desenvolvimento” da narrativa do episódio em causa.

 

No final, deixam sempre um prenúncio do que surgirá em episódio posterior.

 

Dia treze de Maio de dois mil e dezassete!

13/05/2017

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A persistência dos Effes

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A ocorrência de um milagre?!

 

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Não posso deixar de cronicar um pouco sobre o dia de ontem e sobre três acontecimentos mediáticos em que Portugal esteve envolvido. Sobre os quais friso, desde já, que opino sequencialmente por ordem cronológica da sua ocorrência.

Mais ou menos consensuais, tocando em maior ou menor grau a população portuguesa, sendo vividos e vivenciados, quer de forma tendencial ou claramente positiva ou predominantemente pelo lado negativo; de algum modo, todos, (e cada um deles), terão sido sentidos se não por todo o povo, pelo menos pela grande maioria.

Quer se gostasse ou não, houvesse ou não identificação, os media fartaram-se de perorar sobre os mesmos! E a realidade, quer factual, quer virtual, permanentemente nos chamou a atenção para estas ocorrências. Dificilmente nos poderiam deixar indiferentes!

Todavia uns serão, à priori, mais abrangentes que outros. Ou talvez não!

Em todos eles se verifica a permanência, a reminiscência ou persistência, do celebérrimo conceito identitário de Portugal associado à trilogia dos EFFES, atualmente, quer se aceite ou não, muito mais alargada.

 

Num deles, e no meu ponto de vista, tendencioso, já se vê, a imanência de um verdadeiro milagre!

 

A vinda de Sua Santidade, o Papa Francisco, a Portugal, mais especificamente a Fátima, foi, certamente o acontecimento que terá envolvido mais recursos quer materiais, quer humanos, terá consumido mais tempo e mais canseiras de milhares e milhares de pessoas. (Digo eu!)

Todavia, não poderemos afirmar que tenha sido totalmente consensual, dado que Portugal, ainda que, tradicionalmente, de maioria católica, religiosamente falando, não o é na totalidade.

E quem não segue essa orientação religiosa, não se identifica de todo, em princípio, com a situação.

E mesmo há quem, sendo católico, não se revê no objeto da visita de Sua Santidade, o Papa Francisco!

(E sobre o assunto, tenho dito. Por agora!)

 

O segundo acontecimento teve o seu espaço fundamental de ação e clímax ali para os lados da Segunda Circular, em Lisboa. O desfecho e epílogo no Marquês, coração, aonde convergiu o sangue de toda a nação benfiquista da Grande Lisboa, mas ter-se-á alargado a todo o País e comunidades onde haja adeptos do clube da Águia.

Falo de Futebol!

Não podemos esquecer, contudo, que para os benfiquistas festejarem e ficarem contentes, ficarão tristes… sportinguistas, portistas, pelo menos estes, de maior relevância numérica e de maior impacto em termos de aspiração a conquistas de campeonatos. Mas também não poderei esquecer os bracarenses, os vimaranenses, os pacenses, os flavienses, os setubalenses… eu sei lá…

Pela minha parte fiquei muito contente. Felicito o Benfica, a sua equipa e todos os que trabalharam para alcançar este êxito.

E, já agora….

E porque não, o penta?!

 

A terceira ocorrência, acontecida a partir das vinte horas, foi o Festival… da Eurovisão.

Aqui trata-se de Música, não apenas de fado, mas tem sido um Fado, triste, que Portugal, que concorre desde 1964, há mais de meio século, com algumas ausências pelo meio, nunca havia ganho nem obtivera classificações significativas.

E se Portugal concorreu com canções merecedoras e com verdadeiro impacto! Mas nunca haviam despertado os favores eurovisivos.

E logo esta canção!

Não que ela não seja merecedora. Que o é, total e completamente! Só que, à partida, não seria festivaleira.

Não seria, mas foi! E ganhou o Festival!

Atrevo-me a afirmar que, neste ano de 2017, como acontecia nos anos sessenta e setenta, maioritariamente, Portugal esteve colado ao ecrã televisivo, durante a transmissão. Quanto mais não fosse durante a atribuição pontual. Nunca acontecera tal! Que Portugal estivesse sempre colocado no primeiro lugar, a receber tanta pontuação máxima, a ter a simpatia e preferência tanto dos vários júris nacionais, como do público, como da imprensa.

 

(Lembro que, nestas coisas da Eurovisão, não é a primeira vez que ganha uma balada, posso classificar assim a canção “Amar pelos Dois”?

Recordo Gigliola Cinquetti - “Non Ho L’età”, pela Itália, em 1964; Johnny Logan, pela Irlanda, em 1980, com “What’s another year?”...) (Curiosa a data de nascimento deste cantor.)

 

(Mas isso já vai há tanto tempo, dir-me-á. Isso é quase do tempo da “Maria Carqueja”! Pois, é verdade, mas é do tempo em que eu via os festivais da eurovisão.)

 

Neste ano uma hipotética vitória começou a delinear-se logo cedo, nas redes sociais, que atualmente são um bom barómetro das opiniões, mas ao longo de diversos anos criaram-se tantas expectativas… relativamente a várias canções e intérpretes, que depois saíram completamente defraudadas… que seria mais um em que tal aconteceria.

Mas não foi.

 

A canção “Amar pelos dois” saiu vencedora. Com inteiro mérito.

 

Parabéns ao cantor, Salvador Sobral e à compositora, Luísa Sobral.

 

(Mas será que no meio disto tudo terá havido algum milagre?!)

 

E o dueto final foi magnífico!

 

(Interessante como este Salvador lembra o outro “salvador”, no célebre jogo de Portugal com a França, em que Portugal também venceu o Europeu de futebol.)

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/salvador-sobral

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