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Cenas Raras, Raríssimas!

por Francisco Carita Mata, em 17.12.17

Umas Gambas! Uns Vestidos!

 

Não acredito nisto

Que quase caia um ministro

por causa de umas gambas

Que isto não é: Caramba! Isto são: Carambas!

Como se umas gambas e uns vestidos

Roubassem pão a desvalidos!

Ou acabassem no Corte Inglês

Todas as roupas e trapos.

Sem esquecer o Chinês

Cheio de calças aos farrapos.

 

Não, não há gratidão neste país!

Que uma excelente senhora,

Por um triz quase doutora,

Tu cá tu lá com a realeza,

Não sendo baroa ou baronesa,

Não se veste como pindérica

Nem se arma em histérica

Perante tostões e trocados.

 

Trocando isto por miúdos

Pra pequenos e graúdos:

É preciso paciência,

Sabedoria, ciência

Pra que filhos e maridos

Tenham tachos bem nutridos.

 

Que até reis tinham validos!

 

E por causa de umas gambas

Lembraram uns quantos galambas

Que achassem o tesoureiro

Cheirando o rasto ao dinheiro.

 

Será que o dinheiro se achou?!

Não Sei! Isto mal começou…

 

Não sei. E o que nos vale…

 

Tão só, e tão simplesmente

É que isto é cena rara

Mais que rara, é raríssima

Mas que nos sai cara, caríssima!

Isso é que é realmente.

 

E pra quê tanto alarido

Por uma gamba, um vestido

Ou um tacho pro marido?!

 

Gambas. in. http://news.certifee.com.br. jpg

 

O que importa e isto agora mesmo a sério…

É que para além deste despautério

Não se feche a porta a quem precisar

Que hajam Casas, Instituições

Gente séria e bons corações

À frente, a comandar!

 

Sem nunca esquecer que “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”!

E que “À mulher deste, César, não basta ser séria, também há que parecê-lo”!

 

(imagem, in: http://news.certifee.com.br.)

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cronica-de-outubro-2017-152374

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publicado às 15:42



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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