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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“… Todo o mundo é seu!”

“Era uma uma vez... uma folha de couve. Veio uma ovelha e comeu-a.”

Foto Original. 2020. 05. jpg

 

 J. J. no Benfica! C. Ferreira na TVI!

 

Há dias que ando para escrever sobre as transferências mediáticas deste início de verão quente. Quentíssimo! Não gosto muito de escrever na berra do calor. Que é o que mais afronta. E porquê a relutância na escrita?!

 

Primeiro, porque considero que as pessoas são livres de escolher e aproveitar as melhores oportunidades que se lhes oferecem. Têm livre arbítrio para decidir, conforme os casos. É um direito que assiste a qualquer cidadão.

Segundo, porque não sendo nenhuma destas personalidades das minhas preferências, porque perorar sobre os ditos cujos?! Ademais tenho alguma antipatia, primária, reconheço, sobre os mesmos.

Relativamente a J. J., não gosto daquele ar enjoado, cumulativamente a mascar pastilha. Após a célebre ida para a concorrência leonina, fiquei a detestar. Pela atitude do próprio, não pelo clube, que aceito como qualquer outro, nada me move contra. Já as atitudes de dirigentes, de treinadores, de jogadores, dos balúrdios que os movem, das atitudes de muitos adeptos fanáticos, das claques, é outra coisa. De qualquer clube!

Quanto a C. Ferreira, detesto aquelas risadas sem jeito, antipatia também primária, aceito. Vejo pouca televisão, raramente a TVI ou a SIC, acho-as muito iguais, concorrem uma contra a outra, muitas vezes na estupidez. Mas são as preferidas da maioria dos telespetadores!

Ambos inundam as redes sociais, a comunicação social adora estas picardias.

 

(E os provérbios?! Alentejanos, talvez nacionais, não sei. “Era uma vez... uma folha de couve, veio uma ovelha e comeu-a.” “… Todo o mundo é seu.” Isto é, de quem não tem a dita folha de couve.)

 

Mas cá está a escrita. E porquê?

 

Pelo dinheiro que movimentam. Choca, quando falta tanto, em tantos locais. Poderia frisar na Saúde, mas já é um tema batido. Na casa de muito boa gente. Mas também poderá ser dito que será muito boa dessa gente que alimenta os egos destas vedetas, a concorrência destas televisões, a euforia dos futebóis. Das Futebolices!

E de onde provem toda essa dinheirama?! E como é que clubes, cheios de dívidas, ainda conseguem entrar nestas jogadas de contratações fabulosas?!

E onde vão TVIs e SICs buscá-lo?

E por aqui poderia ficar.

 

*****

Mas… Não posso deixar de frisar que acho deplorável que, em Portugal, ao mais Alto Nível dos Representantes Institucionais da Pátria Portuguesa, tenham andado, de gosto, a bajular estas personalidades. Lamentável!

 

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E para acabar, dois versos do Poeta dos Poetas, do livro que ando a reler, o exemplar velhinho do antigo 5º ano do Liceu!!! (Após “Tieta”)

 

«Ó glória de mandar, ó vã cobiça / Desta vaidade, a quem chamamos Fama! …»

In. Canto IV – 95 – Os Lusíadas – Luís de Camões – Porto Editora, Lda – 7ª Edição

 

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Ah! A foto…

Como O/A Caro/a Leitor/a pode ver, até na foto, a folha de couve mal se vê. Como se tivesse vergonha de se mostrar. Cumulativamente, ratada. Comida, picada, não sei se pelos pássaros, se pelos caracóis, ou outros animais, ou todos eles.

Destacável, em 1º plano, a açucena: pureza virginal. Também repetida em fundo. Entrelaçada com as folhas de uma amendoeira doce, muito nova. Ao lado direito, esporas de jardim, azuis. À esquerda e em terceiro plano, alecrins. Em último plano, acompanhando a parede cinzenta, murtas.

 

Futebol – “Champions”: Tapar o sol com a peneira!

Que viva o futebol! Isto é uma assombração! Futebol é arrebol: Areia para os olhos!

 

Que maravilha, princesa ervilha. A “Champions”, a final, em Portugal. Que bestial! É a salvação nacional. Não ligas a futebol?! É arrebol?! Não és bom português! Só tu não vês.

 

A Liga dos Campeões, a Taça dos Campeões Europeus, cá prós plebeus. Dá direito ao regozijo institucional, dos Altos Representantes da Nação. É quase uma assombração.

 

Em Lisboa! Que importa a Covid aumentar?! A Champions nos vai safar. A Grande Lisboa, o Corona a exportar?! Para locais improváveis?! São, da ciência, imponderáveis!

 

É, também, a irresponsabilidade das pessoas. É! A falta das zaragatoas. É! Culpa do Povinho, do Zé. Também é. Cada ação individual tem reflexos no geral. Porque tem! Mas não convém.

 

Festas e festarolas?! Manifs e manifs?! Venham os “bifes”. Turista está a vir. Fronteiras, abrir.

 

E os Bancos, aos solavancos?!

 

E o Algarve vai fechar?! E onde me vou banhar? Que o Verão vai chegar.

 

Que outros países nos ponham no vermelho?! Isso é dor de escaravelho. “Nós somos o melhor destino do mundo”. O resto é poço sem fundo.

 

E os das festas promotores vão ser indiciados? Isso é justo. São mais que culpados. E quem lá vai não é?! Quem paga é o Zé!

 

A situação está mais que controlada. Dizem os DDTs, para a manada!

 

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Hoje, deu-me para escrever assim. Tem sido uma semana muito stressante, apesar das coisas, por enquanto, terem corrido melhor do que temíamos.

 

Tenho alertado para as “desconfinaçõesapressadas e vejo coisas tão assombrosas! Surgir o “bichoonde nunca esperei ou imaginei.

 

E, esta do futebol, da “Champions” em Lisboa! É atirarem-nos areia para os olhos. Tapar o sol com a peneira!

O Poder instituído acaba por passar mensagens contraditórias!

 

Mas cada um de nós tem a obrigação de ser responsável. Ações individuais têm reflexo no coletivo.

 

Prémio aos profissionais de saúde”?! Mais trabalho e aumentarem-lhes os riscos, é que é.  

 

Saúde para quem está doente. Melhoras! Mas mantenham-se confinados, como é vosso dever!

Desconfinamento(s)?! ?!

Uma salganhada de Covid’s!

 

Não sei se estes desconfinamentos sucessivos, face à Covid 19, estão ou não correlacionados com o aumento de casos, principalmente na Grande Lisboa e mesmo noutras zonas, embora de forma menos expressiva. (Alguém saberá?!)

 

O que sabemos, todos, é que não há, atualmente e ainda, uma cura para esta doença, nem uma vacina que, à priori, a previna. E porque demora?!

 

O que nos dizem as entidades responsáveis, tanto nacionais como supranacionais, é que as ações preventivas e inibidoras da propagação do vírus, passam, entre outras, por higiene, muito especialmente das mãos, nas nossas atividades diárias; pela “contenção e distanciamento social”; pelo uso de máscara, em locais públicos, medida tornada obrigatória, desde que passou a havê-las disponíveis no mercado. (…)

 

Também sabemos que algumas das informações, que nos têm sido prestadas, têm variado um pouco. Conforme as circunstâncias, à medida das situações evolutivas, a partir do conhecimento que foi sendo adquirido, com o evoluir pandémico e os ensinamentos provenientes dos diferentes países e das respetivas ações face à situação. Uma aprendizagem um pouco por tentativa e erro, comum à maioria dos aprendizados humanos, em situações novas!

 

Por vezes, informações algo contraditórias. Apesar disso, prefiro acreditar nas informações oficiais. Precisamos todos de nos sentirmos seguros dessas informações.

 

Independentemente desse aspeto de confiança, tenho expressado a minha discordância de algumas das atitudes, decisões, sugestões, das nossas entidades superiores, apesar de, globalmente, pelo menos na fase inicial, ter concordado com as mesmas.

 

A minha maior discordância tem-se centrado no desconfinamento, que julgo apressado. De repente, tenho observado pelos mais diversos locais e localidades, que “anda tudo um pouco ao molho e fé em Deus!”.

 

Todos temos plena consciência que é imperioso e urgente “reativar a economia”. Sim, mas muito especialmente nos setores fundamentais e sempre, mas sempre, com segurança, pessoal e dos outros. Cada um é responsável por si mesmo. Mas tem que pesar o reflexo das suas atitudes e comportamentos, face às outras pessoas.

 

Há ações, que neste enquadramento, deveriam pura e simplesmente não ser realizadas.

As manifestações, repito! Sem desconsiderar a respetiva relevância e motivações.

 

Não concordei com a forma como foram evocadas datas fundamentais: 25 de Abril, 1º de Maio, outras manifestações realizadas, umas com mais ordem e estruturação, outras mais desordenadas. Nem com algumas festas futuras (Avante, por ex.)

 

E que dizer da “atuação” dos nossos “Representantes Máximos”, em “ações pedagógicas”, fosse nas idas à praia, na degustação restaurativa, na fruição de atividades culturais, em locais icónicos e espetáculos na “moda”?!

Achei, sinceramente, atos supérfluos.

E que dizer dos convites oficiais, publicitados via TV, à vinda de pessoal para Aquém Tejo?!?!

 

Pese embora as intenções tivessem sido de passar uma mensagem de confiança, de abertura, uma certa pedagogia positiva na atuação geral das pessoas para o seu dia-a-dia… (Digo eu, que ninguém me encomendou sermão.)

Questiono, se toda estas ações e face à necessidade que todos sentíamos de sair do “confinamento”, não terão levado ao extravasar de saídas da população para tudo quanto é sítio, a este “desconfinamento” exagerado a que assistimos.

 

E o futebol?! Valeu a pena tanta pressão para a retoma?!

Tanta ganância! E logo na 1ª jornada, os “quatro grandes” meteram o pé na argola. Alguns ainda emendaram o perdido. Mas o Benfica! O Benfica…!

E depois aqueles incidentes… Que não são adeptos… são criminosos!

Uma melhor distribuição da riqueza gerada, dos prémios auferidos. Ordenados menos opulentos. Muitos clubes vivem numa bolha de dívidas astronómicas! E as ligações futebol / politica – política / futebol?! Politiquices!!!

 

E a saída do Senhor Ministro das Finanças?! Relacionada com a Covid?!?!

E todos estes dinheirames, que vão para aqui e para ali, que reflexos irão ter nas nossas vidas, já tão sobrecarregadas de alcavalas diversas e variadas?!

 

E os Bancos? Injeções monetárias, neste, naquele… Sem lucros?! Tantas comissões!!!

 

E deixem as fronteiras ainda em paz! E o turistame!

E as praias?! (…)

 

Se há algo que esta pandemia trouxe à superfície mediática, foram as profundas desigualdades existentes nas diversas sociedades e contextos!

 

Ricochetes de Covid?!

Padre António Vieira?!

 

Quando publiquei o postal “Passeio Virtual por Cidades… e Aldeias”, em Maio, fi-lo precisamente porque estava e estou, farto de Covid. E quem não estará? Escrever sobre o dito cujo ainda me saturava e satura mais.

 

Entretanto passaram-se tantas coisas e qual delas mais estranha.

O “desconfinamento” atingiu proporções, a meu ver, exageradas e não só em Portugal.

 

Manifestações, de motivações justas, mas que descambaram em efeitos injustificados.

Em Portugal, as ações têm sempre uma escala proporcional à nossa dimensão. Alguns cartazes despropositados.

 

Nos States, após aqueles descalabros, previsíveis, dadas as assimetrias gritantes entre estratos populacionais, acentuadas pelos efeitos de Covid; na Velha Albion, onde a Covid também tem feito grande mossa; inépcia e incoerência dos respetivos governantes, em ambos os estados anglófonos, deu-lhes, aos manifestantes, para derribarem e apearem estátuas. (Não haviam bastado os talibans!…)

Sem qualquer sentido.

Porque, reflita, SFF. Que seria da América se não tivesse havido Colombo? Ou de Inglaterra sem colonialismo(s)? Onde estariam esses sujeitos a quem lhes dá esses amoques?! Existiriam sequer, enquanto seres humanos?!

Porque se fossem os contestatários, ameríndios nos States; ou os anglos, ou os saxões, ou os celtas, em Inglaterra, ainda se perceberia… mas sendo quem são, que seria dos ditos se não tivesse havido todos esses horrores, que de facto foram: escravatura, esclavagismo, colonialismo, tráfico negreiro… Que não defendo nenhum destes retrocessos históricos, friso!

Que existem atualmente, sim! Com outras variantes e cambiantes, sim!

 

A História não se apaga, não deixa de existir por ser negada ou escondida ou submersa nos rios, enterrada nos pântanos da ignorância. Bem pelo contrário! Deve estar visível para ser aprendida, apreendida, interpretada, estudada, ensinada. Para ajuizarmos com discernimento e espírito crítico o que tem valor ou não, ao nosso olhar atual, sem deixar de perceber o enquadramento epocal.

Tudo o que é Humano tem que ser contextualizado no tempo e no espaço. Não se pode emendar o que foi ou deixou de ser mal feito em tempos passados, porque o “tempo não volta para trás”!

 

Cá pelo burgo, melhor, na Grande Cidade, também lhes deu para vandalizarem monumentos! E logo do Padre António Vieira!

Não sou especialmente apreciador de estatuária laudatória na via pública. Muita é inestética, mal colocada no espaço, os respetivos personagens suscetíveis de valoração ou não, positiva ou negativa. Todavia, já que expostos, permitem-nos opinar, ajuizar sobre os mesmos. São lições de História!

Não têm que ser consensuais. Muito menos estragados, destruídos. Para estragação e achincalhamento, basta o que lhes fazem os pombos, diária e continuadamente.

Que nos digam os Grandes: Camões, lá do alto do seu pedestal e Eça, mais terra a terra, mais a sua Verdade, um pouco mais em baixo.

De modo que, e um pouco mais acima, esborratar o Vieira é completamente incongruente.

Açucenas quintal. 2019. 05. jpg

 

António Vieira (Lisboa – 1608 / Baía – 1697): Orador e Escritor português. De pais de condição modesta, sua avó paterna era mestiça, serviçal na casa dos condes de Unhão.

Foi para o Brasil aos 6 anos. Estudou no Colégio dos Jesuítas, na Baía. Entrou na respetiva Companhia.

Distinguiu-se na catequese dos índios, de quem foi defensor intransigente.

De 1641 a 1652, esteve na Europa, nomeadamente ao serviço de D. João IV, de quem foi embaixador em França, Holanda e Itália.

Voltou ao Brasil, onde permaneceu de 1652 a 1661.

Levou o decreto real de libertação dos "índios", que provocou violentas reações dos colonos e o seu desterro para Lisboa.

Na sua segunda estada na Europa, 1661 – 1681, foi preso em Coimbra, em 1665, nos cárceres da Inquisição.

Viveu em Roma de 1669 – 1675. Regressaria ao Brasil em 1681, onde morreria em 1697.

Foi um Cidadão do Mundo, atravessou sete vezes o Atlântico, percorreu milhares de quilómetros, muitas vezes a pé.

Distinguiu-se especialmente nos sermões. Profundo conhecedor do coração humano. F. Pessoa o intitulou “Imperador da Língua Portuguesa”. Elogiado por A. Sérgio “nunca se escreveu em português mais claro, mais próprio, mais natural…”

Arrebatava tanto a gente inculta do Brasil, como o requintado mundo dos cardeais da Cúria Romana.

“Expoente da oratória sacra portuguesa e um dos maiores da oratória universal, foi político, missionário, defensor dos fracos, crítico audaz dos poderosos e patriota visionário.”

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(Para este excerto sobre P. António Vieira, mais uma vez, me baseei na Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal – Círculo de Leitores - Tomo XVIII – pag.s 164, 165, 166.

Manias pré históricas!!!)

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E ainda...

Relacionado com o postal anterior, dizer que continuei com Tieta. Apaixonante a narração. Dá vontade de não parar. É sempre assim com Jorge Amado.

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E a foto?!

Original, como gosto que sejam. De flores, ou de plantas, pela(s) sua(s) simbologia(s).

Repare, SFF:

Hoje é dia 13 de Junho. Dia de Sto António. A respetiva flor simbólica é o lírio branco. (Na minha terra, também chamamos a estes lírios, açucenas.) E qual foi o celebérrimo sermão de Padre António Vieira? De Santo António... aos peixes. Que é isso que também ando a fazer... Mais valia ao pessoal que, em vez de desconfinar por dá cá aquela pallha, fosse tratar de jardins, que bem precisam. Nem sabem como é relaxante, tratar de um jardim ou de uma horta. Experimente, SFF.

 

“Sete anos de pastor Jacob servia / …”

Homenagem a Luís Vaz de Camões

(1525? – 10/06/1580 - Lisboa)

 

Rosa de Alexandria. Foto original. 2019. jpg

 

“Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

mas não servia ao pai, servia a ela,

e a ela só por prémio pretendia.

 

Os dias, na esperança de um só dia,

passava, contentando-se com vê-la;

porém o pai, usando de cautela,

em lugar de Raquel, lhe dava Lia.

 

Vendo o triste pastor que com enganos

lhe fora assi negada a sua pastora,

como se a não tivera merecida,

 

começa de servir outros sete anos,

dizendo: - Mais servira, se não fora

para tão longo amor tão curta a vida.”

 

 

In:

“ALMA  PÁTRIA – PÁTRIA ALMA”

“Pelo Mundo em Pedaços Repartida”

4º / 5º ANO

PORTO EDITORA LDA

Domingos R. Pechincha - J. Nunes de Figueiredo

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SONETOS – pag. 122

 

Notas Finais:

A escolha deste Poema para além dos diversos óbvios e, de certo modo, também a partir do universo dos blogues, também se enquadra no momento político atual e dos "servilismos" ou serão "oportunismos" (?) & Associados. -  POLITIQUICES!!!

Já no dia 11/06, resolvi inserir uma foto de uma rosa de alexandria, certamente condizente com o objeto de Amor de Jacob: Raquel. Calculo que haveria rosas destas lá para as terras de Jacob e Raquel. Digo eu.

Segundo a tradição biblica, deduzo que terão vivido no início do segundo milénio antes de Cristo. Portanto, há perto de 4 mil anos! Jacob, terceiro patriarca bíblico, é o pai dos epónimos das 12 tribos de Israel. Esteve casado com Lia, de quem teve seis filhos. Mais tarde acabou por casar com Raquel, valeu a espera e o "servir", de quem teve dois filhos: José e Benjamim. Jacob acabou por emigrar para o Egipto e o seu filho José tornou-se figura importante na hierarquia dos faraós, chegando a ministro! 

(É sempre importante sabermos estas coisas de ministros importantes nessa época, tal como agora. Estas informações não as soube na net, mas certamente lá estarão. Eu busquei-as na velhinha Lexicoteca - Moderna Enciclopédia Universal - Círculo de Leitores. Anos oitenta do século XX - 1986.

Em termos comunicacionais, reportam-se quase ao tempo dos faraós!)

E dou por findas as notas do postal, que gostaria de colocar outro novo.

A Chaga do Mundo!

 

E... "A Chaga do Lado"!

(Políticas... politiquices!)

 

Vivemos num mundo em permanente convulsão. Em guerras constantes. Há regiões do globo em que os conflitos armados persistem continuadamente.

 

A região do Médio Oriente é um desses espaços em que, as duas guerras mundiais, as guerras internas / civis, entre países da região, com intervenções diretas ou indiretas de outras potências, regionais, ou mundiais, mais restritas ou generalizadas, a região não conhece estabilidade há mais de um século.

Não é alheia a essa situação a questão do petróleo e todas as problemáticas que lhe são correlativas. Nem a forma de constituição dos Estados nascidos após a queda do Império Otomano.

Nem, após a Segunda Guerra, a criação do Estado de Israel. Faltando o compromisso de criação de um Estado Palestiniano!

Recentemente, a questão da guerra na Síria cristaliza, diaboliza, todas as discrepâncias e desentendimentos em permanente convulsão naquele contexto espacial, introduzindo novas variáveis.

Mas outros espaços na região mantêm focos ativos de guerras: Arábia, Yemen, Iraque… Israel, Faixa de Gaza…ou próximos: Irão, Afeganistão

Na restante Ásia, as guerras mais localizadas, conflitos entre vários países, confrontos bilaterais ou multilaterais, com intervenção ou não de grandes potências, totalitarismos vários, subdesenvolvimentos diversificados, pobreza e fomes gritantes, hiperpopulação, guerras, perseguições, genocídios, fazem do Continente um alfobre de migrantes, que tudo arriscam para chegarem a pretensos “Paraísos”, Ocidentais ou outros.

 

Mas noutras regiões do Globo outros conflitos se mantêm ativos e persistentes. Na Europa, inclusive (Ucrânia, Rússia…). Europa palco principal das duas grandes guerras.

A África é um Continente em permanente instabilidade: Colonização na 2ª metade do século XIX, descolonização no pós 2ª Grande Guerra, conflitos internos, guerras civis, são poucos os países com estabilidade sócio – política. A fome, a miséria, as doenças, perseguições… a corrupção…

Em todo o mundo, os conflitos despoletados no contexto da Guerra Fria, dos interesses das grandes potências continuam latentes ou mais ou menos ativos.

Em todos os Continentes, a criminalidade organizada, as drogas, os tráficos humanos… os “senhores da guerra”…

 

Falta tolerância, diálogo. Liberdade, Democracia! Desigualdades atrozes, mas injustificadas, dado que a produção de bens e serviços, a tecnologia existente, os meios de produção disponíveis não remetem para tais discrepâncias, nem as caucionam. Uma gritante má distribuição do que se produz, incluindo desperdício geral de recursos, à priori e à posteriori, do processo produtivo. A ganância, a primazia pelo lucro, o egoísmo, a corrupção, o nepotismo.

 

A Europa, apesar de tudo, o Continente aparentemente com melhor estabilidade e condições económicas, funciona como foco de atração dos milhões de deserdados do Médio Oriente, da restante Ásia, do restante Mundo. Na América, os Estados Unidos têm essa força centrípeta. Milhões de deserdados das Outras Américas acorrem em massa a esse almejado e suposto “Eldorado”!

 

E na Europa, como principal foco atrativo, o “Reino Unido”, primordialmente a Inglaterra! Reino onde paradoxalmente ocorre essa palhaçada a que resolveram batizar de “Brexit”. Um verdadeiro Carnaval, realce-se!

Mas ainda na Europa, a França viveu semanas de lutas sociais e bem perto de nós, na Catalunha vive-se um conflito social, de contestação nas ruas, por enquanto, que não se vislumbra de fácil solução. Erros crassos e sucessivos do poder central, do governo, do rei, que não souberam gerir as aspirações independentistas, contrapondo uma política de diálogo. Dificilmente Madrid aceitará uma independência da Catalunha, nem sei se será justificável, no contexto das múltiplas interdependências entre povos, países, estados, nações. Um referendo ainda que possa ser feito, dificilmente será conclusivo. O espectro da Guerra Civil está sempre presente! As aspirações independentistas de outras nações de Espanha, adormecidas, podem ressurgir… A implosão de Espanha não é sequer desejável. Todavia, o Estado centralizado de Espanha precisa repensar as suas funções e atribuições face às autonomias. A Coroa, supostamente unificadora, não soube agir sensatamente!

 

No Chile, em Hong – Kong, no Líbano, no Haiti, no Equador,… os desejos de melhores condições de vida, de liberdade, de uma maior igualdade, democracia, de Justiça, levam a que milhares e milhares de Cidadãos se revoltem, façam ouvir as suas vozes aos poderosos do mundo, ensurdecidos na ganância, soberba e avareza de poder e dinheiro.

 

Instabilidades, as abissais desigualdades, a fome, as guerras, as perseguições, provocam fugas maciças de povos, à procura de melhores condições de vida. Arriscam tudo, caem nas mãos de redes de exploração e milhares de jovens, crianças, velhos e novos lançam-se em aventuras, arriscando a vida em busca de sonhos, que viram pesadelos.

Periodicamente surgem casos chocantes, os mais diversos. Nessa altura o Mundo acorda para uma realidade por vezes bem perto de nós, mas depressa os poderes instituídos se esquecem de promessas, ignorando as pobrezas, o abandono, que também ao nosso lado, nos mostra a “Chaga do Mundo”!

 

Ou o/a Caro/a Leitor/a não se apercebe das misérias gritantes que connosco convivem e se cruzam diariamente nas ruas, nos becos, nos metros, nas paragens, nos locais escondidos, nos bancos dos jardins da nossas cidades?!

(No nosso País, na nossa Cidade…

É olhar e ver enquanto se distrai no seu telemóvel!)

 

O que fazer para erradicar a fome, a pobreza, a desgraça do mundo e a chaga do lado?!

 

Raposa no Galinheiro!

Uma Fábula Interativa

Ou seja

Palavras interditas, que podem e devem ser ditas.

(Mas que aqui não são escritas.)

 

*orra!... Chi**!

 

Que ponham no galinheiro

Raposa a guardar dinheiro…

Para que nós – Tu e Eu

Paguemos

Galinhas que ela comeu…

E que nos danemos…!

 

Não é justo nem leal

O que se passa em Portugal!

 

Bem se podem desdizer

Ou até contradizer…

E mesmo reclamar

Uns p´rós outros empurrar

E, inclusive, se olvidar…

 

São todos responsáveis!

Mas que tudo, execráveis!

 

Os que lá estiveram e passaram

E por lá se amesendaram.

 

Que nos pilhem cada mês

Uma galinha pedrês

Através de comissão…

É pecado sem perdão!

 

E quem diz… *orra! Diz… Chi**!

 

(E não digo mais palavrão

Só por boa Educação!)

 

É de uma injustiça atroz

Que tenhamos que ser nós

Os pagantes

Das raposas pilhantes!

 

É caso para dizer…

 

Palavras interditas

Que podem e devem ser ditas!

 

*******

 

 

Este texto faz parte do conjunto das “narrativas em verso” que venho escrevendo mais acentuadamente desde 2017, sobre problemáticas que nos afetam. Mas que já anteriormente escrevia. Umas vezes de forma rimada, outras não. Veio sendo escrito desde Janeiro, era para já ter sido publicado, mas só agora foi possível.

As palavras interditas ainda não são explicitadas. Continuam as **! Um dia… quem sabe!

É interativo. Porque pressupõe a colaboração do “público – alvo”, a repetir algumas palavras, como se de um coro se tratasse. Não são as palavras em **. Já foi ensaiado uma vez na SCALA – Almada.

É imperioso e urgente continuar a ser dito!

Crónica salteada de Descontentamentos! (Vem aí o Verão!)

Notícias Cá do Burgo: “Raposas no Galinheiro”! Excesso de Velocidade – Prevenção Incêndios – Medicina! Centrais Biomassa – Politiquices! Futebolices!

 

Comecei a crónica sem saber como a batizar. Vários temas, de algum modo relacionados com a última crónica e a situação de Portugal. Vai daí, ficaram todos os supracitados sobrenomes!

 

As raposas no galinheiro! Surpreso/a?! Será o tema de um futuro e próximo post, em poesia, que já era para ter acontecido. (Uma fábula interativa!). Cáfilas de raposas têm assaltado sistematicamente os galinheiros, nomeadamente o principal. Quando postas perante a verdade, negam, olvidam-se, gozam com o pagode, riem-se na cara dos inquiridores, não têm nada a ver com o assunto. Não comeram, nem deram a comer quaisquer galinhas… Fazem de nós papalvos, trouxas! Nós, que pagamos as galinhas que eles, raposões, comeram!

 

Noticiaram recentemente um maior controle na velocidade excessiva nas autoestradas. Certo! E nas ruas das nossas localidades?! É muito mais imperioso e urgente. O pessoal circula a velocidades e com tanta falta de cuidado, que se não acontecem mais acidentes, só por sorte do Destino. Atravessar as passadeiras é um verdadeiro exercício de fuga ao atropelamento. Todos os dias algum condutor ultrapassa a passadeira em alta velocidade, enquanto o peão segue na outra faixa! É urgente, controle e penalização do excesso de velocidade nas ruas. Nas nossas ruas!

 

Prevenção de incêndios. Estão as limpezas todas feitas. Dizem-nos e propagandeiam. Será?! É só olhar com olhos de ver! Dentro das nossas próprias cidades existem espaços em locais bem movimentados, bem emblemáticos, à vista de todos, em que as limpezas foram esquecidas. Nas próprias autoestradas, nas bermas, frise-se, pinheirais…! Eucaliptais não respeitando as distâncias mínimas de segurança, pelas estradas desse país. É só olhar e ver! Até nos locais dos grandes incêndios de 2017! Prevenção!

 

Noticiam a falta de médicos, nos mais diversos hospitais. Dos mais diversos profissionais de saúde, mesmo técnicos auxiliares. Os turnos de 24 horas dos médicos nas urgências (vinte e quatro horas!!!). E sobrecargas de trabalho nos centros de saúde, especialmente nas grandes cidades. O que é verdade. Basta observar!

Simultaneamente noticiam que mil alunos de Medicina não conseguirão acesso à especialidade?! Será?! Porque será assim?! Não haverá aí uma grande contradição?! Saúde!

 

Noticiou, o Senhor Ministro da tutela, a implementação de centrais produção de energia, a partir da biomassa. Localizadas em zonas do Interior. São fundamentais! Para recolha e valorização de todos os inertes das limpezas. Para quando?! (Equacionar as poluições, acentue-se.)

Andam sempre a investir em Lisboa e Porto…

(Novo Hospital Central localizado em Lisboa para quê?! Por ex. Palmela, em zona de acesso à autoestrada e ao comboio. E porque não?!)

 

E a compra do SIRESP?! (...?!)

 

E as habituais bombas desta época: os milhões das vendas, vendas (!!!) dos futebolistas. Este ano é um João Félix. Há poucas anos foi um Renato Sanches. Lembra-se?! Isto é só para entreter o pagode, quando o futebol está no defeso. Vendem-se! Compram-se! Tudo mercadorias de alto preço. O futebol, atualmente, é um verdadeiro engodo, ilusão, “ópio” do povo! Que é o povo que o sustenta, que o compra, diga-se! Até enjoa tanto futebol!

Chocam os factos em si, e os valores das transações. Compras… Vendas!

 

Que raio de País, de Mundo é este?!

 

… A Leiteira - Uma crónica em contra mão.

Politiquices…Demagogia!

 

A Leiteira In Artrianon.jpg

 

Este post era para ter sido elaborado com uma imagem de “A Leiteira”, como está, mas também com uma foto de um senhor, antigo membro de uma antiga governação, a fazer a celebérrima birra dos corninhos com as mãos na respetiva cabeça, dirigida a um senhor deputado, quando esteve presente na Assembleia da República, no âmbito das respetivas funções governativas. Isso foi já há alguns anos, nem sei e nem interessa quando.

 

Recentemente, esteve novamente na Assembleia da República, desta vez numa comissão de inquérito, a prestar contas da sua antiga atuação. (Enquanto governante?!)

Voltou a dizer das dele e, desta vez, reportou-se para a fatura da luz que funcionaria como uma espécie de vaca leiteira.

O que até é verdade, pois nós somos sugados, (apetecia-me usar outra palavra, mas como essa tem outras conotações…), somos sugados, mas não é só na fatura da luz, mas nas mais diversas faturas. É um sugar que não há dó nem piedade!

 

Mas quando ex-governantes nos vêm alertar para estes descalabros, ficamos perplexos! Mas se estiveram em governações e, como tal, com responsabilidades, o que fizeram para contrariar essas situações em que somos constantemente explorados?! Mas essa atitude não deveria constar do perfil das respetivas atuações enquanto governantes?! Pelos vistos não. Agora, após terem sido, é que tomam consciência disso!

 

Um outro senhor, também com altas responsabilidades no país, este por duas dezenas de anos, também, numa homenagem que lhe foi prestada, lembrou-se de dizer que Portugal não precisa de mais autoestradas, nem estádios de futebol, precisa é de crianças. O que também é verdade. Mas então, enquanto exerceu atividades de poder não teve qualquer impacto nessa betonização e asfaltar do país?! (?!)

 

É de ficarmos de boca aberta perante a consciencialização de tais verdades!

 

A estas atitudes chama-se, democraticamente, DEMAGOGIA!

 

(E porque não a foto do senhor a fazer os corninhos?

Porque neste blogue são raros os posts com fotos de pessoas, enquanto tais. Julgo que são apenas dois. Existem muitas, mas quase sempre de personagens nas séries.

Para além de que as imagens podem ter direitos de autor. E não vá o diabo tecê-las…

E porque a foto, sugestiva é certo, mas é feia.

E toda a gente sabe a que foto me refiro.

E porque não tenho as costas quentes…

E…porque não me apetece!

A imagem do quadro de "A Leiteira" de J. Vermeer - 1657/58, obtida na net, in. Artrianon, pretende reportar-nos para o óbvio, sem ser demasiado vernácula. )

Cenas Raras, Raríssimas!

Umas Gambas! Uns Vestidos!

 

Não acredito nisto

Que quase caia um ministro

por causa de umas gambas

Que isto não é: Caramba! Isto são: Carambas!

Como se umas gambas e uns vestidos

Roubassem pão a desvalidos!

Ou acabassem no Corte Inglês

Todas as roupas e trapos.

Sem esquecer o Chinês

Cheio de calças aos farrapos.

 

Não, não há gratidão neste país!

Que uma excelente senhora,

Por um triz quase doutora,

Tu cá tu lá com a realeza,

Não sendo baroa ou baronesa,

Não se veste como pindérica

Nem se arma em histérica

Perante tostões e trocados.

 

Trocando isto por miúdos

Pra pequenos e graúdos:

É preciso paciência,

Sabedoria, ciência

Pra que filhos e maridos

Tenham tachos bem nutridos.

 

Que até reis tinham validos!

 

E por causa de umas gambas

Lembraram uns quantos galambas

Que achassem o tesoureiro

Cheirando o rasto ao dinheiro.

 

Será que o dinheiro se achou?!

Não Sei! Isto mal começou…

 

Não sei. E o que nos vale…

 

Tão só, e tão simplesmente

É que isto é cena rara

Mais que rara, é raríssima

Mas que nos sai cara, caríssima!

Isso é que é realmente.

 

E pra quê tanto alarido

Por uma gamba, um vestido

Ou um tacho pro marido?!

 

Gambas. in. http://news.certifee.com.br. jpg

 

O que importa e isto agora mesmo a sério…

É que para além deste despautério

Não se feche a porta a quem precisar

Que hajam Casas, Instituições

Gente séria e bons corações

À frente, a comandar!

 

Sem nunca esquecer que “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”!

E que “À mulher deste, César, não basta ser séria, também há que parecê-lo”!

 

(imagem, in: http://news.certifee.com.br.)

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cronica-de-outubro-2017-152374

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