Natal no contentor!
(Republicação deste Poema de Natal, para figurar em "Contos de Natal")
Natal no contentor!
Nascido em contentor, em noite fria
Parábola hospitalar deste País
Achado por sem abrigo, quem diria
Que eu tivesse mãe, sem ter, que não me quis!
Querer, queria, mas sem vida não podia
Ter-me, e tendo, de criar-me de raiz.
Valeu-me choro ser fala, nesse dia
Qua nascesse outra vez, ser talvez feliz!
Feliz ou não, futuro não sei. Sou petiz!
Nem visita real, per si, vaticina.
Cada qual que nasce, nasce sua sina
Neste mundo atroz tudo se desatina
Na rede social todo o mundo opina.
Mas houve já Natal, sim! Sou eu quem to diz!
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Se quiser saber mais sobre este Poema, consulte, SFF "A Chaga do Lado".