“A Mafiosa – Le Clan” - Episódio Global 32
Temporada 4 - Episódio 8
(24/02/17 – 6ª feira)
Carmen realmente ficou destroçada, não falou diretamente com a tia, de cuja casa saiu, regressando a penates, para junto da madrasta, com quem também não teve coragem de abordar o assunto.
Só desabafou com Toussaint, uma espécie de tio-avô, não sei se é exatamente esse o seu parentesco, um “corso” da velha guarda, o membro mais antigo do clã, que tem conseguido sobreviver à mortandade generalizada, mesmo às mãos de Tony Campana, assassino destemperado, que o poupou, graças aos amores de Saudade, nome lindo, português, não sendo ela portuguesa!
Toussaint ouviu a confissão da miúda, está farto de saber que Sandra matou o irmão, mas deu a volta a Carmen, tirou-lhe essa ideia da cabeça, para a rapariga não se voltar contra a tia, a moça acreditou, voltando novamente a conviver com Sandra.
Toussaint não deixou, contudo, de exercer a sua atitude de revolta recalcada e indo ao cemitério, à campa do jovem assassinado pela irmã, daí retirou a placa de mármore onde Sandra expressava “amores fraternos” para a posteridade e atirou-a para o caixote do lixo.
E seria Sandra que acompanharia a sobrinha ao exame de condução.
E seria nessa ida para o exame, em Bastia, que após cenas rocambolescas de uma perseguição policial, que estou a adiantar-me na narração e a saltar muitos enredos, Carmen assistiria à prisão de Sandra Paoli, sua tia, amiga, confidente e compincha mais velha; como assassina do seu próprio pai, Jean Michel Paoli.
Incrédula, estupefacta, a jovem bem clamou a inocência da tia, o seu elo afetivo mais forte, que mal tendo ainda saído da idade dos “teens”, Carmen já bem conhece o desamparo e desconforto das perdas violentas.
E assim terminou este trigésimo segundo episódio global, oitavo da quarta temporada.
Hoje, iniciar-se-á a quinta, a última desta série, com término previsto para sete de Março!

E resumiu-se a este excerto, o episódio?!
Não, de modo algum. Foi bem mais movimentado, bem mais rico e cheio de adrenalina.
Mas hoje, ainda gostaria de postar mais alguns assuntos.
Não deixo, todavia, de realçar o papel da jovem polícia, Mika, a forma pueril, mas eficaz e corajosa, como ela pôs aqueles polícias “velhos” a mexerem-se e os obrigou a encetarem uma perseguição, que não tinham de todo planeado.
Veremos qual o papel que lhe será reservado na próxima temporada ou se a remetem para uma prateleira qualquer, cumprindo o que lhe disse o chefe da polícia, que não queria “ver-lhe mais o focinho de delatora à sua frente”!
Veremos e aguardemos!
Ah! Outro dos tópicos da narrativa vem assentando nas dissensões internas no clã e nas desconfianças ou discordâncias veladas face ao comportamento de Sandra e às suas fraquezas na liderança e às suas atitudes cada vez mais neuróticas e destrambelhadas.
Pois! Essas discordâncias, que se vinham anunciando, tiveram expressão cabal neste episódio trinta e dois.
Tony Campana que, no fundo, aspira à liderança do clã e é personagem que não olha a meios, quando se trata de usar as armas, conseguiu arregimentar todos os outros capangas, para a organização de um atentado contra Sandra, a “chefe” de todos eles, que só não teve o epílogo pretendido, porque Mika, a agente novata, mas muito perspicaz, através das escutas e da geolocalização dos telemóveis, nos carros em andamento, e do seu discernimento juvenil, detetou essa tentativa de assassinato. Que foi gorada, como presenciámos.
Gorada, sim e também, porque Manu, que estivera sempre relutante face ao golpe de traição contra a chefe, teve novamente um badagaio e não sei se lhe deu para morrer ou ficar apenas a chamar pela sua Christelle!
Vejamos o início desta quinta temporada. Hoje!
Hoje, que toda a gente fala dos "Óscares"!