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“Gomorra” - 3ª Temporada: ‘Quem com ferros mata…’

por Francisco Carita Mata, em 19.01.18

Série Italiana

 

Episódios 2, 3 e 4 e mais alguns episódios… E final!

 

 

(Notas Iniciais:

 

Caro/a Leitor/a

Estive vários dias com dificuldades de aceder ao trabalho com o computador.

Também não pude visualizar todos os episódios.

Todavia sobre alguns deles escrevi.

Por isso não pude deixar de publicar, apesar de tarde…

Espero que venha a gostar!)

 

*******

 

2º Episódio: Negócios…

 

Em Roma, Genaro trabalha de perto com Gégé, contabilista, gestor financeiro, motorista, seu braço direito e pau para toda a obra. Investe no imobiliário.

Com o sogro na prisão trata-lhe dos negócios.

 

E por negócios, sempre se lançou no mundo e encetou negociatas com um hondurenho, Joaquin, que se deslocou de jato privado a Roma, com a mercadoria, que se calcula o que será!

Face aos obstáculos colocados por outros negociantes, Genaro e esse tal de Joaquin não estiveram com meias medidas. Armam-lhes uma cilada num supermercado, onde os fazem matar a tiro, por uns capangas que se ausentam, após o trabalho efetuado.

Genaro e Joaquin encarregam-se de os arrastar para o açougue, onde os cortam aos bocados, como se fossem porcos ou vitelos, colocando os pedaços em sacos de plástico. Gégé faz as limpezas do chão e vomita na casa-de-banho, que ele é uma alma sensível e não é pessoa para carnificinas. Ainda tem que filmar Joaquin ameaçando possíveis concorrentes e mostrando a cabeça de um dos assassinados num saco plástico. (!!!)

Em seguida, ensacam esta nova ‘mercadoria’ em malas de viagem que irão lançar para o fundo de um lago.

 

Enquanto o sogro esteve na prisão, Genaro foi-lhe tratando dos negócios. Ao seu jeito, com a ajuda de Gégé.

Saído o pai de Azurra para prisão domiciliária, teve o genro que lhe prestar contas, não sem antes avisar Gegé, como gestor financeiro, de que ele deveria engrandecer a riqueza acumulada, omitindo o que Geny terá lucrado para si mesmo.

Mas o velho não é nada parvo e ficou desconfiado desde o início, naquele universo ninguém confia em ninguém e nem ele sabe da missa metade. Apertou com Gégé, após ter ameaçado o respetivo namorado e a filha e o contabilista vomitou novamente, desta vez que Genaro enganava o pai da mulher, seu sogro e avô do seu rebento.

E, por enquanto, para Genaro estas são duas garantias de que dispõe: a mulher, Azurra e o filho, Pietro, seus seguros de vida. Que, de contrário, a vida dele não valia um chavo!

Mas o sogro já está a par de tudo, das transferências que faz e de como os anda a enganar a todos: napolitanos e romanos.

 

Em Nápoles, Patrizia é contactada por um apaniguado de Scianel, que está presa, (afinal o Estado sempre intervém, digo); é-lhe pedida ajuda para ela procurar e interceder junto de Marinela, a ex-nora da antiga traficante de bairro, para que a jovem intervenha com um depoimento para libertarem a ex-sogra.

Patrizia que vive pobre como sempre, e o que quer é uma vida honesta para si e para os irmãos, com quem não pode contatar, informa Genaro que irá interceder, na condição de este arranjar emprego decente para o seu mano, que cuida das irmãs e que desempregado corre o risco de as crianças lhe serem retiradas pela assistência social e ela nunca mais as ver. (Repito, afinal o Estado age, contrariamente ao que eu tinha mencionado no 1º episódio. E também naquele meio há pessoas que o que querem é viver honestamente e não se iludem com riquezas e grandezas.)

Apesar de todos os pruridos e com o apoio e ajuda de Genaro, Patrizia vai à procura de Marinela, que acha num cabeleiro e que agora se chama Irene e tenta seduzi-la com uma mala com trinta mil, agora, trinta mil futuros, quando se concretizar o desfecho.

Veremos no que darão estes desfechos, e de como os entrementes se transformarão em tantos e quantos!

 

3º Episódio: Libertação

Culpa, Expiação, Arrependimento

 

Este 3º episódio, de 5ª feira, dia 4, foi fundamentalmente dedicado a Ciro de Marzio.

 

Não ‘vive’ nem “trabalha” em Itália, nem quer negócios com italianos, ademais napolitanos. Pelo desenrolar da narrativa vai-se percebendo que ‘trabalha’ num País de Leste, dos Balcãs. Ainda pensei na Bulgária, mas deduzo que seja na Macedónia.

Dedica-se aos negócios mais problemáticos e horrendos: tráfico de mulheres, melhor, raparigas albanesas e heroína. Pelo meio, dinheiro falso.

Os esquemas hediondos e habituais: confiscação dos passaportes às moças; completo isolamento, na verdade, prisão domiciliária em casas degradadas, de onde expulsaram os moradores; exercício de ‘atividades’ em discotecas…

Ele, cada vez mais transfigurado, aquela cara de fuinha barbuda; cumpre e expia a sua pena fora da prisão, que, como disse a Genaro, não tem perdão.

 

Mladen, certamente um natural do país, é o seu sócio neste negócio, que perante o seu comportamento tão inabitual face ao contexto, lhe diz não o perceber. “Não bebes, não fornicas, vives numa pocilga que até enoja putas albanesas, tens medo dos teus conterrâneos. Desaparece! Não consigo ver o que o meu pai vê em ti!”

E este comportamento de Ciro, cada vez mais desesperado e fora de si, leva-o sempre mais fundo na sua expiação, que só lava com sangue.

 

Face a um negócio gorado em que se percebeu traído e tramado pelo sócio, não se ficou no meio termo.

 

Com atos de maestria, face ao ambiente criminoso em que sempre viveu, cada vez mais tresloucado, dirige-se ao ginásio do pai de Mladen, após uma conversa sem sentido, mata este, os outros adultos presentes e em seguida dirige-se ao apartamento do filho, onde ele se snifa e se prepara para ‘desfrutar’ de uma albanesa, mata-o também e aos seguranças que o guardavam.

Uma carnificina! Sem dó nem piedade.

 

Para exercer um supremo ato de redenção, de ‘justiça’, a seu modo, que de outra maneira a Justiça não funciona, ademais naqueles territórios e naqueles contextos e enquadramentos!

 

Retirado o passaporte da rapariga, de entre os que estavam confiscados, pouco importa que ela seja Ana e que o que ele tenha trazido seja de Elvana, ou o contrário; pega nela, mesmo nua com as roupitas debaixo do braço, entretanto ela veste-se, empresta-lhe o casaco, passam a fronteira da Macedónia para a Albânia, assenta num restaurante de comida rápida, contempla-a a comer com gosto, que muita fome há de ter passado, dá-lhe um maço de notas e um telemóvel e deixa-a no seu país, cumprindo assim talvez uma promessa a si mesmo.

 

A seu ver, tê-la-á libertado, ter-se-á sentido, de certa maneira, algo redimido, menos culpabilizado!

 

Que não pode esquecer-se que ele se acha culpado da morte da filha e aquelas raparigas, tão novas, só lhe poderão lembrar a sua, morta na segunda temporada às mãos de Mallamore, vice de Dom Pietro Savastano.

Mas por sua culpa, por seu pecado!

 

4º Episódio

'Quem com ferros mata…'

Os filhos que regressam a casa.

 

(Neste episódio a narrativa estruturou-se de forma mais complexa.)

 

Marinela sujeitou-se a alterar o depoimento de que resultou a libertação de Scianel, aliás Dona Annalisa.

Patrizia serviu de intermediária, entregando-lhe o dinheiro restante.

Annalisa vem afogueada da prisão, desejosa de retomar o negócio de bairro que detinha, às ordens de Genaro, com quem volta a negociar, estabelecendo-se a quota e a percentagem de cada um. Nenhum confia no outro. Patrizia intermedeia e aconselha, novamente.

 

Ciro regressa encapotado, afinal sempre esteve na Bulgária, como me pareceu, pela Igreja Ortodoxa que surgiu nalgumas imagens.

Também quer recomeçar o negócio. Contacta o napolitano que fora à Bulgária, mas cujo trato ficara sem efeito, devido a terem levado dinheiro falso. Este é o neto do “Santo”, pelos vistos um emérito contrabandista de outros tempos. Enzo, assim se chama o neto, compõe uma trupe de jovens “esfarrapados”, cheios de genica para se lançarem no mercado, mas falta-lhes uma cabeça, um chefe que os comande, um ‘condottieri’ que os oriente nas batalhas. A oferta/pedido foi feita a Ciro.

Este é um general que precisa de um exército. Para entrar na guerra.

A ver vamos, que no final do episódio ele aparece naquela sua pose de desesperado…

 

Genaro está na mó de cima. Poderoso, mas sempre inseguro que estes ‘generais’ vivem em constante sobressalto, como no antigo Império.

Tem plena consciência que o sogro, agora solto, o quer apanhar.

Espera o célebre carregamento do hondurenho, que virá de barco.

Informa Gégé do facto, do onde e do quando. Barco “Esperanza”, bonito nome. Bandeira do Panamá.

Como veremos, dá-lhe informação falsa, pois uns quantos ‘soldados’, a soldo de Avitabile, este é o nome do sogro, vão ao molhe mencionado, hora e local determinado, mas nada de droga!

Entretanto já Genaro, com outros dois rapazes do seu bairro natal, recolhia o material no alto mar, entrando terra adentro por um braço de rio ou canal.

Acondicionado o produto em local isolado, depressa negoceia com calabreses desconfiados, mas com quem chega a acordo.

 

Quando Gégé regressa, de noite, a casa, nela à espera tem Genaro.

Não é preciso dizer ao que o chefe ali estava, nem como foi a admoestação do patronato.

Entregue o relógio, penhor de confiança familiar que Dom Pietro dera a Gégé, quando este se formara, foi com ele no punho, a fazer de soqueira, que Genaro deu em Gégé até lhe desfazer completamente a cara.

Não sabemos se o deixou morto, se quase.

Um verdadeiro mastim, este Genaro.

Lavadas as mãos, segue a sua vida, triunfante, rumo ao negócio combinado com os calabreses.

Mal sabe ao que irá!

 

Entretanto o sogro, Avitabile, já quase sufocara a própria filha, que, de facto, a raptara da casa do genro antes que ela fugisse, conforme Genaro lhe recomendara.

Genaro foi ao negócio, sim, foi ao negócio…

Mas também foi ao engano, com os seus dois jovens amigos.

No local do encontro combinado, mais uma vez se fez cemitério, local de morte. Os dois amigos aí ficaram estendidos.

E Genaro não ficou, porque tem os seguros de vida de que falei no capítulo anterior: Azurra, a mulher e Pietro, o filho.

Mas foi raptado, levado sob ameaça de arma, para outro local, julgo que uma propriedade isolada do sogro, onde uns seus capangas dele fizeram saco de pancada, nada que ele não tivesse já feito a outros.

Ficou um monte de carne amassada, ouviu ainda do sogro, que não suja mãos nem pés com sangue, que não o queria ver nem pintado fora de Nápoles, apenas no seu bairro natal, Secondliano, que todo o negócio da droga pertencia ao grupo de Avitabile, que ao hondurenho executaram com a mesma sentença que ele a outros fizera, cabeça cortada, e, a ele, Genaro, só não lho faziam, por causa dos seguros de vida!

E que o havia denunciado às finanças, anonimamente, sobre as empresas falsas e testas de ferro, para que fique sem um tostão.

(Tem sido assim que, apesar de tudo, a justiça italiana tem conseguido entrar nalguns destes esquemas criminais.)

E foram mesmo depositá-lo ao seu bairro natal.

 

Aonde também já chegara, desterrado e desiludido, Ciro.

Recomeço e nova parceria?!

 

(Entretanto já Avitabile ameaçara a própria filha, Azurra, sobre a hipotética e eventual possibilidade de Genaro a procurar. Que a tal acontecer e jurou “pela Virgem Maria”, mais uma vez a tal religiosidade exacerbada e supersticiosa, jurou que cortaria a cabeça ao genro.)

 

Como se depreende, a carnificina irá continuar.

 

(E eu que nas duas temporadas anteriores não me propusera de escrever…)

 

 

*******

Restantes Episódios…

 

A série nesta fase está quase a acabar a 3ª temporada. Na passada 6ª feira, dia 12/01, já decorreu o nono episódio. Presumo que sejam dez.

Destes episódios anteriores não vi vários.

Apenas visualizei o sétimo e o nono.

Com base no que observei, alguns dos aspetos sugestionados em episódios anteriores verificaram-se.

 

Ciro tomou conta daqueles jovens em busca de um chefe e conduziu-os a um mundo em que se sentem uns senhores.

Organizados e dirigidos por Enzo, estruturaram todo um negócio de distribuição do ‘material’, um exército de lambretas, levando o ‘produto’ ao domicílio dos clientes, como se fosse uma qualquer telepiza.

Intitulam-se “Sangue Azul”, não sei se por alguns dos chefes estarem ligados a uma qualquer nobreza italiana.

Mas entram em choque com outros traficantes já instalados, “Os Confederados” e a coisa deu para o torto.

 

O esquema habitual: ameaças, agressões, negociatas, mortes, assassinatos pelo meio.

 

Genaro chegou ao seu bairro napolitano feito num trapo. Voltou-se para Ciro, foi fazendo dupla com este seu compincha e reergueu-se, pronto a enfrentar o sogro, Avitabile.

 

Encontra apoio na mulher, Azurra, com quem quer recomeçar, encontra-se secretamente com ela, numa cave dum cinema. Pretende reatar os laços familiares e criar o filho.

E criá-lo para quê?!

 

E a propósito de criação…

A irmã de Enzo, também com um filho, Casimiro, um adolescente, desejoso de copiar o tio e os amigos, mas ela não quer que ele siga as pisadas do irmão. "Que ele sairá do bairro e irá estudar…"

Mas foi assassinada, enquanto experimentava um vestido e telefonava para o filho, preocupada com o que ele andaria a fazer.

Enzo, numa de vingança, é este o modus operandi desta gente, acaba por ser ele também ferido, enquanto atirava sobre um dos capangas principais dum grupo rival e dominante na zona em que concorriam no tráfico. (Don Edoardo, “O Charmoso”.)

Casimiro, ele também ferido, psicologicamente, por estes golpes de morte, resolve lançar-se também na aventura do crime.

E é vê-lo, na motoreta com outro amigo, ambos de pistolas aos tiros, pelas ruas da cidade, no final do 9º episódio.

 

E é assim a série.

Morrem uns. Renascem outros. A violência é como uma hidra de sete cabeças.

Cortam uma, nascem sete.

 

Aguardemos o décimo episódio.

 

(Mas ou eu esteja enganado ou acho que a série, apesar do investimento nela feito, não teve assim um impacto tão forte como teriam esperado.

Digo eu!

E eu também sou sincero. Gostei, mas não foi das minhas preferidas. Embora ache que ela é super, demasiado, realista.

E a propósito…

Quando se equacionarão políticas realistas para tratar estas problemáticas das drogas de um modo diferente?!

Que a forma como o assunto é tratado, deveras complexo, é certo, não tem resolvido de nada o problema.)

 

*******

 

Afinal a Série teve 12 episódios.

 

Nos três episódios finais, 10º, 11º e 12º, ocorridos dias 13, 14 e 15 de Janeiro, concluíram-se alguns aspetos que vinham sendo aflorados anteriormente.

Ciro afirmou-se como verdadeiro chefe e mentor do grupo de jovens criminosos dirigidos por Enzo,Sangue Azul”. Sempre irmanado com Genaro.

Os conflitos com os grupos já instalados “Os Confederados” são permanentes.

A mão vingadora de Avitabile, sogro de Genaro, pai de Azurra, avô de Pietro, está sempre presente. Os crimes de todos e de cada um são mais que muitos, mortes e mais mortes.

Guerreiam-se, fazem acordos, cobram e pagam dívidas uns aos outros. Traem-se, na primeira oportunidade!

Patrizia intermedeia entre os vários grupos.

Scianel, Dona Annalisa, aspira a ser “Rainha de Secondliano” e fazer de Patrizia a sua Princesa. Denuncia, bajula, trai, na mira de alcançar os seus objetivos. (Acabei por não perceber o que lhe aconteceu.)

Azurra e o filho, Pietro, são negociados e trocados, para que Genaro fique com eles, após entregar vultuosíssima maquia em dinheiro.

Em todas estas trocas e baldrocas entre os vários grupos e interesses em confronto, sempre o papel de Patrizia.

A desconfiança, a traição, o ódio, os sentimentos maus, sempre presentes.

Os interesses, que os sentimentos bons não contam.

Dividem territórios para exploração dos negócios das drogas.

Teoricamente, chegaram a um acordo que satisfaria todas as partes.

Mas, mal puderam, todos traíram esse suposto e selado acordo.

 

No final, Ciro cumpriu o seu destino intuído.

Praticamente ofereceu-se como vítima, como cordeiro a ser imolado, sacrificado, em vez do seu alter-ego, Genaro. E foi este que, perante a ordem de Enzo, ainda que contrariado, disparou sobre Ciro e o matou, concluindo assim a respetiva expiação que ele vinha vivendo, desde que matara a própria mulher e deixara que lhe matassem a filha querida.

 

E a série terminou assim com a imagem de Ciro, baleado, e a escorrer sangue, a afundar-se e a descer nas águas para o lodo da baía de Nápoles!

…   ...   ...   ...   ...   ...   ...

 

E fica muito por contar?! Muitíssimo?!

 

Ora se fica!

 

*******

 

Como grupos dominantes, para uma futura, eventual e hipotética 4ª temporada, que não sei se haverá ou valerá a pena equacionar, que não sou visto nem achado, também não digo que me entusiasmaria muito, pois não foi de todo uma das minhas séries preferidas…

 

Mas não deixo de sintetizar que, do que observei, Genaro voltou à mó de cima, apesar de debilitado, digo eu, pela morte do verdadeiro amigo, Ciro. A mulher, Azurra, também o colocou de espada à parede, que ou ele abandonava aquela vida e se iam embora dali, Nápoles, ou ela o abandonava a ele. (Seria um ponto interessante a explorar, futuramente.)

 

O gangue “Sangue Azul” conquistou a independência e também ficou como um grupo relevante.

 

De entre “Os Confederados” as cabeças foram todas cortadas, Don Rudgero, de forma macabra, por dois irmãos, que ocupavam lugares subalternos naquelas hierarquias criminais, mas, desse modo, terão ascendido às cúpulas. (Não lhes fixei os nomes.)

 

(Não me apercebi bem o que aconteceu a Patrizia nem a Scianel, nem outros personagens menores.

Também não se perde nada com isso!

 

E volto ao que já frisei anteriormente.

 

Quando se equacionarão, oficialmente, políticas realistas para tratar estas problemáticas das drogas de um modo diferente?!

Que a forma como o assunto é tratado, deveras complexo, é certo, não tem resolvido de nada o problema.)

 

 *******

(Nota Final:

Caro/a Leitor/a

Espero que tenha gostado!

Ah! E não se esqueça que recomeçaram "Uma Aldeia Francesa".)

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publicado às 18:47


2 comentários

De Victor Nogueira a 19.01.2018 às 21:08

Leio com interesse as suas "crónicas" sobre as quase sempre excelentes séries da RTP 2, embora me cause alguma perplexidade que não consiga ver alguns episódios pois estão disponíveis durante alguns dias, incluindo na RTP Play. Sobre a Gomorra 3, Scianel ou Dona Annalisa é morta a tiro por Patrízia, que assim se vinga, permanecendo fiel a Genaro, cujo contabilista, Gégé, foi por este também assassinado, tal como Avitabile o fora numa emboscada montada por Ciro. Terá este mesmo morrido ou reaparecerá numa 4ª temporada? Não muito cativante o início desta 3ª temporada de Uma Aldeia Francesa, onde vemos colaboracionistas ou democratas de “meia-tintas” vingarem na “Nova Ordem” do post-Guerra e das traficâncias dos soldados do Tio Sam, enquanto os guerrilheiros se vão afundando no desemprego ou no desespero. Como se irá safar o “bondoso” Larcher que tudo perdoa à infilel esposa, sempre pronto a recebê-la? Ele que à sua maneira foi um “resistente” apesar de “colaboracionista”?

De Francisco Carita Mata a 20.01.2018 às 16:24

Obrigado por ler, comentar e esclarecer as “crónicas” que escrevo sobre as séries, que de algum modo me tocam. As da RTP2, que são praticamente as únicas que vejo, porque realmente são quase sempre excelentes, são maioritariamente europeias ou de cinematografias ‘marginais’, face à dominância norte-americana, até há poucos anos, praticamente em monopólio. (Não que não goste também de ver cinematografia americana. Que gosto!)

Quanto ao tempo destinado à respetiva visualização é, quase por norma, aquela hora específica destinada no canal, pouco depois das 22h. Se, por qualquer motivo, tenho outras atividades, então não vejo, e pronto! Tento conjeturar o seguimento ou fico na dúvida.

(Aproveito para agradecer os seus esclarecimentos, face aos personagens de Gomorra que me não apercebi dos desfechos.)

Esta minha atitude é, de certo modo, propositada. Não quero ficar condicionado ou dependente de ter que visualizar sempre tudo, tim por tim. Não sou ‘profissional’ dos media e, nestes domínios das novas tecnologias, sou de um tempo em que tudo isto nem sequer era ficção. Que muitas das funcionalidades atuais, nem sequer eram imagináveis.
Noutros contextos, costumava referir que eu sou do tempo em que se escrevia com caneta de aparo a molhar no tinteiro e com o mata-borrão a jeito. Mas, adiante!

Quanto ao final de Ciro, também conjeturo a sua hipótese. Que os seriados dão para tudo!

Sobre “Uma Aldeia Francesa” os pontos que refere são também alguns do que penso pegar em crónica que quero escrever sobre a série, uma das minhas preferidas.
Mas o facto de os guionistas terem pegado dessa forma, em que ‘oportunistas’ se estão a ‘safar’, continuando a pisar os honestos, não será essa a triste realidade que já observámos em contextos semelhantes que vivemos?!

Quanto a Daniel Larcher, um dos personagens ‘simpáticos’ da série, aliás essa é uma das características desta série, é que há personagens de que gostamos ou com quem nos identificamos e outros de que gostamos menos ou detestamos.
Por isso estas séries assim, se tornam apelativas. (Contrariamente a Gomorra em que não há ali ninguém de quem se possa ‘gostar’!)
Bem, quanto a Larcher, acho que ele tem que ser ‘ilibado’, colocar bem o negativo e o positivo nos pratos da balança. E tem aquela mulher!... (Sobre isso, na minha terra, dir-se-ia que ele é um “corno manso”, desculpe-me o vernáculo!)

Mas, para não me adiantar mais nem o maçar, termino. Já sabe, que eu escrevo sempre muito.
E Muito Obrigado por me continuar a ler. Não desista! Já sabe que, nas “crónicas” sobre as séries, sou, por norma e em consciência, parcelar e parcial.
Mas também acho que a escrever, e dá algum trabalho, tenho que o fazer de forma e modo algo diferente e, por vezes, também irreverente.
E, novamente, Muito Obrigado!

Francisco.

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Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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