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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Sabe que Planta é esta (XVII)?!

Planta XVII Foto Original. 2022.03.28.jpg

Não é uma “partida” do Primeiro de Abril!

Não sei mesmo que planta é esta. Nem esta pergunta tem a ver com o dia um de Abril! Não sei mesmo. Desconheço. Alguém me saberá dizer o nome deste arbusto? O nome vulgar, que é o que identifico melhor, se tiver nome comum. E o científico, em latim, mas que tenho mais dificuldade em conhecer.

Prolifera no “Caminho da Fonte das Pulhas e do Porcozunho”, que no sentido Leste – Oeste, se inicia na “Azinhaga do Poço dos Cães”. Propaga-se com imensa facilidade, através do raizame, uma espécie de rizoma, que vai avançando pelo caminho, aparentemente no sentido referido. Junto ao portal do “Vale do Meio”, lado sul do caminho, uma colónia que vai crescendo, inclusive nas vetustas paredes e pelo balsedo. Alguns exemplares esparsos, no lado oposto, junto e nas próprias paredes velhas do “Chão da Atafona”. Mais a Oeste, nas bermas do dito caminho / azinhaga centenária, uma verdadeira colónia destas plantas, não sei se autóctones, se invasoras. Ultrapassam o espaço da ETAR, a modos que querendo alcançar a Fonte das Pulhas, a Horta do Porcozunho. Digo eu!...

Já galgaram as paredes e já começaram a colonizar parte do Vale de Baixo, o respetivo lado Sul, frente ao canal de saída de emergência da ETAR.

Pois!... Nos últimos dias de Março, lancei-me no corte e desbaste de todos os ramos iniciando floração, como o da foto documental. Todos os do caminho, bem como os do Vale. A propagação através das sementes será ainda a forma mais eficaz de ela se espalhar. Deste modo, cortando os ramos espigados, iniciando a floração, supostamente impedirei uma maior disseminação da planta invasora. Penso eu…!

Tenho plena consciência que será remar contra a maré. Que a planta continuará a propagar-se sempre mais.

A Autarquia limpará as bermas do caminho, como habitualmente faz todos os anos. Só que essa tarefa será executada mais tarde, lá para Maio, quando o arbusto já terá sementes e assim a sementeira será ainda maior. O trabalho está feito. Veremos se haverá resultados. O ramo documental, após a respetiva foto, também foi cortado. A ver vamos!

Saúde e Paz!

(P.S. – Coloquei foto, mas entretanto diminui várias de postais anteriores. Obrigado, SAPO!)

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