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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Desconfinamento(s)?! ?!

Uma salganhada de Covid’s!

 

Não sei se estes desconfinamentos sucessivos, face à Covid 19, estão ou não correlacionados com o aumento de casos, principalmente na Grande Lisboa e mesmo noutras zonas, embora de forma menos expressiva. (Alguém saberá?!)

 

O que sabemos, todos, é que não há, atualmente e ainda, uma cura para esta doença, nem uma vacina que, à priori, a previna. E porque demora?!

 

O que nos dizem as entidades responsáveis, tanto nacionais como supranacionais, é que as ações preventivas e inibidoras da propagação do vírus, passam, entre outras, por higiene, muito especialmente das mãos, nas nossas atividades diárias; pela “contenção e distanciamento social”; pelo uso de máscara, em locais públicos, medida tornada obrigatória, desde que passou a havê-las disponíveis no mercado. (…)

 

Também sabemos que algumas das informações, que nos têm sido prestadas, têm variado um pouco. Conforme as circunstâncias, à medida das situações evolutivas, a partir do conhecimento que foi sendo adquirido, com o evoluir pandémico e os ensinamentos provenientes dos diferentes países e das respetivas ações face à situação. Uma aprendizagem um pouco por tentativa e erro, comum à maioria dos aprendizados humanos, em situações novas!

 

Por vezes, informações algo contraditórias. Apesar disso, prefiro acreditar nas informações oficiais. Precisamos todos de nos sentirmos seguros dessas informações.

 

Independentemente desse aspeto de confiança, tenho expressado a minha discordância de algumas das atitudes, decisões, sugestões, das nossas entidades superiores, apesar de, globalmente, pelo menos na fase inicial, ter concordado com as mesmas.

 

A minha maior discordância tem-se centrado no desconfinamento, que julgo apressado. De repente, tenho observado pelos mais diversos locais e localidades, que “anda tudo um pouco ao molhe e fé em Deus!”.

 

Todos temos plena consciência que é imperioso e urgente “reativar a economia”. Sim, mas muito especialmente nos setores fundamentais e sempre, mas sempre, com segurança, pessoal e dos outros. Cada um é responsável por si mesmo. Mas tem que pesar o reflexo das suas atitudes e comportamentos, face às outras pessoas.

 

Há ações, que neste enquadramento, deveriam pura e simplesmente não ser realizadas.

As manifestações, repito! Sem desconsiderar a respetiva relevância e motivações.

 

Não concordei com a forma como foram evocadas datas fundamentais: 25 de Abril, 1º de Maio, outras manifestações realizadas, umas com mais ordem e estruturação, outras mais desordenadas. Nem com algumas festas futuras (Avante, por ex.)

 

E que dizer da “atuação” dos nossos “Representantes Máximos”, em “ações pedagógicas”, fosse nas idas à praia, na degustação restaurativa, na fruição de atividades culturais, em locais icónicos e espetáculos na “moda”?!

Achei, sinceramente, atos supérfluos.

E que dizer dos convites oficiais, publicitados via TV, à vinda de pessoal para Aquém Tejo?!?!

 

Pese embora as intenções tivessem sido de passar uma mensagem de confiança, de abertura, uma certa pedagogia positiva na atuação geral das pessoas para o seu dia-a-dia… (Digo eu, que ninguém me encomendou sermão.)

Questiono, se toda estas ações e face à necessidade que todos sentíamos de sair do “confinamento”, não terão levado ao extravasar de saídas da população para tudo quanto é sítio, a este “desconfinamento” exagerado a que assistimos.

 

E o futebol?! Valeu a pena tanta pressão para a retoma?!

Tanta ganância! E logo na 1ª jornada, os “quatro grandes” meteram o pé na argola. Alguns ainda emendaram o perdido. Mas o Benfica! O Benfica…!

E depois aqueles incidentes… Que não são adeptos… são criminosos!

Uma melhor distribuição da riqueza gerada, dos prémios auferidos. Ordenados menos opulentos. Muitos clubes vivem numa bolha de dívidas astronómicas! E as ligações futebol / politica – política / futebol?! Politiquices!!!

 

E a saída do Senhor Ministro das Finanças?! Relacionada com a Covid?!?!

E todos estes dinheirames, que vão para aqui e para ali, que reflexos irão ter nas nossas vidas, já tão sobrecarregadas de alcavalas diversas e variadas?!

 

E os Bancos? Injeções monetárias, neste, naquele… Sem lucros?! Tantas comissões!!!

 

E deixem as fronteiras ainda em paz! E o turistame!

E as praias?! (…)

 

Se há algo que esta pandemia trouxe à superfície mediática, foram as profundas desigualdades existentes nas diversas sociedades e contextos!

 

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