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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Plátano do Rossio – Portalegre

Árvore de Portugal - Ano 2021

Plátano Rossio. In. Green Savers. jpg

O célebre Plátano do Rossio, de Portalegre, foi declarado como a Árvore do Ano, depois da escolha efetuada por votação, através de email.

Há que dar os parabéns! À Árvore, pela sua capacidade de resistência? Ao Rossio, que irá ter mais uma placa por baixo do Plátano, como forma de assinalar a efeméride? À Cidade? A quem promoveu a iniciativa? A quem votou, que neste caso, e neste ano, se mobilizou? Ao bairrismo? A quem a plantou? A todas estas entidades?! O que acha?!

 

Também votei, como escrevi e divulguei no blogue, em “Passeio Virtual na Cidade de Régio II”. À data, já se delineava o Plátano como possível vencedor, seguido das Árvores que acabariam por ficar nos lugares seguintes: a Oliveira de Mouchão e o Schotia do Jardim Botânico da Ajuda.

Como tinha de escolher duas árvores, não selecionei a Oliveira. Que era também merecedora de vencer. Aliás, bem pode concorrer para o ano. Uma árvore que, segundo cálculos técnicos e científicos, tem mais de três mil anos, não vai morrer assim de um ano para o outro. Irá concorrer e com todo o merecimento, vencer. O Plátano também não foi a primeira vez que concorreu…

 

(Há três ou quatro anos procurei saber como se calcularia a idade de umas oliveiras e solicitei informações a um laboratório da UTAD. Explicaram-me genericamente os procedimentos a efetuar e o preço. Este não me entusiasmou, pois ascendia quase a mil euros. Desisti! Faço um cálculo hipotético, atribuindo-lhes várias centenas de anos, algumas talvez rondando o milhar, nomeadamente a que caiu com a tempestade de 19/20 de Dez. 2019.)

 

Quanto à Oliveira de Mouchão, intriga-me a idade que lhe atribuem. Segundo tenho lido, as oliveiras são originárias da Ásia Menor, Palestina, Síria…Terão sido os Fenícios que inicialmente as terão disseminado pela Bacia do Mediterrâneo, seguidamente os Gregos e principalmente os Romanos. E também os Árabes.

Ora estes povos chegaram à Península Ibérica, os primeiros, os Fenícios, há cerca de 2500 anos. Aí residem as minhas dúvidas, dado que atribuem à dita Oliveira mais de 3 mil anos!

Dezenas de oliveiras que conheço no nosso Alentejo têm na sua base um zambujeiro, que foi enxertado. Presumo que a de Mouchão estará nas mesmas condições. Sobre essa matriz de oliveiras bravas foram feitas enxertias de oliveiras mansas. As bravas são mais resistentes, daí servirem de porta enxertos, todavia a azeitona é pouco carnuda, por isso são enxertadas para produzirem melhor azeitona.

A minha questão é: Os zambujeiros já existiriam na Península, antes de os Fenícios terem trazido as primeiras oliveiras mansas para enxertar?!

 

Retornando à Cidade de Régio.

O Plátano, encontra-se no topo sul do designado “Jardim do Tarro”. Outro jardim ou parque existente designa-se “Corredoura”. Em ambos, existem várias árvores a precisarem de poda. Também, futuramente, não será mais adequado plantarem árvores autóctones e deixarem os plátanos, os áceres, de parte?!

Hoje, aproveitando o final da manhã, o bom tempo e antes do toque a recolher, caminhámos pelo Boi D’Água. A noroeste, na encosta soalheira, existe um pinhal com árvores enormes e imenso mato.

Não há quem corte e desbaste?! Não se lembram dos verões quentes?!

Tenho dito! E até próximo postal!

 

(Foto: Cortesia de © Ana M. Fonseca dos Santos - In. Green Savers.)

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