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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “A Reforma”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post nº 276, remetemo-nos novamente para a divulgação de Poesias da 13ª Antologia, 2015.

Neste caso, divulgamos a Poesia “A Reforma”, de José da Silva Máximo, de Ponte Velha, Marvão.

No procedimento até aqui seguido, não referimos a idade de nenhum dos antologiados, mesmo quando a data de nascimento estava explicitada.

No respeitante a este Poeta, tomo a liberdade de contrariar esse procedimento, mencionando que nasceu em 1925. Será certamente o decano dos vinte e nove antologiados, pois tem a venerável idade de noventa anos!

 

“A Reforma”

 

“Mote:

 

A vida dum reformado

Se não há ocupação…

É meio caminho andado

Na rota da solidão.

 

Nunca mais chega até mim…

Dizemos com ironia

No trabalho dia-a-dia

Em constante frenesim

Aliviando-se assim

O desespero tomado,

Ao ver um aposentado

Invejando essa pessoa,

Julgando ser coisa boa

A vida dum reformado.

 

Só quando nos reformamos

Temos tempo p’ra pensar…

Vemos os anos passar

Para mais novos não vamos!

P’rà velhice caminhamos

Sem lhe podermos ter mão,

Há também a perceção

Que o descanso é merecido

Mas é tão aborrecido

Se não há ocupação…

 

A quem pode e nada faz

Lhe chamamos preguiçoso,

Ou então de ocioso

Rotulado de incapaz!

É consequência que traz

De um ou doutro ser chamado…

Bom é não estar parado

Se é que ainda vigor tem,

Que isso é rumar p´ro além,

É meio caminho andado.

 

Eu já sei avaliar

Tudo quanto escrevo e digo;

Se outra coisa não consigo

Vou teimando em versejar…

Procurando improvisar

Sem ter jeito, mas então…

Cá vou indo em contramão

Movendo as pernas e os braços,

Caminhando a largos passos

Na rota da solidão.”

 

 

José da Silva Máximo, Ponte Velha (Marvão)

 

 

A sugestiva fotografia, também original de D.A.P.L. e de 2015, que acompanha este post, remete-nos para a temática desta Poesia e para uma forma de não entrar “…Na rota da solidão”.

 

 

" Jardim de D. Vanda" Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Para se entender melhor, deverá consultar: Aqui!

 

 

"A Família Krupp" - Série Alemã na RTP2 - Reposição

Família Krupp In media.rtp.pt.jpg

Numa prática comum na RTP2, volta este canal televisivo a repor uma Série Europeia de excelente qualidade. Neste caso:

A Família krupp" - Série Alemã na RTP 2 -Teil I.

Como habitualmente, são retransmitidos os episódios já passados, na primeira transmissão, semanalmente, e que nesta série supracitada, ocorrerram em Outubro transacto. Na reposição, ocorrem ao domingo à noite.

Já assim aconteceu com "Borgen" e recentemente com "Os Influentes". Ambas, excelentes séries, diga-se.

Sobre Borgen, escrevi alguns textos. Aliás, foi com esta série que me comecei a entusiamar na escrita sobre séries.

O "retorno positivo", através das observações, visualizações e ocorrências mais ou menos caricatas, motivou-me a escrever sobre o que observava nos episódios dos seriados.  

Sobre a Família Krupp voltei a rever, com muitíssimo agrado, o 1º episódio. Para o que escrevi na altura da primeira transmissão, remeto para o link que apresentei anteriormente, especificamente sobre o 1º episódio (Teil I).

E também para um 2º post que também escrevi sobre o tema.

Irei tentar rever ou ver os episódios seguintes, pois não sei bem se a mini série se constituiu com 3  ou 4 episódios. Pois não tive oportunidade de ver tudo.

Aguardemos os próximos...

Vou prestar ainda mais atenção à Música, que acompanha a narrativa. Superior, a forma como ela, a Música, conduz a narração, o enredo, acompanha as personagens, acentua os momentos chaves, nos envolve no contar da História e no narrar dos acontecimentos! E nos leva, como que nos embala até à leitura do genérico final.Nos seduz e nos prende! Soberba!

Também magistral a forma como a "narradora", Berta Krupp, nos vai conduzindo pelas suas memórias, entre o "presente" da ação, 1957, e o passado, desde 1901. Em épocas cruciais da Alemanha, da Europa e do Mundo. Tragicamente cruciais!

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Eu Vivi Abril (Abril de 1974)”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post nº 267, divulgamos uma Poesia de Manuel Faria Bento, de Gomes Aires (Almodôvar).

 

Flores Ondulantes original pintado com a boca Marthinus Pretorius

 

“Eu Vivi Abril (Abril de 1974)”

 

“Eu vivi Abril

Abril em revolução,

Estava na flor da minha idade,

Vivi abril com grande emoção,

Abril foi uma festa…

Uma passagem p’ra liberdade,

Abril foi uma festa…

Com muita responsabilidade,

Abril em Portugal…

Foi uma grande oferta

Dos militares em geral,

Abril por todos criado,

Ainda hoje é estimado

Por derrubar a ditadura…

Abril foi uma alegria

Que há muito se esperava

Para acabar a amargura,

Que há muito se vivia.

Com Abril Portugal evoluiu

Num modo diferente,

De um modo que nunca se viu,

Que faz confusão a certa gente.

Mas é próprio da vida,

Porque o homem se habituou

A viver no seu cantinho

Que com tanto gosto criou

Ali perto do seu vasinho.”

 

“Abril foi uma grande vontade

Que tanta força criou,

Ao longo de tantos anos,

A um povo vivendo sob crueldade,

De uma ditadura que os obrigou

A sofrer golpes tiranos,

Daqueles que viviam da repressão,

Recebendo dinheiro

Para aos outros arrancar o coração,

Destruindo vidas inteiras

Durante cinquenta

Cometendo tantas asneiras,

Perseguindo trabalhadores,

Gente pobre e carenciada,

Que ganhava fracos valores

Que não dava para nada,

E ainda lhe chamavam… traidores.”

 

“Abril nasceu em Portugal

Filho de toda a gente,

O estudante p’ra isso lutou,

O trabalhador por isso sofreu,

O militar nisso pensou,

O adolescente isso vivia,

Qualquer pessoa por isso era presa,

Mesmo que nada fizesse,

Era isso que toda a gente sentia,

Já nada era surpresa,

Na amargura que um povo vivia,

O pai era preso sem saber porquê,

A mãe era mal tratada,

O filho que fugia,

Para o estrangeiro emigrava,

A pide o perseguia,

Em qualquer lugar o matava,

Foi por isso que Abril nasceu!...

E que todo o povo aceitou,

Foi por isso que Abril nos deu.

A liberdade de viver,

A liberdade de trabalhar,

A liberdade de amanhecer,

A liberdade de ser português,

A liberdade de todos amar,

A liberdade de falar e ver,

A liberdade de aqui estar.

Isto é…

Vinte e cinco de Abril!..”

 

 

Manuel Faria Bento, de Gomes Aires (Almodôvar)

 

Retomámos a divulgação de Poemas da 13ª Antologia de Poesia do CNAP, de 2015, agora já em 2016.

Estamos ainda em Janeiro, é certo, mas sabe sempre bem antecipar Abril, que virá… e relembrar, a data marcante de Abril de setenta e quatro!

 

Na ilustração da poesia resolvi fugir ao mais óbvio, que seria ilustrá-la com o célebre “cravo vermelho”, optando por “papoilas”, numa pintura original de Marthinus Pretorius, pintada com a boca, em reprodução digitalizada de um cartão de A.P.B.P. – Associação de Pintores com a Boca e o Pé, Caldas da Rainha.

 

E tb, s.f.f. ...

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sonata de Outono”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

No propósito que estabeleci de divulgar, em suporte digital, uma Poesia de cada um dos Poetas participantes na 13ª Antologia do CNAP, dá-se a conhecer, hoje, “Sonata de Outono”, de Manuela Machado, Aljustrel.

Não tive oportunidade de falar com todos os antologiados, mas com todos os que estabeleci contacto, nenhum se opôs a esta metodologia. Caso alguém se oponha, agradeço que me dê conhecimento e procederei em conformidade.

Também continuo a ilustrar cada poema com uma foto ou outro suporte de imagem sugestiva, preferencialmente original, no sentido de enquadrar o texto. Quando não disponho de nada pessoal, pesquiso na “net”. O procedimento mencionado no parágrafo anterior, também se aplica neste caso. Perante eventual discordância, agirei segundo o que me for sugerido. Na net, apesar de ficar sempre “rasto” do que se deixou, também se pode remover o que não se quer.

Algum erro que seja detetado, agradeço que me seja dado conhecimento.

E, efetuadas algumas considerações sobre “metodologias de trabalho”, segue-se o Poema.

 

“Sonata de Outono”

 

“Louvemos o Outono…

Que anuncia mudanças

Com o seu verde indefinível

A doce aragem

O seu céu azul lilás

O sol coado…

 

Que sejam boas as mudanças

Como sempre esperamos.

Assim, seguimos o delicado zéfiro

Confiantes, embriagados

Com os tons enganadores

De tão doces

O cheiro dos frutos

Das colheitas

As folhas que dançam no ar

Douradas

Ainda cheias dos reflexos do sol

Que já foi

 

Seguimos cegos de esperança

Nem calor nem frio

O regaço de Ceres transbordante

Em alegre dança sem euforia

Nem cuidados

 

Louvemos pois o Outono

Paragem ilusória, doce torpor

Que anuncia

Com delicadeza

A chegada

Do solene Inverno.”

 

Manuela Machado, Aljustrel.

 

 

Ilustra-se com uma foto original de F.M.C.L., 2014.

Árvore Outono. Foto original de F.M.C.L. 2014.jpg

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sejamos Felizes!”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Hoje, neste Post nº 262, o primeiro após o Natal, continuo a divulgar poesias publicadas na 13ª Antologia de Poesia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

Damos a conhecer a Poesia “Sejamos Felizes!”, de Maria Cotovia (Vila Nova da Rainha).

 

Sejamos Felizes!”

 

“Meu amigo se queres saber a verdade

sobe comigo ao alto da montanha

onde uma paz e ternura nos invade

e a felicidade em nós se entranha…

 

A resposta, meu amigo, trá-la o vento

que atravessa todos os continentes

sem amarras nem grilhetas, só um portento

a que ninguém consegue por correntes…

 

Só o vento é mais livre que tudo na terra

e leva as sementes para terreno fértil,

e depois nasce a beleza que a natura encerra

e a verdade se reflete no regato subtil!

 

E a felicidade está nos frondosos amieiros

que ladeiam o rio que corre sem parar,

a felicidade está em ver no pasto cordeiros

e as mães paradas e embevecidas a olhar!”

 

Maria Cotovia, Vila Nova da Rainha

 Listen!

Ovelhas pastando no Vale Foto original DAPL 2014

 

Ilustramos também com uma fotografia original de D.A.P.L., de um rebanho no "Vale", na Aldeia, 2014.

Leia, também, SFF!

O Governo tomou posse!

O Governo do Partido Socialista, chefiado por Drº António Costa, tomou posse hoje, dia 26 de Novembro. Apenas com membros afetos a este Partido, mas apoiado parlamentarmente pelo Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista Português e pelos Verdes.

Um Governo de um Partido que não sendo maioritário na Assembleia da República tem, contudo, o apoio maioritário no Parlamento. O que só pode acontecer assim, dado que vivemos numa Democracia Parlamentar.

Situação aliás frequente em vários países de Democracia avançada.

 

Apenas dois desideratos fundamentais que precisamos que este Governo nos traga:

 

- Estabilidade – Este objetivo implicará que este Governo cumpra a Legislatura.

Objetivo que deverá determinar necessariamente que os “parceiros” que o apoiam, cumpram esse compromisso. Apoiar o Governo durante os quatro anos da legislatura.

Não será fácil que isso venha a acontecer sempre. Surgirão crispações, desentendimentos mais ou menos fortes, que inclusive serão muito bem aproveitados e fomentados pelas forças políticas que estão contra estes acordos do PS, bem como pela Comunicação Social que lhes é afeta. Pelos Detentores do Poder Económico, Financeiro… Para além de todas as pressões externas que surgirão, às claras ou na sombra das tomadas de decisão e em todas as jogadas políticas que existirão nestes jogos de Poder.

Necessariamente haverá que buscar acordos e consensos entre o Governo e os Partidos apoiantes.

 

Este Governo não terá a vida fácil. Sofrerá ataques dos mais variados setores de Poder e Contra Poder. Tanto nacionais como internacionais. Que saiba resistir a esses “ataques” e que não soçobre internamente, nem no contexto dos grupos apoiantes.

Que saiba resistir ao que quebra muitas vezes os Ideais: a Fome de Poder, a Corrupção, o "Compadrio"…

 

- Este Governo deverá implementar medidas, dentro dos respetivos contextos ministeriais, que focalizem as “Pessoas”, como móbil fundamental das políticas governativas.

Em termos de Valores, que implementem ações subordinados ao conceito de Dignidade. Que devolvam a Dignidade às Pessoas. Àqueles que dela mais se viram espoliados: Trabalhadores, Velhos, Reformados, Jovens… “Classe Média”…

 

Há setores em que a ação deste Governo irá ser muito elucidativa: Educação, Saúde, Justiça, Trabalho e Segurança Social.

As medidas a tomar nestes campos vão indicar-nos, com maior ou menor clareza, qual vai ser o “norte” desta governação.

Num destes setores há questões muito mediáticas que serão a "pedra de toque" desta governação, a curto prazo. Conforme este Governo nelas "pegar" assim deduziremos se nos trará ou não a "Estabilidade" e a "Dignidade" que precisamos.

Aguardemos...

Desejamos que tudo corra pelo melhor, que o que Portugal precisa é de um “Governo que governe bem”, passe a redundância.

 

P.S.-

E com este post, de algum modo, quebrei mais acentuadamente um dos meus tabus.

Sim, também tenho os meus tabus!

Esclarecendo. Abordo muito diretamente questões de Política “tout court”. Isto é no sentido mais imediato do termo. Falo deste tema, “política”, de uma forma muito direta e até, temporalmente, muito em cima do acontecido. Ainda que de modo muito “suave”.

 

 

 

 

"Hospital Real"! Ainda?!

"HOSPITAL REAL"

Um Série Galega de grande gabarito, transmitida na RTP2

 

Bem, volto a organizar um post sobre esta série que passou na RTP2, em Setembro.

Ontem, recebi dois "comentários" sobre esta Série e sobre a forma "desarticulada", digo eu, como terminou. De visualizador "Desconhecido", mas que agradeço a amabilidade de recordar a série e ter enviado link no facebook, para acedermos a comentários feitos na Galiza sobre o finalizar da série, em que figuram também opiniões das "nossas conhecidas" "Dona Irene" - Maria Vásquez e "Irmã Úrsula" - Susana Dans.

Foi a partir desse link que obtive o conjunto de fotos em anexo, com imagens de vários dos artistas em cenas finais.

Artistas de "Hospital Real". In facebook.

 Pena que a Série tenha terminado. Assim, daquele modo tão inconclusivo, se não pretendem dar continuidade a nova temporada!

Porque, mesmo decorrendo a ação em 1793, ainda havia muito a desenvolver a curto prazo, com aquelas  e aqueles personagens.

Imagine-se prolongar no tempo a narrativa... Só por mais alguns anos.

Tempos tão ricos de História nos anos subsequentes.

Depois desta Série, a RTP2 tem transmitido outras, mas nenhuma terá alcançado as audiências que esta obteve. Digo eu, em função do que observo nas visualizações do blogue.

Mais uma vez, obrigado aos visitantes do blogue e visualizadores dos posts.

E obrigado a "visualizador desconhecido" pelas informações que nos transmite!

 

 

1975 - 2015: Passaram-se quarenta anos!

 Ainda a propósito de “Mad Men”. 

E de um acontecimento de 1975.

 

E volto ao blogue e ao post em que abordei um acontecimento real ocorrido em 1975, a propósito dos “Homens Loucos” de Madison Avenue, N. Y. C., “Mad Men”. E dos computadores, na altura uns verdadeiros “monstros”, não só na forma, como no conteúdo, pela perspetiva de como eram vistos e percecionados, mesmo por quem lidava de perto com eles nos escritórios, mas não sendo especialista no assunto. Mais ainda para quem era completamente desconhecedor das suas funcionalidades e modus operandi.

Agora em que, a propósito de alguns acontecimentos mediáticos da política portuguesa atual, tanto se tem falado de 1975

 

Gostaria de deixar registado neste blogue alguns aspetos relevantes de algumas mudanças significativas deste Portugal de início século XXI, 2015, relativamente a esse findar do 3º quartel do século XX, 1975.

 

Neste Portugal atual, e apesar da tão apregoada Crise, vive-se significativamente melhor do que nessa data já longínqua de setenta e cinco.

Em termos de Consumo, os portugueses têm genericamente acesso a um cabaz de compras de bens mais ou menos essenciais muito mais vasto e diversificado não só pelos bens suscetíveis e acessíveis à sua bolsa, como pela existência e proliferação de locais de compra. Tanto de bens de consumo imediato, como duradoiro.

Vivemos numa Democracia consolidada. A Liberdade também é um Valor inquestionável!

O acesso a bens e serviços englobados no contexto da Educação, da Saúde, da Habitação, é um Direito também estruturado. Apesar de algum retrocesso que se tem verificado nomeadamente no campo da Saúde, face ao que já adquiríramos entretanto.

Portugal vive em Paz, apesar dos medos que hoje se sentem e pressentem, resultantes do alastrar à Europa de Guerras, que, até há poucos anos, pareciam confinadas a Países distantes… Que não deixavam de ser Guerras por isso…

 

in. escreveretriste.jpg

 

Estas são algumas situações em que, no plano interno, se constatam diferenças positivas relativamente há quarenta anos atrás.

 

E, no plano externo?!

 

Constate-se.

Portugal está integrado na União Europeia.

Faz parte da Zona Euro.

Não existe o “Muro de Berlim”, apesar de muitos outros muros que têm sido criados, por esse mundo afora. Físicos e psicológicos, culturais e sociais…

Não existe “Cortina de Ferro”.

Não existe “Pacto de Varsóvia”.

Não existe a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!

 

Thefalloftheberlinwall1989 in wikipedia.JPG

 

Vivemos num Mundo substancialmente diferente, mas…

Em que apesar de a designada “Guerra Fria” ter terminado, vivemos atualmente numa tensão e medo ainda maior. Em que a “Guerra” atual, há quem fale que vivemos numa “Terceira Guerra Mundial”, uma Guerra com contornos diferentes das anteriores, em que essa “Guerra” invadiu diretamente a Europa. E indiretamente chegou ao Continente Europeu através dos refugiados das Guerras por essas Áfricas e Médio Oriente.

 

E quem “produziu” essas “Guerras”?

Quem as alimenta com armas de todos os tipos?

Quem as financia?!

E com que fins?!

Quem as semeou e continua a sustentar, a adubar e fertilizar, com armas, munições, tanques e explosivos e carne para canhão de tantos inocentes?!

E quais os meios utilizados para obtenção de dinheiro para sustentar essas “Guerras”, umas “Grandes” e outras pequenas?

 

in imdb.com

 

Por vezes questiono-me e lembrando a “Família Krupp”, e a “Queda do Terceiro Reich”, se as pessoas que de facto alimentam as guerras, produzindo e financiando o armamento, mas vivem afastadas dos locais de conflito, quando ocorrem situações como as que têm acontecido por essa Europa, não se interrogam sobre o seu papel no Mundo…! Sobre a sua ação destrutiva da Humanidade!

 

E voltamos ao ponto de partida.

Vale a pena comparar 1975 com 2015?!

Apesar do pessimismo recente, vivemos ou não num Portugal substancialmente melhor?!

É ou não possível haver em Portugal abertura a novas e diversas perspetivas de “conduzir” este barco “Portugal” a bom porto?!

Que não faltarão as tempestades, os ventos alterosos, as borrascas…

 

Ah! E não posso esquecer o Imperialismo!

E o Imperialismo ainda existe ou não?!

Os Estados Unidos da América continuam a ser uma nação imperial, mesmo e apesar de terem um Presidente Obama?

E a Rússia, a nova Rússia, continua a ser também um Estado imperial, como o foi a antiga U.R.S.S., talvez o maior império à face da terra? Tal como fora também um império a antiga Rússia czarista?!

E o Reino Unido? E a França? E a Alemanha? São ou não nações imperialistas ou vivem apenas na nostalgia dos respetivos impérios passados?!

E a China?! É a terceira potência militar mundial, já detentora de enorme poder e liquidez financeira, “proprietária” e “co-proprietária” de variados setores estratégicos por esse Mundo fora, a nação mais populosa, com “colonos” espalhados também por todo esse Mundo, ocupando setores variados, talvez a maior produtora e fornecedora de bens utilitários de maior ou menor préstimo, mas que os Ocidentais, na sua febre consumista, tudo compram...

E o imperialismo das grandes multinacionais, dos grandes grupos financeiros, das grandes petrolíferas?!

(…)

E voltamos a interrogar:

O Imperialismo continua a existir ou não?

E Portugal e os Pequenos Países podem ou não tomar decisões e tomar conta do seu Destino fugindo às garras do Imperialismo?!

 

E com esta pergunta nos ficamos, por Hoje!

E terei esquecido o E. I.??!!

 

 NOTA Final:

HOJE, dia 24/11/2015, tomei conhecimento deste texto publicado na Revista "Visão" sobre o "financiamento" desta "Guerra" em curso.

Imprescindível LER!

 

CANTE Alentejano - Almada

 

Voltamos ao blogue.

Que não escrevo há alguns dias.

Que a Vida nem sempre é como se quer. Por vezes há assuntos mais prementes a tratar. Nem podemos estar sempre ligados à informática. Mas não me esqueci que ainda hei-de voltar aos temas mencionados no post anterior.

Bem como a outros assuntos.

E, Novembro é um mês de Alegria, mas também de Tristeza!

Ainda antes de voltar ao assunto do último post, relacionando acontecimentos de há quarenta anos (1975) e a atualidade (2015), divulgamos um acontecimento que irá ocorrer de hoje a oito dias. 

Em Almada, mais uma vez, "Capital do Cante"!

Em comemoração da elevação do CANTE a Património Imaterial da Humanidade.

Voltamos a um tema já aqui abordado noutros posts.

Segue o Cartaz de Divulgação.

Cante Almada.png

 

“MAD MEN” - American Movie Classics – AMC

“MAD MEN"

Série Americana na RTP2

Temporada 7

Episódios 12 e 13

“Sterling Cooper”: fusão ou confusão na “MacCann-Erickson”

fusão in theatlantic.com

 

E como se processou a integração dos quadros da antiga “Sterling” na "MacCann"?

 

Não foi nada fácil essa integração. Nessa fusão houve necessariamente muita confusão, principalmente nos quadros superiores. Imbuídos dum espírito de senhores dominantes numa empresa de pequenas dimensões, mas em que detinham um estatuto elevado, alguns dos sócios executivos tiveram dificuldade de integração ou não se integraram de todo.

 

Roger Sterling, principal acionista da firma com o seu próprio nome, que vendeu, não teria propriamente o objetivo de voltar a trabalhar. Reformou-se, que era esse o seu móbil. Gozar a vida. À grande e à francesa, daí ter juntado os trapinhos com uma canadense, que falava francês e com quem foi passear para a Cidade Luz, Paris!

Mas foi ele o elo de ligação entre a velha firma e a nova. Entre os quadros da “sua Sterling” e os executivos da “MacCann”. E essa interligação foi difícil de concretizar com alguns deles, ao ponto de Jim Hobbart, presidente da “MacCann”, o ter acusado de lhe ter vendido uma “maçã podre”.

 

Peggy Olson, redatora supervisora, vivenciou algumas dificuldades na sua passagem para a nova empresa, mais por questões inerentes ao funcionamento da empresa recetora. Que não dispunha, ou não disponibilizou desde logo, de um espaço próprio e específico para o seu trabalho, não lhe cedendo um escritório, nem os equipamentos necessários ao seu funcionamento. Essa ausência de ação traduzia, na ótica da profissional, uma falta de consideração pelas suas funções e estatuto, que ela tão arduamente conquistara, numa firma e num mundo sócio profissional liderado e dominado por homens. Finalmente ser-lhe-iam dadas as condições à sua cabal integração na nova empresa, conforme já abordámos no post anterior.

Até à sua transferência para a “MacCann”, foi permanecendo pelos escritórios da “Sterling”.

Aí lhe apareceria o próprio Roger, vindo da “MacCann”, angustiado e sequioso de álcool, que na nova empresa esse hábito não era cultivado, pelo menos à escala em que se abusava na sua firma, com o seu apelido batizada. Vasculhou o móvel-bar, mas não encontrou nada. Valeu-lhe Peggy, oferecendo uma garrafa de vermute, que compartilharam os dois. E foi vê-los, ele tocando piano e ela a andar de patins nos escritórios da “Sterling”, agora quase despidos de mobiliário, uns verdadeiros salões de baile e patinagem artística.

(E eu que julgava que só eu é que, por essa mesma época, finais de 60, inícios de 70, andava de bicicleta roda 28, em círculo, na cozinha da minha avó  Rosa! Mas não sob os efeitos de qualquer vermute!)

Pois sob esse efeito e de cigarro de lado na boca, conforme documenta a imagem seguinte, Peggy assim entrou triunfalmente, na nova empresa, senhora e dona do seu estatuto de mulher emancipada profissional e socialmente, demonstrando à saciedade e à sociedade conservadora da nova empresa, ser uma mulher livre e libertada! Uma menina pop!

 

entrada triunfal in stitoday.com

 

Imbuída desse espírito, impregnada desses valores também, Joan, que aliás fora a mentora de Peggy, julgou que faria uma entrada triunfal, com passadeira vermelha, na MacCann. Mas saíram-lhe furados todos os cálculos, todas as conjeturas.

Mercê de um conjunto de estereótipos e preconceitos, a que não seria de todo alheia a sua condição de mulher, sobreposta ao seu visual de mulher fatal, esteve sujeita a um conjunto de equívocos, desde ser rebaixada a trabalhar às ordens de um jovem muito menos experiente e capaz, até pedir ajuda a um executivo, que achou que ela o fora convidar para uma escapadela de fim-de-semana, para na alcova conquistar estatuto profissional e mercês do patrão.

O confronto com o presidente da empresa não foi menos redentor. Pelo contrário. Não valeu qualquer argumento, muito menos supostas ameaças de sindicatos ou movimentos libertários ou denúncias nos jornais da cidade. Que ela ignorava as páginas de anúncios publicitários que a “MacCann” comprava diariamente nos principais diários nova-iorquinos.

Ontem, como hoje, os media têm Dono! Na altura, os principais meios de comunicação eram os jornais, pese embora o peso que a rádio também tinha e a crescente importância da televisão. O cinema também era importante, relativamente muito mais do que é agora.

Internet era ficção científica!

E Tudo Isto Tem Dono ou Donos!

Vale-nos atualmente e, apesar de tudo, a Internet. Um espaço de Liberdade!

Mas Joan não teve sorte nenhuma, mas também não cedeu nem se sujeitou a ser humilhada nem enquanto profissional nem na condição de mulher.

E preferiu deixar a empresa e o emprego, vendendo as suas ações e participação na firma por metade do preço, que foi isso que o presidente da MacCann, Jim Hobbart, lhe ofereceu. Cinquenta cêntimos, por cada dólar por ela investido.

E com esse dinheiro se foi e investiu na sua produtora de filmes industriais, de que também já falámos no epílogo

 

Pete não só se integrou desde logo bem, que era “menino bem”, e sabia safar-se, como ainda ganhou emprego ainda melhor, de que também já falámos no respeitante ao episódio catorze e derradeiro.

 

Don, supostamente a “baleia branca” da “Sterling”, não saiu nem branca, nem preta, nem cinzenta, nem baleia. Saiu-lhes uma balela!

Na célebre reunião de diretores criativos, eles eram tantos e tão iguais, que Dan se confundiu.

Não se fundiu e fugiu.

Ver-se entre tantos e tão iguais, todos com mesuras simpáticas para com um palestrante chato, sempre a falar de um homem que todos conheciam, em quem todos pensavam, de que todos sabiam os hábitos, as atitudes e comportamentos, os costumes e que todos queriam convencer nos seus trabalhos publicitários, “o Homem Médio Americano”, que não era um, mas muitos milhões… fez Don devanear e vaguear nos topos dos arranha-céus da “Grande Maçã”, sair dessa reunião, não à procura de um “Homem Médio”, que não era apenas um, mas muitos milhões, mas à procura dele próprio, um único e apenas, na busca da sua identidade perdida, do seu original trocado.

E correu os “Estates”, na célebre “Estrada 66”, se não foi nessa foi noutra qualquer até lá ter chegado e no seu Cadillac, que na época tudo quanto se achava gente andava de Cadillac, e foi até à Califórnia frequentar um retiro espiritual na sua busca interior, que esperemos se tenha encontrado e achado.

 

busca de identidade in. visiteoseua.com.br..jpg

 

E assim falamos, ou não, na integração/não integração na nova empresa, que muito fica por dizer, por contar, especular e questionar.

 

Talvez ainda fale de dois episódios verídicos, vividos na segunda metade da década de setenta, relacionados com os computadores, na época, “verdadeiros monstros”. Enormes! Tão só e apenas!

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