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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“El Príncipe” - Temporada 2 – Episódio 18

Série Espanhola – RTP2

 

(05/10/ 2016 – 4ª Feira)

(Final da 2ª Temporada – 31º Episódio Global)

 

“Guerreiro Suicida”

 

Terminou, ontem, a segunda temporada desta série espanhola, designada “El Príncipe”, nome de bairro da cidade “espanhola” de Ceuta, situada no Norte de África, num enclave em Marrocos. As cenas, na sua maior parte, decorreram aí.

Nesta série foi uma verdadeira mortandade. Uma carnificina!

Ocorreu o episódio final, designado sugestivamente “Guerreiro Suicida”. Não ainda o derradeiro, que haverá terceira temporada, não sei se na RTP2. No fim do episódio, apresentam sempre uma sinopse do que virá a seguir e pudemos visualizar excertos do que continuará.

Mas disso só falarei mais tarde.

 

Outro título que poderia ter sido dado a este capítulo seria “A guerra em direto”!

Guerra, porque é disso que se trata, que o próprio Khaled, o explicitou para a mulher.

Em direto, porque os próprios terroristas usam os meios de comunicação para mostrarem as suas ações e em tudo quanto é local, via TV, internet ou telemóvel, espetadores assistem às reportagens.

 

A ação decorreu nos espaços habituais.

 

Na esquadra, onde o comando dos jovens terroristas entrou de rompante, disparou e matou, sequestrando agentes e população aí presente.

Obedeceram, sem pestanejar, a uma ordem, propalada via telemóvel, por Khaled: “Inghimasi”.

Palavra passa palavra, telemóvel para telemóvel, e estava formado o esquadrão de assalto.

Aí libertaram o terrorista preso, fizeram Mati de refém, com faca afiada ao pescoço, frente a uma câmara, filmando para o exterior, com passagem em canais televisivos.

Ameaçavam matar e mataram, chantageavam, exigindo ao governo um helicóptero e a libertação de Khaled para a Argélia.

 

Mati e Fran in. teleprograma.fotograma.es.jpg

 

Paralelamente, a ação também decorria na mansão do xeque, Khaled, onde este estava retido, cercado pela polícia, chantageando também matar os reféns, que basicamente seriam Paco, Nur e a própria esposa, Fátima.

 

Mas, como sempre, estou a saltar muitos nós da narrativa, entretanto desatados no decurso da ação.

 

Por ex. dizer que, Khaled, raposa matreira, que a todos tem vindo a enganar, continuou a ludibriar, inclusive os polícias, Fran e Morey.

Enganou-os na fuga de Granada, trocando de carro a meio da autoestrada, sem pejo de mandar matar um homem inocente, na frente da esposa deste e da sua, e chantageando esta com a ameaça de morte da viúva, de filho ao colo.

Ludibriou-os igualmente na travessia do Estreito, trocando de telemóvel e não utilizando o ferry, mas uma lancha pessoal, para chegar a Ceuta.

Passar-lhes-ia, ainda, a perna, mais tarde, na sua suposta libertação, não usando o carro, mas saindo a pé, para esse porto particular onde tinha a lancha que o trouxera da Península para o enclave.

 

E será aí, junto a esse porto, nos campos circundantes e praia próxima, que se desenrolarão as cenas finais do episódio e temporada.

 

E esta cena da perseguição de Javier Morey a Khaled, levando a “sua” (?) Fátima foi antológica. Dispara um, dispara outro, tornam a disparar; um terceiro sujeito, apaniguado do terrorista, também intervirá; Fran virá mais tarde, também dá os seus tiros, aparentemente morre, mas repentinamente “ressuscita” e terá dado o tirázio final sobre Khaled, livrando assim o seu amigo Javier de morrer, que os heróis não podem soçobrar, nem mesmo às balas.

Na contenda, e ainda no início dela, Fátima passou de mãos, do marido para o amante e, nesta fase não terá sido ferida.

Mas tê-lo-á sido quando, Khaled, ainda antes de Fran lhe ter dado o tiro final (?), enraivecido de a perder e quando ela com Javier se atiraram à água, ele, de metralhadora em punho, que não sei onde a foi buscar, disparou toda a cartucheira da mesma, que nunca mais tinha fim, para o local do Estreito onde os amantes haviam mergulhado nas águas.

Só após essa descarga emocional e esvaziamento das balas do terrorista é que Fran, que parecera ficar morto, como que “ressuscitou” e pôs ponto final no bandido.

Será que pôs?!

 

O que sabemos é que Javier e Fátima, após algum tempo, emergiram das águas do Estreito, quais borboletas brotando das crisálidas e vinham, combalidos, mas vivinhos da silva!

Sim, porque a moça ainda disse que ele, Javier, fora o melhor que lhe acontecera, só por tê-lo beijado, que valera a pena tudo o que vivera com ele. E também: “Te quiero!”

 

Javier Fati In. thefunnymovies.com

 

Mas apareceu-lhe sangue a brotar do pescoço, ter-se-á rompido alguma veia primordial, e ficámos sem ter a certeza se a heroína terá ou não morrido.

Sabemos que o herói chorava e gritava, naquela sua pose quando está enraivecido e frustrado.

 

O narrador acaba com aquela sentença primordial referente ao Príncipe de que “… tudo acaba em água salgada: em lágrimas ou no fundo do mar!”

 

E assim poderia findar a minha narração.

 

Mas ainda quero voltar ao início.

Sobre o morticínio.

Sobre tantas mortes, e de forma tão gratuita, dir-me-á que o seriado espelha a realidade. O que, infelizmente, é bem verdade.

E chocante, mais ainda, é essa entrega de jovens imberbes, quase crianças, a uma causa, se tal lhe pudermos chamar, mas de morte.

Matam, matando-se. Aparentemente desprovidos de sentido, que os motivos invocados revelam-se pouco consistentes, só defensáveis, por quem esteja cego de loucura.

Caso do sequestro na esquadra, em que os apelos do Imã, à racionalidade, à compaixão, ao respeito dos preceitos do Islão, foram pérolas esbanjadas e ainda lhe valeram o assassinato traiçoeiro.

 

E projetar também à possível 3ª temporada.

Na sinopse do “próximo” episódio, pudemos ver Faruq, que soubemos viver com a família em parte incerta, supostamente em Paris e que irá ser pai.

Vimo-lo a visitar a irmã Nayat, no hospital.

Observámos, com satisfação, a chegada da polícia ao departamento de Robledo, para o prender. Em fundo, via-se também Carmen Salinas.

Também confirmámos a morte de Fran, que vimos a mulher e a filha, no cemitério, a depositarem flores numa campa.

Numa varanda com vista para o mar, provavelmente ainda em Ceuta, Javier Morey, pensativo e triste, recordava a sua amada Fátima!

Estas são algumas dicas do que poderá desenvolver-se em próximo capítulo, de nova temporada.

 

E por aqui fico, no respeitante a “El Príncipe”.

Foi uma série que vi com muito agrado, especialmente na primeira temporada.

Já a escrita, a narração sobre a mesma, não me foi tão agradável, como quando escrevi sobre outras séries anteriores.

 

Até uma próxima série que me “prenda”!

 

Continue a acompanhar este blogue noutros temas que irei apresentando.

 

Obrigado por ir lendo o que escrevo!

“El Príncipe” – Temporada 2 – Episódio 17

Série Espanhola – RTP2

(3ª Feira – 04/10/2016)

 

(Episódio Global Nº 30)

“Tudo por Ti”

 

Intróito:

 

Vou tentar expor algumas ideias sobre o décimo sétimo episódio, desta segunda temporada de “El Príncipe”, correspondendo ao episódio global nº 30. Daí que, em consulta que fiz há algum tempo e mencionei em post, tenha encontrado referências a um trigésimo primeiro episódio (31º).

Intitulado com o sugestivo “Tudo por ti”, correspondente à justificação apresentada por Khaled, sobre as suas atitudes, comportamentos e ações, que tudo fizera por Fátima.

Em última e derradeira instância, ainda será ela a culpada de todas as suas malandrices! Registe-se!

Igualmente, uma forma de se desculpabilizar.

 

Mas antes, ainda tenho alguns pontos prévios a referir:

 

1 – Ontem quase ao iniciar-se este 17º Episódio ainda tive oportunidade de publicar um post sobre o 16º. Muito sintético e com duas imagens.

Esteve publicado, mas, hoje de manhã, acedi ao mesmo e voltei a trabalhar nele, nalguns pormenores.

Mas, não sei, nem como nem porquê, perdeu-se. Tentei recuperá-lo, mas não consegui.

Comuniquei com a Equipa Sapo. Veremos se têm oportunidade de me dar resposta.

Se não conseguirem, ainda verei se edito esse post, pois tenho o texto guardado e as fotos.

Entretanto vou escrever sobre o 17º.

Interessante que, na ficção, o atentado também era no dia 17!

 

2 - Já sabe o/a caro/a leitor/a que, ao escrever, também me reporto quase sempre para a realidade.

E hoje não posso deixar de o fazer.

Já reparou que dia é hoje?!

Dir-me-á: 4ª feira, cinco de Outubro.

E não observou nada de diferente?!

Se estiver na mesma situação que eu, não notará grandes alterações.

Mas, de facto, há!

Hoje, voltou a ser feriado nacional! Nem mais.

Registe-se também, que não é de somenos importância.

 

Provavelmente, se por acaso foi logo pela manhã a alguma grande superfície comercial, também terá verificado a diferença.

No supermercado a que fui, logo cedo, já havia imensa gente, muito pessoal filando as carnes e os peixes “frescos”, carrinhos super cheios, produtos específicos com várias unidades, certamente em promoção.

E outro pormenor, a não desprezar. Famílias com as três gerações presentes, avós, pais e netos: as infatigáveis crianças. Que, nestes dias sem escola nem infantário, são uma “dor de cabeça” para os papás e mamãs. Nem eles, pais, sabem o que lhes fazer, nem elas, crianças, como se comportar. Nem eles, papás e mamãs, sabem ou têm paciência para o como fazer.

Pasme-se e registe-se também!

E observe, quando puder e tiver oportunidade, se faz favor!        

 

3 - E já que falamos em crianças e agora reportando-me para a série, e ainda nos pontos prévios, acentuar como é chocante a utilização gratuita de crianças como bombistas suicidas.

 

E, dir-me-á.

Mas é isso que se passa na realidade.

Mais chocante se torna esse facto atroz.

 

E já reparou, e relacionando a ficção na série e a realidade, que ocorre sistematicamente nesses atentados, sobre o papel desempenhado por essas mesmas criaturas, muitas crianças e jovens, que são apenas “usadas” como suicidas?! Que, sendo pessoas como nós, são “utilizadas”, como objetos, para explodirem?! Pura e simplesmente!

Acha que vão de livre vontade?!

A série, nesse aspeto, julgo ser bem elucidativa.

São enviadas como porta bombas, sem qualquer hipótese de fuga ou remissão, à mercê de um detonador, à distância de um clique, manipulado por um qualquer psicopata!

 

E como será chocante para quem tenha que intervir na ajuda às vítimas.

 

E, nestas questões das guerras, sim, porque o que estamos vivendo é uma autêntica guerra mundial, relembrar o que já referi quando tratei de “A Família Krupp”, isto é, aqueles que “mandam” nas guerras, mas estão resguardados delas.

Que mexem os cordelinhos do dinheiro, do financiamento das contendas!

Sim, porque as guerras são financiadas e fomentadas e os seus fautores são, por vezes, os personagens mais insuspeitos e de mãos mais “lavadas”.

 

Este seriado, quer o observemos ou não nessa perspetiva, remete-nos também para esses factos.

 

E será que já me sinto capaz de agarrar a narrativa, propriamente dita, do episódio dezassete?

A ver vamos!

 

Festa Granada in. www.hola.com

 

Desenvolvimento:

 

Antes de mais, e ainda, informar que a vestimenta vermelha da heroína, quando ela contemplava, extasiada, o Alhambra, era composta não só pelo véu, mas também pelo vestido. Uma verdadeira rosa encarnada.

Assim vestida de vermelho, cirandou por todo o episódio dezassete, no meio daquele descalabro das bombas rebentando no seio do “Carmen”.

 

Esclarecer que a bomba colocada nas cisternas por Ismail e que Morey tanto se esforçou por desativar, que aparentemente pareceria não ir conseguir, foi realmente neutralizada. O nosso herói, com a sua persistência e saber, e expondo-se em risco de vida, tal como Fran, conseguiu despoletá-la, evitando que explodisse.

Dessa se livraram eles e os chefões também. Que Robledo e a Securité, ao “comprarem” Khaled não avaliaram as consequências, pura e simplesmente brincaram com o fogo e a bomba ainda não lhes rebentou nas mãos, mas bombas já mataram e feriram muitos inocentes.

 

A das cisternas não rebentou, Ismail foi preso, mas fanático e, apesar de pressionado, não cedeu, nem informou sobre as outras. Apenas se ria loucamente e cuspia, sangue e veneno nas palavras.

 

De entre os mentores bombistas, Khaled pavoneava-se pelo evento, mas sempre em conciliábulo com Salman, que detinha os detonadores e comandava à distância e, por sinais, as quatro moças acopladas com os explosivos na cintura.

Estas circulavam aterrorizadas, por entre os convidados, oferecendo-lhes refrescos, às ordens de uma promotora de catering, armada em parva.

 

Nasirah, não sei se por mais fanatizada, se por medo ou desespero, se por não aguentar a pressão, decidiu, abruptamente, fazer-se explodir.

Por ironia do destino, ou decisão do guionista, bem junto de Sophie, agente da Securité, que tanto brincou com o fogo, que com ele pagou.

Seria uma das vítimas, ainda que não imediatamente.

 

Uma outra miúda, ao ser transportada para o hospital numa ambulância, explodiria no meio da cidade de Granada, na sequência de o enfermeiro, desconhecedor da situação e involuntariamente, ter mexido no aparelho explosivo, quando tentava auscultá-la.

 

Outra, a terceira, que se refugiara na casa de banho, e proporcionara situações deveras caricatas, envolvendo nomeadamente Salman, foi também explodida, precisamente pela ação deste anjo exterminador, detonando o manipulador.

 

A reportagem destas ações, melhor, das suas consequências, era mostrada em todas as televisões.

Era a guerra em direto, mais uma vez a vender a desgraça alheia.

E, sempre, o pilim, o money a tilintar na caixa registadora, precisamente e talvez a ouvir-se à distância, na mansão dos Robledos e Krupps deste mundo.

 

Medite nestes factos quando vir as notícias sobre os próximos atentados!

 

Na esquadra, em Ceuta, agora chefiada por Nilab, também assistiam às reportagens em direto.

 

E também intervieram na ajuda à jovem que fugira de Granada, do grupo das falsas serviçais de catering, que chegou ao enclave não sei por que meios e de que forma tão rápida, mas tremendamente desfalecida, que foi hospitalizada.

E, no hospital, quase foi assassinada pelo célebre Sérgio, transfigurado em Mohamed, não fora o tiro certeiro de Mati, que, pelos vistos, recuperou a pontaria e a frieza na ação, quando o falso galã juvenil ameaçava degolar a rapariga.

 

E mais, que ainda fica por contar…

 

E não posso deixar de falar sobre algo sobre que me interrogo e sobre quem não tenho observado nestes dois últimos episódios, dezasseis e dezassete, que não vi o quinze.

Que é feito de Faruq, de Aisha, de Leila?!

Faruq conseguiu transferi-los para lugar mais seguro que o Bairro de Ceuta?!

 

É o que faz saltar um episódio, pelos vistos marcante, e não voltar atrás às gravações, como se vivesse na pré-história da TV digital!

 

Mas ainda tenho que contar, sem pretensão de contar tudo e bem, que, Robledo, cujo papel já conhecemos muito bem, em conversa com Salinas, arma-se em esperto ou parvo, que nem sei, e atira lama e porcaria para o lado, insinuando que todos são coniventes com ele e comeriam da mesma manjedoura.

Frise-se também.

 

E o final do episódio proporcionou uma daquelas cenas, mais ou menos James Bond, em que Khaled, literalmente, rapta Fátima.

Com ela foge de carro para destino incerto e Morey corre igualmente, mas a pé, perseguindo-os e perde, já se vê, nem que fora Usain Bolt.

Mais atrás, ainda e também a correr, o inseparável amigo, Fran; Zorro e Tonto, deixando escapar o bandido com o tesouro, neste caso a moura Fati!

 

E esperemos por logo à noite, em que será projetado o 31º Episódio, 18º da 2ª temporada.

Aguardemos!

 

“El Príncipe” - Temporada 2 – Episódio 16

Série Espanhola - RTP2

O3/10/16 – 2ª Feira

 

Chegou o dia de Khaled ir a Granada receber o Prémio da Convivência, acompanhado de Fátima.

 

Alhambra Granada in. www.panchotours.com

 

Imagem sugestiva a que nos foi apresentada quando Fátima, a heroína, a mocinha, contemplava o belíssimo Palácio do Alhambra, legado dos seus antepassados mouriscos, coberta com o seu véu vermelho, desfraldado, como se fora uma bandeira.

 

Trajado de negro, chegou o anjo exterminador. O seu xeque, o bombista, Khaled.

- Quem me dera poder comprar o Alhambra para to oferecer, disse para a mulher.

- Nem tudo se compra e vende, respondeu-lhe ela.

Não foram exatamente estas as palavras, mas poderiam ter sido.

 

Conseguira eu trabalhar a foto e sobre a imagem do Palácio, projetaria uma de uma rosa encarnada!

Não podendo, fica a do Alhambra, imaginará o/a leitor/a a rosa projetada sobre o Palácio, ou melhor ainda, Fátima e o seu véu vermelho!

E fotografia original, (D.A.P.L.), de rosas campestres e perfumadas, como nenhumas outras; rosas apenas, nem vermelhas nem encarnadas.

 

Rosas perfumadas. Foto original de D.A.P.L. 2016.jpg

 

Paralelamente, nos subterrâneos de Granada, os terroristas, Ismail e mais os três rapazes têm a bomba ativada pronta a explodir.

 

Juntamente com os nossos heróis, Javier e Fran, que não conseguiram desativá-la a tempo. Irão todos para o Paraíso?!

 

Irão ou não? Alguém se salvará?!

 

Teremos oportunidade de ver dentro de minutos que o 17º Episódio está quase a começar.

 

Nunca vi série com tamanha mortandade!

Mas é o espelho e uma metáfora da Vida real, pois todos os dias as notícias nos informam de atentados e mortes por todo o lado.

 

Aguardemos o desfecho desta 2ª Temporada que parece estar quase a findar!

 

(Nota Final:

Este post foi publicado ontem à noite, o episódio quase a começar. Esteve publicado. Hoje, de manhã, abri-o para trabalhá-lo um pouco. Perdeu-se. Não me pergunte como nem porquê.

Volto a publicá-lo, agora. Explico melhor no post seguinte.

Obrigado pela atenção.)

 

 

“El Príncipe” - Temporada 2 - Episódio 14

 Série Espanhola – RTP2

(5ª feira - 29/09/2016)

Caríssimo/a leitor/a

 

Tarde, porque “mais vale tarde que nunca”, mas ainda em boa hora, aventuro-me, narrando sobre a série.

Apenas sobre o décimo quarto episódio, que o décimo quinto não vi e já sabe que funciono à moda antiga. Não volto aos programas gravados automaticamente, como se essa funcionalidade não existisse.

Tentarei abordar sinteticamente alguns dos planos em que se move a narrativa:

CNI, esquadra, bairro, Akrad, tráfico, família, romance.

 

Os media divulgaram a notícia de que o modo de travessia do Estreito será através de um túnel, que foi essa a proposta que a União Europeia decidiu financiar.

 

Khaled, que já ganhara através dos franceses, às escondidas, muito ou pouco que não o contei, jogou, a descoberto, nas duas frentes e também se candidatou a um centro comercial à boca do túnel, em Marrocos!

Por baixo da mesa, mantem o móbil do crime, ainda que os franceses e os espanhóis vendidos achem que os atentados da Akrad irão terminar.

Mas não é isso que os chefes da organização terrorista projetam.

Com a mulher decidiu dar-lhe aparentemente mais liberdade: a de sair, mas na sua companhia!

De mão dada, visitam a família, aproveitando para se despedirem de Nayat, que irá para colégio interno em Sevilha, mas com telemóvel oferecido pelo cunhado.

 

Morey, como bom profissional e herói com valores, ajudou a mulher de Serra, que não tem culpa das falcatruas do marido, a procurar uma conta onde ele guardava dinheiro.

Pelo meio, ela ainda se questionou sobre a respetiva origem, que também não sabemos o destino que terá, pois igualmente desconhecemos se lhe conseguirão deitar a mão. De qualquer modo, Morey teve acesso aos registos e assim pôde aceder à possibilidade de descortinar como Robledo e eventualmente outros chefões fariam as respetivas transferências para um banco nas Ilhas Caimão. Nem mais e sempre os famigerados “paraísos fiscais”.

Isto, se no CNI não bloquearem os respetivos acessos ou fecharem, entretanto, as contas.

 

Bloqueando ou não, no CNI, Robledo resolve golpear Morey de forma mais vil, que matá-lo seria dar muito nas vistas e os heróis não podem morrer. Senão como continuaria o seriado?! Engendrou um plano artificioso.

Resolveram difamar Morey, como um vendido, fornecedor de informações aos terroristas e divulgaram essa notícia em todos os canais televisivos!

Queimaram-no, a melhor forma de o matar, continuando vivo, mas sem poder trabalhar e investigar.

Teve ordem imediata de regressar a Madrid. Mas antes ainda induziu Faruq a ir buscar os explosivos que estão em casa de Khaled.

 

Mas até lá terem chegado, os ditos explosivos deram muitas voltas…

Hazam, que já roubara uma vez, já aprendera a mentir, já estava integrado e aceite no meio e no modo de vida do Bairro, conforme queria, estava incumbido de localizar os explosivos na obra, mudados de sítio, após esse primeiro roubo.

Após localizá-los, nem mais nem menos, à vista de toda a gente, isto é, num contentor do lixo das obras; recebeu ordens de Faruq e Morey, dupla estranha a trabalhar em conjunto, digo, recebeu ordem deste duo improvável, de fotografá-los e lhes colocar um localizador.

Esta segunda tarefa foi executada, mas o rapaz, na pressa, esqueceu-se da primeira. Para esse fim, voltou novamente ao contentor, fotografou e enviou mensagem, recebida por Morey.

 

Só que, entretanto, há sempre um entretanto, Ismail e o outro servente voltaram e apanharam-no com a mão na massa e não houve perdão, que ele já era reincidente.

O outro rapaz, um corpanzil de urso, deu-lhe quantos pontapés quis, por tudo quanto é sítio, especialmente na cabeça. Deixou-o morto ou quase, e levaram-no para um arrabalde da cidade, escondendo-o no cano de saída das águas pluviais para uma barragem.

Supostamente aí apodreceria e, quando chovesse, seria arrastado para a água.

 

Toda esta cena final, da deposição do corpo, aparentemente morto, no cano da água, foi presenciada por Fran e Mati, que os haviam perseguido à distância, dado que eles também levaram os explosivos, onde Hazam conseguira acoplar o localizador.

Mal Ismail e o servente abalaram, os polícias foram retirar o corpo de Hazam e, após várias tentativas de reanimação, o rapaz recuperou, sendo levado para o hospital, onde deu entrada com identidade falsa.

 

Como pelos vistos os explosivos na obra estavam sempre a desaparecer, Ismail achou por bem guardá-los em casa do xeque Khaled.

Mas nem aí eles estavam sossegados, que, como vimos, foi ao cofre da casa do cunhado que Faruq os foi buscar, mas não teve sorte nenhuma, pois foi apanhado e, pelos vistos, irá para a prisão.

 

E com tudo isto estou a encurtar a narração, que me desculpe a narrativa!

 

Também soubemos que Khaled já oferecera a Paco trinta mil, para este matar Faruq.

 

in. melty.es.jpg

 

E ainda que Fati e Khaled foram dialogar com Javier, na própria esquadra, que não havia melhor local para essa conversa e aí ficou selado que a mocinha ficaria não com o herói, mas sim com o vilão.

E você acha bem?!

 

E dir-me-á, caro/a leitor/a, que sabe muito mais que eu, porque viu o décimo quinto episódio e eu não!

 

O que é inteiramente verdade.

 

Mas, hoje, vou-me esforçar por ver o décimo sexto episódio!

 

Até breve, que não esqueci o “Serão Alentejano”!

 

 

 

“El Príncipe” – Temporada 2 - Episódio 13

Série Espanhola - RTP2

 

(4ª feira – 28 de Setembro 2016)

 

“A Gaiola de Ouro”

 

Granada Pátio dos Leões in wikipédia.jpg

 

“Gaiola de Ouro” ou gaiola dourada, mas eu preferia chamar-lhe pelo que de facto é: Prisão Dourada, que é esta a situação da nossa heroína.

Fátima desde que regressou de Madrid, aonde foi a uma escapadela com o seu Xavier, vive numa prisão, quase incomunicável, leva chapadas, é rebaixada pela criada Malika, vigiada por guardas pretorianos, que até no “doblioci” tem uma mulher fardada à perna, que nem xixi pode fazer à vontade!

Está cativa, às ordens do seu dragão, qual princesa moura encantada, à espera do seu príncipe libertador, que sabemos ser Javier, que, como prometido, subiu à varanda, às nove horas da noite ceutiana, que a abraçou e beijou, mas que ainda a não libertou do monstro usurpador.

E este foi sem dúvida o tema dominante deste décimo terceiro episódio.

 

A série tem assim picos de adrenalina, estimula-nos a atenção, em altos e baixos e, ontem, foi, sem dúvida, um episódio marcante.

 

Outro dos temas estruturantes situou-se no âmbito dos protagonistas da Akrab.

Ressurgiu, em cena, o célebre clérigo Fouad, de mau calibre e memória, que estando preso, foi temporariamente solto, às ordens do CNI e com a colaboração dos elementos fundamentais da esquadra, para engendrarem um esquema de manipulação contra Khaled. Golpe que deu completamente para o torto, e, depois de uma série de voltas e reviravoltas, o religioso, terrorista fanático, sanguinário, misógino, acabou assassinado às mãos de um apaniguado, nem mais nem menos que o próprio Salman, para salvar precisamente o sobrinho.

 

E como nesta série mortes e assassinatos já lhes perdi a conta, quem também acabou abatido, à queima-roupa, e igualmente às ordens de alguém do grupo de pertença, foi quem também já servira de mandante de várias mortes de companheiros de trabalho.

Pois quem acha que terá sido?!

 

Exatamente quem está a pensar: o executivo Serra, super inteligente, o melhor quadro do CNI, vendido aos franceses, e pau mandado de Robledo.

E, precisamente, às ordens deste.

Não vou contar os comos nem os porquês, estes são fáceis de intuir, dado que ele se tornara numa bomba para o chefão Robledo, que só teve que acionar a ordem de matança.

 

Nesta série encontraram uma forma peculiar de ir “despedindo” os atores e protagonistas: matando-os. É uma forma singular e prática de os despachar. Não há, nem deixa de haver justa causa no despedimento, não sei se eles vão queixar-se ou não da entidade patronal, e, tratando-se de morte, não sei se as respetivas viúvas têm direito a pensão de sobrevivência ou à meia reforma.

Seria caso para interrogar Elena, a mulher de Serra, quando Morey lhe deu os pêsames à saída do velório, após ter saído do necrotério, (ou igreja?), batendo a porta com estrondo, face ao elogio fúnebre proferido precisamente… Por quem?!

Nem mais nem menos que pelo chacal, Robledo!!!

Que é este o cinismo desta gente!

 

E, como já viu caro leitor e leitora, estou a encurtar a narrativa, a saltar muitos, talvez demasiados pormenores, assuntos relevantes, mas hoje ainda quero produzir pelo menos outro post, sobre um assunto que me toca sempre bastante, digamos que é um tema que me desperta, atrever-me-ia a dizer algum “ódio” de estimação!

 

Quanto à Série… voltou a ganhar pica.

E só lhe posso recomendar que visualize os próximos episódios.

 

Como se poderá ir apercebendo, com os personagens a irem desaparecendo do enredo, é como se, parafraseando um jogo de xadrez, fossem sendo “comidos”.

Vão ficando os reis para o final, herói e vilão, Javier e Khaled, rei branco e rei preto; estruturados nas suas torres guardiãs, respetivamente Fran e Salman.

Ambos disputando a sua rainha, heroína e simultaneamente mocinha, a bela e, agora, recatada e presa no lar: Fati, Fatucha, Fátima Ben Barek, não sei se Ashour, que ignoro se é essa a tradição nos seus padrões culturais.

Dir-me-á, que forço um pouco na analogia.

 

E vou-me quedando por aqui.

 

Até breve! Obrigado por me ir acompanhando e volte sempre!

 

 P.S.

Já com os despedimentos feitos, dou uma vista de olhos aos meus apontamentos e ainda conto mais alguns aspetos relevantes.

 

Quanto ao conto que habitualmente Serra contava aos filhos, através da leitura de um livro e que já não contará, convém mencionar que, o que ele comprara para lhes ofertar na próxima visita, se designava “ O submarino que não sabia nadar”. Talvez se reportasse a si mesmo!

 

Também emendar a data prevista por Khaled para realizarem o temível atentado. Eu falara em 27, vinte e sete, mas é 17, dezassete! Desculpem-me o engano, relevantíssimo!

 

Data que corresponde ao dia em que Khaled irá a Granada receber o “Prémio de Convivência”, imagine-se(!), e em que planeia levar Fátima e de onde partirão para nunca mais voltarem.

 

Com essa informação preciosíssima, que Fátima transmitiu a Javier, na célebre varanda de Romeu e Julieta, no meio de beijos e abraços; o super agente, Morey, decifrou o enigma que os atormentava: quando e onde seria o aguardado atentado explosivo!

 

Rei branco e torre branca, Morey e Fran, munidos dessas dicas, consultaram o mapa da célebre cidade, belíssima e última capital de um reino integrado no “Al Andalus”, de outros tempos; recordaram um mapa que os vinha intrigando há vários episódios atrás, julgo que desde a primeira temporada, que haviam sacado de um computador, conferiram e descobriram ser o dos esgotos da cidade granadina.

E estava esclarecido onde e quando, segredo que não haviam arrancado de Fouad, que rezava, quando o apertavam. O como também já sabiam: por meio dos explosivos comprados ao traficante russo.

 

E ainda no final, convém referir que Faruq, sobre quem não faláramos ainda nesta narração tortuosa, já encomendou a Hazam o trabalho de roubar esses ditos cujos explosivos, ao cunhado Khaled!

 

Aguardemos, que promete!

 

(Neste post, não apresento uma imagem da série, mas de Granada, do celebérrimo "Pátio dos Leões", no lindíssimo Allambra! In. wikipédia.)

Merece ser visitado.

 

“El Príncipe” – Temporada 2 - Episódio 12

Série Espanhola - RTP2

El Principe in. ravepad.com

 

 

(3ª feira – 27 de Setembro 2016)

 

“O urgente e o importante”!

 

E transmitido foi o décimo segundo episódio, com o título supracitado.

 

E houve o desenvolver, o desenrolar da narrativa…

 

E no episódio anterior, décimo primeiro, Morey perguntara a Serra:

“- Qual é o conto de hoje? Estou desejando de ouvi-lo.” Pergunta repetida no início do episódio de ontem, em que o super agente iniciou o jantar na casa madrilena de Serra, na presença da mulher deste, Elena, que não percebia nada do desentendimento entre ambos.

E, para que ela não entendesse demais, os “espiões” foram conversar no carro, numa das ruas de Madrid.

 

Serra procurou justificar-se, atribuir culpas institucionais, de algum modo, desculpabilizar-se ou generalizar a corrupção, como forma institucionalizada, o que não é totalmente mentira, para infelicidade das Pessoas como nós, que navegamos na mediania das nossas Vidas, desligados desses jogos de poder e sedução e dos circuitos do dinheiro mal ganho.

 

Com Morey as desculpabilizações de Serra também não pegaram e aquele não se despegou do colega traidor, enquanto ele não lhe forneceu o nome do chefão corruptor: Robledo, como nós, telespectadores, já sabíamos.

Na posse dessa informação preciosa e dando-a a conhecer à chefona, Carmen Salinas, engendraram um plano para “apanharem” o chefão com a boca na botija e a mão na massa. Que, sem provas, nada podiam fazer!

 

Carmen Salinas apareceu, de surpresa, na casona soberba de Robledo, sem ter sido convidada, que nunca o fora, pois tal manifestação de riqueza faria desconfiar. Pouco depois apareceria Morey e, um pouco mais tarde, viria Serra, meio bêbedo.

Nesse encontro inesperado puseram-no ao corrente do que dele sabiam, de se ter vendido aos franceses, por causa do túnel; Serra chamou-lhe “cabrão” e “santa” a Salinas, haveria de empunhar a pistola, que lhe foi retirada por Morey e, encurtando o conto, saíram de cena os dois agentes, ficando Carmen com Robledo.

Nesse tempo, a mulher pôs-lhe a faca ao pescoço, ameaçou-o com exclusão da carreira, tão do agrado da classe média do funcionalismo, frisou-lhe a casa tão luxuosa e exigiu-lhe comparticipar no bolo de que ele comia, que também quer a sua parte e comer bem, acentuou!

Veremos se ele morde o isco e o que dali advém.

 

Morey ficou pela capital. Visitou o pai, que não estava, falou com Consuelo, a sua esposa, que perante a pressa do enteado lhe lembrou que, por vezes, “o urgente pode esperar, o importante não!”

Mote associado ao título e que haveria de ser repetido mais tarde no episódio, quando Fátima já estava em Madrid, com o amado.

 

Fátima em Madrid?!

Pois a heroína haveria de ir passar uma tarde, ou noite, que não sei, com o seu amante ou amado, qual o termo mais consentâneo com a situação.

Mas estou a encurtar demasiado o conto.

 

No início do episódio, Khaled confirmou as suspeitas de que ela o enganava sobre a gravidez, testou-a, convidando-a a passearem no Bairro e junto a uma escadaria, providencial, propositada ou acidentalmente, a jovem caiu, rebolando escadas abaixo.

A tudo assistiu Paco, primo de Faruq e Fátima, e desse facto virá a pretender tirar benefícios.

Mas não nos adiantemos.

Por enquanto e só, dessa queda resultou o internamento hospitalar da moça, a preocupação dos familiares, a ajuda providencial das amigas Pilar e de Rocio, enfermeira, que, perante Khaled e, por sugestão deste, para não figurar como parvo, confirmou a perda da gravidez da amiga Fati!

Esta, também pressionada pelo marido, sustentou igualmente essa tese. Que perdera o bebé nessa queda acidental. (?)

Mas tanto ela, como as amigas, desconfiando, com quase certeza, de que houvera intencionalidade de Khaled, que para além disso surripiou o telemóvel da mulher. Desse modo, as amigas tudo providenciaram para que ela abalasse para a capital espanhola.

E foi assim que a vimos descontraidamente com o seu amado!

Assunto a que ainda voltaremos nesta crónica enviesada.

 

Agora iremos entrar na esquadra, aonde chegou Faruq, preocupado, por Morey não lhe atender as chamadas, ao que Fran lhe manifestou igual apreensão.

Já sabemos que o traficante colabora com os polícias, nalguns assuntos e, neste caso, a sua preocupação residia no facto de ter observado o cunhado Khaled a testar explosivos, num local isolado, juntamente com o tio Salman e um outro personagem seu desconhecido, mas que nós sabemos ser Ismail, pois também vimos.

 

E o tema dos explosivos continuou no desenrolar do enredo e vimos dois jovens a saírem do recinto das obras de Khaled, com um dos explosivos que este comprara ao russo.

Não deixamos de nos questionar como é que para eles foi tão fácil aceder a algo que estaria fechado a sete chaves!

Mas assim manda a narrativa.

 

Não tardou que na esquadra se tivesse conhecimento de uma explosão, ocorrida na tentativa de dois jovens em roubarem uma caixa de multibanco, de que resultou um morto, identificado como trabalhador da obra de Khaled e supostamente irmão da sua cozinheira, Nur.

Seria confirmado, mais tarde, em inquirição promovida por Fran e Mati, na cozinha do próprio terrorista, não ser o irmão da cozinheira, Hazam, mas um amigo deste, Rachid.

Khaled soube, desse modo, quem lhe roubara o explosivo, de que o tio já lhe dera conhecimento.

Que isto é assim, os criminosos sabem sempre primeiro das cenas que os bons da fita! Ficam sempre com mais trunfos.

 

E sobre trunfos e sobre o papel de Khaled, vendido aos franceses, também este episódio nos confirmou o facto.

Sophie, a tal agente da Securité, foi entregar-lhe um maço de notas, poucas, mencione-se, e proibiu-o de continuar com as bombas.

Proibição que ele irá acatar?!

Sabemos que juntamente com Salman e Ismail, e às ordens de Marwan, preparam um atentado para um dia 27. (?!)

 

E continuando nas bombas.

Onde se esconde Hazam?

Todos o querem achar: Fran, chefe da polícia; Faruq, narcotraficante e Khaled, terrorista.

Quem o vai encontrar?!

Pois, o traficante, que tem toda uma equipa no Bairro, melhor, um gang, estruturado às suas ordens, que lhe entregou a encomenda numa palete de madeira, como mercadoria vinda do porto.

 

E sobre este enredo voltamos ainda à “fuga” de Fátima para Madrid, à preocupação da mãe Aisha, muito mais envelhecida, com as arrelias com os filhos; a Faruq, atualmente o chefe da família, também muito apreensivo sobre a ausência da irmã, que ele também protege, nomeadamente do cunhado, ciente do facínora que aquele é; situação que, agora, a matriarca também conhece, que Fátima lhe contou e Faruq lhe confirma.

 

E aquela, em Madrid, com o amado, telefona à mãe, para a tranquilizar. Atendido o telefone por Aisha, toca a campainha da porta, poisado o fone na cómoda, aberta a porta, surge Khaled, o lobo, disfarçado de cordeiro.

Torna e deixa com a sogra, que também já sabe a bisca que ele é, manda vir com a senhora e, no outro lado da linha, Fati ouve tudo.

Derramou-se em pranto a heroína e é assim que Javier a reencontra e consola. Que quer retornar a Ceuta, ao covil do lobão, nesse caso irão juntos, que o herói não pode deixar o trabalho a meio e que Khaled prossiga na sua ação destrutiva.

Entretanto ainda têm tempo para ela lhe dizer “Te quiero!”, também para dançarem, “Ensina-me a bailar”, de Pablo Alboran(?), que ela não sabia nem nunca dançara com um homem.

E nunca é tarde para aprender.

E frisamos que ainda não foi desta que ele lhe ofereceu o célebre anel de noivado!

 

Khaled, sentado, na sua casa, à hora de jantar, à pergunta da coscuvilheira Malika, responde que vai esperar pela senhora…

 

Mati Quilez in. cines.com

 

Ficaram alguns entrementes, nomeadamente de Quílez ir ser preso e de como a sua despedida da esquadra foi comovente!

Que o diga Mati!

 

Até à próxima narração!

 

“El Príncipe” – Temporada 2 - Episódio 11

 

Série Espanhola - RTP2

 

(2ª feira – 26 de Setembro 2016)

 

Vou iniciar este texto pelo que abordei no final do último post, frisando que a série continua ainda na 2ª Temporada, no episódio 11.

 

E sobre a dúvida com que ficáramos sobre quem teria sido morto, naquele duelo à sombra, entre paredes de edifício abandonado, e para que não fiquemos mais na expectativa, informamos que o nosso herói, Morey, matou a “assassina” contratada, Laura Hidalgo, em legítima defesa.

 

Grande frustração foi a de Serra, apesar de bem disfarçada.

Mas não durou muito esse disfarce que, Morey e Fran, através de um estratagema inteligente, confirmaram convincentemente as suspeitas, quase certezas, que já tinham.

 

Aliás, Hidalgo, antes do tiro de misericórdia, disparado por Morey, ainda teve tempo de avisá-lo que Serra era um traidor e que haveria de acabar com ele.

Confrontado com esta afirmação, Serra bem resfolegou, negando, que a agente os queria virar um contra o outro.

 

Constatamos que, de momento, e até novidades, dos agentes do CNI, em Ceuta, restam apenas os dois referidos. Se todas as instituições assim funcionassem era uma verdadeira razia.

No final do episódio, Serra, ao regressar a casa, para junto dos filhos e da mulher, teve mais uma visita de todo inesperada.

Na sequência da confirmação das suas suspeitas, Morey pespega-se-lhe na própria casa madrilena e irá confrontá-lo da sua traição e de se ter vendido aos franceses, perante a própria esposa.

Mas esta parte apenas veremos no episódio que será transmitido hoje.

A temática associada às ações do CNI foram um dos assuntos que estruturaram o desenrolar do enredo neste episódio.

Fixei o nome do chefão que “dá ordens” a Serra. Chama-se Robledo.                 

 

Trio Principe in. vertele.com

 

Neste contexto e enquadramento, constatamos que Morey na sua ação, apenas pode verdadeiramente contar com Fran, que lhe reafirmou o seu apoio, para além de Fátima, esta em permanente perigo, já que vive no covil do lobo, o seu marido Khaled. (Perdoem-me os lobos esta analogia ancestral!)

No decurso do episódio, o nosso super agente resolveu recrutar mais uma colaboradora. A imprevisível Mati, que se tem revelado como uma leal e perspicaz investigadora, apesar daqueles comportamentos por vezes paralisantes.

Desde logo, e mal chegou à esquadra, pôs o colega Samy no devido lugar e confrontou Fran sobre as suas sonegações informativas.

Veremos no que vai dar a sua atuação.               

 

Um dos fios condutores da narrativa, neste décimo primeiro episódio, só podia ter sido a busca das raparigas que acorreram à “chamada”, do jovem louro e ex cristão, Sérgio, convertido em islamita e renomeado Mohamed.

Nessa busca e antes que as moçoilas “viúvas” fossem retiradas de Tânger, em Marrocos e enviadas para a Síria, intervieram, em aliança estratégica, e diferentes campos de ação, personagens contraditórios.

Para além dos elementos da esquadra, Fran e Morey, também Serra, do CNI, que já sabemos se ter vendido e também Faruq, pois a sua irmã Nayat compunha o elenco de meninas destinadas a “servas”.

Uma cena, bem à americana, de que resultou a morte de vários sequestradores, a ameaça de morte a uma das meninas, por um dos que escapara ao tiroteio inicial, que quase paralisou os nossos agentes, mas que Morey e Fran, com a sua argúcia, e Faruq com o seu sentido de oportunidade, conseguiram neutralizar e mais um que enviaram para o cangalheiro, ou para as águas do Estreito, como é costume na região. Que tudo acaba em água salgada!

Destapado o rosto da menina, julgaríamos ser Nayat, e era outra rapariga!

 

Nayat também não estava entre as restantes. Nem Nasirah, que nunca apareceu.

À miúda caçula dos Ben Barek valeu a esperteza do cunhado Khaled, que já se apresentara com ela sã e salva à Família que ele tanto preza e que se lhe rendeu agradecidíssima. Enquanto os outros se digladiavam aos tiros com os sequestradores, apresentara-se ele, como salvador da menina, junto da sogra, cunhada e mulher.

Só esta percebeu o embuste e confirmou o que já sabe. Que Khaled é o xeque, chefe local da Akrab, em Ceuta.

O irmão, Faruq, no findar da refrega, receberia uma mensagem telemóvel, com a selfie de Nayat e Fátima.

Querem melhor modernidade?! Tudo à distância de um clique!!

Também este sabe até demais quem é o cunhado, a ponto de lamentar que tivesse pugnado pelo casamento da irmã com tal personagem e estar a pensar, muito seriamente, em retirar a família toda para outro lugar, onde possam viver de forma mais segura e até aceitar a possível ajuda de Morey, com quem também se aliou tática e estrategicamente.

Aliás, Faruq alia-se com quem lhe convém!

Como todos os outros, diga-se!

 

E, queiramos ou não, falar de “El Príncipe” é também e sempre abordar a temática da droga.

Sabemos que Faruq, agora, é o rei do narcotráfico no Bairro.

Mas o primo, de nome Paco, tem mais ambições do que parece, não pretende apenas ser subchefe e braço destro de Faruq, destronando El Tripas.

Apareceu um novo personagem, julgo que chamado Paquito, que lhe veio pedir contas sobre os projetos que lhe haviam encomendado, que estão a abarrotar de coca… Apareceu El Tripas e, mal este se descuidou, estava com uns tirázios no buxo e estrebuchando no chão.

Esta cena foi presenciada pela cozinheira de Fátima, que, por esse facto, Paquito também a queria mandar para o outro mundo!

Discordando, Paco passou-lhe a ele a guia de embarque e Paquito haverá de ser enviado para as profundezas do mar, que será essa a ordem do chefe Faruq.

A este, Paco contou apenas uma parte da estória, o seu conto.

Que quem conta um conto…

Já retirado Paquito e apenas El Tripas estendido no chão, chamariam a polícia, acorrendo Fran, Mati e Morey, aos quais foi contada outra versão, ainda mais parcial e parcelar, da estória.

E ficaram os agentes investigando, tentando conjeturar sobre a nulidade do direito à reforma do adjunto de Faruq.

Que se cuide este ou também não terá direito a ela.

(Também não sabemos se esse pessoal desconta ou não para a Segurança Social!)

 

A cena foi também mais uma oportunidade para os criminosos passarem a perna aos policiais e para estes serem invetivados pela sua inoperância!

 

E este meu conto também fica por aqui, com muito ainda por contar.

Que pouco já falta para ser transmitido o 12º episódio!

 

“El Príncipe” – Temporada 2 - Episódios 9 e 10

Série Espanhola - RTP2

 

(5ª e 6ª feira – 22 e 23 de Setembro 2016)

 

 

E, comprometera-me eu no último post, nº 429, na 6ª feira passada, ao abordar o episódio 9, sobre que teci apenas algumas “Considerações”:

“Se tiver tempo e condições, ainda me debruçarei mais especificamente sobre o nono episódio e um pouco mais em pormenor.

Tentarei responder a algumas questões que deixei em aberto quando contei sobre o episódio cinco …”

 

Certo é que não só não me voltei a debruçar sobre o episódio 9, como entretanto também já decorreu o décimo e, ao escrever, não posso ignorar o conteúdo de ambos.

 

Principe imagens in. listas 20minutos.es.jpg

 

Começo pelo final - final em que surgiu, mais uma vez, a informação de que “… continuará…”, como se tivesse acabado a temporada. Mas ficando tudo em aberto, como é costume.

Aguardemos por 2ª feira!

Como já referi, cheguei a pesquisar sobre o 31º episódio!!!...

 

E no findar do décimo episódio, para além de mais uma morte certa, a do suposto contacto de Laura Hidalgo, ouviram-se novamente tiros, ao aproximar do super agente Morey.

Alguém morreu?! Com tantas mortes na trama, mais uma, menos uma...

Quem?!

Morey, como desejam os seus inimigos no seio do próprio CNI? E cuja incumbência foi destinada a Hidalgo, apesar de contrariada, mas em obediência cega a ordens?!

Ou este, não confiando nela, porque não confiava de todo e sabendo que andava ao engano, conseguiu dar a volta ao texto, que é como quem diz, de suposto caçado se tornou caçador?!

E, neste caso, terá sido Hidalgo a presa caçada?!

Quem estará tanto ou mais intrigado que nós, será o duplo ou triplo agente, Serra. Como necrófago, chegou ao local da emboscada, na hora exata do crime.

Mas apenas ouviu os tiros, que o duelo ocorreu no primeiro andar daquele prédio abandonado, possivelmente uma instalação desativada ou nunca começada, como é tão peculiar nas nossas sociedades atuais, mercê das megalomanias construtivas, interrompidas com a célebre “Crise”, iniciada no dealbar da primeira década do milénio.

 

E já que abordamos o C.N.I., continuamos por aí.

Serra é agente duplo ou triplo que não sei, recebe ordens de um chefão com quem tem telefonado, cujo nome ou função ainda não entendi muito bem, que julgo ser o mesmo que ordenou a Laura Hidalgo que matasse Morey, que se torna incómodo a certos propósitos que dirigem a narrativa e sobre que falarei.

Morey, como herói, a que só falta o cavalo branco, já está plenamente consciente de que há muita tramoia no CNI ou na “Casa”, que não sei muito bem se designam a mesma entidade. Consciencializa que corre perigo, que é na própria estrutura que está o inimigo, não o identifica plenamente, supusera que fora o Lopez, tome ele atenção e cuidado que o mandante das mortes está a seu lado.

 

Nós, como espetadores, sabemos sempre mais que os nossos heróis e conhecemos o criminoso já há algum tempo, plenamente revelado no episódio do assassinato de Lopez.

Serra é o mandante e como carniceiro, hiena traiçoeira, vai sempre confirmar as execuções. Tal como fizera relativamente ao expert informático, Lopez, também no referente a Morey lá chegou ele na hora da matança.

Mas, tal como nós, ficou na dúvida e na incerteza.

 

E que acha caro/a leitor/a …

Quem terá sido morto?!

Morey, conforme a encomenda superior, ou a agente Laura Hidalgo?!

(…)

Lembre-se, que uma fita não é nada sem herói! Nem heroína.

 

E esta última palavra poderia levar-nos a falar do modus vivendi do Bairro, o narcotráfico, mas ainda não.

 

Continuamos nas superestruturas que condicionam a trama.

O C.N.I. – Centro Nacional de Inteligência, instituição espanhola, sediada em Madrid, cujos agentes no terreno, na cidade de Ceuta, predominantemente no Bairro “El Príncipe”, são os que referimos: Morey, Serra, Lopez, Carvajal, Hidalgo.

Alguns já morreram, como sabemos.

Superintendendo estes, existem outros, agindo à distância na capital espanhola, sendo que uma Carmen Salinas é a chefe direta de Javier Morey.

Não me perguntem exatamente quem é quem, que não consultei o organograma estrutural.

 

Outra superestrutura que condiciona o desenrolar da trama e da tramoia é a Securité.

Este organismo é francês, como o nome indica, também tem agentes no terreno em Ceuta, um dos quais é uma mulher, Sophie, qualquer coisa.

Há outros, que não os fixei a todos.

Estes também agem contrariamente aos pressupostos de coerência e retidão que norteiam Morey na sua atuação e tal como Serra, bandeiam-se para o lado errado da questão.

Já sabemos que negoceiam com Khaled e direta ou indiretamente não se coíbem de apoiar a Akrab. (!?)

 

Como já mencionei, o enredo complexificou-se bastante nesta 2ª temporada, foram introduzidas variáveis novas, para além de outros personagens e o que parecia apenas situar-se e reportar-se ao Bairro, extravasou não só o âmbito da cidade e do enclave, mas também dos países limítrofes, enquadrando a União Europeia e adquirindo foros de globalização.

 

E há um leitmotiv, revelado julgo que no nono episódio, que condiciona a atuação destes dois organismos super estruturantes e que envolve muitos milhões de milhões, conforme abordado numa reunião dos chefões, chamo-lhes assim à falta de melhor epíteto.

E nesses contextos e enquadramentos, o que conta é o dinheiro. Money! Money! Neste caso, Euros. Que é com o financiamento europeu que o pessoal conta.

Pois! Mas de que se trata?!

Nem mais nem menos do que uns projetos mais que megalómanos, sobre que se fala há alguns anos: a travessia terrestre do Estreito de Gibraltar!

(Uma zona tão dada a sismos! Mas não será isso que trava o poder do dinheiro e o engenho humano. Que o diga o Japão!)

Para concretizar essa travessia projetam-se, na narrativa de “El Príncipe”, duas hipóteses: uma através de ponte com início em Ceuta, mais ligada aos consórcios e interesses de Espanha e outra mediante um túnel, que é defendida por interesses franceses.

Estas duas alternativas de facto têm sido abordadas já há alguns anos, ainda no domínio das conjeturas lobísticas, e os guionistas da Série resolveram enquadrá-las como suporte da narrativa.

E esse jogo de interesses em que o dinheiro envolvido será muito e certamente farto está a determinar o desenrolar da atuação dos personagens e a direcionar o desenvolvimento do enredo.

CNI e Securité e os respetivos agentes atuam a mando de outros superiores e no meio deles existem várias toupeiras que acordam com quem menos deveriam pactuar.

 

E aqui entra o espertalhão de Khaled Ashour, que além de maridão enganado, julga que vai ser pai; como raposa matreira, engana meio mundo ou o mundo inteiro.

Realmente, de facto, ele está de alma e de coração com a Akrab. Mas, perante as estruturas europeias, faz-se passar por agente infiltrado na organização terrorista.

Será, não será?! Este enredo dá tantas voltas que nem sei!

À sua conta também tem uma data de mortes, a maioria por telecomando, que diretamente julgo que só o vimos matar Nasser.

Quem o confronta diretamente é Morey, ajudado por Fran, que não se fiam nem um pouco nele. Ajudados pela mocinha heroína, Fátima, que se arrisca permanentemente junto do marido, daí a invenção da gravidez; para além das cenas em que se envolve, expondo-se e colocando a vida à beira da morte.

Vale-lhe a sua condição de heroína e, por vezes, a ação do seu herói.

 

E entramos no Bairro.

Labiríntico, a vida nele gira fundamentalmente à base dos tráficos.

Dois grupos de narcotraficantes dominavam o negócio, o de Faruq e o de Aníbal. Através de Khaled e dos seus negócios obscuros, processou-se a intervenção de um terceiro peixe graúdo, comandado por um galego, Lamela e respetivos homens de mão.

As coisas não correram como o previsto, mas mercê dessa intervenção e das ações subsequentes, em que se incluem as mortes de Aníbal e do galego, Faruq controla totalmente o tráfico de droga no Bairro em conluio com o cunhado.

Aí, Khaled busca financiamento para as suas ações ao serviço do jihadismo!

 

E sobre este último tema ocorre algo preocupante no Bairro que é o recrutamento de jovens para esta “causa”, socorrendo-se das redes sociais, através de um vídeo em que um rapaz do Bairro, de nome e origem ocidental, Sérgio, apela com veemência e convincentemente à adesão da juventude a essa “causa santa”!

Algo preocupante em todos os setores viventes de “El Princípe”, famílias, centro cívico, esquadra policial, investigação do CNI.

Os “Ben Barek” vêem, aflitos e desesperados, a fuga da sua caçula para essa irmandade, juntando-se a outras jovens que só verdadeiramente se terão dado conta da sua decisão, quando vestidas todas de negro, como viúvas de antigamente e enviadas para incógnito destino.

Nayat depressa se apercebeu do engano a que fora, pois o que pretendia era encontrar-se com o rapaz, por quem estava apaixonada, mas este não lhe ligou peva, a sua amiga Nasirah, respondeu-lhe com algo como “servas de Alá” e o facínora do Ismail, que na primeira temporada já andara a recrutar no Bairro, depressa a remeteu para uma carrinha, juntamente com as outras, para “servirem” de esposas e criadas dos soldados, na Síria!

Nem Faruq lhe conseguiu valer, que chegou tarde e foi recebido a tiros de kalashnikov.

 

Na Esquadra o trabalho não pára.

Fran reassumiu funções, na prática nunca as deixara, o tal polícia “betinho” foi remetido não sei para onde; Mati tem papel relevante na descoberta do criminoso químico, Yasin, ao serviço de Khaled, mas em momentos chave tem como que uma paragem decisional, bloqueia na ação e as coisas não correm pelo melhor.

Quílez coadjuva Fran, sempre com algum constrangimento e culpabilização pelo que lhe ocultou relativamente à morte do filho.

O chefe não força a situação, nem revela propriamente que o queira culpabilizar.

Essa atitude de aparente deferência ou indiferença, julgo que ainda fere mais Quílez.

Não sei se haverá ainda mais qualquer outro melindre!

 

A mulher de Fran regressou do hospital, mais remoçada. Ele, com novo visual e sem a "sua" Marina, que migrou para Málaga, à procura de melhor negócio e de amor mais firme, agradeceu o renovamento da mulher e retornou aos tempos iniciais do casamento.

Raquel, é este o nome da esposa, resolveu festejar com o casal amigo, Quílez e Isa, apesar do constrangimento destes. Fran nunca lhe contara do imbróglio em que o compadre os metera, mas não foi preciso muito para que Isa, em conversa de cozinha com a comadre, desse com a língua nos dentes.

E vou encurtar, que muito fica nos entretantos e nos entrementes, apenas lembro que Raquel foi fazer queixa na própria esquadra, diretamente ao subchefe, para que o processo de investigação da morte do filho seja reaberto, o que não foi surpresa para Quílez, que se manifestou aliviado pelo facto. Foi como se lhe tirassem um peso de cima.

Veremos no que isto vai dar!

 

Dê no que der eu vou terminar!

 

Supondo que a série vai continuar, não sei se ainda na segunda temporada, se já numa terceira.

Até à próxima.

E obrigado por ter paciência de ler até aqui!

 

Ah! E o parzinho amoroso continua numa boa!

 

“El Príncipe” - Temporada 2 - Episódio 9

Série Espanhola – RTP2

(5ª feira – 22/09/2016)

"Considerações"

 

Esta Série, na 2ª Temporada, Episódio 9, ainda está para durar. Pelo que consultei, vi referências ao “Capítulo 31”. Nem mais!

(Não consegui saber se este número se reporta exclusivamente à segunda temporada ou engloba a totalidade de ambas!)

 

el-principe 2 personagens in. hotel-r.net.jpg

 

O interesse fundamental desta narrativa resulta do facto de versar temas atuais. Demasiado atuais! Que, por vezes, até custa deles falar. Ficção, é certo, mas com substrato real.

Contudo, acho que o enredo se complexificou um pouco demais, de que resulta, esporadicamente, alguma incompreensão.

Surgiram outros personagens, cujos papéis e funções nem sempre consigo perceber muito bem. Também não tenho visto sempre, nem registado ideias essenciais e por isso e também por falta de tempo, condições e paciência, não tenho escrito sobre o assunto, nas minhas peculiares narrações.

 

Os personagens principais e o seu desempenho; o facto de assentar em situações e perspetivas de mundos diferentes, muitas vezes paralelos e antagónicos, mas coexistindo em simultâneo no espaço e no tempo, torna também a estória apelativa.

Para além do surgimento de novos personagens, a extinção de outros, através da morte, o apagamento de alguns, também vários ganharam outro protagonismo e evoluíram na construção do seu papel.

 

A estruturação em policial, com as cenas mais ou menos verosímeis, seguindo em maior ou menor grau a “aprendizagem” da “escola americana”, molda e “veste” a narrativa de modo a captar-nos a atenção e estimular-nos o interesse.

Há para ali mortes e acidentes, crimes e atentados, que não há cangalheiros que cheguem! (Tivesse o seriado algum cariz cómico ou irónico e, no meio de tantos personagens, não seria descabido recriarem os dos “cangalheiros” da série portuguesa “Beirais”!!!)

 

Outro aspeto interessante assenta na duplicidade, até multiplicidade de atitudes e comportamentos dos personagens. Nunca são muito bem quem parecem e aparentam ou pretendem e querem fazer parecer. Vão-se descobrindo e revelando, nos seus papéis múltiplos e antagónicos, ao serviço ou não das instituições que representam ou de si mesmos.

 

A perspetiva das suas vidas pessoais, o seu desenvolver e desenrolar, em simultâneo com o lado profissional, a difícil e impossível separação de ambos os campos, também dá muito colorido à estória, apimentando e alegrando o enredo.

romances el principe in. twiter.com

 

Ah! E o enredo romanesco, os rimances que por ali perpassam!

 

E, por agora, fico-me por aqui!

Se tiver tempo e condições, ainda me debruçarei mais especificamente sobre o nono episódio e um pouco mais em pormenor.

Tentarei responder a algumas questões que deixei em aberto quando contei sobre o episódio cinco.

Até breve!

“El Princípe” - Temporada 2 – Episódio 5

Série Espanhola

RTP2

 

el principe In. www.telecinco.es.jpg

 

Nesta segunda temporada já decorreram cinco episódios.

 

Globalmente poderemos dizer que o enredo se desenrola fundamentalmente em função do terrorismo e dos seus mentores, a organização Akrab.

 

A “Missão” principal de Morey, integrado na estrutura do CNI, é precisamente essa: combater o terrorismo. Subordinado às ordens de Serra, coadjuvados informaticamente, pelo imprescindível Lopez.

Agora também a célebre agente Hidalgo, Laura; de facto a atriz  Nerea Barros, que protagonizou a irmã do médico Dom Daniel Alvarez de Castro, na série “Hospital Real”, que a RTP2 transmitia há um ano e que foi de grande sucesso. O capitão Ulloa era o seu namorado, mas não me lembro do nome da personagem da atriz, filha de Dona Elvira. Mas isto também não interessa muito, que falamos de “El Príncipe” e não de “Hospital Real”.

 

Os agentes do CNI, mercê da ação de Morey, têm também em  estreita colaboração o chefe da esquadra, Fran.

Numa ação imprescíndivel, agindo muitas vezes com algum desconhecimento dos outros agentes em serviço, que nalguns campos se sentem um pouco relegados para um segundo plano, caso mais acentuado em Quílez.

A atitude de desconfiança e mal estar entre os vários agentes é comum nos vários campos.

 

E, voltando ao CNI, Morey desconfia  da agente Laura Hidalgo, situação cada vez mais confirmada. Também entre os outros agentes reina uma certa desconfiança.

 

Quem é realmente quem, o que faz e de facto pretende, o que oculta ou revela e ao serviço de quem efetivamente “trabalha” são questões que se levantam aos próprios e a nós também como espetadores.

 

Na superestrutura da Akrab também essa situação acontece. Qual o verdadeiro papel de Khaled?! Agente terrorista ou infiltrado?!

Já sabemos que age a mando de um outro terrorista, sediado na Síria, de nome Marwan, de quem recebe ordens via telemóvel. E que o avalia e avaliza ou não, conforme as respetivas ações.

Entre eles há um intermediário, Nasser, que foi a Ceuta, buscar dinheiro obtido com o negócio da droga, que Khaled dirige, através de um galego e do filho, cujo homem de mão fora um ruivo, que o galego mandou, cravado de balas, para um contentor no Bairro El Príncipe, quando já não precisava dos respetivos serviços.

 

Este clima de terror reina nos vários grupos de narcotraficantes, os rivais Faruq e Aníbal estão desorientados, face à luta que lhes é movida por este novo “peixe graúdo”, como  Mamá Tere classificara esse terceiro grupo de negociantes de droga, e que acabaria assassinada precisamente por um dos seus elementos.

Desesperado, o filho, Aníbal, raptou a filha de Fran, chantageou-o para este matar o galego, a que Fran  não acedeu, incompreensivelmente aos olhos de Quílez.

Em cenas rocambolescas  ou “rambolescas”, Fran conseguiu resgatar a filha, entretanto fugida à prisão de Aníbal, que foi morto por Fran, em legítima defesa, mas de uma forma exagerada, o que certamente lhe trará dissabores institucionais, que o polícia “betinho” continua à espreita, aproveitando as suas fraquezas.

 

E estes policiais têm muito que se lhes diga na forma como atuam entre si e principalmente como lidam com os criminosos.

Mati aparece nesta segunda temporada com um novo visual e também com modificações comportamentais e atitudinais, algo preocupantes. Esperemos que não derrape completamente. Precisa nitidamente de apoio psicológico!

 

No meio de todas estas embrulhadas está a protagonista feminina, Fátima Ben Barek. Inicialmente revoltada contra Morey, tem vindo a compreender mais e melhor sobre a lama em que o marido se move e os crimes que ele engendra e executa de forma impessoal, à distância de um clique e de uma ordem via telemóvel.

Arrisca-se demasiado e, conforme era previsto, meteu-se numa enormíssima alhada, quase foi morta por esse Nasser vindo dos confins do inferno, na busca de passaportes de jovens inocentes para o paraíso e não sabemos como se irá safar, que só o futuro episódio nos revelará o desfecho.

 

E findo esta narração incompletíssima, pedindo desculpa por narrativa tão parcelar e tão tardia!

Agradeço-lhe leitor/a, pela amabilidade e paciência de me acompanhar nestas escritas!

 

 

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