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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

ÍCARO!

ÍCARO

 

Lá no alto, entre as nuvens

Ícaro, preso está.

Não perdoaram os deuses

Voos tão altos

Com asas tão de cera.

E Ícaro se quedou enredado.

 

É falso que ao mar haja caído

Espalhando-se no que seu nome tem

Por não seguir de Dédalo os conselhos.

 

Ficou somente preso entre os seus sonhos

Mas bem lá no cimo, entre nuvens.

 

 

 

 

 

Escrito 1986

Publicado:

 DN - Diário de Notícias 1987 (Versão de poema desenhado - "Poesia Visual".).

Anuário de Poesia – Autores Não Publicados, Editora Assírio & Alvim - 1987.

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/exposicao-de-poesia-visual

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