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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

03.Jan.17

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (V)

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

Nascer Sol Tejo Foto original DAPL 2016.jpg

 

 

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Pontos Prévios:

Tinha-me proposto iniciar o Ano de 2017, com um post sobre Poesia.

Mas, afinal, comecei com um post, o nº 481, sobre uma série. Por acaso, ou não(?), sobre uma marcante: Hospital Real.

Terminei o ano de 2016, post nº 480, escrevendo também sobre a série em curso na RTP2, A Fraude / Bedrag, que julgo irá terminar hoje a 2ª temporada. Desconheço se haverá continuidade, o final nos dirá qualquer coisa…  

Agora, finalmente, posso voltar às publicações sobre Poesia, que é um dos meus propósitos para o blogue, neste Novo Ano.

Continuando, neste post nº 482, na divulgação de Poesias da XX Antologia da APP.

Agora, o 5º grupo de Antologiados que divulgo no blogue. A Poesia merece!

Seguem-se Poemas de: Damásia Pestana, Daniel Costa, Dilma França e Euclides Cavaco.

 

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DAMÁSIA PESTANA

 

“CLAMOR”

 

“Quando me for embora não chores

Peço-te em nome do nosso amor

Arranja outra não demores

Não é um pedido é um clamor

 

A felicidade que me deste outrora

É hoje um outono bem frio

Onde a criatividade já não mora

Como o mendigo junto do rio

 

Não existe o brilho dum sorriso

Terminou a nossa primavera

Em nós já nada faz sentido

Ficando apenas uma quimera”

 

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DANIEL COSTA

 

“MONTEMOR -o-VELHO”

 

“Da cultura é espelho,

Que se reflectiu no Munda,

Montemor-o-Velho

Rio Mondego de corrente fecunda,

Oh!... Munda de outrora, banhas o concelho,

Espraiando cultura profunda

Sentida, até nos arrozais com brilho

Que nos teus poetas é explicanda,

Afonso Duarte, poeta de moldura e caixilho,

Na casa que o seu espírito comanda,

Ereira que dos arrozais é, toalha

Biblioteca, veneranda

Tendo o poeta como evangelho

Poderá dizer-se, alma profunda!

O velho castelo, relíquia, estribilho

Cultura museológica é de leccionanda

A recordar árabes e moçárabes, trilho!

Abade João, voz ecoando, intervinda

Montemor-o-Velho,

Vila linda!”

 

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DILMA FRANÇA

 

“SONHOS DE NATAL”

 

“Eu gostaria de ver

Nem que fosse um minuto

Uma luz brilhar no céu

Anunciando a vinda

De Jesus, o Salvador!

Eu gostaria de ouvir

Nem que fosse um segundo

A voz do meu Redentor

Chamando os filhos seus

Para uma vida de amor!

Eu gostaria, não minto

De um mundo sem maldade

Sem ódio sem desigualdade

Onde a gente pudesse

Viver com serenidade!

Vendo os pássaros em revoada

Entoando cantos de amor!

Eu gostaria, é verdade

De uma vida promissora

De união entre irmãos

De paz para a humanidade

De respeito aos cidadãos!

E assim, quem sabe, um dia

Seríamos uma só família

Muito grande por sinal.

Seríamos um só rebanho

Teríamos um só pastor

E viveríamos, aqui mesmo

Glorificando o Senhor!”

 

 

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EUCLIDES CAVACO

 

“CANTO A PORTUGAL”

“PÁTRIA MÃE”

 

“Eu sou de Portugal onde a alvorada

Rompe primeiro os céus no Oriente

Onde chega mais cedo a madrugada

E ilumina as manhãs da minha Gente.

 

Eu sou de Portugal aonde as flores

Exalam mais perfume e são mais belas

Pátria de mil heróis descobridores

Que cruzaram os mares nas caravelas.

 

Eu sou de Portugal que ao mundo deu

Novos mundos com a sua majestade

Eu sou de Portugal onde nasceu

O fado e essa palavra saudade.

 

Eu sou de Portugal cheio de história

De gentes destemidas sem igual

Eu sinto no meu peito nobre glória

E brio de ter nascido em Portugal!...”

 

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Nota Final: Ilustra-se o post com uma Foto original de DAPL: o Sol a nascer no Tejo, "...onde a alvorada / rompe primeiro..."

num dia de Agosto de 2016.