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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

O Reino Unido pondera a possibilidade de sair da União Europeia!

Reino Unido: Europa – Sim / Não

map of United Kingdom in google maps.png

 

Esta tem sido uma informação recentemente veiculada pela Comunicação Social, referindo nomeadamente que esta situação será colocada como referendo ao povo britânico, a 23 de Junho, deste ano de 2016.

 

Referem também que o 1º Ministro britânico, David Cameron, conseguiu um “acordo com os 27 parceiros europeus que garante ao país um estatuto especial dentro da União” no sentido de reforçar essa permanência. Também têm sido mencionados alguns dos “notáveis” britânicos que defendem essa saída, nomeadamente membros do governo atual, contrariamente à posição do 1º Ministro britânico, que defende a permanência na União.

Esta situação suscita muitas questões, algumas colocadas nos media.

 

Sobre o Acordo...

Este refere-se fundamentalmente a questões de funcionamento interno no Reino Unido ou também na forma como esse Estado se relaciona com os outros Estados, no contexto da União?

E favorece esse Estado e desfavorece os outros? Ou mantem-nos todos em pé de igualdade?

E foi “negociado” com todos os outros 27 Estados membros ou preferencialmente apenas com os “principais”?

 

Sobre o Reino Unido:

Será que o Reino Unido alguma vez esteve de “alma e coração” na União Europeia?!

Note-se que este Estado/País não aderiu nem à Zona Euro, a moeda continua sendo a libra esterlina, nem integra o Espaço Schengen.

 

Aliás, o Reino Unido, globalmente sempre se terá considerado um pouco além da Europa, diga-se do Continente, já que sempre se consideraram como as “Ilhas”.

 

Quando se fala de Reino Unido temos que esclarecer que este é o termo para designar o Estado constituído pela Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e mais umas quantas Ilhas no Mar do Norte e no Canal da Mancha, com estatuto especial.

Que no que respeita a este Estado há sempre muitas particularidades, nomeadamente o facto de ser uma monarquia, o que desde logo determina haver questões do Estado e questões da Coroa. Mesmo territorialmente!

E ainda vários territórios ultramarinos, espalhados pelo Mundo, resquícios do famoso Império Britânico, British Empire, como sejam as Ilhas Malvinas / Falkland Islands, Gibraltar, etc, etc, são mais de uma dezena, que esse Império se espalhava por todos os Continentes e Oceanos.

 

Isabel I in wikipedia.jpg

 

E este é um dos aspetos que sempre ressalta, quando se fala deste Estado/Reino.

Senhor de um Império assente no domínio dos mares e com territórios nos cinco continentes, que foi iniciado com Isabel I, na segunda metade do século XVI, se estruturou no século XVII e consolidou no século XVIII, tornando-se hegemónico no século XIX, ainda preponderante na primeira metade do século XX, mas que se extinguiu após a II Grande Guerra, com a independência das várias colónias na Ásia e na África.

Ficaram contudo múltiplos territórios espalhados pelos cinco continentes, como “remanescentes” desse Império, e que fazem parte desse Reino Unido.

Ficou também a organização intergovernamental designada “Commonwealth” que engloba 53 estados independentes como países membros, na quase totalidade pertencentes ao antigo Império.

E essa matriz identitária de detentores e integrantes de um Império tem condicionado a visão britânica do Mundo, no contexto da sua relação com outros Estados e Povos.

 

Estado possuidor de um grande poderio económico e financeiro, ainda atualmente. A “City” é o maior centro financeiro da Europa.

O Reino Unido sempre sentiu que contribuiria talvez demais para a Comunidade e pouco ganharia em troca.

Contudo gostaria de realçar um facto, que li há alguns anos, sobre a questão das verbas obtidas pelos agricultores europeus, na sequência das medidas de financiamento à agricultura, atribuídas à data em função das áreas dos terrenos.

Pois sabem quem era a Personalidade na Europa que mais recebia segundo esse critério?!

Pois, precisamente, a Rainha de Inglaterra!

 

E penso que estes têm sido alguns dos aspetos que, à partida, e de algum modo funcionando como marcos e preconceitos identitários, têm definido a adesão do Reino Unido, primeiro à Comunidade Europeia, 1973, e, posteriormente, à integração, sempre limitada e condicionada, na União.

 

Para além destes aspetos, ressalto também as idiossincrasias próprias dos britânicos. Circulação rodoviária pela esquerda, adesão tardia ao sistema decimal, tanto no dinheiro, como nas medidas e pesos, sistema métrico. Penso que a aceitação do sistema decimal terá sido na sequência da adesão à CEE, já na década de setenta do século XX.

 

Muitos destes aspetos são de natureza essencialmente cultural, mas condicionantes do relacionamento britânico com os europeus do Continente.

 

Como se diz em linguagem corrente, “sempre com um pé dentro e outro fora”.

 

(Que existem outros contextos em que os britânicos gostam de usufruir de estatutos especiais. Veja-se no futebol, não sei se em todos os desportos. Os britânicos têm representações da Inglaterra, da Escócia, do País de Gales, da Irlanda do Norte. Não sei se também das Ilhas de Jersey e de Guernsey!

Imaginam a Espanha a ter representações da Catalunha, do País Basco? ... Das Ilhas Baleares... Era um bailado flamenco!)

 

Atualmente com as “Crises” instaladas, o melhor será abandonar o barco?! ...

(Reporto-me especificamente à “Crise financeira e económica” e nomeadamente à “Crise dos Refugiados”.)

 

Mas gostaria de questionar:

Qual o papel que o Reino Unido terá tido no despoletar dessas mesmas Crises?

 

No respeitante à “Crise Financeira”, qual o desempenho que terão tido os decisores e “manipuladores de decisões”, sejam eles Bancos ou “Agências do que quer que seja”, instalados na sua “City”?!

 

No referente aos milhares e milhares de Refugiados, fugindo às Guerras do Médio Oriente.

 

Que papel terá tido o Reino Unido, primeiro, enquanto potência imperial, na sequência da I Grande Guerra (1914 – 18), na forma como, juntamente com a França, potências vencedoras, “dividiram” entre si o Médio Oriente em zonas de influência, criando Estados desconectados da realidade cultural da região, sem respeitarem o anseio de povos e nações culturalmente autónomas?

Basta atentar-se nas fronteiras desses Estados e reparar como foram traçadas “a régua e esquadro”. (Aliás, o mesmo se verifica em África, frise-se.)

 

Em segundo lugar, e após o finalizar da II Grande Guerra (1939 – 1945), o modo como essa região continuou a ser determinada e estruturada territorialmente pelas potências vencedoras, neste caso já não apenas as mencionadas, mas igualmente os E.U.A. e a U.R.S.S.?

 

E qual o papel das empresas petrolíferas e financeiras, a elas interligadas, em todas as contínuas Guerras travadas na região, desde então?

 

E qual o papel do Reino Unido na invasão do Iraque, em 2003, na busca das célebres armas químicas, ao tempo de Tony Blair?

 

Todas estas situações e decisões e mais as que desconheço e/ou não refiro e omito, estão na base da constante e contínua instabilidade do Médio Oriente. Agravadas nestes últimos anos pela Guerra na Síria, que é paradigmática sob todos estes aspetos.

 

 E que papel do Reino Unido em todas estas situações? Repito!

 

Tantas perguntas... Tantas questões... Tantas dúvidas... E tão incompleta esta análise...

(Dir-se-á que nesta minha limitada análise também perpassam alguns preconceitos sobre os “britânicos/ingleses”. Talvez... Talvez um dia escreva sobre isso...)

 

E ainda...

 

E, se o Reino Unido decidir democraticamente, através da auscultação dos seus “súbditos”, deixar de pertencer à União Europeia, que consequências daí advirão? Nomeada e especialmente para a União Europeia.

 

E ainda outra questão.

 

E independentemente dessa saída ou qualquer outra entrada, a União Europeia, a Europa Unida, sob este modelo vigente ou outro, é uma realidade com prazo de validade? Mais ou menos curto?!

É uma estrutura organizativa que, mais tarde ou mais cedo, se “desmoronará”?

Ou, apesar de todas as contrariedades, este modelo de organização e estruturação da EUROPA continuará vigente ainda por várias gerações?

 

Penso que, infelizmente, a situação de “desmoronamento” será a que ocorrerá, mais tarde ou mais cedo. Embora não seja esta a situação que eu desejaria que acontecesse. No Mundo existem espaços territoriais tão ou mais vastos que a Europa que constituem Estados únicos, caso precisamente dos Estados Unidos (E.U.A./U.S.A.) e, ainda mais paradigmático, a China, em que para além da extensão territorial tem uma enorme diversidade cultural (racial, étnica, religiosa, linguística,...). Mas forma uma unidade de Estado, há séculos! A Índia também.

 

E termino, por hoje, estas minhas reflexões, “extraordinárias”, neste dia também extraordinário: 29 de Fevereiro, de 2016. Ano bissexto. Ano de Jogos Olímpicos!

No Rio de Janeiro, Brasil, também um Estado Federal, de grande extensão territorial e grande diversidade cultural, embora com uma matriz quase única na Língua, aliás como os E. U. A. / U.S.A.

 

europa in pt.wikipedia.org..jpg

 

É claro que tenho plena consciência que, na Europa há muitas, muitas outras questões que nos separam.

Lembremos que os Povos Europeus têm passado os últimos dois mil anos em constantes e permanentes guerras entre si!

E Visionários e Idealistas como os Políticos Sábios que delinearam e iniciaram a “Construção Europeia já não existem.

Atualmente apenas conta o Deve e o Haver!

E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...

Veja também S.F.F.

1975 - 2015: Passaram-se quarenta anos!

 Ainda a propósito de “Mad Men”. 

E de um acontecimento de 1975.

 

E volto ao blogue e ao post em que abordei um acontecimento real ocorrido em 1975, a propósito dos “Homens Loucos” de Madison Avenue, N. Y. C., “Mad Men”. E dos computadores, na altura uns verdadeiros “monstros”, não só na forma, como no conteúdo, pela perspetiva de como eram vistos e percecionados, mesmo por quem lidava de perto com eles nos escritórios, mas não sendo especialista no assunto. Mais ainda para quem era completamente desconhecedor das suas funcionalidades e modus operandi.

Agora em que, a propósito de alguns acontecimentos mediáticos da política portuguesa atual, tanto se tem falado de 1975

 

Gostaria de deixar registado neste blogue alguns aspetos relevantes de algumas mudanças significativas deste Portugal de início século XXI, 2015, relativamente a esse findar do 3º quartel do século XX, 1975.

 

Neste Portugal atual, e apesar da tão apregoada Crise, vive-se significativamente melhor do que nessa data já longínqua de setenta e cinco.

Em termos de Consumo, os portugueses têm genericamente acesso a um cabaz de compras de bens mais ou menos essenciais muito mais vasto e diversificado não só pelos bens suscetíveis e acessíveis à sua bolsa, como pela existência e proliferação de locais de compra. Tanto de bens de consumo imediato, como duradoiro.

Vivemos numa Democracia consolidada. A Liberdade também é um Valor inquestionável!

O acesso a bens e serviços englobados no contexto da Educação, da Saúde, da Habitação, é um Direito também estruturado. Apesar de algum retrocesso que se tem verificado nomeadamente no campo da Saúde, face ao que já adquiríramos entretanto.

Portugal vive em Paz, apesar dos medos que hoje se sentem e pressentem, resultantes do alastrar à Europa de Guerras, que, até há poucos anos, pareciam confinadas a Países distantes… Que não deixavam de ser Guerras por isso…

 

in. escreveretriste.jpg

 

Estas são algumas situações em que, no plano interno, se constatam diferenças positivas relativamente há quarenta anos atrás.

 

E, no plano externo?!

 

Constate-se.

Portugal está integrado na União Europeia.

Faz parte da Zona Euro.

Não existe o “Muro de Berlim”, apesar de muitos outros muros que têm sido criados, por esse mundo afora. Físicos e psicológicos, culturais e sociais…

Não existe “Cortina de Ferro”.

Não existe “Pacto de Varsóvia”.

Não existe a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!

 

Thefalloftheberlinwall1989 in wikipedia.JPG

 

Vivemos num Mundo substancialmente diferente, mas…

Em que apesar de a designada “Guerra Fria” ter terminado, vivemos atualmente numa tensão e medo ainda maior. Em que a “Guerra” atual, há quem fale que vivemos numa “Terceira Guerra Mundial”, uma Guerra com contornos diferentes das anteriores, em que essa “Guerra” invadiu diretamente a Europa. E indiretamente chegou ao Continente Europeu através dos refugiados das Guerras por essas Áfricas e Médio Oriente.

 

E quem “produziu” essas “Guerras”?

Quem as alimenta com armas de todos os tipos?

Quem as financia?!

E com que fins?!

Quem as semeou e continua a sustentar, a adubar e fertilizar, com armas, munições, tanques e explosivos e carne para canhão de tantos inocentes?!

E quais os meios utilizados para obtenção de dinheiro para sustentar essas “Guerras”, umas “Grandes” e outras pequenas?

 

in imdb.com

 

Por vezes questiono-me e lembrando a “Família Krupp”, e a “Queda do Terceiro Reich”, se as pessoas que de facto alimentam as guerras, produzindo e financiando o armamento, mas vivem afastadas dos locais de conflito, quando ocorrem situações como as que têm acontecido por essa Europa, não se interrogam sobre o seu papel no Mundo…! Sobre a sua ação destrutiva da Humanidade!

 

E voltamos ao ponto de partida.

Vale a pena comparar 1975 com 2015?!

Apesar do pessimismo recente, vivemos ou não num Portugal substancialmente melhor?!

É ou não possível haver em Portugal abertura a novas e diversas perspetivas de “conduzir” este barco “Portugal” a bom porto?!

Que não faltarão as tempestades, os ventos alterosos, as borrascas…

 

Ah! E não posso esquecer o Imperialismo!

E o Imperialismo ainda existe ou não?!

Os Estados Unidos da América continuam a ser uma nação imperial, mesmo e apesar de terem um Presidente Obama?

E a Rússia, a nova Rússia, continua a ser também um Estado imperial, como o foi a antiga U.R.S.S., talvez o maior império à face da terra? Tal como fora também um império a antiga Rússia czarista?!

E o Reino Unido? E a França? E a Alemanha? São ou não nações imperialistas ou vivem apenas na nostalgia dos respetivos impérios passados?!

E a China?! É a terceira potência militar mundial, já detentora de enorme poder e liquidez financeira, “proprietária” e “co-proprietária” de variados setores estratégicos por esse Mundo fora, a nação mais populosa, com “colonos” espalhados também por todo esse Mundo, ocupando setores variados, talvez a maior produtora e fornecedora de bens utilitários de maior ou menor préstimo, mas que os Ocidentais, na sua febre consumista, tudo compram...

E o imperialismo das grandes multinacionais, dos grandes grupos financeiros, das grandes petrolíferas?!

(…)

E voltamos a interrogar:

O Imperialismo continua a existir ou não?

E Portugal e os Pequenos Países podem ou não tomar decisões e tomar conta do seu Destino fugindo às garras do Imperialismo?!

 

E com esta pergunta nos ficamos, por Hoje!

E terei esquecido o E. I.??!!

 

 NOTA Final:

HOJE, dia 24/11/2015, tomei conhecimento deste texto publicado na Revista "Visão" sobre o "financiamento" desta "Guerra" em curso.

Imprescindível LER!

 

“A Família Krupp” - Série Alemã - Teil I

“A Família Krupp” 

 

Drei_Ringe_von_Krupp in wikipdia.jpg

 

RTP2 – Episódio I

3ª Feira – 13/10/15

 

rtp.pt.jpg

 

A história de uma Família, entrosada na História e outros considerandos de maior ou menor relevância…

 

Foi transmitido ontem, dia 13 de Outubro, 3ª feira, o 1º episódio desta série alemã sobre esta célebre família de industriais, ligados ao nascimento da indústria no território alemão, desde inícios do século XIX. Industriais produtores de aço, indústria siderúrgica. "Aciaria!"

 

A visualização da série era para ter-se iniciado anteontem, 2ª feira, mas devido a um problema técnico na RTP2, a emissão foi interrompida. Facto de que, ontem, antes do início da emissão pediram desculpa.

 

E eu que pensara que era um problema apenas da minha TV, que, de vez em quando, me prega essa partida.

Foge a imagem ou fixa-se parada numa cena qualquer, esquecida do que vem a seguir, é como se tivesse lapso de memória visual. Depois, desfoca-se, abala o som, desfaz-se em cores abstratas como se ensaiasse uma pintura de Vieira da Silva, até que foge também a cor, aparece um “sem sinal” e a sigla “Ext”, ou qualquer coisa assim parecida e era uma vez…

Mas esta situação é comum em diferentes TVs que usam essa tecnologia TDT, que nem sei o que significa e, periodicamente, ocorre em variadas localidades por esse País fora.

Mas continuamos a pagar sempre a taxa áudio visual, na fatura da eletricidade. O que ainda não vi foi que, num mês ou até mais, na fatura não viesse esse valor acrescentado à despesa. Um aviso tal como: “Este mês não paga taxa audiovisual, porque a TV nem sempre se porta bem!”

 

Mas a quem é que nós nos podemos queixar?! Já o fiz para o Provedor do Cliente, mas não tive qualquer resposta!

 

A forma como este negócio das telecomunicações funciona, das várias operadoras, dos vários meios de comunicação, das várias televisões, dos media e das ligações e interligações entre eles, da concorrência feroz, da manipulação da opinião pública, o seu “modus operandi” deixa muito a desejar…

 

Mas vamos ao que titula o post.

 

Ainda bem que foi um problema geral.

Assim alteraram a programação e apresentaram o 1º episódio da série.

 

Acho que vale a pena seguir. As temáticas que aborda. A História da Alemanha por mais de meio século, desde o início do século XX. Os ambientes e ambiências retratadas. Os conflitos e paixões, o entrosamento entre a vivência desta família e dos seus trabalhadores como se fossem uma grande Família, mas cada um no seu lugar, que cada rato tem seu buraco.

E, nesta família, vão-se descobrindo muitos buracos.

A ligação umbilical ao Poder, sendo também eles parte e suporte desse mesmo Poder. Em determinados momentos competindo de igual para igual.

O seu suporte desse mesmo Poder Político e Militar. E Económico. Base do desenvolvimento e poderio, primeiro da Prússia, potência continental emergente no século XVIII, e cujas guerras com a Áustria e França sustentou, ainda em meados do século XIX, consolidando esse estatuto de potência continental.

Depois da Alemanha, a partir da sua constituição como Estado unificado, em 1871, precisamente após a vitória sobre a França, na Guerra Franco-Prussiana. Base económica do Império Alemão até à 1ª Guerra. Pilar e estrutura fundamental da indústria alemã, sendo que a siderurgia, a produção de aço de alta qualidade era a matriz de múltiplas e variadas outras indústrias, na Alemanha e nos outros países em processo de industrialização acelerada. E também do expansionismo ultramarino alemão, com a colonização de África, que a Alemanha também partilhou com as outras potências europeias.

Base da indústria de guerra, da corrida aos armamentos, prenúncio, preparação e sustentáculo da Primeira Grande Guerra. E de outras Guerras… E o mais que estará para vir, que apenas ainda veio o primeiro episódio…

 

A qualidade técnica. A música. A interpretação dos personagens. Não são artistas que conheçamos, como aliás acontece com as outras séries europeias, excetuando as britânicas, pois nos últimos cinquenta anos a quase monopolização da cultura cinematográfica tem sido exacerbada pelo domínio anglo-saxónico, com especial realce para o lado americano.

 

E, o enredo?

 

Neste episódio, a ação decorreu em dois momentos temporais marcantes.

 

Em 1957, já bem após a 2ª Grande Guerra, em que os Krupp tiveram um papel relevantíssimo. E nos primeiros anos do século XX, 1901 e 1902, antes ainda das Guerras, mas em que as respetivas sementes estavam já lançadas e eram ensaiadas e testadas noutras guerras “menores”. E os armazéns e celeiros dessas mesmas guerras, de ódios assassinos e irracionais, estavam a ser recheados, na corrida aos armamentos. Papel fundamental que a Família desempenhou na Alemanha recentemente unificada, sob a égide imperial, nesse 2º Reich! E, mais tarde, também no terceiro. Mas ainda não vimos nada disso. Não nos adiantemos!

 

O espaço em que decorre a ação situa-se principalmente na cidade de Essen, ainda hoje um dos pólos industriais da Alemanha da Senhora Merkl, nesta Alemanha reunificada. Cidade situada no Centro Oeste do Estado Alemão.

Na villa Huguel, palácio residência da família, edifício monumental, mas austero; nas indústrias siderúrgicas, com demonstrações do funcionamento das máquinas colossais e do seu grau de precisão minuciosa, visitas de clientes nacionais e estrangeiros, até do Extremo Oriente, que o Japão também iniciava a respetiva industrialização. Visitas que as meninas da família, Bárbara e Berta estavam proibidas de realizar, que segundo a mãe, a fábrica não era lugar para mulheres.

Cenas episódicas em Berlim, no palácio do Kaiser Guilherme II, que os Krupp e o Império andavam entrançados, de braço dado.

Passagens por Capri, ilha italiana, no Mediterrâneo, lugar de descanso, veraneio, sonhos, paixões e devaneios, onde estavam atracados os iates da família.

 

A narração centra-se em Berta Krupp, jovem solteira ainda, no início do século XX, mas que em 1957, após ter vivenciado e vivido todos os enredos, enlaces e desenlaces da primeira metade do século XX, sofre um ataque de coração, estando a Vida entre cá e lá. Como o seu País também estava na época, Guerra Fria, Alemanha dividida, na linha de fronteira entre Ocidente e Leste.

E, convalescendo, não assumindo a doença, mas sentindo que a “Ceifeira de Gadanha” se aproximava, prepara a sua sucessão no império industrial e vai recordando a sua vida nesse meio século de história familiar, da História da Alemanha e do Mundo, que como sabemos, se entrosam e entrelaçam para o Bem e para o Mal.

Mas tudo isso ainda veremos. Que ela ainda nem ao casamento chegou. Apenas vimos o funeral de Estado do pai, Frederico Krupp, em 1902, a que o próprio Kaiser Guilherme II compareceu, seguindo isolado atrás do caixão, como comandante supremo das Forças Armadas, numa encenação político militar, mas igualmente de consideração e estima pelo industrial a que o Estado tanto devia.

E, a propósito de Berta, lembramos que foi este o nome de batismo dos célebres canhões de longo alcance, que bombardearam Paris na 1ª Grande Guerra.

Mas também lá irão, digo eu!

 

 

 

Hortas Urbanas!

HORTAS URBANAS

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015 jpg

Portugal é um país de tradições rurais muito fortes.

 

As correntes migratórias internas, dos anos sessenta e setenta do século XX, engrossaram o crescimento populacional dos grandes centros, com especial realce para a Grande Lisboa e Grande Porto, e juntamente com a emigração, maioritariamente para a Europa Comunitária, levaram ao despovoamento dos campos, Êxodo Rural.

 

Este processo continuou, assistindo-se simultaneamente, a uma crescente litoralização do País.

 

Tem havido igualmente movimentos de imigração, de proveniência africana: cabo-verdianos, ainda antes de 1974 e igualmente das outras ex-colónias, acompanhando nomeadamente a descolonização, a partir de 1975. Mais tarde, continuados com as guerras civis nesses territórios, também designados ex-províncias ultramarinas.  

 

Posteriormente, ocorreram outros movimentos migratórios, tanto internos como externos, com especial destaque para a imigração de diversas origens, especialmente após a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, em 1986. Mas estes, face ao assunto em epígrafe, têm um cariz ligeiramente diferente.

 

Frisa-se, pois, que as populações suburbanas e urbanas com origem nas ex-colónias africanas ou nas zonas rurais do Continente têm uma matriz cultural muito arreigada às suas origens campestres e há ainda um forte apego ao chamamento da terra de origem, em que a vida no campo está muito presente na memória coletiva e individual.

 

Essa chama que nos liga ao Campo manifesta-se de múltiplas e variadas formas, de que os Grupos Culturais, sobre que já tenho “postado”, são um exemplo.

 28ª-encontro-de-cantares-alentejanos

 

Mas o mais relevante sinal desse apego expressa-se, de uma forma ainda mais materializada, na ação concreta de amanhar a terra.

Esse gosto por mexer, por trabalhar a terra, é ainda bem presente e vivo em algumas das populações das nossas zonas suburbanas.

Muitos não gostam, a maioria não sabe, perdeu esse saber, mesmo quando ainda em jovem tenha feito algum desse trabalho no campo.

Mas ainda há alguns que resistem, que persistem e guardaram esse conhecimento, praticando-o.

Que o documentam, o põem em prática num labor diário, no arranjo de leiras, taludes, veigas e vales, quintais e pequenas parcelas de terreno de que se vão “apropriando” de usufruto, pelos mais diversos espaços abandonados e desaproveitados das nossas urbes.

Outros aprenderam, pois vê-se também gente que de novo se interessa por esse mester.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

É olharmos à nossa volta quando viajamos, seja de carro particular ou, com mais atenção e pormenor, nos transportes públicos, e vemos os milharais, os feijoais, os granais, os batatais destes novos agricultores, das horas livres, de part-time, de fim-de-semana ou dos fins de tarde.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Este é um fenómeno cultural que nos últimos anos tem ganho maior visibilidade, pois a extensão do espaço cultivado aumentou e processa-se nos mais diversos e inusitados locais, espalhando-se, que eu conheça, tanto na Margem Sul, como na margem norte do Tejo e muito especificamente por toda a cidade de Lisboa.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

São as HORTAS URBANAS!

 

A tão propalada “Crise” também terá tido efeitos sobre este fenómeno urbano?

A mediatização deste facto também terá contribuído para o seu propagar?

O merchandising, o comércio, o marketing, associados a todas as ações campesinas, mas transpostas para um modelo urbano, também o incentivou e simultaneamente é um seu reflexo?

 

Todas estas situações poderão ter ajudado ao crescer deste interesse pelas atividades agro-urbanas. Que, pelos vistos, vieram para ficar!

E que, para além de terem alargado o seu espaço geográfico, também alastraram a diversos estratos populacionais, mesmo àqueles à partida desligados ou desenraizados dessa ancestralidade cultural, por já serem nativos do espaço urbano há várias gerações.

E que, sendo citadinos e urbanos, usam o próprio espaço dos prédios, como varandas, marquises, terraços… E lá cultivam as suas alfaces, os pepinos e tomates, ervas de cheiros e malaguetas…

 

Quem imagino estará satisfeito com este pulsar de vida agrícola dentro da Cidade será o arquiteto Ribeiro Telles, há muito defensor desta prática.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Bem, a “postagem” de hoje é precisamente sobre esta temática e é documentada com fotos gerais e específicas de algumas Hortas Urbanas da Margem Sul, localizadas num vale de uma freguesia do concelho de Almada.

Demos uma vista geral ao espaço global, por onde se distribuem as Hortas e visitámos, com bastante atenção, uma delas, que é um verdadeiro Jardim!

O seu “proprietário”, na casa dos setenta, algarvio, mas tendo trabalhado em Lisboa, pessoa simpatiquíssima, fez questão de nos mostrar o resultado do seu labor diário, num espaço de poucos metros quadrados, mas onde tem os mais diversos produtos hortícolas e insistiu para que voltássemos, para levarmos umas alfaces…

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Bem e, por hoje, e sobre Hortas Urbanas não vou escrever mais.

 

Ainda ficam mais alguns aspetos que aprofundarei noutro(s) post(s).

 

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