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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“El Príncipe” - Temporada 2 - Episódio 9

Série Espanhola – RTP2

(5ª feira – 22/09/2016)

"Considerações"

 

Esta Série, na 2ª Temporada, Episódio 9, ainda está para durar. Pelo que consultei, vi referências ao “Capítulo 31”. Nem mais!

(Não consegui saber se este número se reporta exclusivamente à segunda temporada ou engloba a totalidade de ambas!)

 

el-principe 2 personagens in. hotel-r.net.jpg

 

O interesse fundamental desta narrativa resulta do facto de versar temas atuais. Demasiado atuais! Que, por vezes, até custa deles falar. Ficção, é certo, mas com substrato real.

Contudo, acho que o enredo se complexificou um pouco demais, de que resulta, esporadicamente, alguma incompreensão.

Surgiram outros personagens, cujos papéis e funções nem sempre consigo perceber muito bem. Também não tenho visto sempre, nem registado ideias essenciais e por isso e também por falta de tempo, condições e paciência, não tenho escrito sobre o assunto, nas minhas peculiares narrações.

 

Os personagens principais e o seu desempenho; o facto de assentar em situações e perspetivas de mundos diferentes, muitas vezes paralelos e antagónicos, mas coexistindo em simultâneo no espaço e no tempo, torna também a estória apelativa.

Para além do surgimento de novos personagens, a extinção de outros, através da morte, o apagamento de alguns, também vários ganharam outro protagonismo e evoluíram na construção do seu papel.

 

A estruturação em policial, com as cenas mais ou menos verosímeis, seguindo em maior ou menor grau a “aprendizagem” da “escola americana”, molda e “veste” a narrativa de modo a captar-nos a atenção e estimular-nos o interesse.

Há para ali mortes e acidentes, crimes e atentados, que não há cangalheiros que cheguem! (Tivesse o seriado algum cariz cómico ou irónico e, no meio de tantos personagens, não seria descabido recriarem os dos “cangalheiros” da série portuguesa “Beirais”!!!)

 

Outro aspeto interessante assenta na duplicidade, até multiplicidade de atitudes e comportamentos dos personagens. Nunca são muito bem quem parecem e aparentam ou pretendem e querem fazer parecer. Vão-se descobrindo e revelando, nos seus papéis múltiplos e antagónicos, ao serviço ou não das instituições que representam ou de si mesmos.

 

A perspetiva das suas vidas pessoais, o seu desenvolver e desenrolar, em simultâneo com o lado profissional, a difícil e impossível separação de ambos os campos, também dá muito colorido à estória, apimentando e alegrando o enredo.

romances el principe in. twiter.com

 

Ah! E o enredo romanesco, os rimances que por ali perpassam!

 

E, por agora, fico-me por aqui!

Se tiver tempo e condições, ainda me debruçarei mais especificamente sobre o nono episódio e um pouco mais em pormenor.

Tentarei responder a algumas questões que deixei em aberto quando contei sobre o episódio cinco.

Até breve!

“El Princípe” - Temporada 2 – Episódio 5

Série Espanhola

RTP2

 

el principe In. www.telecinco.es.jpg

 

Nesta segunda temporada já decorreram cinco episódios.

 

Globalmente poderemos dizer que o enredo se desenrola fundamentalmente em função do terrorismo e dos seus mentores, a organização Akrab.

 

A “Missão” principal de Morey, integrado na estrutura do CNI, é precisamente essa: combater o terrorismo. Subordinado às ordens de Serra, coadjuvados informaticamente, pelo imprescindível Lopez.

Agora também a célebre agente Hidalgo, Laura; de facto a atriz  Nerea Barros, que protagonizou a irmã do médico Dom Daniel Alvarez de Castro, na série “Hospital Real”, que a RTP2 transmitia há um ano e que foi de grande sucesso. O capitão Ulloa era o seu namorado, mas não me lembro do nome da personagem da atriz, filha de Dona Elvira. Mas isto também não interessa muito, que falamos de “El Príncipe” e não de “Hospital Real”.

 

Os agentes do CNI, mercê da ação de Morey, têm também em  estreita colaboração o chefe da esquadra, Fran.

Numa ação imprescíndivel, agindo muitas vezes com algum desconhecimento dos outros agentes em serviço, que nalguns campos se sentem um pouco relegados para um segundo plano, caso mais acentuado em Quílez.

A atitude de desconfiança e mal estar entre os vários agentes é comum nos vários campos.

 

E, voltando ao CNI, Morey desconfia  da agente Laura Hidalgo, situação cada vez mais confirmada. Também entre os outros agentes reina uma certa desconfiança.

 

Quem é realmente quem, o que faz e de facto pretende, o que oculta ou revela e ao serviço de quem efetivamente “trabalha” são questões que se levantam aos próprios e a nós também como espetadores.

 

Na superestrutura da Akrab também essa situação acontece. Qual o verdadeiro papel de Khaled?! Agente terrorista ou infiltrado?!

Já sabemos que age a mando de um outro terrorista, sediado na Síria, de nome Marwan, de quem recebe ordens via telemóvel. E que o avalia e avaliza ou não, conforme as respetivas ações.

Entre eles há um intermediário, Nasser, que foi a Ceuta, buscar dinheiro obtido com o negócio da droga, que Khaled dirige, através de um galego e do filho, cujo homem de mão fora um ruivo, que o galego mandou, cravado de balas, para um contentor no Bairro El Príncipe, quando já não precisava dos respetivos serviços.

 

Este clima de terror reina nos vários grupos de narcotraficantes, os rivais Faruq e Aníbal estão desorientados, face à luta que lhes é movida por este novo “peixe graúdo”, como  Mamá Tere classificara esse terceiro grupo de negociantes de droga, e que acabaria assassinada precisamente por um dos seus elementos.

Desesperado, o filho, Aníbal, raptou a filha de Fran, chantageou-o para este matar o galego, a que Fran  não acedeu, incompreensivelmente aos olhos de Quílez.

Em cenas rocambolescas  ou “rambolescas”, Fran conseguiu resgatar a filha, entretanto fugida à prisão de Aníbal, que foi morto por Fran, em legítima defesa, mas de uma forma exagerada, o que certamente lhe trará dissabores institucionais, que o polícia “betinho” continua à espreita, aproveitando as suas fraquezas.

 

E estes policiais têm muito que se lhes diga na forma como atuam entre si e principalmente como lidam com os criminosos.

Mati aparece nesta segunda temporada com um novo visual e também com modificações comportamentais e atitudinais, algo preocupantes. Esperemos que não derrape completamente. Precisa nitidamente de apoio psicológico!

 

No meio de todas estas embrulhadas está a protagonista feminina, Fátima Ben Barek. Inicialmente revoltada contra Morey, tem vindo a compreender mais e melhor sobre a lama em que o marido se move e os crimes que ele engendra e executa de forma impessoal, à distância de um clique e de uma ordem via telemóvel.

Arrisca-se demasiado e, conforme era previsto, meteu-se numa enormíssima alhada, quase foi morta por esse Nasser vindo dos confins do inferno, na busca de passaportes de jovens inocentes para o paraíso e não sabemos como se irá safar, que só o futuro episódio nos revelará o desfecho.

 

E findo esta narração incompletíssima, pedindo desculpa por narrativa tão parcelar e tão tardia!

Agradeço-lhe leitor/a, pela amabilidade e paciência de me acompanhar nestas escritas!

 

 

"El Príncipe" - Temporada 2 – Episódio 1

Série  Espanhola

RTP2

(2ª feira – 12/09/2016)

 

Iniciou-se, ontem, 2ª feira, 12 de Setembro, a 2ª Temporada da Série.

 

E eu, que andava entusiamado para observar como se ia desenrolar e iniciar esta segunda temporada, quase não vi o primeiro episódio. Haverá, portanto, lacunas na minha narração. Como aliás é costume, dir-me-á, mesmo quando visualizo a totalidade dos episódios.

 

Do que vi e que retevi de memória, parece, talvez seja impressão minha, que não surgiram assim, grandes, grandes surpresas.

 

artistas el principe in. pt.klear.com

 

A “nossa querida Fatucha” passou a ser a Srª Ben Barek, que se casou com o primo, agora marido. Vive numa “bruta vivenda”, é assim que se diz em gíria, na cidade de Ceuta, com vistas para a cidade e para o mar. Tem duas empregadas às suas ordens, ou do marido, que veremos. Uma será a criada de dentro e a outra a de fora. Ou eu me engano ou uma fala francês, não sei se toca piano!

 

Khaled é dono de uma grande construtora, para além de chefão do Akhrab e também barão da droga, cujo dinheiro usa para financiar as operações terroristas.

Estruturou um conjunto de operações no âmbito da droga, que provocaram a guerra entre os dois bandos de narcotraficantes existentes: o de Faruq e o de Aníbal.

 

O que traz toda a gente em polvorosa no Bairro, confunde os polícias, agora chefiados pelo personagem do polícia "betinho", de fato e gravata, cismado na prisão e confissão de Faruq, sobre os assassinatos ocorridos. Personagem fora do contexto ambiental do bairro, sem quaisquer simpatias na esquadra e alvo do ódio de estimação de Fran, que discorda dos seus métodos e modos de ser.

Acabará por sair de cena, tal como na primeira temporada e para isso contribuiu a ação de Morey, que, para ter a colaboração de Fran, logo lhe prometeu que removeria tal impecilho. O que ao acontecer lhe deu direito a um murrázio de Fran, pois que ao analisar as mortes ocorridas no bairro, cismara que eram de criminosos diferentes e fizera insinuações sobre a idoneidade de Fran, que sabemos ser incorruptível.

Ao provar-se que, afinal, eram provocadas pelo mesmo tipo de bala e arma, logo a mesma autoria, ganhou o prémio, que foi  a agressão de Fran, com aplauso de toda a esquadra.

 

A chefia da esquadra e consequente investigação dos crimes e da sua ligação com o terrorismo será o leit-motiv dos próximos episódios, digo eu. A chefia, repito, voltou a ser de Morey. O que também não nos traz surpresas.

 

Este voltou a pedir a colaboração de Fátima e, esta, apesar de casada e vigiada, não resistiu e foi-se encontrar com o ex-amado, nas muralhas da Cidade.

E, aí, disse-lhe o que era esperado, face ao facto de ele ter morto o irmão “Abdu”. E que Khaled era uma boa pessoa.

Morey respondeu-lhe que não deixara de a mar nem um segundo.

Nada de inovações, portanto.

 

Todavia, Fátima não deixou de testar o marido, ao contar-lhe que, contrariamente ao que lhe dissera que iria ao velório da jovem assassinada, se fora encontrar com Morey e o que este lhe contara sobre o próprio. Khaled disfarçou o melhor que pôde e abraçou-a, mas ficou algo apreensivo.

 

Estes enredos irão certamente desenvolver-se na narrativa e Fátima continuará a ter um papel principal, sendo que Khaled também ganhará protagonismo.

 

No CNI, Serra continua a chefiar. Talvez nos traga surpresas!

 

Nesse enquadramento, pareceu-me ver uma nova agente, que, julgo, irá incendiar brasas.

 

Uma outra ou a mesma personagem, que não pude ver muito bem, como já frisei, parece-me ser a atriz galega que, na série “Hospital Real”, desempenhou o papel de filha do fidalgo e da fidalga, Dona Elvira, irmã do herói e médico jovem; cujo marido lhe batia e que amava um oficial do exército, que esteve algum tempo hospitalizado e que também nutria simpatias pela nossa Ollala!

(Desculpe-me este modo de contar, mas é o que me lembro assim de cor, sem recurso a qualquer pesquisa. Se, de facto for, hei-de informar-me melhor!)

 

Outra personagem nova, agora apresentada, é a mãe do traficante Aníbal, Mamã Tere (?), que talvez traga algum colorido à narrativa e que, perante as mortes e crimes ocorridos no Bairro, se referiu à suposição de que algum peixe mais graúdo quer comer os peixes mais pequenos. Metáfora corrente nestes casos e que sabemos ser verdadeira e quem constitui e chefia esse terceiro peixe, graúdo.

E quem é o homem de mão, um ruivo, às ordens de um capanga de Khaled.

 

E estes foram alguns tópicos que observei neste primeiro episódio desta segunda temporada e que poderão estruturar e orientar a narrativa.

Muito incompletos…

 

Outros factos surgirão dando “pica” ao enredo, para não defraudar as nossas expetativas!

 

Um dos aspetos que me falhou, talvez por não ter visualizado tudo, foi o hiato temporal que separa a narrativa entre as duas temporadas.

Terá sido algum tempo, pelo menos o suficiente para Khaled construir a mansão, com todos os effes e erres, não acha?! 

 

Aguardemos!

 

 

Diz NÃO às “Praxes”!

A Ti, Jovem Universitário!

 

Foram divulgadas as colocações no Ensino Superior, para o próximo ano letivo de 2016/2017.

Pode consultar!

Brevemente se irão iniciar as aulas.

E com elas as famosíssimas “Praxes”.

A contestação das praxes, mercê do descalabro a que algumas práticas têm levado, é cada vez maior.

As Instituições de Ensino, que ainda há pouco tempo olhavam para o lado ou invocavam que as respetivas ações ocorriam fora do espaço universitário, atualmente, não se coíbem de as desaconselhar ou mesmo de as penalizar nas suas práticas negativas.

Estas reações pecam por tardias, mas como se diz, “mais vale tarde que nunca”!

Que o caráter acintoso das praxes, o seu lado anti democrático, fascizante, retrógrado, existiu desde o início.

Do meu ponto de vista, reforço o que venho defendendo no blogue, em diferentes momentos:

- DIZ NÃO ÀS "PRAXES"!

Praxes in. uniarea.com

 

“El Príncipe” – Episódio 13 - Final de 1ª Temporada

Série Espanhola na RTP2

(6ª feira – 09/09/16)

 

“Fé Cega”

 

Bem, quem está com uma fé cega de que irão prosseguir com a 2ª temporada, sou eu!

No final do episódio treze, fim da 1ª temporada, surgiu a palavra anunciadora: “Continua”.

Aguardemos por 2ª feira e teremos a confirmação da continuidade da temporada seguinte. Faz todo o sentido que prossiga a série, agora que, inclusive, em Espanha, já concluíram a temporada dois.

 

cena final in. www.estrelladigital.es.jpg

 

E lembramos o mote que perpassava no enredo, como se de um aforismo se tratasse: “Aqui no Príncipe dizemos que tudo acaba em água salgada – em lágrimas ou no fundo do mar!”

 

E “Abdu” que supostamente já fora atirado e devolvido pelo mar, afinal acabou morto em terra, pelo pretendente a cunhado, Javier Morey, que não teve alternativa, receoso que aquele carregasse o telemóvel, acionando a bomba, ainda não totalmente desativada, que, explodindo, levaria pelos ares os passageiros do autocarro.

Conforme fora planeado pelo Akrab, de forma ainda mais insidiosa e trágica, pois era previsto que essa explosão ocorresse no autocarro, mas quando ele já estivesse no ferry-boat e este navegasse a meio do Estreito de Gibraltar.

Imagine-se o desastre que seria!

(Lembro que Akrab é nome da organização terrorista e significa escorpião, lacrau, “anecral”, como se diz na minha terra!)

 

E quem se desfez em lágrimas, foi Fátima, a única que conseguira tirá-lo do autocarro, chamá-lo à “razão”, através do sentimento paternal escondido em quase todos os homens, ao dizer-lhe que a namorada, Sara, assassinada por Harim, estava grávida.

Só assim conseguiu dissuadi-lo alargar a pistola, pena ele ser tão teimoso com o maldito do telemóvel, que agora servem para tudo e para nada, que ninguém passa sem eles e, há bem pouco tempo, ninguém sabia o que seriam ou sequer poderiam vir a existir, que eram ficção científica.

Mas, lágrimas amargas, mais amaras que as de Petra… derramou a irmã, inglória a sua luta, os seus sacrifícios e quem a consolou foi Khaled.

Que o Destino é fatal e cruel.

Khaled, o vilão, o xeque que comanda o acionamento dessas bombas atrozes, fica como herói perante a nossa mocinha heroína e o verdadeiro herói, Javier, assenta-lhe o ónus de assassino cruel e desumano, aos olhares chorosos e inconsoláveis de Fátima. 

 

E ficou tudo em aberto.

A boda que não se realizou. Virá a realizar-se ainda?´

 

E será que a presença de Khaled, no porto, naquela hora e naquele momento, passará completamente despercebida à heroína e ao irmão Faruq?!

Não será intrigante essa presença, quando ele deveria estar na boda?

 

E essa presença também não será notada pelos policiais?

 

A fuga da mocinha e do herói, montados não num corcel branco, mas num carro vermelho, de não sei quantos cavalos, a fuga por Marrocos também não se concretizou. Que ambos a interromperam, de comum acordo, respondendo aos pedidos insistentes de Fran, para que Morey regressasse ao trabalho para abortarem mais um atentado terrorista.

E Fátima também não podia ficar indiferente à hipótese de salvação do irmão, presumível fautor desse atentado.

E assim abortaram eles a sua fuga.

Reencontrar-se-ão no futuro?!

 

E como se chegou a este ponto da morte de Abdu, sabendo que essa ocorrência aconteceu no final do episódio?!

 

Os mentores dos atentados, um denominado Didi e Khaled, que também já sabemos ser um dos chefões, programaram uma viagem turística para “Abdu”, Abdessalam Ben Barek, partindo de Tânger, num autocarro sugestivamente designado “Al Andalus”, com passagem por Ceuta.

Muralhas de Ceuta in. wikipedia.org.jpg

 

Aí, num ferry, prosseguiriam para Algeciras para uma excursão turística e histórica, pelo sul de Espanha - a Península, precisamente seguindo a rota do famigerado título encabeçado na camioneta de turismo.

Na travessia de barco, no Estreito, o “mártir” faria explodir a bomba que se encontrava na bagageira do autocarro, na sua mala de viagem, por debaixo de uma camisa branca, imaculada. Assim ganharia entrada direta para o Paraíso, simultaneamente enviando centenas de infiéis para as profundezas do demo.

 

Mas as voltas previstas foram trocadas.

O que ocorreu?!

 

Entre os passageiros do autocarro, pessoas de origens culturais variadas, seguia um senhor idoso, deduzo que antigo Professor de História, com a sua jovem neta, moça adolescente, no banco ao lado daquele em que seguia “Abdu”.

Já em Ceuta, o velhote lembrou-se que precisava da sua insulina, não se recordando se a teria ou não trazido.

Parando o autocarro, ainda antes da chegada ao porto, acedeu à bagageira para verificar na sua mala de viagem, mas, providencialmente, enganou-se e abriu a célebre mala de Abdessalam, e, destapando a camisa, deparou-se com a bomba.

Ficou estupefacto, mas conseguiu manter o sangue frio.

Voltando à porta do autocarro, aonde já não entrou, bem tentou que a neta querida saísse, desculpando-se que se esquecera do remédio e que precisava de o ir comprar a uma farmácia, para poderem prosseguir viagem para a Península e que precisava da ajuda da neta para o acompanhar.

E que, posteriormente, iriam ter ao autocarro já no porto.

Mas a moça, Sílvia, teimosia de jovem, deslumbramento da viagem, inexperiência na leitura da ansiedade e angústia do velho, egoísmo juvenil, não quis saber, não acedeu ao pedido do avô para que o acompanhasse e saísse, deixou-se ficar no seu lugar, o autocarro continuou viagem direito ao embarque e o ancião ficou na berma da estrada.

Mas no seu pleno discernimento, Matias, é este o seu nome, telefonou à polícia, avisando do sucedido e, posteriormente, já na esquadra, esclareceu devidamente a situação a Mati, tão carinhosa e afável, a Fran e Quílez.

E estes providenciaram as medidas a tomar, socorreram-se da ajuda do senhor e da neta, que ficara no autocarro e via telemóvel, já disse que servem para tudo, para o bem e para o mal, conseguiram desenvolver uma série de ações, que não vou explicar aqui, que não há como ver, indo descambar nas ocorrências finais que relatei anteriormente.

 

E, para finalizar, só lhe posso dizer que, caso continuem a transmitir a segunda série, o que faz todo o sentido, não deixe de a visualizar.

Se gosta de séries com ação, dinâmica, enredo policial e romanesco, suspense, intriga e romance, intérpretes interessantes, personagens contrastadas e contrastantes, atualidade, sedução, algum humor, então, não perca!

 

Até amanhã, ao 1º episódio da 2ª temporada!

 

 

“El Príncipe” – Episódio 12

Série Espanhola na RTP2

(5ª feira – 08/09/16)

 

“Líneas Paralelas / Linhas Paralelas”

 

Porque terão designado o episódio de “Linhas Paralelas”?!

Paralelas ou cruzadas?!

Paralelas, porque aparentemente há um conjunto de caminhos que estruturam a narrativa, que, à priori, não se encontrariam? Mas como tal designação, se, de facto, se estão sempre a cruzar?

 

Elenco Principe in. movmag.com

 

Talvez porque, neste episódio, duas investigações decorreram paralelamente, ainda que os respetivos personagens se estivessem sempre a entrecruzar.

 

Na esquadra, Fran, Morey e Quílez, este conquistando a sua “reabilitação” perante Fran, vão descobrindo que a toupeira infiltrada pelo AKRAB é Akim.

Este, sabendo-se descoberto, recolhe os seus pertences, rouba um cartão memória com os nomes dos financiadores da organização terrorista, dá uma desculpa esfarrapada e ausenta-se, tentando fugir para Marrocos.

Surpresa, perplexidade dos agentes da esquadra que se recusam a acreditar em tal hipótese.

Mas factos são factos e não há como ignorar.

Reconstituindo alguns momentos marcantes: o corpo encontrado de cara irreconhecível, que atiraram ao mar como se fora Abdu; a pistola na posse de Farek; o x-ato com que um presidiário quase matou Harim na cela…

Em todas estas situações estava a mão de Akim.

E, inegável, a foto da reunião da célula terrorista, em que o agente, mouro, que bebia cerveja e comia carne de porco, era por demais reconhecível.

Mati, como referíramos anteriormente, fora a primeira a visualizar esse documento e, por esse motivo, o respetivo vídeo desaparecera.

Se a alguém custava acreditar era à jovem Mati, que, com ele dormira, que o amava, que iriam festejar o aniversário, receberia umas cuequinhas novas e muito sexies e pernoitariam num hotel Osíris! Nem mais.

Recusava-se a crer, que o amor é cego!

 

Paralelamente a esta investigação, decorria outra, incidindo sobre Faruq, narcotraficante do bairro, respeitante à morte de um dos seus capangas, “ o Polaco”, que o tentara assassinar, mas que fora morto pelo mais velho dos Ben Barek, na presença da irmã Fátima.

Que, na família, ninguém ignorava os serviços prestados pelo filho mais velho e de onde provinha o respetivo sustento e suporte financeiro!

 

E são estes mundos e submundos, aparentemente paralelos, que estão sistematicamente a cruzar-se: no bairro e na esquadra.

 

O próprio terrorismo jhiadista se financiava no mundo da droga. E ambos os submundos que, hipoteticamente paralelos, nunca se encontrariam, se cruzavam e interligavam.

E, na esquadra, que supostamente os combateria, ambos se acotovelavam nas secretárias, nos gabinetes, nos telemóveis e computadores. E nos personagens!

 

Também os caminhos romanescos de Fátima e Javier seguiriam, à partida, linhas paralelas que nunca se encontrariam, mas, contrariamente a todas as possibilidades, estão permanentemente a encontrar-se e se encaminham para um prosseguimento comum.

 

E foi também graças a esse romance que Faruq foi libertado, pese embora este não o reconheça nem o possa admitir no seu orgulho de macho, que o polícia “betinho”, Nabil, vindo da Península, tentou ferir e humilhar.

Mas sem a intervenção de Fátima, a providência de Morey, a falcatrua do CNI, a decisão e esperteza de Fran, ele, Faruq, iria ao Juiz e provavelmente faria umas férias à sombra, na cadeia.

Mas são estes os esquemas de “El Príncipe”!

Segundo Morey, e para não suscetibilizar o príncipe da droga, a sua libertação devia-se a que a respetiva colaboração era indispensável para capturar Akim!

 

Mas que nem necessária foi.

Que os polícias da esquadra, juntamente com Morey e o CNI, num esquema em que contaram com a colaboração involuntária de Mati, conseguiriam localizá-lo, sem, todavia, terem conseguido evitar um desfecho trágico.

O jovem, soldado de Alá, apesar de todos os esforços de Fran, que simultaneamente o procurou chamar à razão e ao sentimento, não vendo melhor saída para si mesmo e sem coragem para atirar nos colegas, acabou por se auto desferir um tiro na cabeça!

Cena marcante e arrebatadora, convulsão de Mati, que Fran conseguiu controlar e acalmar, como colega mais velho, chefe e pai, que são todos estes os papéis que ele desempenha um pouco na esquadra, com os seus subordinados.

 

Fátima e pretendentes In. teleprograma.fotogramas

 

Paralelamente a todos estes imbróglios, decorrem os preparativos da boda de Fátima com Khaled.

Realizar-se-á?!

Lembremos que ela o prometeu ao pai, Assan, na cama do hospital…

Mas também não esqueçamos que ela, igualmente, se comprometeu com Javier.

 

Então, em que ficamos?!

Aguardemos o episódio final, ou nem sei, a próxima temporada.

Que, na primeira, ficará tudo em aberto!

 

Então, o que acha, as narrativas dos personagens e ações são paralelas ou cruzadas?!

E o que me faltou percecionar sobre o assunto?

 

Lembrar, ainda, a cena final, no hospital onde convalescia o pai de Fátima, Assan, e em que Khaled aguardava, sentado junto à enfermaria.

Chegou o empregado do bar onde decorreu o encontro derradeiro de Akim com Mati. Que, muito disfarçadamente, comunicou que Akim fora morto.

“- Vão pagá-lo com sangue!” pronunciou entre dentes, rosnando, Khaled.

“El Príncipe” – Episódio 10

Série Espanhola na RTP2

(3ª feira – 06/09/16)

 

Logotipo El Principe In. planoaplano.es.jpg

 

“El Elegido”

“O Escolhido”

 

Trágica e desgraçada “escolha”, a que recaiu sobre o ingénuo, inocente e “puro”, Driss!

Apanhado na rede do traficante Faruq, pior ainda na que lhe foi armada por Omar, qual  passarinheiro malvado, o jovem, sem eira nem beira, está condenado ao sacrifício, qual cordeiro a ser imolado a um deus algoz, às mãos de uns carrascos que se fazem passar por salvadores e clérigos divinos, apregoando princípios e valores, tal como Fouad, incarnação da morte, na promessa de paraísos celestiais.

Nem o trabalho e persistência da professora Fátima que, no Centro Cívico, se entrega de alma e coração a tentar salvar jovens perdidos dum bairro problemático, em que as hipóteses que se lhes oferecem são os gangues dos narcotraficantes Faruq e Aníbal.

Nesse combate ideal, mas tantas vezes inglório, a jovem tenta o encaminhamento e recuperação através dos estudos e da Educação integrada e inclusiva.

Mas até o irmão “Abdu” se lhe perderá, que nele ela já não tem mão, nem aos seus gritos lhe acorre, que o vimos fugir de mota, da "casa isolada", chamemos-lhe assim, pelos atalhos dos campos de Ceuta, a caminho de um destino, que não será outro que o que espera Driss!

 

Este, transido de medo, foi tomando consciência da armação que Omar, lobo disfarçado de cordeiro, lhe foi montando, de cuja boca o jovem ouviu as palavras fatais, a sentença final, em conversa daquele com Fouad.

Apesar desse medo paralisante, acedeu a colaborar com o CNI, que lhe instalou uma câmara na camisa, para terem acesso a tudo o que se passava nas reuniões entre os vários envolvidos: Omar, Fouad, Abdu e mais dois personagens de igual calibre, chamemos as coisas pelos nomes - criminosos.

Foi essa câmara que lhe foi fatal.

Ao abraçá-lo, que iriam despedir-se, Omar sentiu algo no peito do pupilo – vítima, e precipitou-se o desfecho.

Fouad, com outro capanga, abandonou o refúgio num carro, levando o mártir, que sacrificariam no caminho, atirando-o borda fora, como se de lixo se tratasse.

Os polícias, dirigidos por Fran, apanha-lo-ão, providenciando os conformes nos casos: socorro imediato, chamar ambulância e médicos, diligenciar perseguição aos assassinos, que veremos, na sinopse do capítulo seguinte, o facínora e cínico do Fouad a ser apanhado.

Na “casa isolada”, aonde ficaram Omar, Abdu e o outro homem de mão do imã, intervieram Morey e Carvajal, e em cena de faroeste, Omar seria preso, o capanga morto e Abdu fugiu na motorizada, apesar dos apelos, choro, gritos e histeria da irmã Fátima, agora também “agente” recrutada pelo CNI.

Este organismo também perderia Carvajal, agente ao serviço de missão espinhosa.

E, segundo Serra, em avaliação crítica, apesar das perdas e danos, a missão pode considerar-se positiva!

 

E poderíamos ficar por aqui!

Mas não, ainda se abordam mais alguns tópicos.

 

Na esquadra as desconfianças avolumam-se.

Fran desconfia cada vez mais de Quílez, que há poucos dias ainda considerava o melhor amigo, mas sobre que vai descobrindo cada vez mais podres e cheiro a dinheiro mal ganho e mal gasto, cuja origem procura.

Akim cada vez se arma mais em santinho…

Outra arma desaparece sem rasto.

O telemóvel, recetor habitual de chamada às dezassete horas, não há meio de ser localizado.

Um telelé suspeito é achado por Fran, numa gaveta fechada de Quílez.

E muito fica por contar.

Mas ainda direi que Mati terá um papel importante no achamento do infiltrado na esquadra!

 

Na família Ben Barek as tensões acentuam-se, conflitos parentais, ideias diferentes e opostos, um mesmo objetivo: todos querem saber do filho perdido, ovelha tresmalhada, receando o sacrifício do cordeiro.

 

(…) (…)

 

E muita narrativa fica por narrar nesta minha narração!

 

E já ocorreu a transmissão do episódio onze, que não vi, nem irei visualizar na net.

Também não me lembro se o vi na primeira transmissão da série.

Que esperemos que nos proporcionem a visão da 2ª temporada.

 

 

 

 

 

 

“El Príncipe” – Episódio 9

Série Espanhola na RTP2

(2ª feira – 05/09/16)

 

“La noche más larga”

“A noite mais longa”

 

 

Questões que levantei na narração do episódio oito:

- Fátima vai ou não colaborar com o CNI?

- E retoma o namoro com Javier?

- E qual o papel de Khaled?

- E Morey vai continuar a trabalhar com o CNI?

- E Quilez e Fran, como se vão entender?

- E como se aguentará, ou não, Quilez com o remorso?

- E qual a função real de Omar?

- Recrutará ou não o jovem desamparado Driss?!

(…)

 

Fátima e Javier in. www.hotel-r.net.jpg

 

E vou tentar responder a algumas questões levantadas na última análise, sobre o oitavo episódio.

Se Fátima vai colaborar com o C.N.I.?

Claro que vai. Convencida por Morey, que entre ambos há toda uma química que já não os permite separar. Nem séculos de desentendimentos e convenções estereotipadas, nem o medo de represálias do irmão tradicionalista e belicoso, talvez apenas o possível desgosto provocado à mãe e ao pai, a fizesse recuar. E há sempre, e também, a secreta esperança de encontrar vivo o irmão “Abdu”.

Fátima acedeu a colaborar e foi uma longa noite, título do episódio, em que Morey, Javier, lhe esteve a ensinar como clonar o telemóvel de Omar, o recrutador, no Centro Cívico, de jovens para o Paraíso!

Clonagem que será efetuada numa próxima reunião a realizar na manhã seguinte, pelas nove horas, no Centro Cívico, a que Omar também comparecerá.

Reunião supostamente convocada superiormente sobre um pedido de subsídio efetuado e que contará com a presença de uma técnica superior da União Europeia, que se deslocará propositadamente a Ceuta, para analisar a candidatura proposta.

Nem mais nem menos que Carvajal, a técnica do CNI, que está a substituir Morey.

 

Se Fátima retoma o namoro com Javier?

Esse enlevo e ligação está por demais destinado.

E ninguém foge ao Destino!

 

Com o que já referimos anteriormente, constata-se que Morey vai continuar a trabalhar no CNI. Nem o Centro poderia passar sem ele, dados todos os conhecimentos que obteve. Nem ele sem o trabalho.

 

E lembremos o que lhe disse o pai, no episódio anterior, quando ele, hipoteticamente despedido, foi visitar o progenitor, aproveitando a ida a Madrid.

Aquele, viúvo desde os seis anos de Morey, lamentou que este poucas vezes o visitasse.

Não lhe passou despercebido que o filho não estaria bem, insistiu se seria alguma mulher…

“… a vida, sozinho, custa mais…”

Se seria o trabalho…

“… se não fazes alguma coisa depressa, esse trabalho vai levar-te à condenação!”

Um pouco mais tarde, entregar-lhe-ia o anel que ele próprio ofereceu à esposa, quando nasceu Javier.

“- Para dares à Mãe dos teus filhos!”

 

E foi nesse anel que Morey pegou, nas vezes que abriu a gaveta das papeladas confidenciais, nessa noite mais longa.

Virá a ofertá-lo a Fátima?

(…)

 

E nessa noite de ausência de Fátima, no apartamento de Morey, muito procurada ela foi. Pelo irmão Faruq, insistentemente, e pelo namorado Khaled.

Que estava no hospital com um miúdo do Centro Cívico, lhes dissera.

 

Faruq, raposa matreira, não se deixou convencer e, após contactos e mais contactos, dirigiu-se ao hospital onde constatou ausência de suposto doente, cujo pai também já apalpara. Um coitado, transido de medo e subserviência, face ao barão local da droga.

Aproveitando uma momentânea ligação do telemóvel da irmã, Faruq, juntamente com o guarda-costas, plantou-se no apartamento de Morey, ou não fora ele especialista no crime.

 

Valeu aos amados também a vigilância do CNI e respetiva agente Carvajal.

 

E, na manhã seguinte, também os do Centro providenciaram uma proverbial saída dos amantes, sem se terem amado nessa longa noite, frise-se.

Fátima não podia faltar à reunião.

E, providencialmente, nessa manhã, um corpanzil, supostamente bêbedo, surgiu na rua a interpelar o guarda-costas que ficara de plantão à entrada do prédio, por ordem do patrão Faruq.

Que queria os cem euros que o outro lhe devia e torna e deixa, envolveram-se à pancada, aproveitando o casalinho para sair e comparecer na reunião.

 

E a reunião realizou-se e Fátima conseguiu o pretendido, na sequência de variadas peripécias, que só vendo!

Teve a ajuda e colaboração providencial de Fran, que acedeu ao pedido e ordem de Morey, para estar presente nessa reunião e cujo papel foi marcante para o desfecho pretendido.

 

E com essa falsificação no telemóvel de Omar puderam aceder a múltiplas e preocupantes informações!

 

Outra questão levantada referia-se ao relacionamento entre Fran e Quilez, após aquele ter conhecimento que fora o filho deste, Jota, que matara o seu filho, Alberto.

 

Foram cenas marcantes, que envolveram ambos os policiais, o delinquente Jota, a mãe deste e mulher de Quilez, que desconhecia que fora o filho que matara Alberto!

 

E relevante também, trágica(?), a despedida de Raquel, mulher de Fran, que abalará para Málaga, desconhecedora de todas as novas descobertas, que o marido não conseguiu contar-lhe a verdade.

Compareceram todos, Quilez, inclusive, que Fran o foi buscar em momento providencial, quando aquele se preparava para meter um balázio na boca.

“…

- Não te passe pela cabeça matares-te. Era demasiado fácil!

…”

(Fácil, no sentido de enfrentar o remorso, a culpa e as agruras da vida e aturar um filho mimado, desobediente e aprendiz de criminoso…

Que tarde demais o pai lhe deu uns tabefes!)

 

E sobre jovens perdidos…

Omar recebeu ordens de preparar Driss para o sacrifício, que o chefão chegará amanhã, que será hoje, na apresentação do décimo episódio.

 

E ainda no nono, Fátima e Morey, no carro, falavam na cabana, na montanha coberta de neve.

(Não será a cabana do J. Cid, que essa é junto à praia.)

Cada um tem as suas bizarrias. E a de Morey envolve neve, que Fátima nunca viu!

“- É branca, brilhante e, quando lhe tocas, queima.” Contou Morey.

E beijaram-se.

E Faruq, feito bisbilhoteiro, a ver!

 

E muita coisa fica por contar!

“El Príncipe” – Episódio 8

Série Espanhola na RTP2

(6ª feira – 02/09/16)

 

“Pasar al otro lado”

 

Pais e Filhos

 

Episodio 8 in. teleprograma.fotograma.es.jpg

 

Muita gente se passou neste oitavo episódio, dadas as ocorrências!

 

No C.N.I., esclarecendo, “Centro Nacional de Inteligência”, um título um pouco diferente do que eu supusera, neste organismo prescindiram dos serviços do agente Javier Morey, dado que ele se revelou a Fátima, contrariamente a todos os preceitos estabelecidos.

Mas ele não largou o caso, conforme constataremos ao longo do episódio.

 

A revelação do seu segredo a Fátima, não os de Fátima, esses já foram todos revelados (?), ao dar-se a conhecer, complicou muito mais a relação com a heroína / “mocinha”.

Os do CNI irão fazer de tudo para a recrutar, mesmo o que de todo nunca deveria ser feito.

Vão chantageá-la, com a visualização dum vídeo sobre a sua tarde de amor.

Chocante e ultrajante! (A atitude do pessoal do Centro.)

 

Fran, ciente de que Alfi, supostamente assassino do seu filho Alberto, de facto estivera em Sevilha num concerto, à data e hora marcada, não descansou enquanto não soube quem fora o verdadeiro autor do crime.

E juntando dois mais três, e constatando que o pai de Alfi era taxista de mercedes, não tendo eira nem beira, como bom policial, à moda antiga, melhor, à moda dos policiais americanos, apertou com o homem, no táxi e, via telefone, soube da própria boca de Quilez, que o respetivo filho é que fora o assassino de Alberto.

Por sua vez, o filho deste, mais uma vez fez das suas e foi apanhado por Mati, policial zelosa, ingénua e cumpridora, completamente desconhecedora da sua paternidade, levando-o para a esquadra, pois apanhara-o com dois quilos de droga.

Agora, trafica como intermediário de Aníbal, o outro narcotraficante do Bairro e rival de Faruq.

Cenas peripatéticas as de Quilez com o filho, na cela, julgando-se imune a qualquer lei, por ser filho de polícia.

 

(E para o que esta atitude de imunidade, de não cumprimento de penas, castigos e ou corretivos nos pode encaminhar. E ao que pode levar os jovens quando não devidamente corrigidos.

E para o quão perigoso é pensar-se que tudo se compra e paga com dinheiro e indemnizações.

E onde esta conversa nos direciona!)

 

E cena ainda mais grotesca a de Quilez querendo agredir Aníbal, o traficante!

Grotesca, para não a apelidar de triste, nojenta, pérfida, pelo que revela da atuação dos policiais que têm como dever defender os cidadãos e agem ao serviço dos criminosos. Atolados no crime!

 

E, mais tarde, quando Fran quase o matou, ao saber como ele encobrira o filho, como avaliar o seu pedido de desculpas:

“- Sinto muito, sinto muito…”

 

Valeu a Fran, o consolo de Marina.

“- Ninguém te vai devolver o filho!”

 

E vou sintetizar. E omitir muita coisa.

 

Fátima vai ou não colaborar com o CNI?

E retoma o namoro com Javier?

E qual o papel de Khaled?

E Morey vai continuar a trabalhar com o CNI?

E Quilez e Fran, como se vão entender?

E como se aguentará, ou não, Quilez com o remorso?

E qual a função real de Omar?

Recrutará ou não o jovem desamparado Driss?!

(…)

 

Informa-se que o CNI teve conhecimento que a próxima bomba a ser detonada será em Ceuta!

E, ou Morey convence Fátima a colaborar ou será expulso do caso!

 

 

 

 

 

“El Príncipe” – Episódio 7

Série Espanhola na RTP2

(5ª feira – 01/09/16)

 

“No Fio da Navalha”

Episódio 7 e resquícios dos anteriores

“Desconfianças”

  

El Principe Episódio 8 in. sales.mediaset.es.jpg

 

Neste post, atrevo-me a abordar a temática da série, centrando-me no sétimo episódio, nalguns aspetos do quinto, pouco do sexto, de que apenas visualizei as sinopses, perspetivando a questão das “desconfianças” entre personagens, nos vários grupos relacionais em que o enredo se vai estruturando.

 

Na Esquadra esta situação vai atingindo um grau de tensão crescente, nomeadamente entre Fran e Quilez, e o outro vértice do triângulo formado com Akim.

Questões cruciais ainda estão para surgir.

Aguarde, se faz favor!

Se acrescentarmos a “namorada” de Akim, “Mati”, a quem só apetece comer o doce, nem ela imagina quão amargo lhe saberá, quando souber o que o fundo do doce lhe reserva; teremos o quadrilátero estrutural da esquadra.

Apesar da confiança reiterada por Fran relativamente aos seus homens; dos “negócios” que vão sustentando entre si, e os vão ligando nas múltiplas cumplicidades comuns, que não pega  a necessidade de superar os parcos salários…

Apesar de Quilez manifestar total disponibilidade para com Fran, amigos de há doze anos, apesar de… a bomba rebentará.

Não tarda!

 

Formaremos um pentágono, ao incluirmos Morey, superintendendo, enquanto inspetor, sobre Fran, desconfiando-se mutuamente, agora mais confiantes, após o imbróglio da invasão ao domicílio do inspetor e de todos os dissabores sequentes, já esclarecidos, e colaborando Fran com Morey, de igual para igual, relativamente… que muitas questões os separam… Apesar de tudo, ainda pairam nuvens de dúvida e, para Fran, os subordinados e colegas são vistos corporativamente, num contexto de classe socioprofissional, a que o inspetor não pertence!

 

E Fran, sempre assoberbado pelo trabalho, mas igualmente preocupado com a família nuclear, foi ao hospital falar com o assassino do filho e quase assassinado pela mulher.

- “O que fazias com a minha filha”?!

- “Nem sabia que era a tua filha, pensava que era mais velha e também não matei o teu filho, que nesse dia estava num concerto em Sevilha, que podes confirmar no facebook, pagaram-me para assumir o assassinato e me calar, que era menor…”

Palavras ditas, não necessariamente nestes moldes, mas com estas ideias chave.

E imagine-se as dúvidas na mente do chefe da esquadra, e o que daí resultará.

Aguardemos!

Que haverá bomba, repito!

 

E bomba houve também entre os jihadistas, que Karim, carregado com um colete de explosivos, foi explodido por Ismael, não se auto explodiu, que este e os capangas o convenceram, melhor, sugestionaram a ir para o Paraíso, onde o esperariam onze mil virgens, tanta desfloração prevista, ainda que ele, apesar de alguma ingenuidade, não ficara totalmente crente, e se deixara convencer da falácia, através do tenso diálogo com Morey. Que não resultou, pois que o facínora de Ismael também guardara um detonador para uma emergência. Porque não confiava na eficácia detonadora de Karim.

E foi aquele que o acionou, chamuscando e ferindo toda a equipa policial, que por ele fora atraída à pretensa mesquita na zona portuária.

Mas este assunto ocorreu no 5º episódio, no final.

Que ninguém morreu, cenas de ficção, que no real, cenas destas levam sempre dezenas ou centenas de mortes, que o digam as populações indefesas e mártires, do Iraque, da Síria, …

 

E ainda neste âmbito de mortes gratuitas, lembrar a forma “banal” (?), como Faruq mandou um suposto imã, santo ou santo imã, que se comprometera a procurar notícias de “Abdu” e a quem o narcotraficante entregara avultada soma de dinheiro.

Mas do irmão, nem novas nem mandadas.

E Faruq não esteve com meias medidas e, procurando-o, a Abbas, julgo ser este o seu nome e não obtendo resposta favorável ao pedido que lhe fizera e sobre que lhe pagara adiantado, face às respostas que foram não respostas, pespega-lhe uns quantos tiros. Tê-lo-á enviado também para algum paraíso celestial, afastando-o de Marbella, aonde ela gostava de esturrar o dinheiro adiantado pela inglória busca, nunca procurada nem achada.

 

E quem já terá achado o elemento que, no Centro Cívico, recruta os idealistas para a “guerra santa”, (santa?) foi o CNI, que também já sei o significado das siglas, diverso do que eu supusera. Mas só esclarecerei no oitavo capítulo.

Supostamente é Omar!

 

E deixemos Omar e falemos de Fátima e da família, que receberam uma suposta carta manuscrita por Abdu, despedindo-se da família, que ia retirar-se também para os reinos celestiais.

Grande drama na família, como se pode imaginar!

 

Fátima, aflitíssima, telefona a Morey e, encontrando-se, que quem busca sempre acha, Javier, contrariamente a todos os preceitos a que está sujeito, enquanto profissional do CNI, revela à namorada que a carta é falsa e que ele também é um disfarce. Tudo para a sossegar, pois quem ama não consegue ver o ser amado em sofrimento.

Erro seu, que a moça mais desconfiada ficou e os seus colegas do Centro tudo ouviram e vai ser um desastre!

 

E fico-me por aqui, que este tema anda para ser publicado desde 6ª feira, 2 de Setembro e só, hoje, a cinco, o divulgo.

Desculpem-me os leitores também pela sua tão grande parcialidade.

Escrever, torna-se penoso, com este tempo tão exageradamente quente!

E ainda quero mandar alguns nacos de prosa sobre o oitavo episódio!

 

 

 

 

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