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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

06.Abr.18

“Nau dos Sonhos - Prémio Ivone Vairinho” - 2018

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA de POETAS – APP

2018

 

No decurso da Sessão Solene comemorativa do 33.º Aniversário da APP, realizada no dia 3 de Abril de 2018, ocorreu a proclamação dos trabalhos vencedores do concurso de “Poemas Ilustrados” e de “Poemas com Ilustração” -  “NAU DOS SONHOS - PRÉMIO IVONE VAIRINHO."

 

Na “Modalidade A – Poemas Ilustrados” o vencedor foi o “POEMA PSICADÉLICO”, de minha autoria.

 

Na “Modalidade B – Poemas com Ilustração”, o prémio foi entregue ex-aequo aos trabalhos “DO OUTRO LADO DOS SONHOS”, do associado CARLOS ALMEIDA, e ao trabalho “MARES”, do associado CASSIANO SANTOS CABRAL.

 

Anexo uma foto do trabalho que intitulei como “Poema Psicadélico”, para efeitos do concurso.

Este trabalho poético, integrado no conceito estético de “Poesia Visual”, é dos finais da década de oitenta, do século XX.

Faz parte de um conjunto de trabalhos que elaborei nessa época, enquadrados num contexto experimental de Poesia, integrada no âmbito da estética da corrente de escrita referida.

 

Tem na sua base um poema de 1979, que intitulei, à data em que foi escrito, como “Fuga… à Solidão!”

 

*******

 

FUGA… à SOLIDÃO!

 

Trombetas projectam raios laser

numa pintura estereofónica.

Então… um aroma poliédrico

enche o presente…

… De esferas, prismas, cubos;

Violetas, rosas, carmins;

Maresias, manhãs, névoas…

Em tudo esvoaça o Nada.

 

Numa memória espacial,

me recordo de lugares que não vivi,

Do tempo que não percorri.

 

E neste caminho me provo,

cheirando cinzento – escuro.

Escuto. E saibo a limão.

Olho-me, numa sinfonia aromática.

Sinto o colorido Rock. E percebo!

Era… ontem, ali…

 

Hoje, sinto amargos de boca,

náuseas de prazer.

 

E estou só.

Só, entre quatro paredes nuas.

E brancas.

 

Estou triste!

 

*******

 

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 Anexo também uma imagem dos três trabalhos premiados, a partir de fotografia das fotocópias afixadas em placard, na Sede da Associação.

 

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 (Original DAPL 2018.)

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Atrevo-me a terminar este post com a frase introdutória à Exposição O Prodígio da Experiência”: “…um olhar abrangente sobre a obra visual de Ana Hatherly…”, na Galeria Municipal de ArteAlmada:

 

 «A pintura é poesia muda, a poesia imagem que fala.»,

de Simónides de Keos (Séc. VI a. C.)

 

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