Anda tudo de “pata alçada…”
Isto está tudo ligado: É pescadinha de rabo na boca! / Conversa é como cerejas!

Neste fim de semana, de sábado para domingo, terminou o “Estado de Emergência”. Mas entrou em vigor o “Estado de Calamidade Pública”. Também no final de domingo, 3 de Maio, terminou a proibição de circular entre concelhos.
Mas 2ª e 3ª feira e hoje, quarta, parece que o pessoal, praticamente desconfinou de todo. Grupinhos nas bombas de gasolina, no Mac’s, nos bairros, nas tabernas... Os passeios com os caniches são prolongados, as cavaqueiras…
A modos que a interpretação do assunto se ficou pelo levantamento do “Estado de Emergência”.
Mas a “Emergência Sanitária” mantém-se. A Covid continua ativa!
(Mas “anda tudo de pata alçada!” para o passeio: Isto é, o pessoal e os caniches.)
A pressa de descomprimir é natural. Tantos dias confinados…
Algumas das mensagens implícitas também contribuíram para tal.
Oficialmente, a comemoração do 25 de Abril, da forma como foi feita não foi correta. A celebração do 1º de Maio, idem. (Não concordei! E que importa a minha opinião?!)
Curiosa, nestas sequências, a atitude da Senhora Ministra da Saúde praticamente a autorizar, até a incentivar, a celebração de Fátima, com pessoas: fiéis, peregrinos, remetendo essa decisão para as autoridades eclesiásticas. Surpreendente, no mínimo, não acha?!
Presente envenenado, achei eu!
As autoridades eclesiásticas, que já andam nestas lides há milénios, não aceitaram o presente. E fizeram muito bem!
Portugal tem tido uma atuação exemplar, no contexto da gestão da pandemia. Da parte das Autoridades, consonância entre os vários poderes, entre oposições. E a postura do Povo Português que aceitou confinar-se, sem grandes alardes.
Atualmente é necessário, de facto, começar a reativar a Vida, económica, social, etc. Mas nos setores económicos realmente importantes e fundamentais em termos da Vida das Pessoas. Com cautelas! “Cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém!”
Nalguns setores não vejo qualquer sentido. No futebol! Bem sei que anda ali muito dinheiro em jogo. Aliás, é precisamente aí que reside o busílis da questão. O “Money” que os clubes, os “Grandes”, querem auferir, para pagarem as despesas milionárias, as dívidas que contraíram. Houvesse um pouco de bom senso e pura e simplesmente o campeonato era dado como terminado. Sem subidas nem descidas, sem vencedores nem vencidos! Mas anda ali muita ganância… Porque se terminaram várias modalidades, outros escalões, porque persistir em recomeçar o futebol?
No jogo vão manter a distância social de dois metros? Quem não cumprir, é autuado?
Nos jogos, mesmo sem público, como evitar as concentrações e os atropelos dos fanáticos? Vão destacar forças de segurança para acompanhar esse pessoal pelo país? Vão decretar proibição de circulação nos dias dos jogos?!
E as equipas das Ilhas?! (…)
Senhores Decisores, tenham coragem e terminem o Campeonato e a Taça! Já!
E, futuramente, haja a moralidade de não pagar salários astronómicos, de dividir prémios entre todas as equipas do campeonato. Sim, porque os que ganham, por serem mais ricos, fazem-no à custa dos mais pobres, em quem “andam a bater” todo o campeonato.
E, meus Caros Senhores e Senhoras, sabem o que é andar nos comboios e metros da Grande Lisboa, atulhados de gente?!?!?!
Quanto ao recomeço das aulas presenciais e subsequentes exames também não fazem sentido. A respetiva operacionalização é verdadeira loucura!
Ah! E a praia! (…)
E mantenham as fronteiras fechadas ao “turistame”. Senão, espanholadas, inglesadas e francesadas invadem isto tudo, à procura da tranquilidade. Trazem euros, sim, mas se fosse só isso que trouxessem!
E os corredores de camiões e camiões, continuamente, Lisboa e porto seco de Badajoz?! Vias férreas indispensáveis. Reativação funcional de linhas por esse País, nomeadamente a de Leste e Ramal de Cáceres!
E tenho dito! Que já vai longo o texto… Qu’isto é tudo “pescadinha…” ou então como as cerejas…
(Foto e Desenho originais.)