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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

17.Dez.16

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (IV)

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

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Continuando na divulgação de Poesias da XX Antologia da APP.

Agora, o 4º grupo.

Seguem-se Poemas de: Carlos Fernandes, Catarina Malanho, Clara Mestre, Conceição Oliveira e Cynthia Porto.

 

Lisboa nascer do sol Foto original DAPL 2016.jpg

 

 

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CARLOS FERNANDES

 

“A GAIVOTA QUE AMAVA LISBOA”

 

“Gaivota perdida e encontrada por esta maresia,

De cheiros a águas esverdeadas do Tejo,

Levantas-te como o tempo quando a aragem se arriba,

Mas logo num brado da asa vens e mergulhas nas margens,

Da tua Terra amada que é Lisboa.

E vais esvoaçando numa dança divinal,

E bailando por entre raios de luz,

No grande palco que é o teu Tejo,

Tendo como cenário Lisboa,

Por entre as suas águas murmurando,

E dançando do Nascente ao Poente

Vais bailando docemente numa exaltação,

Para quem te vê deixasses um libido amor,

A esta terra esta cidade chamada Lisboa.

E no final da tarde quando regressas da viagem

Para descansar, num cais que se chama das colunas

Que o entendeu como seu, no cimo do mastro Real,

Poisas sempre a ver os cacilheiros chegar,

E agradeces a esta tua linda Lisboa,

Que é a rainha de Portugal.”

 

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Frutos Outono I 2015. Foto original DAPL jpg

 

CATARINA MALANHO

 

“PASSOU-ME O OUTONO À PORTA”

 

“Sentada a olhar a rua

Pela janela envidraçada,

Vi passar esvoaçando

Muitas folhas descoradas…

 

Eram amarelas, castanhas

Algumas amarfanhadas,

 

Observei melhor…

 

Prestando mais atenção;

Era o vento que soprava

Pois já não havia Verão

E o Outono chegava…”

 

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CLARA MESTRE

 

“RECORDAÇÕES (Gradil)”

 

“No meu tempo de menina

A aldeia cheirava

A pão quente

Agora

Os passos cansados

Da minha imaginação

Ainda atravessam

O forno

Lembrando o cozer do pão

Passa o destino a correr

No sangue fraco das veias

Há emaranhado de teias

Que ainda tento defender

Mas…

Na minha imaginação

Não há tempo

Não às guerras

Há sempre satisfação

Porque o cheiro

Da minha aldeia

Trago no meu

Coração…”

 

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CONCEIÇÃO OLIVEIRA

 

“GENTE FELIZ”

 

“Ali não há rios

há mar, muito mar.

 

E cheiro a peixe fresco.

e cães a descansar sobre redes

até que os pescadores voltem ao mar.

E gente, muita gente.

Jovens

Velhos

Crianças.

Tudo junto. Tudo feliz”

 

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CYNTHIA PORTO

 

“A QUEM VAI CHEGAR”

“(Soneto Futurista)”

 

“Espero-te em um clima de ternura,

Em prece, abrindo aos Céus, meu coração,

Pois, sei que chegarás, de alma tão pura,

Neste teu novo lar, com afeição…

 

A música será uma recepção,

Acolhedor banquete de candura,

A tua vinda a nós, como canção,

Porque é festiva, vem, e assim, perdura…

 

Terás uma morada aconchegante,

Em meio a muito amor e poesia,

Com fluido angelical, que segue adiante…

 

Como um presépio, é pleno de harmonia,

Serás a doce Vida radiante,

Também perene fonte de alegria!...” 

 

Notas Finais:

Este post é acompanhado por sugestivas fotografias originais de D.A.P.L., de 2015 e 2016.

Suponho que, enquanto publico este documento ilustrativo do trabalho da APP, da respetiva Direção e dos Antologiados, estará a decorrer o lançamento de livro do Associado, António José da Silva. Desejo-lhe as maiores felicidades e êxitos.

Irei continuando na divulgação da Poesia constante na XX Antologia.

 

 

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