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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“A Herança” – Série Dinamarquesa T 2 – Ep. 3 (13º Episódio)

“Arvingerne” / “The Legacy

the legacy in. theeurotvplace.com

 

 (21/03/16 – 2ª Feira)

 

O episódio de ontem foi dramático e assustador.

 

Porque as condições daqueles prisioneiros são inumanas, terríficas. E, neste ponto, julgo que os guionistas também pretendem acentuar uma questão de denúncia, de uma clara e aviltante violação dos Direitos Humanos.

 

Também foi aterrador aquele excerto em que Frederik se lançou à irmã e quase a estrangulou.

Já antes fora assustadora a sua atitude com o procurador e o advogado, quando naquela reunião, enquadrada numa receção aparentemente cheia de nove horas, mas apenas de pura hipocrisia e falsidade, Frederik se passara, perante a verdadeira chantagem, disfarçada de lábia cheia de finura, em que o procurador procurava extorquir, disfarçadamente, mais dinheiro. Realmente seria difícil manter a calma, para mais para Frederik sempre destrambelhado.

Já anteriormente manifestara esse destrambelho, na visita ao irmão. (E em que condições se processam aquelas visitas!)

E eu que supusera que a leitura daquelas trocas de mensagens ente Emil e Solveig não o haviam perturbado. Que nada! Resolvera ir à Tailândia precisamente para se vingar!

 

Mas sendo inteligente como é e também profundamente apegado aos irmãos, especialmente aquele irmão, Emil, a quem o Pai, Carl, recomendara que o protegesse, em sua substituição, antes de se suicidar.

Todas estas situações marcam tragicamente Frederik, o perturbam, tornando-o um perigo para si mesmo, mais ainda para os outros que o rodeiam, como se viu.

(Neste ator, igualmente para os outros, realce-se o extraordinário desempenho do personagem, pessoa em permanente tensão.

Transparece nele, personagem, um forte recalcamento de pulsões primitivas. Que o ator muito bem evidencia.)

Mas, arrependido, tenso e perturbado como sempre, resolveu ir procurar o Governador, certamente daquela Província, sabendo que ele desenvolvia uma luta contra a corrupção, nomeadamente no respeitante ao Procurador e à Polícia.

E, interrompendo uma sua visita a uma Escola, arriscando-se a ser também preso ou mesmo morto, arrojou-se aos seus pés, tal qual faziam os antigos suplicantes em tempos ancestrais na nossa cultura ocidental, antes da constituição dos Estados de Direito e da consagração dos Direitos Humanos. E lhe rogou insistente e emotivamente que se dignasse ler o relatório que apresentava sobre o “julgamento” e prisão do irmão Emil.

E o Procurador leu e levou consigo para ler com mais atenção.

E, ao outro dia, o advogado, surpreendidíssimo, os informou que o procurador alterara a decisão judicial e que Emil seria libertado no dia seguinte, que podiam ir buscá-lo.

 

E foi Gro. Frederik não se atreveu!

 

E, nos entretantos, como correram as situações no Reino da Dinamarca?!

 

Bem e mal!

 

Bem, porque Signe lá vai dando conta do recado de agricultora.

Também diria que ainda dá em artista, tem veia de Veronika. Observe-se aquela instalação dos espantalhos nos campos de cânhamo. Num determinado campo visual e num certo contexto, pode ser considerada uma verdadeira “instalação artística”! Tal Mãe, tal filha! (Filha fica com letra minúscula, porque, artisticamente, Signe ainda não se compara com Veronika!)

Cumulativamente, a avaliação da Obra que ela adquirira foi um verdadeiro sucesso.

Para mais estando ela própria lá representada.

Todos ficaram agradavelmente surpreendidos com o impacto forte da peça.

“Pode mesmo ser a Obra-Prima dela!” Afirmou Kim.

A avaliadora valorizou-a de pelo menos novecentas mil coroas!

“Fizeste um negócio da China!”, lhe disse a advogada, Leone.

Também de amores as coisas estão a encaminhar-se bem e poderiam ter ido melhor.

Não fora...

 

Então o que correu mal?!

Estava Signe numa boa com o pretendente, julgo que se chama Martin, mas não tenho a certeza, quando chegou um intruso, indesejado.

Henrik, pai de Isa, veio com a própria, buscar a neta Melody e, apesar dos esforços de Signe e de Thomas, entretanto chegado, aquele conseguiu levá-la, melhor, roubá-la, para ser educada em família “normal”!

 

E por aqui ficamos. Que sobre normalidade e patologia há milhares de páginas escritas.

 

(Para mais informações:Ep. 12)

Hoje, Dia 21 de Março de 2016

Hoje, dia 21 de Março, é suposto ser um “Dia Especial”.

 

Para além do início da Primavera, data esta não convencional, determinada pela posição aparente do Sol face à Terra, Equinócio da Primavera; as outras Comemorações são associadas convencionalmente a este facto anterior.

E essas datas comemorativas são: o “Dia da Árvore” e o “Dia da Poesia”!

 

Bem, quanto à Primavera ela deu um ar da respetiva graça, de manhã. Em Almada, esteve sol, mas, de tarde, levantou-se uma verdadeira trovoada. Contradisse o aforismo referente a Março: “Março, marçagão, de manhã, inverno; à tarde, verão!”

Nalgumas zonas do Alentejo, de manhã, chovia. De tarde, não sei, que ainda não consultei o “boletim meteorológico”.

 

Quanto à Árvore, não consegui nenhuma este ano, que o local de troca de produtos para reciclagem, por árvores, ocorreu na Costa da Caparica. Fora dos meus circuitos habituais. Não plantei ainda nenhuma nesta Primavera. Que também só agora começou.

 

Quanto à Poesia, estarão a ocorrer eventos comemorativos, na ridente Cidade de Régio, para os quais reportei neste post.

 

Quanto à Inspiração relacionada com estes temas, apenas uma simples quadra, inspirada noutra que já publiquei no ano passado.

 

 

Primavera

 

Na planura, tapeçaria de flores

Aves trovam hinos de beleza

Madrigais de aromas e cores

Exulta, alegre, a Natureza!

 

21/03/2016

 

De modo que este post nº 340 materializa-se nesta simplicidade textual, para além dos links, em que assinalo trabalhos referentes às temáticas abordadas.

Klique, S.F.F.!

Infelizmente não tenho, por agora, nenhuma foto sugestiva. Estive para pedir emprestado a "Rumo ao Sul", mas...

“Poesia em Régio” – Portalegre – 21 de Março

“A Poesia sai à Rua numa Homenagem ao Poeta José Régio”!

Jose Regio  in. pt. wikipedia.org. jpg

 

21/03/2016 – 2ª Feira

 

Por amabilidade da Coordenadora de “MOMENTOS de POESIA”, tive conhecimento da realização deste Evento, em Portalegre, no qual, neste mês de Março, se integrará também “Momentos de Poesia”, conforme pode consultar no Programa.

No “Dia Mundial da Poesia”!

Parabéns à Cidade de Portalegre!

 

“POESIA em RÉGIO”

“A Poesia sai à Rua numa Homenagem ao Poeta José Régio”!

21 de Março – 2016 – 2ª Feira

PORTALEGRE

Consulte o Link, com o Programa do Evento.

 

Sobre José Régio (1901 – 1969) já tenho aqui falado no blogue. Tanto enquanto Prosador, como na qualidade de Poeta.

 

No dia 7 de Março, conforme referi, pretendia publicar um Poema deste Autor. Só que, como também explicitei, não tinha na minha posse, de momento, nenhum dos livros deste Poeta.

Dir-me-ão. Mas isso basta colocar o que pretende num motor de busca e encontra dezenas de sites com o que quer. Que isto da net é assim mesmo, acha-se de tudo e mais alguma coisa. É só pesquisar.

Só que, procurar num Livro, tem outro sentir, há o aflorar de um conjunto de sensações e até sentimentos. Além da perceção visual, há todo um manuseamento do papel impresso, uma perspetiva táctil, inclusive, o odor, o cheiro próprio dos livros. Para além dos sentimentos e lembranças a que os Livros nos transportam. O passar e repassar das folhas, como dos anos... Das leituras que neles fizemos, as anotações e sublinhados, recordações que nos trazem, alguns já com vários anos. E são os nossos Livros!

Na internet há, sem dúvida, muito mais rapidez e eficácia, mas também maior frieza e impessoalidade. Fica tudo demasiado fácil.

Contudo não renego nenhum dos veículos comunicacionais. Atualmente até uso mais o computador e a net!

 

Mas voltemos à temática fulcral do post.

 

Neste, que aborda uma Homenagem a José Régio, numa das suas Cidades, aquela em passou grande parte da sua Vida, Portalegre, não posso deixar de divulgar um Poema de Régio, como já fiz de Gedeão e de Florbela.

Com esse fito procurei nas estantes, e descobri numa delas, uma “Antologia de Poesia Portuguesa”, Organização e Prefácio de Inês Pedrosa, das Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2003, 6ª Edição. Subordinada ao tema “Poemas de Amor”!

 

E, pesquisando, nela achei um Poema do consagrado Poeta, numa sua faceta talvez menos conhecida. Pelo menos para mim, embora um dos primeiros, se não o primeiro livro que li deste Autor, tivesse sido “O Vestido Cor de Fogo”! Duma célebre coleção da RTP!

 

E segue-se o Poema.

 

“SONETO DE AMOR”

 

“Não me peças palavras, nem baladas,

Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,

Deixa cair as pálpebras pesadas,

E entre os seios me apertes sem receio.

 

Na tua boca sob a minha, ao meio,

Nossas línguas se busquem desvairadas...

E que os meus flancos nus vibrem no enleio

Das tuas pernas ágeis e delgadas.

 

E em duas bocas uma língua..., - unidos,

Nós trocaremos beijos e gemidos,

Sentindo o nosso sangue misturar-se.

 

Depois... – abre os teus olhos, minha amada!

Enterra-os bem nos meus; não digas nada...

Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!”

 

 

 

 

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