Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Ensino Privado versus Ensino Público?!

Uma questão atual.

E perguntas pertinentes.

dedo em riste in. publico.pt.jpg

 

O tema do “Ensino Privado” e o respetivo financiamento estatal, era algo sobre que me propusera debruçar, desde logo, quando, ainda em Setembro do ano transato, estruturei os posts com perguntas a Sua Excelência o Senhor Ministro da Educação, antes das eleições legislativas. À data, cargo desempenhado por outra pessoa/personagem política, que não o atual e enquadrado numa estrutura governativa diferente.

 

Sobre estes aspetos, (políticas, politiquices, ...) várias vezes tenho vindo a “perorar”. Muitos assuntos têm ficado para trás, alguns eventualmente interessantes de comentar, mas essa não é propriamente a “minha praia” e só abordo quando de algum modo o tema me interessa. Não ando propriamente a reboque do que a comunicação social destaca.

 

Entretanto... “muita água tem corrido debaixo das pontes”, neste ano, inclusive em Maio, que esta semana tem sido de verdadeiro Inverno...

E sobre o assunto fui deixando ficar...

 

Mas voltando à matriz do discurso. Chegou agora a altura de abordar / opinar, sinteticamente, sobre esta questão, sobre que tanto se fala! (Lá está o efeito mediático.)

 

Antes de tudo o mais e como premissa inicial, afirmar que considero que a existência de Ensino Privado é um Direito inequívoco de qualquer Sociedade.

Mas também frisar que “...a César, o que é de César”. Isto é, o que é privado, em princípio e como princípio, não deve ser financiado pelo Estado.

(Situação, infelizmente, demasiado frequente neste nosso Portugal, em que muitos dos que mais defendem, com todo o direito e justiça, a “iniciativa privada”, e que mais denigrem “o intervencionismo estatal”, sabe-se lá por que razões, são dos que mais se “encostam” aos benefícios do tão “vilipendiado” e mesmíssimo Estado.)

O que nos reporta para o caso vertente, e sobre que tanto se tem falado agora nos media e que tão paradigmático e que tão bem espelha o que foi explicitado em parêntesis.

E vamos então à pergunta.

 

Deverá o “Ensino Privado” continuar a ser financiado pelo Estado?

 

Pois acho que, salvaguardadas as devidas precauções cautelares e legais, compromissos irreversivelmente assumidos, e outros considerandos que desconheço, deverá esse financiamento ser extinto, gradualmente, de modo a ser o menos impactante possível nos contextos em que vier a ocorrer.

 

Então mas não haverá situações em que o ensino privado deverá ser apoiado pelo Estado?

Claro que sim. Casos em que pelo seu projeto, pelos fins a que se propõe, pelo público-alvo a que se destina, pelo enquadramento social, geográfico, económico em que se insere, essa intervenção e ajuda estatal se torne necessária, quiçá imprescindível, à concretização e continuação do projeto, do qual resultem evidentes benefícios para a Sociedade, globalmente entendida, e para o público-alvo a que se destina.

 

Existe sempre a possibilidade de o financiamento para a frequência do ensino privado ou público, ser direcionado para o aluno, através de subsídio, bolsa, etc.

 

Os dois modelos de ensino fazem todo o sentido, e são imprescindíveis, desde que cumprindo os normativos legais estabelecidos nacionalmente.

 

Face à situação tão abordada atualmente e à consequente quebra de financiamento e perante os casos concretos que nela serão envolvidos, deverá o assunto ser tratado com toda a atenção, para não haver questões demasiado problemáticas. (Reporto-me muito especialmente às pessoas que trabalham nessas instituições privadas e que possam vir a ter as suas profissões em risco!)

 

E volto a mencionar algo que já tenho abordado, isto é, a mania dos governos fazerem e desfazerem, sem haver um “pacto de regime” (?), que defina assuntos básicos e transversais que não andem sempre uns a fazer e outros a desfazer, porque, no final, quem paga é sempre o “Zé”...

 

Mas, então deixa-se ficar tudo sempre na mesma?! (...)

 

Outros temas sobre Educação e Ensino que já apresentei no blogue.

 

Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D