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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

08.Nov.16

“A Agência Clandestina” - Temporada 2 - Episódio 3

Série Francesa

RTP2 

“Le Bureau des Légendes"

(2ª feira – 07/11/2016)

 

Neste 13º episódio houve alguns esclarecimentos sobre aspetos que me haviam escapado. (Não vi todos os episódios.)

 

A Doutora Balmes já não trabalha na Agência. Nem precisa, que pode operar à distância, através da segunda toupeira. Demitiu-se na sequência do “caso Cyclone”. Voltou à clinica privada, onde recebe os seus pacientes.

 

Guillaume, supostamente, é um dos seus “doentes”, mas a última consulta foi um pretexto para lhe serem transmitidas ordens dos americanos, através da psiquiatra.

Ele funciona como elo de ligação indireto entre as duas Agências: “Le Bureau des Légendes” e a CIA, com passagem pelo consultório. Esquema engenhoso.

Continua a debater-se interiormente com grandes dúvidas existenciais e éticas. Mas segue dirigindo os seus serviços de agente, supostamente o melhor de todos, mas vai deixando pequenas, pequeníssimas, entreabertas, ele próprio cada vez mais desconfiado de si e dos outros que o rodeiam. Com medo, medo de se descair, de deixar algo destapado. Mas vai também sempre ajudando e dando conselhos aos agentes mais novos.

“As emoções são o nosso pior inimigo. Esconde-as. Enterra-as. São elas que te irão trair. Nunca demonstres que tens medo.” Vai-se “confessando ao Diário”!

 

Também sempre preocupado com Nadia, sobre que não pode, ou não deve, investigar diretamente. Mas pede ajuda a uma colega mais nova, cujo nome não sei, para fazer essa pesquisa.

E o que sabe deixa-o ainda mais apreensivo.

“O Juiz, que lhe foi destinado, é terrível. O caso vai terminar mal. Condenação quase certa.”

Isso, já nós, telespetadores, havíamos inferido, pela forma, pelo modo, pelo conteúdo, da respetiva intervenção, quando ele foi falar com a prisioneira. À partida, ela fora já considerada culpada.

E as instruções que deu ao “carcereiro” de Nadia, na última visita que lhe fez, ainda irão agravar mais a situação.

Tudo indica que, através da tortura psicológica a que vai ser submetida, ele pretende que ela se confesse culpada, em próximo interrogatório.

 

Marina no Irão in. youtube.com

 

A agente Marina Loiseau, sobre quem Guillaume se atribuiu a respetiva supervisão, terminou o episódio em apuros.

Como lhe fora vaticinado, a excessiva exposição mediática nas redes sociais, ao lado do jovem rico e importante, focalizou sobre si mesma, atenções desnecessárias.

Acabou presa pelos guardas revolucionários, juntamente com esse jovem, quando se dirigiam para o interior do País, para fazerem um estudo, a pedido do Instituto de Investigação Sismológica, onde ela trabalha.

O que lhe acontecerá?

Que papel irá ter a família do jovem face ao ocorrido?

E o que irá diligenciar o seu patrão, Reza?

E como irá proceder a DGSE e a ADL – Agence des Légendes?

 

Sobre esta última Entidade, sabemos que, através de Clement, o “namorado” de Marie Jeanne, o Diretor da Agência, Henri Duflot, tomou conhecimento que haveria um possível ataque, ou ação contra o jovem iraniano, acompanhante de Marina.

Duflot consultou os códigos das mensagens secretas e providenciou telefonema para o emprego da jovem agente, avisando-a que lhe “falecera a avó”.

Mas, ironia do Destino, ou destino do enredo, Marina já não estava no escritório, acabara de terminar os arrumos no transporte, para seguirem para o trabalho de pesquisa, algures no interior do Irão, tendo acabado de partir.

Bem gritou a colega, sobre a morte da avó de Marina, chamando-a, que esta já a não ouviu.

Tivesse ouvido e não seria apanhada, alguns quilómetros adiante.

Nem o enredo prosseguiria na senda que nos revelarão em próximo episódio, logo à noite, no décimo quarto.

 

E será que Clement sentiu “a pulga na orelha” como lhe recomendou Marie Jeanne?!

 

O trabalho de “Cyclone” está a dar frutos e Raymond prepara-se para recrutar Sabrina, a irmã de “Chevalier”. Observemos, que também tem sido um processo engenhosamente manipulado por todos os intervenientes.

 

Ah! Convém ainda referir que Duflot, de, entre os possíveis toupeiras, que à partida, eram muitos, quase todos, o Diretor já fez uma primeira triagem. Nessa nova lista, mais restrita, figura a Doutora Balmes, em primeiro lugar. Excelente faro, constate-se.

Com o fito de a sondar, dirigiu-se ao seu consultório. Visita não muito conclusiva, por enquanto.

Aguardemos futuros desenlaces na narrativa.

Que, mais tarde ou mais cedo, conforme o(s) guionista(s) pretenda(m), eles ir-se-ão descaindo, pouco a pouco.

 

(P. S. - Anexo links sobre cada uma das temporadas. Pois que, hoje, já após a publicação deste post, constatei que o 13º episódio global já corresponde ao 3º da 2ª temporada.  O meu pedido de desculpas pelo engano.

Saison_1

Saison_2)