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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Selfie – Selfish

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

(Auto - Retrato Egoísta)

 

Me pediu pessoa amada

Que escrevesse um poema

Versejando sobre um tema

De cariz social.

Mas que maçada!

Não encontro mesmo nada

Que não seja banal.

 

Lembrei-me de selfie!

 

Mas que raio de palavra

Que ela não se destrava

Nem uma rima se lavra

Em tal roseira brava.

 

Associei com selfish

Palavra bem mais fixe.

Que rima com egoísmo

Quadra com narcisismo

Talvez egocentrismo

Quiçá cabotinismo!

 

E cismo!

 

Que achada a rima

Mais abaixo, mais acima

Uma selfie vou tirar

Com qualquer uma qu’encontrar.

Basta só me (em)quadrar.

 

E tirei. Comigo!

Tirei contigo!

Com amigo. Com inimigo

Com a vizinha do lado

Com peixeira no mercado.

 

E na minha lista

Tenho até futebolista

E bem afamado artista.

Até canário com alpista!

 

Não há quem me resista!

 

Ao meu apelo, ao meu pedido

Nada me é indeferido.

 

E é tal a premência

Que só com Sua Excelência

O Senhor Presidente

E por mais que eu tente

Ainda não consegui

Tirar uma selfie!

 

*******

Narciso. 2018. Foto original DAPL. jpg

*******

(Notas Finais:

Este texto poético, uma narrativa em verso, modelo de escrita que ultimamente tenho cultivado, foi escrito em 25/06, a partir de sugestão que me foi feita a vinte e quatro.

As fotografias, sempre de telemóvel, são de Autoria de D.A.P.L. - 2014 e 2018, a impulsionadora da sugestão.

Inicialmente documentei o post com uma foto, belíssima, de uma cerejeira / gingeira, à data existente no quintal. Reporta-nos, metaforicamente, para uma estrutura em rede. Quando pude dispor do acervo de fotos de narcisos, inseri a de um narciso, altaneiro, sobre um fundo de cinzentismo, do muro de cimento. 

Espero que goste do texto poético e também das fotos.

Ah! Este é o post nº 600. Seiscentos!)

 

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