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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Política – Eleições – e Algumas Questões Pertinentes

Educação... E não só!

 

Escola pública in. pt.wikipedia.org.jpg

 

Pontos Prévios:

 

0 – Volto a interromper a divulgação dos Poemas da XIII Antologia do C.N.A.P., para expor alguns aspetos sobre outras temáticas.

Também penso ainda voltar às Séries. Que até me informaram que se iniciou “Guerra e Paz”!

 

1 - Já que me debrucei em dois posts sobre questões de política, numa perspetiva “tout court”, isto é, no sentido imediato do termo, não vou deixar de continuar a debruçar-me sobre alguns temas que me despertem mais a atenção, quando achar conveniente. A não ser que me desiluda completamente…

Friso e repito, que essa é uma forma de expressão da Liberdade, que a Democracia nos deu e que a Internet permite exercer num contexto alargado.

 

2 - Esta nova Governação, bem como a nova Legislatura, dada a sua novidade formal, trouxera-me algumas esperanças, quiçá ilusões, que alguma coisa mudasse em termos de conteúdo.

Mas o que tenho observado, nomeadamente na Educação, deixa-me algumas perplexidades.

 

3 - Será que algum dos candidatos a próximo Presidente da República conseguirá pôr cobro a esta situação que é a de nos mais diversos campos e muito especificamente na Educação a legislação estar sempre a mudar?! Será?!

 

4 - Mudou o Governo, mudou bastante o enquadramento político partidário que sustenta esta governação, criou-se até um suporte governativo inédito em Portugal, algo que se suponha ser impensável, todavia, as metodologias, as estratégias governativas não mudaram nada.

 

5 - Mal tomou posse, este Governo logo tratou de alterar as Políticas legislativas onde mal tinham começado, especialmente na Educação. Onde era preciso haver alguma estabilidade, dado que o ano letivo já havia arrancado, em Setembro, quando o Governo tomou posse bem mais tarde, assim como a entrada em funcionamento da nova Assembleia da República.

Além de que o Ano Letivo começa a ser preparado pelos principais Agentes Educativos, bem antes de começar. Em muitos aspetos, de um ano letivo para o outro.

E as eleições para a Assembleia da República foram só a 4 De Outubro!

Mas não, mal se iniciou esta Legislatura e este Governo tomou posse trataram logo de alterar questões fundamentais como seja a da Avaliação.

 

Questão principal:

 

- Não teria sido possível manter o que estava em funcionamento, deixar correr o ano letivo normalmente, ir fazendo análises e auscultações periódicas sobre o que eventualmente se pensasse mudar, no final fazer uma avaliação global e parcelar sobre os aspetos considerados críticos, e decidir então se haveria mudanças ou não e, caso fosse necessário mudar global ou parcialmente, implementar essas mudanças apenas no próximo ano letivo (2016/2017)?!

 

 

Algumas Inferências:

- Se há algo que tem sido pernicioso ao longo destes quarenta anos de Democracia e concretamente na Educação, têm sido as constantes mudanças que têm havido. Muda o governo, muda a legislação, mudam completamente os procedimentos, mesmo já tendo o ano letivo começado.

 

- Não há uma coerência estruturante na Educação. Não há um Projeto Educativo consistente, não há um pensar global sobre a Educação, se se pretende uma Escola Pública de qualidade, se o Ensino Privado deve ou não continuar a ser financiado pelo Estado, qual o modelo de Avaliação a implementar… (…)

 

Escola primária in pt.wikipedia.org.jpg

 

E, já agora, gostaria de levantar outras Questões.

 

- Será que os Exames fazem assim tanto “mal” aos alunos? Provas escritas, provas orais são assim tão traumatizantes?! Não serão também formas de aprender, de aprender a agir, de agir num contexto específico, sem dúvida alguma mais rigoroso do que é habitual numa sala de aula… Mas não será também essa uma outra forma de aprender, nomeadamente a saber estar nesse contexto específico de maior rigor e exigência?!

 

- A exigência e o rigor serão prejudiciais ao desenvolvimento, ao crescimento harmónico, dos jovens alunos?! Ao longo da Vida nunca irão vivenciar situações de stresse semelhantes ou muito mais desafiantes até, do que aquelas que se vivem numa sala de exames?

 

- Rigor e exigência promovem a desigualdade?

 

- O trabalho mata os Cidadãos?

 

Futuramente, voltarei ainda, talvez noutro dia, novamente a mais algumas proposições ou questões sobre Educação. Talvez…

 

Mas agora quero deixar mais algumas questões de âmbito mais alargado:

 

1 – Continua a fazer sentido persistir em “dividir”, este País tão pequeno, em “Esquerdas” e “Direitas”, como se não fossemos todos Cidadãos Nacionais de pleno Direito?!

2 – E insistir em criar e executar políticas sempre sob este prisma reducionista, de divisão, de malquerenças e equívocos?!

 

3 – Não haverão questões, situações, de tal ordem importantes que justifiquem uma abordagem nacional, independentemente de divisões e questiúnculas político-partidárias, que justifiquem “um sentar à mesa” de Pessoas capazes e avalizadas para a resolução de problemas globais e nacionais?!

 

Se os nossos políticos não reparam, nem quando andam de feira em feira, de mercado em mercado, sugiro que observem o estado calamitoso em que estão os cascos antigos de muitas das nossas Cidades, Vilas e Aldeias.

Chalet Cova Piedade Foto original de DAPL 2014.jpg

 

É só passearem-se, com olhos de ver, e repararem como se encontram muitos dos bairros antigos e zonas emblemáticas das nossas povoações.

A começar pela Capital!

 

Praça da Figueira Lisboa Photo original FMCL 2015 .jpg

 

Este é um campo que deveria ser um desígnio nacional!

Recuperar e investir nas zonas antigas das nossas povoações!

E este seria um trabalho sem fim que envolveria Todos, a todos os níveis.

Lisboa Avenidas Novas Foto original de FMCL 2015 .jpg

 

Voltarei a este assunto?!

 

 

Também houve eleições no reino da Dinamarca!

Parabéns, RTP2! Adeus, Borgen!

 

“Quase todos aguentam a adversidade. Mas se querem testar o caráter de um homem, deem-lhe o poder!”

Abraam Lincoln

Este pensamento serviu de “leit motiv” deste episódio.

 

Parabéns, Birgitte! Adeus Birgitte!

 

Parabéns!

Parabéns, em primeiro lugar à RTP2, por ter transmitido esta excelente série europeia e mais especificamente dinamarquesa.

Trouxe-nos outras perspetivas da realidade e da realidade política.

Uma visão construtiva da Política. A repetição foi bem pensada. Até organizada de modo a que o episódio das eleições na ficção, coincidisse com o dia das eleições reais em Portugal. Só terá sido pena, que os nossos políticos, tão assoberbados com as lides partidárias, não tivessem podido ver, porque fazia-lhes tanta, mas tanta falta, que visualizassem esta série.

Bem, que hoje em dia, quase ninguém precisa de ficar condicionado aos programas e horários das televisões, para ver as séries. Poucas pessoas estão dependentes desses condicionalismos.

Por isso, e para bem de nós todos, eles ainda a irão visualizar, nomeadamente este episódio final!

Só lhes fará bem!

E tanta falta lhes faz!

 

 

Birgitte in visitdenmark.com.br.jpg

 

Parabéns, Birgitte Nyborg!

“Eu tenho o Poder. Agora!”, afirmou.

Com 13 deputados, em 180 (?) consegue condicionar a formação de governo. Consegue contar até 90.

Só no Reino da Dinamarca! Mas que dá lição de Democracia. Democracia avançada!

Saber negociar, criar consensos e acordos, promover o diálogo e a concertação, exercício e defesa da cidadania; estruturar princípios básicos para apoiar a governação do 1º Ministro: Política económica responsável, Defesa do Estado Social, Identidade Verde, Integração de imigrantes, …

Exercício do poder político em coligação, construída após as eleições e conhecidos os resultados eleitorais, mas defendendo os princípios por que vinha lutando.

 

Abdicar da oferta do cargo de 1º Ministro, para apoiar e fazer parte de um governo, em que pretende pastas fundamentais: para si, Ministério dos Negócios Estrangeiros, propor também a Justiça e Economia, para membros do seu partido.

 

Acho que fiz o melhor pelo meu País!”

É para o País, para o Povo, para os Cidadãos, que os Políticos devem trabalhar.

Independentemente dos partidos a que pertencem.

 

E esta é a grande lição que esta série nos transmite!

 

Sobre ela escrevi alguns posts.

 

Neste seriado um dos temas relevantes era o papel dos media.

E, neste campo, também muitas, muitas peripécias.

No final também o editor chefe, após alguns desaires, foi reconhecido e justamente reconduzido no seu lugar. Pelo mérito!

Mérito também dos seus colegas de trabalho que lhe manifestaram e impuseram às chefias económicas, a sua solidariedade.

 

(…)   (…)

 

Uma série 5*****!

 

 

No rescaldo de ontem… 4 de Outubro

No rescaldo de ontem…

Portugal dos pequeninos. In wikipedia enciclopédia livre

 

Hoje, pela manhã, Dona Maria da Fonte foi passear ao Portugal dos Pequeninos, acompanhada por três sobrinhos: o Cinco de Outubro, o Vinte e Cinco de Abril e um terceiro, enjeitado, mal amado, mal aceite e mal assumido.

 

No passeio, encontrou o seu conhecido e quase contemporâneo, o Ti Zé Povinho!

Vai daí, não resistiu…

Oh, Ti Zé, então você, apesar de eles lhe fazerem o mesmo que os pombos fazem ao Camões, continua a dar-lhes a sua arma, não?!

(…)   (…)

 

In wikipedia. free enciclopedia.jpg

 

Intrigado com a pergunta, o sobrinho, Vinte e Cinco de Abril, questionou-a.

Oh Titi! Oh Titi! O que é que os pombos fazem ao Camões?!

O Cinco de Outubro, pressuroso, já ia responder…

Ah! Eu sei… Ah, eu sei…

Não fora a intervenção do outro sobrinho, o mal amado, mas sobrinho também, chamado Estado Novo, que o interrompeu.

Não dizes nada, que eu risco com o lápis azul. E riscou! Que neste blogue não se dizem nem escrevem palavrões. Pelo menos até agora!

 

A Tia Maria da Fonte, contudo, acrescentou.

Pois eu digo!

Meus sobrinhos, para quem não saiba, o que os pombos fazem ao Camões é poisarem na estátua a comerem pipocas, enquanto veem TV!

Estatua Camões Lisboa In wikipedia.JPG

 

Moral da estória:

 

“Eles não sabem, nem sonham….”, e aqui parafraseamos Gedeão…

Eles não sabem ou fingem não saber, que os pombos nas cidades são ratos voadores…

E, por isso, lhes continuam a dar milho.

 

Enquanto eles aproveitam para nos poisarem nas estátuas… Lamenta o amigo Eça.

 

Eça Queiros in Lisboa.com

 

Epílogo!

 

E com esta termino…(...)

Soubera eu desenhar e quem faria um cartoon, seria eu! Ou uma BD.

 

P.S.-

Se houver algum dotado para essa arte, que queira aproveitar a ideia, disponha!

 

Não se esqueça, contudo, de citar a Fonte onde veio beber a ideia!

 Ler também aqui! S. F. F.

Nota Final: As imagens foram retiradas de Wikipédia  enciclopédia livre. Exceto a de Eça: in. Lisboa.com.

"Zé Povinho" in the "Antonio Maria", magazine 1880. In Wikipedia, the free encyclopedia. 

 

 

 

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